Gramming & Marbles: Na F1, mais novidades e impressões das primeiras semanas de testes

(André Bonomini e Douglas Sardo)

Então, amigos… Bom dia (ou boa tarde), como vão?

Já fomos do tempo que falar ansiosamente do início da temporada da F1 era de coçar as mãos de ansiedade. Isto porque vivemos uma época onde a emoção das corridas não vem mais no pacote. Não que, necessáriamente, os testes de inverno sejam reflexos identicos ao que veremos nas pistas, mas dão uma boa ideia do que veremos pela TV (ou, quem dera um dia, ao vivo). Ao julgar pela primeira semana de trabalhos em Barcelona, não se crê que este ano será excepcional, quem dera estarmos errados, mas depois de tanto ferro tomado, como acreditar em coisa melhor?

Mas vamos la, mais novidades entraram na pista nesta primeira semana de estadia na ensolarada Barcelona (não se engane, tem sol mas o frio é de doer). Red Bull e Renault levaram a pista os bólidos novos pela primeira vez, cada uma com desempenhos distintos e expectativas distintas. Do lado austríaco, o novo RB12 já foi exaltado como o melhor chassi já feito pelo team, segundo palavras do consultor da equipe, o ex-piloto Helmut Marko. Se ele exagerou, só saberemos com mais testes e em Melbourne, antes disso chega a ser promessa furada.

Renault na pista (agora, de vez). Apesar do trabalho, falta muito para a Régie ter condições de brigar pela ponta, especialmente neste primeiro ano (Reprodução)

Renault na pista (agora, de vez). Apesar do trabalho, falta muito para a Régie ter condições de brigar pela ponta, especialmente neste primeiro ano (Reprodução)

Outra de carro novo foi a Renault, que colocou o RS16 pra rodar pela primeira vez e já sentiu que o ano não vai ser nada nada fácil. Vinda de problemas crônicos com o propulsor nos últimos dois anos da nova era turbo, o time francês vai ter que remar muito para mostrar a que veio de volta a categoria. Kevin Magnussen é a grande atração do team, depois de quase ser queimado pela McLaren. Joylon Palmer ainda tem muito a mostrar, pouco se viu do filho do doutor e ex-piloto Jonathan Palmer nos testes.

Além delas, a Sauber mostrou nesta semana última a nova máquina de guerra, também com poucas alterações no desenho. No entanto, o cronograma do team está super atrasado, algo que pode prejudicar e muito o aprendizado de Felipe Nasr, que neste ano precisa mostrar evolução se quiser sobreviver na F1. Estar na Sauber tem lá seu tempo de validade.

Sauber sem muitas novidades no bólido novo e atraso astronômico no cronograma. Tarefa difícil para Nasr (Reprodução)

Sauber sem muitas novidades no bólido novo e atraso astronômico no cronograma. Tarefa difícil para Nasr (Reprodução)

Halo na pista (antes da hora) – Prós e contras

E antes mesmo que entre em vigor, uma das grandes revoluções de segurança da F1 de últimos tempos já foi para a pista na última quinta-feira. Na condução de Kimi Raikkonen, a Ferrari testou o Halo, aparato de segurança para a proteção da cabeça do piloto desenvolvido, primeiramente, pela Mercedes após as repercussões das mortes de Jules Bianchi e Justin Wilson.

Raikkonen teste - de surpresa - o Halo. Equipamento de proteção da cabeça do piloto que deve entrar em vigor apenas em 2017 (Reprodução)

Raikkonen teste – de surpresa – o Halo. Equipamento de proteção da cabeça do piloto que deve entrar em vigor apenas em 2017 (Reprodução)

Feito de fibra de carbono, a estrutura mostra boa rigidez e pode ser um bom complemento de segurança sem perder o charme do capacete a mostra. Raikkonen aprovou a ideia e não notou muita diferença na dirigibilidade do bólido. Mas teve quem não gostou, como o próprio tricampeão Lewis Hamilton, que já disparou que o carro, que já não é lá tão belo de ver, fica mais feio com o aparato.

