Antigamente: “Duas Estranhas Mulheres”, a Boca do Lixo em Blumenau

John Doo e Fátima Celebrini, protagonistas do último seguimento de "Duas Estranhas Mulheres", de 1981. A surpresa do último seguimento na passagem do filme pela Vila Itoupava e por Pomerode (Reprodução / Canal Brasil)

John Doo e Fátima Celebrini, protagonistas do último seguimento de Duas Estranhas Mulheres, de 1981. A surpresa do último seguimento na passagem do filme pela Vila Itoupava e por Pomerode (Reprodução / Canal Brasil)

Em tempos de verão, dormir sem um ar fresco é um tremendo transtorno nas noites quentes, ainda mais depois de uma queda de energia elétrica em casa. Era madrugada desta quarta (30/12) quando, na tentativa de pegar no tranco com o sono, resolvi ligar o condicionador de ar por algum momento. Não sou do tipo de liga o aparelho a noite inteira, já que pagar a força para a Tia Dilma anda cada vez mais caro. Economizar é preciso.

Neste meio-tempo, costumo ligar a televisão para não adormecer com o ar-condicionado ligado. De madrugada, a TV é uma espécie de terra sem lei, alternando entre documentários, notícias, entrevistas inteligentes (como as reprises do Vox Populi, na TV Cultura) e os filmes eróticos, sobretudo os filmes picantes da Penthouse no MaxPrime e as produções da Pornochanchada da Boca do Lixo no Canal Brasil.

E, para meu próprio espanto, foi justamente numa produção erótica brasileira que pulei da cama espantado. Não é o que o amigo ou amiga está pensando, é uma descoberta que tem lá seu fundo de história, daquelas que nem meia Blumenau sabe: Um filme pornô com cenas externas rodadas…em Blumenau!

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Estação da Luz e Blumenau: A “sorte” salva a história (mas não se brinca com ela)

O incêndio no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Uma facada no coração dos apreciadores e batalhadores pela preservação histórica. Se voltará a velha majestade? Só o governo paulista sabe (Globo)

O incêndio no Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Uma facada no coração dos apreciadores e batalhadores pela preservação histórica. Se voltará a velha majestade? Só o governo paulista sabe (Globo)

Tem momentos que, diante de uma catástrofe ou tragédia, espanta-se como detalhes são salvos por puras, vamos falar no bom português, cagadas. E quando falo em história, ai que a coisa se torna mais impressionante ainda. Afinal, falamos de elementos que jamais poderão ser replicados da forma como foram feitos. O passado é passado, mas ajuda a formar o presente e pensar o futuro, como sempre digo.

Exemplo maior de uma destas cagadas homéricas foi, sem dúvida, o salvar-se do acervo documental do Museu da Língua Portuguesa, localizado na icônica Estação da Luz, em São Paulo. A perda do prédio para as chamas é dolorida demais, causa tristeza e revolta pela falta de elementos retardantes para as chamas e é uma facada para os amantes das construções históricas da terra da garoa. Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga, que o diga.

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Vídeo: Pérolas da Lei Falcão

Foto, musiquinha, legenda, nome e número, currículo e só. Era o que estabelecia a Lei Falcão para propaganda política entre 1976 e 1984 (Reprodução / YouTube)

Foto, musiquinha, legenda, nome e número, currículo e só. Era o que estabelecia a Lei Falcão para propaganda política entre 1976 e 1984 (Reprodução / YouTube)

Você talvez não vai recordar prontamente, seja no seu passado de vida ou das aulas de história sobre o Regime Militar (1964-1985), mas havia um tempo que propaganda política não era nada além de uma carta de apresentação de candidatos. Era, ao menos assim, que era regida a publicidade eleitoral sob a Lei Falcão (6339/76), aprovada em julho de 1976 para regular a forma de produção e aparição dos candidatos eletivos na televisão nacional.

Criada pelo então ministro da justiça Armando Falcão, a lei ficou em vigor até 1984, no fim do período ditatorial, tendo a propaganda eleitoral voltado ao normal em 1985. A Lei Falcão consistia em igualar o tempo dos dois partidos do regime (Arena – Aliança Renovadora Nacional – e MDB – Movimento Democrático Brasileiro) durante a propaganda política. Além da foto, do número e do nome, também era narrado por um locutor um breve texto sobre as atividades profissionais do candidato ou candidata, tendo ao fundo uma marchinha ou tema instrumental de ilustração. Simples e puro, nada mais.

