No bistrô…

(André Bonomini)

(Imagens: Bistrô Entre Parênteses, Timbó-SC)

Sob as luzes recortadas disfarçadas de penumbra, seus reflexos cortinados pelas estrelas da noite, eis a vida quente e corrida pelas vozes do andantes da noite. Estes seres, criaturas reveladas ao cair noturno, encontram-se entre bochichos e goles com sorrisos na dobração escondida entre Aracaju e Recife, num canto perdido dos mapas do Verde Vale barriga-verde.

Sua esquina decorada, por veleiros sinalizada, convida os transeuntes a abrir a portaria ornada de metais em voltas barrocas, tendo como coroa um vitral tal como nas casas nobres das curvas parisienses. De dia, discreto, escondido. A noite, ferve, borbulha entre risos, negócios, piadas e mágoas apagadas. Em suas mesas, dispostas ao acaso universal, casas se amam, amigos riem, amigas tricotam e ternos e gravatas balançam no sacudir de mãos apertadas por um acordo que gere dividendos ao fim do mês.

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(Licença, Oktober!) Precisamos conversar sobre a Festa do Imigrante

Nem só de Oktoberfest vivem as festas de outubro em SC. No Médio Vale, um exemplo dos melhores para compreender a mistura de celebração familiar e reverencia histórica: A Festa do Imigrante, em Timbó (PMT)

Então… Outra vez, assistimos a temporada nacional de Festas de Outubro abrir outra vez em Santa Catarina. Todos os caminhos levam ao estado e, claro, ao Vale do Itajaí, onde o agito festeiro mescla-se com o som das bandinhas e a tradição secular dos colonizadores em celebração. Não chega a ser uma zorra, mas é motivo de festa para quem gosta de badalação e motivo de lazer em sociedade para as famílias.

Mas, se você está pensando em encontrar algo sobre a Oktoberfest aqui n’A BOINA este ano… bem, lamento desaponta-lo. Mesmo com três anos de atividades apenas no blog, a maior festa alemã das Américas por vezes não tem mais o que se explorar de assunto ou experiência. A imagem consolidada a duras pernas desde 1984 a tornou uma grife, um rótulo indelével que vem de carro-chefe a frente das várias coirmãs do calendário. Os desfiles, os shows, a gastronomia e, claro mais do que tudo, o chopp abundante que faz sorrir alguns e preocupar outros.

Só que neste ano em particular, residindo em Timbó a maior parte do tempo, resolvi explorar em crônica uma celebração que, mesmo sem o mesmo tamanho da festa da cidade-jardim, guarda história e importância tão grande quanto (ainda que com pouco material). Presente no calendário da Pérola do Vale há 26 primaveras, a Festa do Imigrante não desonra o slogan que ostenta de a verdadeira festa da família ao promover este clima tão aconchegante como os colonos em suas modestas residências familiares há tantos anos.

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610 cervejarias: Mercado das artesanais em marcha acelerada no Brasil

Em pleno avanço: Mercado das cervejarias artesanais recebeu 91 novos registros no primeiro semestre de 2017. Das 610 cervejarias no total, o sul é onde está a maior concentração (Daniel Zimmermann)

(Marina Melz / Melz Assessoria de Imprensa)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou recentemente novos e importantes números do mercado das cervejarias artesanais no Brasil. De acordo com a entidade, até junho de 2017 eram 610 cervejarias nesta categoria no país responsáveis pela produção de 7,5 mil produtos diferentes. Só no primeiro semestre, 91 novos registros foram concedidos.

Geograficamente, as produtoras da bebida estão concentradas no Sul (42%) e no Sudeste (41%) do país. O menor índice está no Norte (3%). Entre os estados, o maior número de cervejarias está em São Paulo (122), seguido de Rio Grande do Sul (119) e Santa Catarina (72).

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Gramming & Marbles (F1): Verstappen surpreende e fatura na despedida de Sepang

E eis que, senão quando, Max Verstappen esquece dos seus demônios. Corrida com autoridade, com manobra fabulosa em Hamilton e, felizmente, sem problemas no engenho TAG (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Quem é o piloto que não gosta de ter como presente de aniversário o doce sabor da vitória? Jean Alesi sabe bem disso desde 1995, quando faturou sua insólita vitória na categoria, nas curvas de Montreal, bem no dia de seu natalício. Essas coincidências felizes são raríssimas, contadas nos dedos até, mas acontecem no mundo da F1.

Só que neste caso, mesmo sendo um dia depois do níver, o tento valeu e muito especialmente num momento da temporada onde o acumulo de erros e abandonos estava colocando a crítica contra si. Este foi o momento de campeonato em que Max Verstappen entrou na pista de Sepang no último domingo, e com a qual saiu dela sorrindo levando consigo o troféu de vencedor do último GP da Malásia da história, já que a pista oriental está de despedida da categoria. Um tento inesperado numa corrida curiosa que teve de tudo, digna de um fim de festa em um dos salões mais recentes dos calendários da categoria.

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Alergias respiratórias: Como se livrar dos transtornos durante a primavera?

Primavera no ar, flores, ar leve… e o pólen, ácaros e outros potencializadores das alergias respiratórias. E como escapar? Como aliviar as crises ou esquivar-se delas? Você confere neste material especial para passar a estação das flores sem perder-se nos espirros (Reprodução)

(Camila Iara / Presse Comunicação Empresarial)

Nem só de flores é feita a primavera. Com o início da estação mais colorida do ano, no último dia 22, muitas pessoas começaram a se preparar para encarar sintomas como olhos, nariz e garganta irritados, espirros incessantes e muita tosse. Além de ser a época dos dias mais longos e ensolarados, a primavera traz consigo o pólen que circula pelo ar e resulta em um dos problemas mais comuns da temporada: as alergias respiratórias.

De acordo a pneumologista e alergista Caroline Bernardes, do Hospital Dia do Pulmão, de Blumenau, normalmente na primavera há floração de diversas árvores, o que pode piorar os sintomas de alergia em pessoas sensíveis ao pólen. Em pessoas alérgicas, o pólen desencadeia um processo inflamatório em toda a mucosa respiratória, iniciando no nariz e evoluindo para os brônquios em alguns casos, explica a especialista.

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Hugh, o bon vivant intelectual para sempre

Bon vivant, intelectual do luxo, da liberdade sexual, dos questionamentos ácidos sobre o mundo. O mundo despediu-se na última semana da figura boemia de Hugh Hefner, responsável por criar um dos símbolos mais populares do estilo de vida ousado do mundo: a Playboy (Reprodução)

Poucos homens viveram como ele, e pensar como ele só mesmo ele. Americano de Chicago, filho de uma família rigidamente religiosa, ex-repórter no exercito dos EUA que, depois dos campos militares, atuou como redator na prestigiada revista masculina Esquire. Uma carreira interessante, não é?

Este era apenas o caminho primeiro que o eterno bon vivant Hugh Marston Hefner faria antes de pedir emprestado cerca de US$ 8 mil dólares para dar asas ao seu próprio empreendimento: uma revista masculina que fosse além, mais além do que realmente se ia naqueles idos conformistas do pós-guerra, onde os yankees gozavam da vitória mas não da vida vivida regradamente.

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