Uma tarde na Gerência do Trabalho de Blumenau

(Reprodução)

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Nestes tempos de início na caminhada jornalística a gente aproveita muitas situações para fazer observações, no mínimo, curiosas. Hoje pela tarde, passei pela Gerência do Ministério do Trabalho e Emprego em Blumenau para dar encaminhamento ao meu registro profissional como jornalista. O tímido prédio, no comecinho da Rua Itajaí, no Vorstadt, não tem mais o movimento de outrora, mas já viu dias melhores.

O atendimento demorou um pouco, confesso, mas muito por eu estar aguardando e observando o local ao mesmo tempo (mais temeroso por não saber se era ali mesmo que eu deveria ir para o que queria fazer). A estrutura anda meio caída, infiltrações na parede, reboco aparente, um ambiente um tanto decaído para uma repartição de tanta importância, mas algo normal vindo do serviço público no Brasil.

No passado, abrigou a sede do Serviço Nacional do Emprego (SINE), hoje na Rua Braz Wanka, na Vila Nova. As carteiras de trabalho hoje também são feitas em outros locais em vários pontos da cidade, não mais no velho prédio. Com isso, homologações, encaminhamento do seguro-desemprego e o pedido de registro profissional (como foi meu caso), entre outros serviços menores ficaram naquele local.

O prédio em 2013, no tempo em que carteiras de trabalho eram o motivo das quilométricas filas (Jaime Batista)

O prédio em 2013, no tempo em que carteiras de trabalho eram o motivo das quilométricas filas (Jaime Batista)

A equipe é como as de qualquer equipe de serviço público, direta nas explicações, mas sempre refém do sistema quando cai. Neste caso, em específico, ouvi que o sistema usado no Ministério do Trabalho raramente cai, mas justo neste dia a queda foi, digamos, violenta, impossibilitando quem queria ali dar entrada no seguro desemprego. Sistema raramente cair é coisa ainda mais rara de se ouvir no Brasil de hoje, mas vai se saber dos casos únicos que há neste país que, ultimamente, anda tão caído.

Na minha vez de ser atendido, um pouco de papo para quebrar o gelo. Não vou mentir, sai surpreso. A moça que me atendera me foi muito simpática e contou-me uma curiosa história. Ela era natural de Porto Alegre (RS), mas viveu maior parte da infância na vizinha Pelotas. Há 23 anos longe da cidade mais doce do Brasil, ela vive a vida por todo o país, morando em várias cidades de norte a sul. Já esteve na Paris dos TrópicosManaus (AM), morou no Rio de Janeiro (RJ) e está em Blumenau há três meses. E já traçava outro destino, quem sabe o interior carioca, la pelas bandas de Petrópolis, a preferida de Dom Pedro II.

Sai de la contente por ter, enfim, encaminhado o pedido de registro profissional na profissão que tanto amo. Mas feliz por ter aguçado um pouco mais os dotes de um jornalista. Se tenho alguma impressão de nossa Gerência do MTB, digo que a equipe faz o que pode, mas…o velho prédio ainda precisando de um tapa na estrutura e no funcionamento.

Impressões de um jovem jornalista…

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