Gramming & Marbles: O tri de Hamilton e a melhor corrida do ano

Gramming & Marbles

Eis um novo espaço em A BOINA: A F1 e outros detalhes do automobilismo em destaque no “Gramming & Marbles” (André Bonomini)

(Por: André Bonomini e Douglas Sardo)

Bom dia, jovens! Hoje, vamos acelerar um pouco, podemos?

Sim! Um novo segmento estreia hoje em A BOINA para os bons amigos que gostam de velocidade e, sobretudo, da categoria máxima do automobilismo mundial: A F1. Encantando e causando paixões e emoções desde 1950, não há quem nunca tenha visto ou ouvido falar sobre ela. Daquela que reúne os maiores do volante do mundo, num grupo seleto de abnegados que correm atrás não apenas do dinheiro e fama, mas atrás da gloria de ser o melhor do mundo.

Mesmo nestes tempos tão pouco emocionantes e discretos, há ainda quem torça e se exite com lances de adrenalina, estratégias, acidentes homéricos e finais imprevisíveis. Pode ser 2015 o ano não tão perfeito para se falar isto, mas quem gosta jamais deixa de falar de uma corrida, nem que ela seja um monótono trenzinho. E para estes aficionados e fãs estou abrindo este espaço: O Gramming & Marbles.

O nome tem origem nas famosas definições de pneus gastos soltas por Luciano Burti a cada transmissão da F1 pela Venus platinada Globo. É um espaço onde comentar a categoria e os lances de cada prova não se prende ao padrão. Um texto solto, irreverente, direto na fala e que convida ao amigo a pensar também. E não só GPs, mas um pouco de história também será destaque. A periodicidade ainda está sendo estudada, mas não escapará em cada fim de semana de Grand Prix.

Nesta empreitada está comigo o grande irmão e outro doido por F1, o contador Douglas Sardo. Além de bom nas definições, Sardo é um bom opinador na ponta do lápis, com curiosas charges sobre os destaques da história da F1 e do campeonato. Juntos, vamos fazer uma viagem pelos momentos do ontem e do hoje da categoria, sempre com irreverencia, racionalidade e profissionalismo, que não pode faltar.

Flavio Gomes, Rodrigo Mattar, Lito Cavalcanti, Reginaldo LemeCuidem-se, estamos na área. Com vocês, o primeiro Gramming & Marbles. Boa leitura!


Lewis, tricampeão! (até que enfim!)

Hamilton: A face feliz de um tricampeão. 43 vitórias, reverencias a Senna e aulas de piano (XPB Images)

Hamilton: A face feliz de um tricampeão. 43 vitórias, reverencias a Senna e aulas de piano (XPB Images)

Ele foi o dono da temporada sem nenhuma contestação. Lewis Carl Davidson Hamilton, inglês de Stevenage, nascido no ano do Cometa Halley (1985), 30 anos, 164 GPs, 43 vitórias e, finalmente, tricampeão da F1. Já era em tempo que o título de 2015 se confirmasse definitivamente como dele. Depois de dominar sem dó a temporada, era justo e necessário, dever e salvação dele depois de ter como maiores adversários o ano todo os pequenos erros e os circuitos de rua como Cingapura.

Sim, estes foram os principais rivais, fora as intentonas de Sebastian Vettel e as brigas de foice com Williams (Inglaterra) e Red Bull (EUA), Lewis não foi tecnicamente ameaçado. Por que não falo de Nico Rosberg como outro atenuante? Simples, faltou peito e uma dose cavalar de perspicácia para o alemão domina-lo e virar o jogo. Na falta de adversário contundente, Hamilton deitou e rolou. Para completar, ainda acabou campeão com uma vitória, coisa normal nesta temporada, e no pacote o carimbo do próprio Rosberg.

