Progresso: Uma nova “Ponte Preta”

A atual Ponte Preta, na entrada do Rui Barbosa (Progresso). Reforma, enfim, começa nesta terça (André Bonomini)

A atual Ponte Preta, na entrada do Rui Barbosa (Progresso). Reforma, enfim, começa nesta terça (André Bonomini)

Nesta terça-feira (11/08), a entrada da Rua Rui Barbosa, no Progresso, receberá o roncar de maquinas e o andar apressado de trabalhadores com a reforma da Ponte Gustavo Krug, a tão conhecida Ponte Preta. Com a ordem de serviço já assinada desde o início do último mês, a obra já era aguardada por alto desde o ano passado e dará nova cara e estrutura a um dos pontos de referencia mais clássicos do bairro.

Figura clássica no imaginário do Progresso, a Ponte Preta leva este apelido por conta da pintura preta que a adornava desde a construção da primeira estrutura, de madeira, por volta da década de 1910. Nos áureos tempos da juventude blumenauense, a ponte chegou a ser uma espécie de trampolim para um bom mergulho nas águas do Ribeirão Garcia, reunindo muitos que hoje são pais e avós nas tardes quentes do bairro.

A primeira ponte, ainda coberta (Reprodução)

A primeira ponte, ainda coberta (Adalberto Day / Reprodução)

Já bem batida com o passar do tempo, a Ponte Preta clássica desapareceu no fim da década de 70, dando lugar a uma estrutura de concreto mais segura para a travessia da comunidade. A inauguração foi à 18 de fevereiro de 1978, no segundo ano de governo do então prefeito Renato Viana. O trampolim também sumiu, já que a nova ponte é mais baixa que a antecessora. A ela foi dada o nome de Gustavo Krug e uma elegante coloração branca nos anteparos foi pintada. Mas mesmo branca, o apelido ficou e a tornou referencial da região.

Nos tempos da juventude de muitos pais e avós, pular da ponte no Ribeirão Garcia era a fórmula para matar o calor nas tardes quentes do Progresso (Antigamente em Blumenau)

Nos tempos da juventude de muitos pais e avós, pular da ponte no Ribeirão Garcia era a fórmula para matar o calor nas tardes quentes do Progresso (Antigamente em Blumenau)

Em 2008, exatos 30 anos depois de reinaugurada, a ponte sofreu com danos na cabeceira do lado da Rui Barbosa, e passou alguns meses tendo a ponte do Exército como complemento do trajeto. Combalida, agora a passagem ganhará um vão maior do rio, evitando possíveis danos nas cheias do ribeirão (as vezes, raríssimas), além de ser projetada com 30 metros de extensão.

Em 2008, ponte do Exército foi a solução para a travessia depois dos danos em uma das cabeceiras (André Bonomini)

Em 2008, ponte do Exército foi a solução para a travessia depois dos danos em uma das cabeceiras (André Bonomini)

O valor da obra é de cerca de R$ 915 mil, sendo uma parte dos recursos vinda do PAC-Drenagem do Ribeirão Garcia e outra oriunda de contrapartida da Prefeitura. A empresa vencedora da licitação – Lajecril Artefatos de Cimento – terá sete meses para terminar a obra. Enquanto estiver sendo executado o projeto, o acesso de veículos à Rui Barbosa deverá ser feito pela Rua Germano Roeder (rua da Associação Artex), seguindo a esquerda pela Emilio Tallmann e, posteriormente, pela Rua Julio Heiden.

Já os pedestres da região já tem uma saída mais próxima, desde o fim de julho uma pequena passarela (a popular pinguela) de madeira está montada no aterro em frente a Rua Guarapari, permitindo o acesso ao outro lado via Rua Jornalista Israel Corrêa. Um ponto inusitado até mesmo para quem quiser ver a execução da obra da ponte por outro angulo. A BOINA já esteve la, e traz alguns cliques bem diferentes tirados exatamente no meio da pinguela:

Quanto a obra? Que siga logo, seja prioridade e que fique boa, pois a espera já foi longa. E fica um pequeno pedido: Não seria bom um semáforo na saída da Rui Barbosa, quando a ponte ficar pronta?

A BOINA estará de olho!

Um comentário sobre “Progresso: Uma nova “Ponte Preta”

  1. Belo trabalho, André.
    Que a nova Ponte Gustavo Krug no Progresso, conhecida como Ponte Preta, seja logo executada e dando mais segurança aos moradores que precisam se deslocar para Rua Rui Barbosa e transversais.
    Uma observação está primeira foto, onde aparece o Professor Holleweger é original minha, a reprodução é de outros. Aparece até Sr. Gherad D. Kertischa. Até aquela que está no cabeleireiro Otávio eu que lhe presenteei.
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau

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