Corredores: Reparar o irreparável?

Corredores de ônibus: ótimos de agilidades, péssimos de construção (Jaime Batista)

Corredores de ônibus: ótimos de agilidades, péssimos de construção (Jaime Batista)

Dentre os destaques no Santa desta sexta, o amigo Pancho nos noticiou uma ação um tanto curiosa ocorrida ontem pela manhã no Centro de Blumenau. Quem teve a chance de ver pode achar estranho um carro apenas do transporte coletivo circulando com apenas alguns homens pelos corredores exclusivos de ônibus, mas fazia parte do plano de avaliar, in loco e na pele, os danos nas pistas dos coletivos. Se fora do ônibus assusta, imagine dentro, e tanto eu como os passageiros do ônibus não podem deixar de concordar que a situação é calamitosa.

O passeio, se é que assim pode se dizer, teve a presença do presidente do Seterb, Erivaldo Caetano Júnior, dos secretários de comunicação, obras e serviços urbanos (Raimundo Mette, Paulo França e Rafael Jansen, respectivamente), além do diretor do Sindicato dos Empregados do Transporte Coletivo Urbano (Sindetranscol), Cleberson Thiesen. Uma equipe ideal, podemos afirmar, para avaliar o estrago nos corredores, que não é pouco.

Reparar emergencialmente é a saída mais simples pro momento, embora se sabe que há um prazo dado pelo próprio Paulo França de seis meses para que um novo projeto seja executado para os irreparáveis corredores de ônibus. Em vários trechos, as ondulações no asfalto e buracos são assustadores, sem contar o desgaste que causa em todo e qualquer ônibus que passa pelo caminho todo santo momento do dia.

No ano passado mesmo uma situação chamava a atenção. Era em um trecho do corredor da Rua Martin Luther de tráfego impossível para qualquer ônibus, obrigando os motoristas dos coletivos a manobrarem fora do corredor para evitar a sequencia de buracos no local. O reparo veio, mas demorou a vir, e o conserto na Martin Luther é apenas a ponta do iceberg nos tantos corredores da cidade. Talvez esqueceram de avisar, no início da construção destas vias, que o ônibus, especialmente cheio, não pesa o mesmo que um Fusca vazio quando passa por estes corredores.

Fica-se no aguardo de uma solução de verdade para o problema. Se a pressa em resolver o problema do tráfego dos coletivos fez o estrago que fez na execução do projeto de corredores exclusivos, reparar o irreparável não será solução, apenas será outra das tantas medidas paliativas que se toma por vezes em Blumenau.

Enquanto isso, seguimos nas ondas do corredor, aquelas que ninguém quer ouvir…muito menos sentir.

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