Raikkonen não notou muita diferença na pilotagem com o Halo. Mas tem quem não gostou do aparato, especialmente por causa da estética (Reprodução)

Raikkonen não notou muita diferença na pilotagem com o Halo. Mas tem quem não gostou do aparato, especialmente por causa da estética (Reprodução)

Seja como for, o Halo ainda vai dar muito pano pra manga, tal como a nova fórmula para classificação. Mas isso é assunto para mais adiante. Vamos aos negócios de vez. Falarei das novidades de Toro Rosso, Manor e Force India, que faltaram no número anterior de G&M. O irmão contador Douglas Sardo dará as impressões da primeira semana de testes. Vamos lá:


Toro Rosso: A casa das promessas renova o sangue

De pintura nova e prometendo muito: 2016 é o ano da decisão de Sainz Jr. e Verstappen, que terão a favor a força do Ferrari V6 para alçar voos maiores (Reprodução)

De pintura nova e prometendo muito: 2016 é o ano da decisão de Sainz Jr. e Verstappen, que terão a favor a força do Ferrari V6 para alçar voos maiores (Reprodução)

O time satélite da Red Bull não fez apresentações formais do novo carro, mas a Toro Rosso apenas quer fazer tão bonito quanto foi em 2015, onde o team atraiu atenções com as duas promessas que tinha ao volante dos bólidos azul-bordô. Neste ano, o STR11 tem o dever de manter (ou até melhorar) o nível da equipe, que no último ano fez milagres com um anacrônico Renault V6, grande parte deles de responsabilidade do Menino de Muzambinho de 2015, Max Verstappen.

O novo carro ainda tem peças do modelo antigo, estas que serão repostas brevemente durante os testes, mas a expectativa é melhorar o desempenho do bólido, que já agradou aos pilotos nas primeiras voltas. A novidade maior é a volta da Ferrari ao cofre do motor em substituição ao Renault. Nos cockpits, tudo igualzinho. Além de Verstappen, que terá a missão de confirmar a estrela que tem, está junto dele o também promissor espanhol Carlos Sainz Jr., que não pode ficar na sombra do companheiro se quiser voar alto.


Force India: A regra é pensar grande

(Reprodução)

Mesmo sem a parceria com a Aston Martin, Force India promete muito também. Metas são audáciosas e talento dos pilotos pode ajudar. Isto enquanto o manancial de dinheiro durar (Reprodução)

Cada vez que vemos a Force India surgir para uma nova temporada nos espantamos, e com justa razão. O time indiano tem mostrado a cada ano metas ousadas e carros muito bons, isto se comparado ao complicado passado de time pequeno remanescente ainda da antiga Jordan (que virou Midland, depois Spyker até chegar ao time atual). A apresentação do VJM09 em Barcelona foi outro passo audacioso do team, já que as metas são ainda mais ousadas. Quais são? Se colocar lado a lado (ou até passar) Williams e Red Bull em 2016.

O novo bólido quase não tem alterações com relação ao modelo do ano passado, apenas aprimoramentos importantes que podem o tornar a grata surpresa de sempre em muitas corridas, para a alegria de Vijay Mallya, o chefe da trupe. Nos testes, o carro comportou-se incrivelmente bem, tanto que Nico Hulkenberg chegou a liderar treinos com a máquina. O alemão tem a tarefa ingrata de se reaver das inconstâncias do ano passado, especialmente depois da vitória em Le Mans. El e tem a companhia do mexicano Sergio Perez por mais um ano, Perez que terá, assim como Verstappen, de mostrar a estrela que tem para o futuro.

O que não veio mesmo foi a tal parceria com a Aston Martin, profanada aos quatro ventos pela mídia européia (e até a brasileira). Mas o futuro aos magnatas pertence e vai saber onde a impressionante Force India estará por la.


Manor: Motor forte e projeto ousado para sair do nanismo

(Reprodução)

Motor forte (o Mercedes) , pilotos de nome (ao menos Wehlein) e um carro novo. Expectativas da Manor estão renovadas para sair de vez do nanismo dos últimos tempos. Perspectivas de pontos para 2016 (Reprodução)

No ano passado, quando falamos dela, era na questão de incerteza e pobreza, o que se concretizou num ano complicadíssimo com um carro velho e pilotos sem capacidade de fazer coisa melhor com o que tinham na mão. Mas o ano começou diferente pelos lados de Banbury, pois saiu dos fornos de lá, talvez, o mais ambicioso projeto da nova Manor, totalmente renovada e de sangue novo e promissor no cofre do motor: O cobiçado Mercedes V6. Tudo para largar, de vez, a pecha de time nanico e amador que a equipe acabou ganhando.

Ressurgida das cinzas de um ano pífio como 2015, que quase viu o team falir, a Manor vem com um projeto ousado, mas um pouco conservador de linhas, a julgar que é a única que tem o bico dianteiro além do limite da asa dianteira. Mesmo modestos, os números nos primeiros testes tem sido muito superiores aos do ano anterior e, com deficiências em equipes como Haas (estreando), Sauber (ainda sem saber como anda de verdade o carro novo) e Renault (tentando se encontrar), não seria surpresa ver os MRT05 azul-laranja-branco na zona de pontos, o que seria uma vitória enorme neste primeiro momento.

