Gramming & Marbles: Layout e Magnussen, as novas da Renault para 2016

Magnussen - a surpresa - e Palmer revelam o novo layout da Renault na volta dos francesas a F1 como time independente. Uma pintura sem graça para começar mal as novidades do ano (Reprodução)

Magnussen – a surpresa – e Palmer revelam o novo layout da Renault na volta dos francesas a F1 como time independente. Uma pintura sem graça para começar mal as novidades do ano (Reprodução)

A F1 2016 lentamente começa a se descortinar diante dos olhos de quem a espera ansiosamente (ou nem tanto) desde o fim da temporada passada. Mas, quem achava que veria revoluções inspiradas nas duras criticas que a categoria sofreu em 2015 já começou a ver que a coisa vai ser tão comum como foi no ano anterior. E começamos logo com a novidade do grid – se é que a podemos chamar assim – a Renault, que mostrou as cores com as quais volta ao certame como time próprio.

Lançada na última quarta-feira (03/02), o novo layout que adornará o futuro RS16 foi apresentada junto de uma novidade que soou como bomba nos corredores da categoria: Depois das especulações em torno da secura do manancial da PDVSA, o venezuelano Pastor Maldonado é passado para os franceses, que chamaram de volta a categoria o perseverante dinamarquês Kevin Magnussen para fazer dupla com o estreante na categoria, Joylon Palmer, filho do ex-piloto de RAM, Zakspeed e Tyrrell, Jonathan Palmer.

Foi o fim do suspense sobre a volta da marca como time próprio para a F1, naquilo que eu e Douglas convencionamos chamar de mutanção da Toleman. Afinal, é a quarta vez que aquele time assume uma identidade nova (ou, ao menos, reassume uma identidade anterior, como foi entre 2001 e 2010).

René Arnoux, Alain Prost e o time frances da Renault em 1982. Tempos em que o carro era um dos melhores do grid, mas falhava em pequenos erros na perseguição do título mundial. Abaixo, Fernando Alonso em 2006, ano do bicampeonato do espanhol (Reprodução)

René Arnoux, Alain Prost e o time frances da Renault em 1982. Tempos em que o carro era um dos melhores do grid, mas falhava em pequenos erros na perseguição do título mundial. Abaixo, Fernando Alonso em 2006, ano do bicampeonato do espanhol (Reprodução)

2006 Monaco Grand Prix - Thursday Practice Monte Carlo, Monaco. 23rd - 28th May. Fernando Alonso, Renault R26. Action. Photo: Glenn Dunbar/LAT Photographic ref: Digital Image YY8P4124

A presença da Régie como marca própria no certame sempre nos faz voltar a um tempo bem diferente dos que vivemos na categoria, com mais charme, emoção e cotoveladas. Naqueles tempos, o time amarelo-ovo sempre era um dos cotados para o título com os bons carros que fazia, e sempre esbarrava em problemas provocados pelo nacionalismo exacerbado e falhas de projeto inadmissíveis para um team de seu porte.

A primeira retirada, em 1985, foi um redirecionamento de ações e demoraria quase duas décadas para vermos os bólidos da Régie de volta aos grids. Seria campeã (enfim) duas vezes seguidas com Fernando Alonso (2005-2006) em anos inigualáveis para a marca na categoria. No entanto, novos problemas, impasses e escândalos como o de Nelsinho Piquet e Flavio Briatore em 2008 foram determinantes para o enfraquecimento da marca e a segunda retirada no fim de 2010, sendo sucedida pela volta do nome Lotus ao grid.

A volta da Régie ao grid sempre é festejada, mas o momento é de trabalho para recuperar o que perdeu em dois anos da volta do turbo a F1 (Reprodução)

A volta da Régie ao grid sempre é festejada, mas o momento é de trabalho para recuperar o que perdeu em dois anos da volta do turbo a F1. Mas, quanto ao layout… Melhor não comentar a falta de graça dele (Reprodução)

Mas, diferente de 2010, quando um bólido amarelo-ovo com ar retrô foi agradavelmente visto nos grids, a marca francesa resolveu ir totalmente na contra-mão da tradição e apresentou um layout, sinceramente, brochante e sem graça, predominantemente preto com poucos detalhes em amarelo.

Para muitos pode soar inovador, mas na opinião destes colunistas, faltou ousadia e uma olhada para o passado, coisa que a F1 anda – e muito – precisando para reconquistar fãs, decepcionados com o status quo da categoria e solemente ignorados pelas palavras sem sentido, seja de Bernie Ecclestone, do tal Grupo de Estratégia ou até do presidente da FIA, Jean Todt, ainda vivendo na mistica da categoria máxima.

Back to 1996: A lição da Chip Ganassi

Nostalgia nos States: Chip Ganassi celebra os 20 anos da primeira conqusita de pilotos voltando aos relâmpagos (Reprodução)

Nostalgia nos States: Chip Ganassi celebra os 20 anos da primeira conqusita de pilotos voltando aos relâmpagos (Reprodução)

Alias, falando em inspiração retrô, algumas equipes da F1 deveriam olhar com bons olhos para outras categorias, como a Indy, onde as equipes começam a revelar os layouts que rasgarão mistos e ovais em 2016. A grande lição vem da tradicionalíssima Chip Ganassi, dona de nove títulos de pilotos (quatro na era CART, cinco na era atual) e sempre uma força nos grids ano a ano. O time apresentou a nova pintura que decorará os carros do time que terá, no esquadrão, além do atual campeão Scott Dixon, o brasileiro Tony Kanaan, o jovem americano Charlie Kimball e o deus inglês da resistência em corridas, Max Chilton.

E se a pergunta era se a pintura agradou, podemos dizer um gigante SIM! Uma perfeita volta ao tempo do verdadeiro vermelho Target, cor da principal patrocinadora do team do velho Chip (uma loja de departamentos), adornado pelos clássicos raios amarelos que estiveram nos carros do team de 1996 a 2001, nos idos da CART e na insólita vitória de Juan Pablo Montoya em Indianápolis, em 2000.

Jimmy Vasser em 1996. Seis anos depois da estréia do time do ex-piloto Chip Ganassi, o primeiro título e o início de um poderio que se estenderia da CART a IndyCar (Reprodução)

Jimmy Vasser em 1996. Seis anos depois da estréia do time do ex-piloto Chip Ganassi, o primeiro título e o início de um poderio que se estenderia da CART a IndyCar (Reprodução)

A pintura faz lembrar que, neste ano, o time comemora os 20 anos da primeira grande conquista: O título de Jimmy Vasser, ainda pela CART, em 1996. Um layout muito bonito e uma lição a Renault (e para outras equipes) de como se traz o antigo em uma roupagem atraente e chamativa para os fãs. Coisa que na Indy não falta de jeito nenhum.

Outras novidades virão para 2016, e o G&M estará atento. E em breve, novidades!

Até a próxima!

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