Apollo-Soyuz: O encontro de dois mundos no espaço

Ilustração sobre o acoplamento das naves Apollo e Soyuz no espaço. Foi em 1975 que americanos e soviéticos realizaram um encontro histórico em órbita, abrindo caminho para a cooperação internacional nas pesquisas espaciais. Mesmo num ano onde a Guerra Fria estava no auge (Reprodução)

De um lado, Baikonur, do outro lado, Cabo Canaveral. De um lado, cosmonautas, do outro, astronautas. De um lado, o comunismo, do outro, capitalismo. Quando voltamos na história em um determinado ponto da Guerra Fria é difícil imaginar que os mundos opostos de EUA e URSS fossem, em algum momento, dar as mãos e trabalhar juntos em alguma atividade, seja esportiva, econômica, científica ou o que fosse. E isso ainda mais improvável se tratando do mundo espacial.

Em 1975, a corrida espacial já tinha um vencedor. Mesmo com os soviéticos saindo a frente com o Sputnik, em 1957, e ampliado a vantagem com Laika, no mesmo ano, e Yuri Gagarin, em 1961, os americanos investiram rápido e pularam a dianteira quando Armstrong, Collins e Aldrin foram a Lua no audacioso Apollo 11, em 1969. A URSS bem que tentou, mas parecia ter perdido a mão em domar o espaço e chegar ao satélite que, para eles, virou um sonho eterno.

No entanto, naquele ano em especial, alguma coisa aconteceu que fez os programas especiais de ambos – Apollo e Soyuz – se aproximarem num encontro histórico que, por um momento, fez dois mundos serem apenas um, além de ser um marco na cooperação internacional com relação a exploração espacial: De um lado, a simbolicamente chamada Apollo 18, do outro, a Soyuz 19, a Apollo-Soyuz na sua única e histórica missão.

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Museu da Música: O salão nobre da melodia em Timbó

Eis o Salão Hammermeister, em Timbó. E por trás destas paredes históricas está um tesouro histórico que merece ser conhecido: O Museu da Música, com um acervo riquíssimo de várias páginas de história da melodia (André Bonomini)

Que o Vale Europeu tem, no seu seio, uma longa história com a música disso muitos bem sabem. Desde os tempos dos colonos, passando pela cena jovem iniciante nos anos 60 e os voos mais altos dos cantores, cantoras e bandas da região, o universo das melodias, acordes e timbres sempre esteve ligado aos que aqui viviam e vivem e buscam na música um refúgio ou uma ocupação.

E para quem acha que toda esta trajetória está esquecida no correr da história, está enganado. O passado musical do Vale, somado a uma viagem fabulosa por quase toda a evolução da arte pelo mundo, tem um espaço muito especial num cantinho da Pérola do Vale, reconhecidamente a capital regional da música. Nas instalações do antigo e bem preservado Salão Hammermeister, em Timbó, está instalado o Museu da Música, um verdadeiro relicário com vários elementos que escreveram e escrevem a história milenar desta arte, seja na região ou no mundo todo.

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Videotape n’A BOINA nº 69 – Pokémon Sun & Moon, os jogos que vieram para botar a ordem na casa

Escolha seu inicial, prepare sua mochila e embarque nessa nova aventura. Uma mudança na franquia e dois jogos que vieram botar ordem na casa. Sun & Moon tem um visual deslumbrante, novas mecânicas de batalha, Pokémon e as alola forms (Reprodução)

(Lucas “Luke” Baldin)

Hello, mestres Pokémon! Tudo bem com vocês?

Pela primeira vez em Disney DVD, Disney Blu-ray e formato digital, venho aqui não para falar de música, cinema e nem de televisão. O tema de hoje é uma espécie de review (mais ou menos por que eu ainda não terminei de jogar). Vamos, como disse, pela primeira vez saber minha opinião sobre um produto do mundo dos videogames. Pokémon Sun & Moon (estou jogando a versão Sun, que foi a que adquiri). Já fizemos um especial dos 20 anos da franquia em 2016, mas agora vamos em falar em particular do jogo da sétima geração para o portátil da Nintendo, o 3DS/New3DS/2DS/New2DS.

Novamente como sempre digo, não vou me ater na linha temporal de lançamentos. Mas sim contar a minha experiência com o jogo até o momento. Eu comecei a jogar os games antigos lá em 2007 (10 anos atrás) no meu computador. Através de um emulador, eu fui conhecendo os jogos e me tornando um verdadeiro admirador de Pokémon. Não mais pelos desenhos. Mas sim pelo motivo que deu razão a tudo o que conhecemos hoje: o jogo de videogame.

Anos mais tarde comprei meu Nintendo DS, em 2011 e me acabei nos jogos lançados para esse videogame. Ano passado ganhei de aniversário um portátil mais recente para jogar mais e mais as aventuras das criaturas de bolso. Meu 3DS estragou um mês depois, tragicamente, e sem outro produto em estoque a loja me devolveu o dinheiro. Semanas atrás, comprei um New 3DS e o Pokémon Sun, o jogo que veio para botar ordem na casa.

