Rock na Rua: Em Blumenau, o Rock manda (outra vez)!

Eis o Rock na Rua...o bom e velho Rock voltando a tomar as ruas blumenauenses (Tami Santos)

Eis o Rock na Rua…o bom e velho Rock voltando a tomar as ruas blumenauenses (Tami Santos)

Os acordes de guitarras, o contrabalanceio dos baixos, a batida forte das baterias e tudo mais que envolve o ser humano no embalo inigualável do Rock. Estas sensações navegaram em ondas sonoras e em sorrisos dos apreciadores no revival de um dos clássicos da juventude blumenauense dos anos 90: O Rock na Rua, evento de responsabilidade da Diretoria de Assuntos para a Juventude, da Prefeitura de Blumenau, e que fez o velho ritmo americano imperar no Centro da cidade-jardim.

De quem esteve lá, a saraivada de elogios foi a maior possível. Um evento bem pensado, bem organizado, com boas bandas presentes e, para surpresa dos incrédulos, sem confusões e tumultos. Palavras do bom judeu jornalista Fabrício Wolff, amigo de A Boina e que esteve, junto da namorada, revivendo o tempo de jovem moço que, nos distantes anos 90, assistia o desfile das bandas da região que sonhavam em mudar o mundo com cabelos longos e ideias sonhadoras em uma cidade ainda respirando a jovialidade.

Mistura de nostalgia e novidade, somada a tranquilidade e civilidade dos frequentadores. Destaques do Rock na Rua (Fabrício Wolff)

Mistura de nostalgia e novidade, somada a tranquilidade e civilidade dos frequentadores. Destaques do Rock na Rua (Fabrício Wolff)

Ah, os bons tempos dos anos 80 e 90. Quem dos velhos esteve passeando pelo Rock na Rua pode sentir de leve isso. Muitos hoje levando os filhos, em alguns casos até os netos, para apreciar o bom e velho Rock ‘n Roll, a fuga da mente do conformismo dos dias atuais. Blumenau respirou novamente o ar do Rock que andava sumido por muito tempo, reservado apenas para alguns apreciadores que enchem casas como Ahoy, The Basement e Factory para curtir os acordes rebeldes de guitarras, baixos e baterias. Foi um momento de nostalgia e prazer, regada a paz e civilidade dos que lá estavam.

E bota-se civilidade nisto. Fabrício muito bem destacou isto enquanto conversávamos sobre o evento. Nenhuma confusão, muita alegria e o bom trabalho da Sesur (Secretaria de Serviços Urbanos), que nem teve muito trabalho para deixar a entrada da clássica Rua Floriano Peixoto limpa para o trânsito, tão logo terminado o Rock na Rua.

Prainha lotada no Skol Rock em 1995, o segundo em nossas terras. Maior público da turnê dos Mamonas naquele ano foi aqui (Antigamente em Blumenau)

Prainha lotada no Skol Rock em 1995, o segundo em nossas terras. Maior público da turnê dos Mamonas naquele ano foi aqui (Antigamente em Blumenau)

Foi o primeiro sinal da volta do Rock a cidade. E digo que é o primeiro por uma notícia que ainda circula como boato, mas que toma força dia a dia na mente caracolada dos agitadores culturais. Fala-se para este ano na tão aguardada volta do Skol Rock a Blumenau. Sim, aos saudosistas que se recordam de 19941995, o evento está sendo costurado, segundo o que se conta, entre a Prefeitura e a Ambev, proprietária da marca Skol. O local deve ser a Vila Germânica, mas seria um barato ver os acordes do Rock tomarem conta do Parque Ramiro Ruediger, já que a Prainha, palco do último Skol Rock (e do mitológico show dos Mamonas Assassinas em Blumenau) está largada as traças…

Para os nostálgicos, um revival. Para os novos, muito Rock nas veias e cucas enluaradas…É o Rock ‘n Roll de volta a cidade-jardim, e para ficar.

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