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Mais andanças pelas praças: João Mosimann (Centro)

O majestoso chafariz da Praça Prof. João Mosimann. Desligado e largado no meio do espaço que, hoje, parece bem mais uma simples passagem para pedestres (André Bonomini)

O majestoso chafariz da Praça Prof. João Mosimann. Desligado e largado no meio do espaço que, hoje, parece bem mais uma simples passagem para pedestres (André Bonomini)

Ultimamente em Blumenau, vivemos uma espécie de multiplicação das praças pela cidade. Algumas mais elaboradas, outras onde um ou dois bancos e um jardim já formavam um pequeno espaço que, sem mais nem menos, levava o rótulo de praça. Foram inúmeras criadas pela administração municipal anterior e pela atual que dão a impressão de que de espaços públicos estamos seguramente bem servidos. Mentira nenhuma é esta afirmação, mas é o suficiente? E mais, são tantas pela cidade, entre novas e antigas, mas são cuidadas como devem ser?

Estive meio que a passeio pela última semana em alguns pontos de Blumenau, em parte observando detalhes que muitas vezes passam incólumes pela nossa vista apressada com os afazeres cotidianos. Parando para almoçar no tradicionalíssimo Tunga (de ótima comida, por sinal), tive a chance de observar melhor um pequeno espaço da Rua XV que poucos conhecem e sabem que ali há uma praça. Trata-se da Praça Prof. João Mosimann, encravada entre o restaurante e o Castelinho Havan (Castelinho da Moellmann, para os íntimos), no coração da Wurststrasse.

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A “perigosa” popularidade de Donald Trump

Desfrutando de uma certa popularidade entre "conservadores", Donald Trump dispara declarações temerárias e ácidas e dá o que falar nas eleições americanas. Mas, ao mesmo tempo da popularidade, vem o temor de um retrocesso (Reprodução)

Desfrutando de uma certa popularidade entre “conservadores”, Donald Trump dispara declarações temerárias e ácidas e dá o que falar nas eleições americanas. Mas, ao mesmo tempo da popularidade, vem o temor de um retrocesso (Reprodução)

Passado algum tempo, sempre me perguntava onde ele andava depois que o tal O Aprendiz sumiu da TV. Virou franquias como hoje são os programas a lá Masterchef nos anos 2000, mas com o cair da audiência, desapareceu das grades de programação. O primeiro responsável por dizer está demitido! voltou as empresas de sucesso no entretenimento que comanda, até que resolveu arregaçar as mangas e brigar para ser presidente da nação em que vive. Ora, de quem falo? Donald Trump.

Ele não me é figura estranha. Tem um jeito caricato de chefe de negócios americanos que sabe bem o que faz, e é bom nisto de verdade. Magnata com um sem-número de hotéis e propriedades sob seu comando rígido, Trump é o tipico empresário americano, tal como foi o pai, Fred Trump, fundador da The Trump Organization, em 1923, e que mesmo passando em um momento de crise extrema, vive prosperamente nos dias atuais. Dos hoteis e do entretenimento, virou figura televisiva no primeiro O Aprendiz (The Apprentice), lançado pela tradicional TV americana NBC em 2007 e que virou febre pelo mundo, parando até aqui no Brasil, tendo Roberto Justus a frente dos trabalhos.

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Videotape n’A Boina nº10: Ladies’ Code e a tragédia que abalou o K-pop

Impossível não ficar analisando tudo isso e dizer que foi apenas acaso. Será que o clipe foi uma preview do que estava por vir? (Reprodução)

Impossível não ficar analisando tudo isso e dizer que foi apenas acaso. Será que o clipe foi uma preview do que estava por vir? (Reprodução)

(Lucas “Luke” Baldin)

Hello, Videotapers! Como estão vocês?

Hoje venho falar sobre um assunto já prometido em uma das postagens aqui d’A BOINA. Conto para vocês (e também dou minha perspectiva) sobre o acidente que tirou a vida de duas integrantes do grupo coreano Ladies’ Code em 2014. Não vou me prender na notícia em sí, mas o mistério que envolve o clipe do último single lançado pelo grupo (completo) e o acidente.

A girlband sul coreana Ladies’ Code estava viajando em uma van pela Coreia a fim de promover o single Kiss Kiss. O veículo onde onde o grupo estava perdeu o controle e atingiu um muro. As integrantes EunB e RiSe não resistiram e morreram. Uma delas perdeu a vida no local do acidente e a outra morreu no hospital. Sojung teve ferimentos leves. Ashley e Zuny não tiveram ferimentos. O acidente abalou toda a cúpula do K-pop, vários grupos foram tocados com a tragédia.

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