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Gincaneiros arrecadam quatro toneladas de mantimentos para entidades

(Andressa Peixer)

Carrinhos de solidariedade. Gincaneiros das equipes da GCB, doações renderam quatro toneladas em alimentos para dez entidades da cidade. E as disputas da edição 25 estão apenas começando (Divulgação)

As provas sociais da 25ª edição da Gincana Cidade de Blumenau já estão movimentando os gincaneiros com o objetivo de ajudar quem precisa. Uma delas, a de arrecadação social, contou com a colaboração dos blumenauenses que doaram os mantimentos no supermercado Giassi. A prova que iniciou em junho e encerrou no último sábado, dia 8, resultou na coleta de quatro toneladas de alimentos e mais de três mil itens de higiene e limpeza.

Para o presidente da Liga dos Gincaneiros, Marcelo Spengler, além do trabalho dos integrantes das equipes, a parceria com a comunidade foi decisiva para a realização da prova. Quando se trata de ajudar o próximo, de cumprir as provas sociais, todos os gincaneiros se esforçam para atingir o resultado. E claro, mais uma vez, precisamos destacar o envolvimento da comunidade, pois só assim conseguimos alcançar o objetivo de juntar quatro toneladas de alimentos, ressalta.

Neste ano, 10 entidades receberam os donativos: Associação Blumenauense dos Deficientes Físicos (Abludef), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Casa de Acolhida São Felipe Neri, Ong São Roque, Comunidade Caridade sem Fronteiras, Associação de Amigos, Pais e Portadores de Mielomeningocele, Centro de Convivência Casa Santa Ana, Casa São Simeão, Associação Casa de Apoio a Mielo e Neoplasia e Associação Eurípedes Barsanulfo.

A Gincana Cidade de Blumenau surgiu em 1993 como forma de lazer saudável aos jovens blumenauenses. O tradicional evento reúne equipes próximo ao dia do aniversário de Blumenau, 2 de setembro. Nos meses antecedentes, os integrantes trabalham para cumprir as provas sociais, arrecadando mantimentos e participando de ações de doação de sangue, por exemplo. Como resultado, as toneladas de alimentos, roupas e demais itens arrecadados são distribuídos para instituições beneficentes da região.

Em 2017, ano em que comemora 25 edições, o evento acontece nos dias 2 e 3 de setembro no setor 3 do Parque Vila Germânica.

Urda em A BOINA – No tempo da cegonha

(Reprodução)

(Urda Alice Klueger)

Numa manhã de março de 1956, eu acordei com o meu mundo virado de cabeça para baixo. Até aquele dia, eu não observara nada diferente na minha mãe, mas naquela manhã ela me pareceu enorme dentro do seu vestido de seda preta, estampada de ramalhetes de flores coloridas. Lembro que fazia sol, e, decerto, também fazia calor, mas isso me passou despercebido, diante das coisas estranhas que estavam acontecendo. Esperava-se um táxi para levá-la ao hospital, onde a ‘cegonha’ iria lhe entregar uma criança. Até acordar, eu não sabia nada a respeito daquilo, e acordar com todo aquele alvoroço em casa e observar que minha mãe parecia ter inflado foi bastante chocante.

O táxi (que a gente chamava de carro de praça) chegou e levou minha mãe; ficamos, eu e minha irmã mais velha, na vizinha Dona Cecília, aguardando que meu pai voltasse. Eu me encantava com a casa da Dona Cecília, que tinha sótão e um oratório de Nossa Senhora lá em cima, mas naquele dia não parecia tão interessante assim ficar à janela do sótão esperando meu pai, depois de toda aquela confusão na minha vida.
Meu pai voltou, afinal. Minha irmã iria ficar na casa da Dona Cecília até minha mãe voltar do hospital, mas eu fui na garupa da bicicleta do meu pai até o serviço dele – mais tarde ele me levaria para a casa da minha madrinha.

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A volta d’Os Trapalhões: Bem-vinda ou desnecessária?

Ultimamente, a TV brasileira anda tomada de nostalgia. E não se sabe até que dose isso é saudável, até aonde isso tudo dá certo. É claro que pelo mundo afora, clássicos da TV de outros tempos tem virado filmes ou voltado a vida como novos seriados. Arquivo X, Hawaii 5-0 são bons exemplos.

No Brasil, o filão do humor é o mais explorado nessa volta ao passado. Não só programas antigos são revividos, como o Sai de Baixo nos sábados, como revivals de atrações icônicas surgiram nos últimos tempos. A nova Escolhina do Professor Raimundo, naturalmente, é a grande representante desta onda, colhendo relativo sucesso no renascimento de personagens icônicos na sala mais louca da TV nacional.

Agora, a nova expectativa cerca em torno da volta do quarteto mais louco do humor nacional. Totalmente em nova formação, revivido por outros atores e buscando reviver na nova geração as sensações de quatro décadas atrás: São Os Trapalhões, que regressam a tela do Canal Viva (da Rede Globo) a partir de 17 de julho.

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