Hamilton jogando "duro" com Rosberg na largada. Iniciativa foi normal, mas as primeiras voltas seriam da Red Bull (Reuters)

Hamilton jogando “duro” com o companheiro Rosberg na largada. Iniciativa foi normal, mas as primeiras voltas seriam da Red Bull (Reuters)

Sinceramente, Hamilton já estava de culhões cheios esperando para autoproclamar-se tricampeão. Fora isso, ainda teve a primazia de escrever seu nome na história do automobilismo da terra da rainha. Foi o primeiro britânico a conquistar dois títulos consecutivos. Um feito que nem Jackie Stewart, nem Jim Clark e nem Graham Hill conseguiram. No entanto, o espelho dele esta mirado em outro tricampeão fora da ilha britânica. Fala-se de Ayrton Senna, ídolo da infância e inspiração. O Béco, sem dúvida, está orgulhoso dessa.

Hamilton está tão tranquilo na profissão este ano que emendou até aulas de piano, na possibilidade de suceder Elio De Angelis como novo Beethoven da F1. Se afobação e agonia eram os defeitos do inglês, agora sabemos o que segura a impetuosidade dele.

O que falta a Nico?

Rosberg: Erro no fim pôs chance de vitória por terra. A decepção era evidente até para o anfitrião Elton John no pódio (XPB Images)

Rosberg: Erro no fim pôs chance de vitória por terra. A decepção era evidente até para o anfitrião Elton John no pódio (XPB Images)

Infelizmente acabou desse jeito. Nico Rosberg provou que é um legitimo chiliquento de primeira linha e um piloto ainda aprendendo a disputar um título. Não se pode duvidar que o herdeiro de Keke seja desprovido de talento, mas de braço e perspicácia para conquistar tamanho galardão ainda falta-lhe muito. Passa longe da pilotagem refinada do pai, que mesmo tendo sido campeão em 1982 com uma única vitória na temporada inteira, é lembrado como um dos grandes da categoria.

Rosberg não mostrou-se a ameaça que deveria ser. No inicio do ano até pensou em se apresentar a batalha, mas ficou apenas no querer. Tomou saraivadas constantes de Hamilton e não teve poder de reação. Quando Lewis não estava a frente era Vettel que puxava o comboio. O que havia com o alemão? Crise nervosa? Receio? Medo? Displicência?

O único momento bom de Rosberg na prova, celebrando a pole no estranho treino classificatório antes da corrida (Price / XPB Images)

O único momento bom de Rosberg na prova, celebrando a pole no estranho treino classificatório antes da corrida (Price / XPB Images)

Nos EUA, Rosberg tinha a faca e o queijo na mão e estava pronto para adiar a festa do companheiro. Seguiu todo o script a risca. Largou na pole, liderou, mas, quando a cortina se fechava nos últimos atos, deu num erro bisonho a deixa para Hamilton bater o cartão-ponto da vitória. Depois, ressabiado, teve de engolir a enorme atenção dispensada ao companheiro no pódio, com cara amarrada e reclamando da manobra exageradamente agressiva de Lewis.

Keke terá uma longa conversa com Nico… Bota longa nisso, o filho precisa aprender muito além do que já aprendeu.

Perez senta a bota que Hulk esqueceu em La Sarthe

Arriba! Sergio Perez mostra que é mais dentro da casa indiana. Novamente trouxe um bom resultado para a emergente Force India. Está motivado e centrado, bem diferente de Nico Hulkenberg, que ainda não justificou todo o oba-oba ganho depois da conquista nas 24 Horas de Le Mans. Para quem entender a piada, diante de Perez, Hulk está muito mais para o simplório Bruce Banner do que para o alter-ego, o famoso monstro verde dos quadrinhos.

