Rapidinhas (06/08): Algo sobre a Educação

Ajustes fiscais na FURB

Na última semana, a briosa FURB aprovou, por meio do Conselho Universitário (Consuni), um pacote de medidas administrativas que visa a economia de verbas e a diminuição do rombo no caixa da instituição.

FURB: Regular contas para aparar rombo e tentar aliviar o que o Fies faz falta (Blog do DCE)

FURB: Regular contas para aparar rombo e tentar aliviar o que o Fies faz falta (Blog do DCE)

Segundo o vice-reitor, professor Udo Schroeder, estas medidas devem resultar numa economia de cerca de R$ 800 mil mensais, ou R$ 4,8 milhões semestrais.

Um dos motivos? Entre tantos, cobrir a falta que fazem os R$ 13,2 milhões oriundos do Fies, que o governo federal deixou de repassar a Universidade.

“Pátria Educadora” que educa mesmo?

Fala-se aos quatro ventos nos investimentos federais na educação, usando e abusando especialmente do cartaz do Pátria Educadora do slogan governista. Infelizmente, a realidade é bem mais cruel e desalentadora que se possa imaginar.

Não apenas a FURB, como também outras instituições sofrem com este dinheiro em falta na melhoria de instalações e condição de ensino. Isto quando as mensalidades não são forçadas a sofrer reajuste para suprir este gasto.

Nem é preciso falar dos estudantes, sonhadores do dia-a-dia, que viram o sonho da faculdade ser ceifado por conta de medidas equivocadas do governo e do Ministério da Educação (MEC), entre cortes e novas condições para incluir-se em uma das bolsas de estudo, como Prouni e Pronatec.

Fala-se dos que entram nos programas, mas e os outros tantos que de fora ficaram?

Resultados do Enem: Redação com problemas

E, ainda falando em educação, o MEC divulgou nesta quarta-feira última (05/08) a lsita com o resultado do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio.

O resultado, em alguns seguimentos, é alarmante, principalmente no que se diz respeito a redação, onde metade dos alunos brasileiros não tem domínio da escrita coesa e clara de um texto. Estados como Amapá e Piauí também apresentaram notas preocupantes com relação a alguns outros parâmetros do Exame.

Em Blumenau: Elza e Bom Jesus/Santo Antônio na ponta

Virando-se em flash rápido a Blumenau, a mesma lista do Enem apontou novamente a Escola de Ensino Médio (EEM) Elza Pacheco, da Vila Nova, como a primeira entre os educandários públicos da cidade, colocando-se também em 20ª no ranking estadual. A conclusão de que bom ensino depende do corpo de professores e afinco dos alunos em fazer o melhor pelo conhecimento adquirido.

Sorridentes alunos e professores do Elza Pacheco. Falta de sede própria não prejudica desempenho, e escola é a primeira no ranking do Enem na cidade (Farol Blumenau / Elza Pacheco)

Sorridentes alunos e professores do Elza Pacheco. Falta de sede própria não prejudica desempenho, e escola é a primeira no ranking do Enem na cidade (Farol Blumenau / Elza Pacheco)

Prova disso? O Elza, como é conhecido, não tem sede própria. Utiliza há algum tempo as instalações da EBM Victor Hering, depois de um período no Cedup Hermann Hering, ambos na Vila Nova.

Entre as particulares blumenauenses, o Colégio Bom Jesus/Santo Antônio foi o primeiro na cidade e o quinto no estado.

No estado: Será que estamos tão bem assim, governador?

Alias, falamos tanto de nossa educação (ao menos, o governo estadual fala muito sobre avanços). Mas como não estamos em nenhum dos “top 10” ou “top 20” das médias do resultado do Enem? Algo de errado não está certo…

Uma lição para ser aprendida (e logo!)

E afirmo quantas vezes for preciso. O principal ponto para o desenvolvimento de uma nação é o investimento pesado em educação, em formas de desenvolver o conhecimento e habilidades de crianças e jovens para o futuro.

O trabalho passa pela mão de professores e alunos, responsáveis por transformar a educação dentro das escolas. Mas é muito maior ainda a responsabilidade dos governos, de quem o poder da caneta, de tornar prioridade o que há muito tempo (e ainda hoje) é tratado como algo supérfluo e a priori entre os cortes e canetadas fiscais.

Um comentário sobre “Rapidinhas (06/08): Algo sobre a Educação

  1. André, Bela Postagem!
    Nossa querida FURB e os dados fornecidos pelo nosso amigo de infância Udo Schroeder. É preciso acabar com privilégios, gastos desnecessários, altos salários e outros. Assim poderemos ter uma Universidade ainda melhor.
    Precisamos também melhor muito na Educação em âmbito estadual e federal. Quando acabar a corrupção desenfreada que existe em todos os níveis, quem sabe possamos melhorar a Educação como um todo, e assim sendo o crescimento do país. Mas sabemos que no momento a corrupção faz parte de mais de 90% da população, se tornou uma indústria, e assim sendo move o país. O Brasil infelizmente não consegue mais viver sem essa desgraça, pessoas em sua maioria corrupta e através da maioria dos políticos assim se acentua. Uma presidente que recebeu um governo poder do anterior, mente demais e engana o povo vencendo mais uma eleição. Essa é a vergonha de nossa gente, mas fomos eles que atribuímos nossos votos, portanto o governo é o reflexo deste desastre politico.
    Temos uma sociedade fraca, desunida, e não consegue se reerguer. A Educação é a solução de tudo …
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau.

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