As continências no Pan: É polêmico ser patriota?

Atletas militares no Pan: Continência como respeito é parte da cartilha de ensinamentos nas paredes militares. Coisa que não estamos acostumados em nosso dia-a-dia (AP)

Atletas militares no Pan: Continência como respeito é parte da cartilha de ensinamentos nas paredes militares. Coisa que não estamos acostumados em nosso dia-a-dia (AP)

Teve quem questionasse sobre as continências dos atletas brasileiros que participam dos Jogos Pan-americanos em Toronto. Atletas que serviram ou servem nas Forças Armadas e que levam na cartilha os ensinamentos de respeito a bandeira e aos símbolos nacionais. Teve quem deu destaque, como se nunca havia visto respeito dessa forma a nação, teve quem atacou referindo-se a propaganda do exercito ou a algum protesto anti-governo… Bem, melhor explicar do que ficar falando a toa.

É simples. São atletas com patente militar e, ao contrario de muitos brasileiros que mal fazem a posição de sentido no hino nacional, tem respeito pela bandeira, pelo hino e pelos símbolos nacionais independente de onde estejam. Nada dessa de psicólogos ou fidalgos da polêmica, chega a ser desperdício dar matérias em portais de notícias como algo curioso e possivelmente polêmico.

Ministério da Defesa explica o gesto. Respeitar a pátria, claro, não se restringe a símbolos. (Reprodução)

Ministério da Defesa explica o gesto. Respeitar a pátria, no entanto, não se restringe a símbolos e aos militares. (Reprodução)

Ser patriota tem estado fora de moda nestes tempos. Nos protestos de março, muitos preferiram registrar a si mesmos nas ruas do que verdadeiramente cativar a outros por um país melhor. Os grandes movimentos do início do ano acabaram por se dissipar como o vento e, hoje, voltamos a engolir os velhos desmandos e erros de rota dos que comandam a nação.

Patriotismo é algo quase permanente, e não se pratica apenas no respeito aos símbolos e na luta por um país melhor, mas nos pequenos atos como manter a cidade limpa, respeitar o próximo, fazer a parte que lhe cabe na vida em comunidade. Há quem distorça esse sentimento, promova um anarquismo de internet e que transforma lutas em vandalismo e rebeldia. É algo bem diferente disso, e que nem anarquistas nem brasileiros estão acostumados a ver. Daí estranhar o ato dos atletas no hastear da bandeira no Pan.

Que não se venha com esta de apoiadores da ditadura, carolas ou outros termos assim…Antes de criticarmos a postura dos atletas-militares, temos que lembrar que muitos de nós mesmos preferimos trocar dinheiro pela letra do hino, menosprezar datas cívicas, desrespeitar a bandeira nacional e esquecer da postura de sentido na execução do hino…

Que esqueçam-se os problemas do país nesta hora. Ser patriota é parte de pedir um país melhor.

Tão simples assim, pra que complicar?

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