Hulkenberg se retira do carro depois do incidente com Riccardo. Alemão não encontra rumo de bons resultados mesmo com a fama de vencedor em Le Mans. E Perez agradece (Motorsport)

Hulkenberg se retira do carro depois do incidente com Riccardo. Alemão não encontra rumo de bons resultados mesmo com a fama de vencedor em Le Mans. E Perez agradece (Motorsport)

E Perez não tem como ficar ainda mais feliz. Depois de Austin, vai dormir em cama quente e em casa feliz da vida ao saber que não levará nem um ou dois dias para chegar ao local da próxima prova. na amada pátria, o México. É o regresso de  Hermanos Rodriguez depois de 23 anos de hiato, e com Sergio escrevendo história sendo o primeiro mexicano a correr em casa desde Pedro Rodriguez, em 1971.

Quanto a prova mexicana, que será já neste domingo próximo, falamos mais dela no próximo G&M.

Globo perdeu o campeão da F1… Para o futebol, e Sérgio vai bem!

A Globo perdeu a grande audiência do fim de semana, na nossa humilde opinião. Trocou a melhor corrida da temporada até então e a decisão do título por uma minguada partida entre os clientes da emissora, Flamengo e Corinthians, que acabou no 1 a 0 para o coringão em partida disputada na casa da fiel, em Itaquera (SP).

Surpreende-nos como a FOM (Formula Onde Management) ainda não puxou a orelha dos Marinho com estas jogadas pró-audiência. Mas não deve demorar muito com estes desvios constantes de conduta. Se vão longe os tempos de pedir exceção no horário eleitoral gratuito para a transmissão de um GP, como nos EUA, em 1982 e em Portugal, em 1989.

No capricho!: Sérgio Maurício vai fazendo bonito nas locuções da F1. Seria ele um bom sucessor para Galvão Bueno? (Reprodução / Sportv)

No capricho!: Sérgio Maurício vai fazendo bonito nas locuções da F1. Seria ele um bom sucessor para Galvão Bueno? (Reprodução / Sportv)

É aquela história velha e passada do brasileiro desinteressado que não acompanha esporte em que o Brasil não está ganhando, diga-se bem assim. Talvez seja está a justificativa, o melhor motivo para se procurar mais audiência em eventos onde ela certamente aparece. Nesta onda o automobilismo nacional se afunda, e a F1 vira sempre uma nota saudosa de Senna a cada comentário (beirando a depressão profunda desde 1994). Mas isso é assunto para um outro momento.

Noves fora, Sérgio Maurício fez bonito na locução da corrida mais uma vez, soltado boas definições e acompanhando bem o ritmo da prova, que foi transmitida ao vivo pela Sportv (canal de esportes da mesma Globo). Só exagera mesmo naquele bendito no capricho! que solta vez em quando, ficando um pouco forçado. Fora isso, muito melhor do que a forçação de barra de Luiz Roberto.

Seria Sérgio um bom sucessor para Galvão Bueno na F1? Tem quem levanta essa pergunta sempre, como nós agora.

MIUDAS:

Red Bull, o touro paraguaio. Correram como nunca, perderam como sempre neste ano, seguindo a risca a lei de Berger. Daniel Riccardo foi de tudo em Austin, de líder a vilão de Hulkenberg no mesmo dia, e ainda salvou um pontinho. Já Daniil Kvyat estava fissurado em algo fora da pista que não víamos. Foram tantas espalhadas na prova, numa pilotagem agressiva e ainda um tanto irregular. Tanto fez que foi numa espalhada que encontrou o muro dos boxes perto do fim da prova.

Depois de tanto "espalhar", numa corrida agressiva, Daniil Kvyat achou o muro depois de outra escapada (Holland / XPB Images)

Depois de tanto “espalhar”, numa corrida agressiva, Daniil Kvyat achou o muro depois de outra escapada (Holland / XPB Images)

– A McLaren resolveu contrariar a lógica e surpreender com um baita sexto lugar de Jenson Button. E vale falar de boca cheia, Button conseguiu este feito (e até uma volta mais rápida) com o motor velho! Diferente da pipoqueira nova de Fernando Alonso. O asturiano até fez bonito, andando perto de Vettel e bem posicionado na prova. No entanto, acabou no corriqueiro 11º lugar depois de uma parada nos boxes e de alguns contratempos.

