A velha (e valente) Feira Livre: Um dia, o futuro virá?

A Feira Livre Municipal. Valente, firme e forte a espera de um desabrochar como Mercado Público merecido para a cidade (André Bonomini)

A Feira Livre Municipal. Valente, firme e forte a espera de um desabrochar como Mercado Público merecido para a cidade (André Bonomini)

Ela está ali, encravada na esquina onde Alberto Stein e Humberto de Campos se encontram. É o point dos moradores da região, um comercio honesto e clássico como toda boa feira de Blumenau. É a boa e velha Feira Livre Municipal que resiste há tempos no mesmo local e, como toda boa ideia que precisa de um empurrãozinho, espera dias melhores (de estrutura, claro).

Pode se dizer, claramente, que é um improviso de mercado público que vem funcionando com brio há anos, sempre atraindo consumidores de vários rincões da cidade atrás de frutas, verduras e legumes frescos, peixes, plantas e tudo mais que se pode ser plantado ou comido. No entanto, sempre ela mereceu mais do que a timida edificação que hoje ainda lá está, firme e forte no dia a dia a funcionar plenamente. Precisa ela florescer de vez, deixar da timidez e ser o verdadeiro Mercado Público que Blumenau merece há anos.

O antigo Centro de Abastecimento Municipal nos anos 60. Um dos points de complemento do rancho do mês no blumenauense de outros tempos (Antigamente em Blumenau)

O antigo Centro de Abastecimento Municipal nos anos 60. Um dos points de complemento do rancho do mês no blumenauense de outros tempos (Antigamente em Blumenau)

Nos anos 60, a cidade-jardim já fora servida com uma espécie de mercado público. Com a denominação de Centro de Abastecimento Municipal, localizava-se em frente ao Hotel Rex, onde hoje encontra-se o estacionamento do Banco Safra, na Rua 7. Era, além da Cobal e do Supermercado Carlos Koffke, o ponto onde os blumenauenses faziam o complemento do rancho do mês, sem falar nos produtos fresquinhos que lá completavam a ida a feira da semana. O espaço desapareceu há anos e, desde o tempo dos visionários, se fala em um condigno local para um mercado de variedades de verdade para a cidade. O tempo passou, a ideia não morreu e até projeto existe. No entanto, sair da terra do sonho é outra história.

O futuro Mercado Público de Blumenau. Projeto há, falta vontade para se tornar concreto (Reprodução)

O futuro Mercado Público de Blumenau. Projeto há, falta mesmo é vontade para, enfim, o sonho se tornar concreto (Reprodução)

Pode parecer a você, amigo leitor, que não há necessidade para tal obra agora, neste momento. Mas senso de visão passa também pela economia, sobretudo a de nossos produtores e vendedores locais que na Feira Livre ganham o tostão e movem a roda econômica. Modernizar é preciso e recobrar o senso visionário da cidade é mais que necessário. Sem demagogias nem questionamentos, pois sonhos não saem do imaginário sozinhos, e boas ideias merecem e precisam acontecer.

Enquanto o moderno não sai da planta dos arquitetos e dos arquivos da Prefeitura, sigamos sempre a Feira Livre, polivalente, firme e forte. Atrás do queijinho, do chucute, do peixe e da linguiça blumenau do dia a dia. Um dia o sonho vira realidade.

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