Rio Haryanto no Manor. Nada de agradável na pista e risco até de ficar fora do grid (Reprodução)

Rio Haryanto no Manor. Nada de agradável na pista e risco até de ficar fora do grid por falta de pagamento do governo da Indonésia (Reprodução)

No comando dos carros dois nomes estreantes, destacados cada um pelo que já andaram mostrando. De um lado, o alemão Pascal Wehlein, campeão da DTM no ano passado e ex-piloto de testes da Mercedes, que tem boas credenciais para a F1 e promete mostrar alguma coisa este ano, a julgar pelo que já andou fazendo nos testes. Do outro lado, o indonésio Rio Haryanto, o primeiro da Indonésia na F1. Financiado pelo governo daquele país, Haryanto correu na GP2 em 2015, mas tem mostrado muita irregularidade, alem de ter a posição no time ameaçada por falta de pagamento da vaga no team por parte do governo indonésio.

Seja como for, 2016 já começou bem melhor para a Manor, e sonhar não custa nada ainda.


Primeiras impressões: Por Douglas Sardo

Após a primeira semana de testes de pré-temporada da Formula Um em Barcelona, algumas equipes já mostraram a que vêm, outras, estão envoltas em mistério. Evidente que, após duas semanas apenas de testes, é impossível cravar muita coisa.

Mas não adianta se iludir, a Mercedes vai continuar muito forte, provavelmente dominando a categoria com fez nos dois últimos anos. Resta saber se a Ferrari vai conseguir diminuir a diferença em relação ao ano passado.

Mercedes: Durabilidade e confiança para manter domínio

(Reprodução)

A reação das equipes concorrentes, fãs e imprensa denunciou que aquilo que os fãs mais temiam: tudo indica que a Mercedes deve continuar com seu domínio avassalador em 2016. (Reprodução)

A Mercedes não liderou nenhum dia de testes em Barcelona, mas foi de longe a equipe que mais rodou na primeira semana de pré-temporada. Lewis Hamilton e Nico Rosberg acumularam quilometragens impressionantes, e sem nenhum tipo de problema mecânico relevante. Não foram somente os observadores de fora que se impressionaram. A reação das equipes concorrentes denunciou que aquilo que os fãs mais temiam: tudo indica que a Mercedes deve continuar com seu domínio avassalador em 2016.

Outro fato notável: a Mercedes sequer usou os pneus supermacios e os novos ultramacios, mostrando claramente que o planejamento até aqui está focado no ritmo de corrida. A equipe está muito confiante, e os pilotos também.

Ferrari: Mais rápida na primeira semana. Leão de treino? Provavelmente…

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Apesar das melhores, a confiabilidade da Ferrari ainda é o calcanhar de aquiles da macchina (Reprodução)

A Scuderia chega cercada de grandes expectativas e promessas para este ano, com declarações do tipo não aceitamos nada menos do que o título em 2016. Bravata? Os testes de pré-temporada até aqui foram pouco conclusivos, mas Sebastian Vettel marcou o melhor tempo de todos na primeira semana, usando o novo pneu ultra-macio da Pirelli, baixando em quase 2 segundos o tempo da pole do anos passado.

Porém, a Ferrari não desenvolveu a mesma quilometragem que a Mercedes, e quando tentou stints mais longos, apresentou problemas de equipamento. A confiabilidade do novo carro deixou duvidas que devem ser esclarecidas na próxima semana.

Williams: Mesmo motor, mesmos pilotos, “mesmo carro”… Mesmos problemas?

(Reprodução)

Nos últimos dias de testes da semana, a Williams se viu com alguns problemas, inclusive com um Felipe Massa frustrado, declarando que o dia (em questão) havia sido desperdiçado. Team de Grove ainda está perdido com o desenvolver do novo carro (Reprodução)

O novo carro da Williams é quase um clone de seu antecessor. Pelo menos externamente. Para Valtteri Bottas e Felipe Massa, a equipe conseguiu corrigir alguns problemas, notadamente a falta de pressão aerodinâmica, que tanto prejudicou o time nos circuitos de baixa velocidade. Pelo menos foi o que se ouviu nas declarações.

Nos últimos dias de testes da semana, a Williams se viu com alguns problemas, inclusive com um Felipe Massa frustrado, declarando que o dia (em questão) havia sido desperdiçado. Quem acompanha de perto desconfia. Alguns afirmam que a Williams pode perder o posto de melhor do resto, depois de Mercedes e Ferrari. Seria desastroso para a equipe.