Naftalina no tanque: A McLaren surpreendeu em Austin, com Button em sexto e Alonso andando bem, embora tendo ficado para trás no final (Batchelor / XPB Images)

Naftalina no tanque: A McLaren surpreendeu em Austin, com Button em sexto e Alonso andando bem, embora tendo ficado para trás no final (Batchelor / XPB Images)

Felipe Massa perdeu, novamente, a oportunidade de somar pontos, como tem sido seu padrão ultimamente nesta temporada apagada da Williams (a exceção de alguns bons momentos), sobretudo a segunda metade. Alias, a corrida do time de Grove foi totalmente no black-out. Nem ele e nem Valtteri Bottas viram a quadriculada. Ambos abandonaram prematuramente a prova

– Ponto que não faltou a Felipe Nasr. Surpreendente nono lugar se contando que faltou tudo e mais um pouco ao inconstante Sauber na loucura texana. Foi uma espécie de prêmio para a equipe suíça que em Austin chegou a marca irrepreensível dos 400 GPs

Massa perde o rumo na largada. Corrida do brasileiro da Williams foi curta e chance de "pontuar" foi pelos ares (XPB Images)

Massa perde o rumo na largada. Corrida do brasileiro da Williams foi curta e chance de “pontuar” foi pelos ares (XPB Images)

– O temperamento de Kimi Raikkonen é o que falta pra muito piloto de F1 da atualidade. Brigou no rádio, rodou, teve de negociar no cara-a-cara com a placa de publicidade para sair da área de escape, voltou e, depois de tanto infortúnio, acabou abandonando. Fez o que dava, não se deixou deter pela Rolex e voltou a pista com raça. Só faltou carro em Austin, nada mais.

Sebastian Vettel nadou e cumpriu o roteiro como manda a regra. Infelizmente a Ferrari não é alemã, não é prateada e não anda como a Mercedes, no entanto, vale sempre bater palmas ao bastião. Sempre na posição já conquistada por ele como a terceira força do campeonato.

– (Mais uma do GP 400 da Sauber) Comprovado, Marcus Ericsson é o The Safety Car Man da F1. Grande parte das entradas (virtuais ou não) do carro-madrinha nas provas deste ano foi por iniciativa dele. E em Austin, advinha…

400 GPs para Peter Sauber e a briosa equipe, sobrevivente desde 1993. Nasr salvou dois pontos depois de muitos problemas. Já Ericsson chamou o safety-car por mais uma vez este ano na F1 (XPB Images)

400 GPs para Peter Sauber e a briosa equipe, sobrevivente desde 1993. Nasr salvou dois pontos depois de muitos problemas. Já Ericsson chamou o safety-car por mais uma vez este ano na F1 (XPB Images)

– Aconteceu de tudo na prova… Menos a Manor pontuar. Faltou pouquinho para o esforçado yankee Alexander Rossi concretizar o feito diante da torcida… Ou, ao menos, quem aguentou o frio e a chuva, coisa anormal no Texas, para vê-lo (apenas vê-lo, porque torcer para ela ainda tá longe ainda).

Alexander Rossi diante da torcida no Texas. Faltou um pouco de sorte para o americano somar pontos, depois de toda a loucura da prova. Carro? Falta sempre (Getty Images)

Alexander Rossi diante da torcida no Texas. Faltou um pouco de sorte para o americano somar pontos, depois de toda a loucura da prova. Carro? Falta sempre (Getty Images)

Carlos Sainz Jr. foi bem novamente, conseguindo pontos e aparecendo bem. Mas, como de costume, o querido companheiro Max Verstappen voltou a ofusca-lo.

