Eu sou do Vale…bem Vale…Viva o Vale!

Placa de boas vindas ao Vale, existente na entrada de Ilhota e que recebia o visitante calorosamente. Blumenau e todos em volta (reprodução)

Placa de boas vindas ao Vale, que existia na entrada de Ilhota e que recebia o visitante calorosamente. Blumenau e todos em volta (reprodução)

Campanhas que enaltecem o que há de melhor no blumenauense, refletindo boas ações e estimulando a auto-estima do cidadão são, sem dúvida, um dos atos mais nobres que a TV, radio ou jornal podem promover dentro da área de transmissão. Empolgam os participantes, os próprios espectadores, que mostram o valor e amor que tem pela cidade que vivem o dia a dia e fazem desejos e sugestões para uma cidade melhor.

Nobreza não falta, é claro, e boa intenção sempre há. Mas, quando se estuda jornalismo e entende que regionalizar é a nova lei da imprensa, centrar uma campanha como estas apenas na cidade central da região chega a ser curioso e estranho ao mesmo tempo. Trabalha-se com a projeção de que você tem não apenas Blumenau na abrangência, mas todo um Vale do Itajaí, e que, como tal, também merece a mesma atenção e enaltecimento dispensado a cidade-sede dos veículos de comunicação.

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Antigamente: O Posto Tamarindo

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O antigo Posto Tamarindo nos anos 80. Bandeira Esso, visual futurista e adornado pela frondosa arvore que lhe dava o nome…Tudo virou passado (Antigamente em Blumenau)

Você olha para esta foto e diz calmamente: Hoje, a ponte passa por ai.

E é isto mesmo, a Ponte do Tamarindo (leia-se Ponte Vilson Pedro Kleinubing) passa exatamente por este local do destaque em nosso quadro de lembranças dos bons tempos da cidade-jardim. Com um cenário futurista, o Posto Tamarindo literalmente desapareceu da cena na Rua São Paulo, virando história e abrindo caminho para o mais importante empreendimento de trânsito da cidade, um dos únicos somando-se a Via Expressa.

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Rock na Rua: Em Blumenau, o Rock manda (outra vez)!

Eis o Rock na Rua...o bom e velho Rock voltando a tomar as ruas blumenauenses (Tami Santos)

Eis o Rock na Rua…o bom e velho Rock voltando a tomar as ruas blumenauenses (Tami Santos)

Os acordes de guitarras, o contrabalanceio dos baixos, a batida forte das baterias e tudo mais que envolve o ser humano no embalo inigualável do Rock. Estas sensações navegaram em ondas sonoras e em sorrisos dos apreciadores no revival de um dos clássicos da juventude blumenauense dos anos 90: O Rock na Rua, evento de responsabilidade da Diretoria de Assuntos para a Juventude, da Prefeitura de Blumenau, e que fez o velho ritmo americano imperar no Centro da cidade-jardim.

De quem esteve lá, a saraivada de elogios foi a maior possível. Um evento bem pensado, bem organizado, com boas bandas presentes e, para surpresa dos incrédulos, sem confusões e tumultos. Palavras do bom judeu jornalista Fabrício Wolff, amigo de A Boina e que esteve, junto da namorada, revivendo o tempo de jovem moço que, nos distantes anos 90, assistia o desfile das bandas da região que sonhavam em mudar o mundo com cabelos longos e ideias sonhadoras em uma cidade ainda respirando a jovialidade.

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Mas…o Zeca falou alguma mentira?

E o Brasil imerso na comoção exagerada, bombardeia o "consciente" Zeca Camargo (TV Globo)

E o Brasil imerso na comoção exagerada, bombardeia o “consciente” Zeca Camargo (TV Globo)

Vai entender como o Brasil é hoje em dia. Passou-se quase uma semana desde a morte do Cristiano Araújo (cujo ainda estou tentando saber quem é ele) e, por incrível que pareça, o acidente e morte do sertanejo ainda é página de destaque em tudo quanto que é noticiário, programa matutino/vespertino e outras atrações afins. Agora, por esta semana, é mais destaque nas emissoras que carecem mais e mais de audiência (leia-se Record e RedeTV!).

Mas nesta segunda-feira, por sinal, eis que um jornalista resolveu bater o pé, e com razão, sobre este assunto. O tranquilo Zeca Camargo, ex-Fantástico boy, resolveu se arriscar a falar e contestar toda a estranha (para não se dizer ridícula) comoção nacional exagerada em torno da morte do cantor, nas palavras dele, tão famoso e tão desconhecido. E endossou mais, comentando também sobre toda a modinha que se cerca o tal sertanejo universitário, um estilo que é cheio de boas intenções, vazio de arte e musicalidade e repleto de futilidades (salvas as exceções, que são poucas).

Posso ter destorcido algo, mas deem uma espiadinha no que ele falou (clique)

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Corredores: Reparar o irreparável?

Corredores de ônibus: ótimos de agilidades, péssimos de construção (Jaime Batista)

Corredores de ônibus: ótimos de agilidades, péssimos de construção (Jaime Batista)

Dentre os destaques no Santa desta sexta, o amigo Pancho nos noticiou uma ação um tanto curiosa ocorrida ontem pela manhã no Centro de Blumenau. Quem teve a chance de ver pode achar estranho um carro apenas do transporte coletivo circulando com apenas alguns homens pelos corredores exclusivos de ônibus, mas fazia parte do plano de avaliar, in loco e na pele, os danos nas pistas dos coletivos. Se fora do ônibus assusta, imagine dentro, e tanto eu como os passageiros do ônibus não podem deixar de concordar que a situação é calamitosa.

O passeio, se é que assim pode se dizer, teve a presença do presidente do Seterb, Erivaldo Caetano Júnior, dos secretários de comunicação, obras e serviços urbanos (Raimundo Mette, Paulo França e Rafael Jansen, respectivamente), além do diretor do Sindicato dos Empregados do Transporte Coletivo Urbano (Sindetranscol), Cleberson Thiesen. Uma equipe ideal, podemos afirmar, para avaliar o estrago nos corredores, que não é pouco.

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Há “movimento” nas obras da margem esquerda…Milagre?

Eis que uma insólita escavadeira toca adiante as obras na margem esquerda. É o suficiente? (Fabrício Wolff)

Eis que uma insólita escavadeira toca adiante as obras na margem esquerda. É o suficiente? (Fabrício Wolff)

Surpreendido pela manhã com os cliques do bom judeu jornalista e incansável Fabrício Wolff mostrando o trabalho insólito de uma escavadeira nas obras quase paradas da margem esquerda. na Ponta Aguda. Deveria comemorar? Até que deveria, pois como ele mesmo me dissera, antes uma do que nenhuma. Mas, guardo minhas exaltações por um momento, afinal, já estamos há um tempinho esperando o fim desta novela mexicana.

Para o morador mais antigo ou o aficionado por história da cidade, a recuperação da margem esquerda sempre faz lembrar da construção, também à época tão esperada, da Avenida Beira-Rio (ou, para irritar alguns, Avenida Presidente Castello Branco). Iniciada em 1964 e com o primeiro trecho terminado em 1973, a via foi o alívio que moradores e comerciantes na Rua XV esperavam há anos, vítimas dos constantes desbarrancamentos na encosta da margem direita do Itajaí-Açu, sem contar a contribuição ao desafogar o trânsito nas vias centrais. O último trecho, da Ponte Victor Konder até o terreno da atual Prefeitura, foi terminado em 1978.

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