2016 também tem tudo para ser o último ano de Felipe Massa na F1. O experiente brasileiro teve bons momentos no ano passado, mas na parte final do campeonato teve uma notável queda de rendimento. Com a eminente saída de Felipe, quem a Williams poderia buscar como substituto? A Williams apostaria novamente num piloto jovem como Bottas, ou num veterano que não era necessariamente um top driver como Massa, que saiu tão desacreditado da Ferrari?.Ou finalmente a equipe mudaria sua postura e tentaria trazer um campeão de peso, algo que não faz desde Ayrton Senna?

Até que ponto essa postura na hora de contratar está afastando a Williams de vitórias, é difícil dizer, mas que a seca deles lembra bastante a da Ferrari entre 1979 e 2000, com duplas como Alboreto e Berger, Arnoux e Tambay, Alesi e Berger…isso lembra.

Force India: Começo de ano deve ser promissor, mas problemas financeiros aguardam a equipe em 2016.

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Force India promete ser uma sensação. Pelo menos até o dinheiro durar, o que pode prejudicar o desenvolvimento do carro (Reprodução)

Na primeira semana de testes, Nico Hulkenberg acabou como um dos mais rápidos, e Sérgio Pérez também esteve muito próximo do tempo recorde de Sebastian Vettel, e sem usar os pneus ultramacios. Tudo indica que o novo carro da Force India é bom, e combinado com o motor Mercedes, deve ser um conjunto para dar trabalho logo no início da temporada.

Porém, a equipe de Vijay Mallya não anda bem das pernas financeiramente, e o desenvolvimento do carro ao longo do ano pode ficar comprometido. De qualquer forma, a Force India promete começar o ano mais competitiva do que em 2015.

Haas: Equipe americana promete fazer bom ano de estréia.

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Pilotos a parte, a Haas promete quebrar a cara de quem apostava que o team brigaria no fundão do grid, e deve somar pontos com regularidade na primeira temporada. (Reprodução)

Uma das sensações do início de ano na F1 é a Haas. A equipe americana vem para a categoria com projeto sólido e a primeira semana de testes confirmou muitas expectativas positivas. Diferente do papelão que muitas equipes passaram em 2014 (Red Bull inclusive), quando o certame adotou os motores híbridos, a Haas não teve problemas em fazer quilometragem, teve poucas quebras, e seus pilotos marcaram bons tempos.

Talvez essa última parte seja o elo fraco da corrente, os pilotos. Esteban Gutiérrez retorna a categoria depois de passar muito tempo esquecido como piloto de testes, e Romain Grosjean, apesar de contar com muita boa vontade por parte da mídia automobilística em geral, ainda não confirmou muitas expectativas. Pilotos a parte, a Haas promete quebrar a cara de quem apostava que o team brigaria no fundão do grid, e deve somar pontos com regularidade em sua primeira temporada.

Red Bull: “Melhor chassis” de sua história, e dieta mais severa para Riccardo e Kvyat

(Reprodução)

Os testes indicam que a Red Bull tem condições melhores de ameaçar a Williams, principalmente contando com a evolução dos motores ao longo da temporada. (Reprodução)

Helmut Marko declarou a imprensa que o novo RB12 é o melhor chassis já construído pela Red Bull. Mas se as expectativas em torno do chassis são grandes, o mesmo não pode se dizer dos motores. Apesar de correr nesse ano com os motores Renault rebatizados pela TAG-Heuer (revivendo a aventura da McLaren-Porsche nos anos 80), Christian Horner afirmou que a Toro Rosso deve começar o ano na frente da sua equipe matriz.

Em sua costumeira aerodinâmica refinada, o projeto de Adrian Newey está economizando todo espaço possível, e os pilotos da equipe, Daniel Riccardo e Danill Kvyat, vão ter que perder alguns quilinhos para se encaixarem confortavelmente no novo carro. Quilogramas a parte, os testes até aqui indicam que a Red Bull está em condições melhores para ameaçar a Williams em 2016, principalmente contando com a evolução dos motores ao longo da temporada.

Toro Rosso: Com motor Ferrari de 2015, a “série B” da Red Bull promete andar na frente da Matriz

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Muitas expectativas cercam a Toro Rosso em 2016. Pelo menos, até aonde o motor Ferrari puder evoluir (Reprodução)

A Toro Rosso foi uma das sensações do ano passado, graças principalmente a sua dupla de pilotos, os atrevidos Carlos Sainz e Max Verstappen. Para esse ano, além da dupla empolgante, a equipe filial da Red Bull trocou o lamentável motor Renault pelos motores Ferrari do final de 2015. A expectativa é que só com essa mudança, a equipe já ganhe algo em torno de 1 segundo por volta, dependendo do circuito.

