Pedagogia Hospitalar: O aprendizado não para no hospital (muito menos os sorrisos!)

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Prefeito Napoleão Bernardes e Secretária de Educação, Helenice Luchetta, (ambos ao centro) e o aprendizado que não para dentro do Hospital Santo Antônio. Direito do aprendizado das crianças internadas na ala pediátrica é mantido fabulosamente num trabalho exemplar (Rodrigo Ramos / HSA)

Por que deve-se parar de aprender sobre o mundo a nossa volta quando, em nossa infância, temos de passar alguns dias nos recuperando de uma enfermidade no hospital? Não, né? Não é uma doença, um ferimento ou um tratamento que impede da criança de descobrir o mundo a volta dela e todas as coisas que ele traz de conhecimento a criança. Sem contar que aprender traz sorrisos, risos e emoções, sensações mais do que saudáveis nesta estadia um tanto incomoda, mas nem um pouco fria.

Este dever é uma certeza dentro dos corredores da ala pediátrica do Hospital Santo Antônio, tradicionalíssimo em Blumenau e referencia na área de saúde infantil, onde a educação e o conhecimento seguem adiante dentro destas mesmas paredes hospitalares. Crianças internadas em hospitais ou aquelas que precisam fazer longos tratamentos de saúde em casa têm o direito de continuar estudando, e o HSA, de forma brilhante, mantém em parceria com a Secretaria de Educação do município (Semed) e a FURB um excepcional projeto de pedagogia hospitalar, que segue descortinando a criança todo o leque de conhecimentos de que é necessária de acordo com a idade dela.

(Rodrigo Ramos / HSA)

Crianças internadas em hospitais ou aquelas que precisam fazer longos tratamentos de saúde em casa têm o direito de continuar estudando. O trabalho de Fabiana de Oliveira a frente do projeto, junto de demais professoras assistentes, é exemplar e não é novidade algo assim num hospital referencia em saúde infantil (Rodrigo Ramos / HSA)

O projeto é tocado com muita competência e carinho pela psicopedagoga e querida amiga dos tempos meus de assessor no HSA, Fabiana de Oliveira, uma das duas responsáveis por este belo trabalho que não deixa parar a transmissão de conhecimento para os pequenos e grandinhos momento a momento. É um direito e um direito firmemente mantido, além de ser um exemplo vindo do sempre amigo da criança da Rua Itajaí.

Um momento nostalgia

Exagero nos adjetivos (com razão) por um motivo simples: Estive atuando por dois meses em 2015 como assessor do HSA, em breve substituição ao amigo professor e jovem jornalista Rodrigo Ramos, em férias naquele período de abril-maio e a qual agradeço imensamente, ontem e hoje, esta oportunidade (e que peço licença pelo uso da imagem que ilustra este espaço). Foram dois meses de intenso aprendizado e descobertas, além de exemplos incríveis que levei para a vida inteira.

No tempo de assessor no Hospital Santo Antônio, entre abril e maio de 2015. Muitos foram (como eu), outros permanece, mas as lições e ações que lá vi e vivi seguem na mente e no coração sempre. Aqui, na Semana de Humanização do SUS do ano passado (Reprodução / HSA)

De casaco azul no tempo de assessor no Hospital Santo Antônio, entre abril e maio de 2015. Muitos foram (como eu), outros permanece, mas as lições e ações que lá vi e vivi seguem na mente e no coração sempre. Aqui, na Semana de Humanização do SUS do ano passado. Ao professor Rodrigo Ramos, a sempre eterna gratidão (Reprodução / HSA)

Projetos como este vi na prática sendo executados, além de tantos outros que participei, cobri e auxiliei na execução. Por isso afirmo sempre de pés juntos e firmemente que são ações firmes, bem executadas e recheadas de carinho e competência.

A minha eterna gratidão a todos que lá convivi naquele breve período, tão colorido e cheio de exemplos que levo para a vida inteira, seja estando lá ou não mais pelos corredores do HSA.

E, bem, para entender mais sobre o trabalho da pedagogia hospitalar no HSA, deixo os amigos com a matéria da RBS Blumenau, exibida nesta última segunda-feira no Jornal do Almoço (JA). Clique! Vale a pena ver… e bater palmas!

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