7 a 1: Nada mudou na seleção (e não vai mudar…)

Para recordar apenas…

O titulo deste post acima pode ser simplesmente a síntese do que passa a outrora gloriosa seleção brasileira de futebol. Simples, curto e grosso. As coisas não mudam e não mudaram desde um ano atrás, quando atônitos, brasileiros prós e contra a Copa assistiam o passear alemão em Belo Horizonte, no 7 a 1.

Nada mudou, nada mesmo. Na Copa do Mundo, entramos com aquele comum e dito clima de oba oba, muito imposto pelas campanhas ufanistas das emissoras de TV aberta na esperança de criar um clima positivo diante das ameaças do que podia acontecer de manifestos durante a Copa. Clássico, buscando por retrospecto o mesmo clima criado nas anteriores copas. Algo estava errado.

7 a 1...um ano depois, os mesmos erros, os mesmos moleques mimados, o mesmo desleixo...nada mudou (Yahoo)

7 a 1…um ano depois, os mesmos erros, os mesmos moleques mimados, o mesmo desleixo…nada mudou (Yahoo)

Errado é pouco para definir. Criou-se ídolos, endeusou-se um técnico, e a seleção apoiou-se muito mais na dita mistica da camisa canarinho para vencer partidas. Nem mesmo o jogo contra Camarões na primeira fase pode ser dito uma boa exibição. Afinal, tratava-se de um time quase morto na competição. Foram-se o Chile e a Colômbia (olhando de fora, até injustamente), até chegar a poderosa e forte Alemanha, que desferiu o merecido golpe que se esperava há tempos.

Passou-se um ano, e nada mudou. Repito várias vezes pois esta é a verdade, e previsivelmente nada parece mudar. Felipão, do alto da arrogância latente, foi chutado, substituído por um calmo Dunga que nada aprontou de novo ou revolucionário. Os mesmos moleques mimados de 2014 pisaram em campo em 2015, sendo os mesmíssimos moleques mimados, clicados pelos paparazzi, exibindo tatuagens e carros último tipo, mas esquecendo da profissão de futebolista.

Na CBF, imagem é tudo, organização é nada (O Globo)

Na CBF, imagem é tudo, organização é nada (O Globo)

É, nada mudou. Nem mesmo mudaria com uma goleada de 10 diante da Argentina, que hoje tem um futebol tão competitivo quanto vários países europeus, mesmo também cheia de inconsistências. Na Copa América, o mesmo espetáculo da displicência, vencendo adversários na pura sorte (perdendo também). E sendo superado por um fraquíssimo Paraguai em um jogo de várzea nos Andes.

A confederação segue no sonho de uma noite de verão. Vive com estrelas nos olhos, faturando dia a dia os milhões que bem entende e acreditando que a grande vilã é a imprensa nossa de cada notícia. Hoje, se contorce de temor (justo e merecido) diante da prisão de Marin na Suíça e do que poderá estar vindo. Del Nero simplesmente pode ser resumido como cria de José Maria, e assim como todos dentro da falimentar CBF, acreditam que publicidade, imagem e camisa pesam muito mais do que a organização, o bom trabalho, a boa administração do futebol brasileiro e valorização certa de atletas, homens e mulheres, em nome do nobre esporte bretão que tantas glorias passadas nos dera…

Na imagem da torcedora naquele 2014...o cenário da atual sociedade brasileira: O da auto-estima (O Globo)

Na imagem da torcedora naquele 2014…o cenário da atual sociedade brasileira: O da baixa auto-estima (O Globo)

Nada mudou, brasileiro. Alias, uma coisa apenas mudou para pior, a nossa auto-estima. Sempre atrelada em algum ídolo do esporte nos momentos de problema de nosso país, hoje não tem em quem se apegar, muito embora ainda tem quem acredite em milagres. A camisa canarinho hoje, graças aos moleques mimados que as usam, passa a ser apenas uma a mais no universo de tantas. Não ir a Russia em 2018? Talvez seja uma desgraça…possível.

E que se sigam os anos. Um, dois, 10, 20, 100…acreditar que algo vai mudar na outrora gloriosa seleção, com os mimados e os colarinhos brancos de sempre…está difícil.

Minha única alegria nisso tudo? Poder dizer aos meus netinhos que vi ao vivo e a cores este fato…que de lições nada se aproveitou, e de que nada parece mudar…

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