A praça: Impressões e curiosidades de um cantinho da Vila Nova

A Praça Martinho Cardoso da Veiga, conhecida corriqueiramente como "Praça do Estudante". Apesar da revitalização, aspecto é de falta de cuidado (André Bonomini)

A Praça Martinho Cardoso da Veiga, conhecida corriqueiramente como “Praça do Estudante”. Apesar da revitalização, aspecto é de falta de cuidado (André Bonomini)

Esta semana me foi uma semana complicada, andando de sol a sol visitando colegas e resolvendo pepinos dos mais variados. Até aproveito para me desculpar com os amigos de A BOINA pelo pequeno desleixo que tive com o blog. Correrias a parte aqui estou e os serviços prosseguem.

No entanto, nestes caminhos, aproveitamos para tirar umas chapas de alguns pontos aos quais passava, especialmente pelas redondezas da Vila Nova, mais precisamente nas imediações da Praça do Estudante e acessos das ruas Joinville e Theodoro Holtrup, onde cansei de subir e descer por esta semana. Quem quiser me chamar de louco por fazer este roteiro neste calor, a vontade.

A placa de referencia da revitalização. Vandalizada e mal cuidada (André Bonomini)

A placa de referencia da revitalização. Vandalizada e mal cuidada (André Bonomini)

Em primeiro lugar, dei uma volta meio superficial pela praça, um tanto desapontado com o estado bem largado do espaço onde, creio eu, as famílias dos condomínios e casas do entorno tomam como lugar de lazer, ou pelo menos tentam. A praça, que leva o nome do saudoso professor e um dos fundadores da FURB, Martinho Cardoso da Veiga, foi inaugurada em novembro de 1979, segundo o que diz a placa de fundação.

Alias, segundo o que consegui ler da placa de fundação, integralmente vandalizada por rebeldes de computador e até, por choque meu, pelo grupo que pregava a Oktoberfest sem Machismo. Estes papeis colantes deste e de outros grupos (na maioria, de vândalos mesmo) tem se multiplicado pela cidade em vários pontos. Uma falta de respeito sem tamanho, diga-se de passagem, com o patrimônio público e privado, se me permite a critica. Coisa normal numa cidade onde a pichação está cada vez mais sem controle (obrigado, Código Penal).

Projeto de revitalização da praça. Bonito no papel e na realidade virtual (Reprodução)

Projeto de revitalização da praça. Bonito no papel e na realidade virtual (Reprodução)

Mas não vou falar muito, até porque o aspecto de abandono da praça que mais chamou atenção. Revitalizada em 2008, depois das obras da estação elevatória do sistema de tratamento do esgoto, nem faz lembrar, a primeira impressão, que a praça está razoavelmente nova, com mato alto, brinquedos desleixados e caminhos ondulados. Abaixo da inscrição da revitalização está o nome do artivista cultural e saudoso Clóvis Truppel, que deve estar revirando-se no tumulo com o estado deste espaço tão belo e tão oculto no berço estudantil blumenauense.

O Estudante. obra do artista Erwin Teichmann, destaque da praça. Reza a lenda que o braço no ar tinha um dedo demonstrando contestação. Onde o dedo foi parar? Boa pergunta (André Bonomini)

O Estudante. obra do artista Erwin Teichmann, destaque da praça. Reza a lenda que o braço no ar tinha um dedo demonstrando contestação. Onde o dedo foi parar? Boa pergunta (André Bonomini)

E falando em estudantil, a praça tem como grande marca a estátua do estudante, obra do artista Erwin Teichmann, situada bem na esquina da Rua 7 com a Antônio da Veiga. Reza a lenda que, originalmente, esta estátua soava outro significado no tempo da inauguração. No punho hoje aparentemente fechado do estudante havia um dedo apontado para o alto, num gesto de contestação. Até hoje não se sabe como o dedo sumiu, restando um punho fechado em vibração. Curiosidades a parte, a estátua em si também já teve dias melhores.

Despontando em um terreno nobre na esquina da 7 com Antônio da Veiga, o Residencial Dr. Hermann Blumenau impressiona sempre, apesar de exageradamente grande. Bombeiros estiveram treinando na estrutura nesta sexta última (André Bonomini)

Despontando em um terreno nobre na esquina da 7 com Antônio da Veiga, o Residencial Dr. Hermann Blumenau impressiona sempre, apesar de exageradamente grande. Bombeiros estiveram treinando na estrutura nesta sexta última (André Bonomini)

Para fechar, não pude deixar de passar incólume pelo lugar sem apreciar o gigantismo (exagerado, diga-se de passagem) do futuro Residencial Dr. Hermann Blumenau, que se ergue cada vez mais imponente numa área nobilíssima daquela esquina. Nesta sexta-feira última (18/12), o edifício em construção serviu para uma interessante atividade de treinamento de cinco batalhões do Corpo de Bombeiros do ValeBlumenau, Gaspar, Brusque, Timbó e Benedito Novo.

Lugar melhor para isto, duvido que há igual…

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