O ano de 2016 promete muito para esse time, principalmente na primeira metade da temporada, onde devem andar na frente da Red Bull, e podem incomodar equipes como Force India e até mesmo a Williams. Na segunda metade do ano, porém, o desempenho do time deve cair, já que o seu motor não vai ter evolução.

Renault: O retorno da Régie a F1 pode ser um fiasco.

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Problemas de desenvolvimento, especialmente de motor, podem dificultar o ano de Magnussen e Palmer na Renault (Reprodução)

A primeira semana de testes confirmou algumas expectativas negativas sobre o retorno da Renault como time na Formula Um. A equipe mostrou problemas de confiabilidade, algo que assolou a Red Bull durante toda a temporada de 2015. Desde que se anunciou o retorno da Régie, muitos se perguntaram: Se com o fantástico corpo técnico da Red Bull, os resultados já eram tão decepcionantes, o que uma outra equipe poderia extrair do até aqui fracassado motor turbo francês?

Tudo indica que será um ano muito duro para Kevin Magnussen (de volta a Formula Um) e Jolyon Palmer, que vem da GP2 sem atrair grandes expectativas.

McLaren: Tentando ressurgir das cinzas de 2015, Honda ainda não superou problemas de confiabilidade.

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É evidente que a McLaren melhorou, mas falta muito em desempenho e confiabilidade para melhorar a maquina se o team quiser voltar a briga da ponta, para temor de Button e Alonso (Reprodução)

Os primeiros dias de pré-temporada se mostraram bem positivos para a McLaren-Honda. A equipe não teve grandes problemas e conseguiu rodar bastante em Barcelona, fator crucial para desenvolver o carro, coletar dados, etc. Porém, nos últimos dois dias a equipe voltou ao normal. O carro apresentou problemas mais sérios, e Alonso pouco pôde andar no último dia de testes da semana. Os tempos de volta de Jenson Button e Fernando Alonso também não empolgam.

Evidente que esses tempos devem ser sempre relativizados, já que não há como saber por exemplo, a quantidade de combustível que cada piloto carregava em seu carro. Sem dúvidas a Honda melhorou a potência para 2016, mas as quebras evidenciam que os japoneses ainda não conseguiram resolver os problemas no motor de combustão, por exemplo. Tudo indica que a McLaren vai continuar quebrando com frequência em 2016..

Manor: A nanica do Grid promete alçar voos mais altos em 2016

(Reprodução)

Da quase falência, a Manor volta com tudo em 2016 prometendo uma evolução. Mas Rio Haryanto pode ser pedra no sapato de todo esse desenvolvimento (Reprodução)

A única equipe que não pontuou em 2015 chega com expectativas bastante renovadas para a nova temporada. A Manor fechou acordo para usar motores Mercedes em 2016, e só esse reforço já deve elevar bastante a performance da equipe que, de tão ruim, parecia pertencer a outra categoria. O novo carro também traz boas expectativas, ainda mais que no difícil ano passado, onde a meta foi se reaver da quase falência. Por falta de recursos, a equipe correu com o mesmo carro de 2014 repaginado para o regulamento vigente.

A dupla de pilotos também traz alguma promessa. Se Rio Haryanto já mostrou com seus tempos horríveis e suas rodadas – que pode ser um grande mico -, o mesmo não pode se dizer de Pascal Wehrlein. Protegido da Mercedes, e mais jovem piloto a vencer uma corrida e o campeonato da DTM, Wehrlein chega na F1 cercado de boas expectativas, algumas até de que tem potencial para assumir futuramente o lugar de Nico Rosberg ou Lewis Hamilton nas flechas de prata. Se há exagero, só o tempo vai dizer. Mas os tempos de Pascal até aqui, são bons.

Sauber: O que esperar da equipe com o planejamento mais atrasado do grid?

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Cronograma atrasado, falta de recursos. Dramas repetidos na Sauber. Será o último ano de tio Peter e Monisha na F1? (Reprodução)

O drama já é repetido: mais uma vez a Sauber começa a temporada com as contas bem apertadas, ao ponto de não ter seu novo carro pronto para a primeira semana de testes em Barcelona. Restou a Felipe Nasr e Marcus Ericsson rodarem com o carro do ano passado, algo que em geral, deve ser infrutífero.

Resta esperar a segunda semana de testes, para se ter uma ideia do potencial do novo carro, mas sem duvida a Sauber já larga atrás, pois se o novo carro apresentar problemas, eles terão uma semana a menos para corrigir os defeitos. Além disso, os problemas financeiros levantam suspeitas de que essa pode até ser a última temporada do time de Peter Sauber.

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