Alias, falando de Max…

MENINO DE MUZAMBINHO (destaque da prova segundo nossa análise): Max Verstappen

Max Verstappen, a cada GP que passa novos aprendizados e a demonstração da personalidade. Faltou o pódio em Austin apenas (Holland / XPB Images)

Max Verstappen, a cada GP que passa novos aprendizados, boas surpresas e a demonstração da forte personalidade. Faltou o pódio em Austin apenas (Holland / XPB Images)

Vai ter muita gente que vai bater em nós dois, sem dúvida. Mas, com o perdão da palavra, o holandês é tudo o que se pede de uma futura promessa. É agressivo, abusado, tem personalidade forte e já está mostrado o cartão de visita ainda na tenra idade. Repetiu a dose da agressividade em Austin, não dando mole para os mais rápidos e fechado a prova bem na foto.

O quarto lugar dele foi um baita prêmio diante da movimentação e das alternativas da prova. Se o erro de Rosberg fosse bem maior (diria, astronômico), estaríamos celebrando um terceiro lugar merecido. Mas está de bom tamanho.

A nostalgia do pai, o ex-piloto Jos Verstappen, ao entrar no cockpit do Toro Rosso no sábado, parece ter dado uma benção a prole. Só para ser digno de nota, É do próprio Verstappen o último pódio de um holandês na F1. Terceiro na Bélgica, em 1994, ganho no tapetão por conta da desclassificação do então companheiro de Benetton, um tal de Michael Schumacher.

FÓRMULA COMIC (Charge de Douglas Sardo):

…e depois da corrida, teve show de Elton John em Austin!

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É, Rosberg… Nem Elton John, o anfitrião no pódio em Austin, deixou passar a sua desolação… (Douglas Sardo)

RETRO: 34 anos depois, um campeão na terra do tio Sam

Keke Rosberg chegou com conforto na tabela para faturar o título nos EUA. E o fez com tranquilidade sobre John Watson, observando discretamente atrás. O norte-irlandês foi o segundo na prova (Reprodução)

Keke Rosberg chegou com conforto na tabela para faturar o título nos EUA. E o fez com tranquilidade sobre John Watson (observando discretamente atrás) O norte-irlandês da McLaren foi o segundo na prova (Reprodução)

Lewis Hamilton chegou aos EUA com o campeonato um pouco para fora do bolso, precisando apenas de uma simples combinação de resultados para carregar o tri consigo. Era a mesma situação de conforto nos States que viveu Keke Rosberg há 33 anos atrás.

O pai de Nico Rosberg chegou a Las Vegas praticamente sem um adversário concreto para ser campeão na atribulada temporada de 1982. O único empecilho na tabela, e bem distante, era o norte-irlandês John Watson, da McLaren. Bem dizendo a verdade, Watson era o último que sobrou dos que podiam ser campeões e que podiam tirar de Keke o título daquele ano .

Foi uma corrida sonolenta, disputada no estacionamento do famoso Caesars Palace, com um grande público e clima de show de luxo. A vitória, surpreendentemente, foi de Michele Alboreto, a primeira dele e a penúltima da história da Tyrrell. Watson ainda chegou em segundo, depois de uma corrida de recuperação feroz, mas precisava da vitória e de contar com Rosberg fora da zona de pontos, o que não aconteceu. Além de Alboreto vencer, Keke foi o sexto.

Alboreto acelera o Tyrrell no estacionamento do Caesars Palace, em Las Vegas. No dia do título de Rosbert, uma vitória surpreendente para o italiano e para Tio Ken (Reprodução)

Alboreto acelera o Tyrrell no estacionamento do Caesars Palace, em Las Vegas. No dia do título de Rosbert, uma vitória surpreendente para o italiano e para Tio Ken (Reprodução)

No fim, Watson não faturou nem o vice-campeonato de 82, posto este que ficou nas mãos de Didier Pironi (Ferrari), mesmo estando o francês fora do campeonato desde o gravíssimo acidente nos treinos do GP da Alemanha.

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