Março Roxo – Blumenau púrpura para entender a epilepsia

Não há segredo na epilepsia. Preconceito está fora de cogitação. Venha junto e apoie o Março Roxo. A BOINA dá um joinha nesta idéia! (Reprodução)

Não há segredo na epilepsia. Preconceito está fora de cogitação. Venha junto e apoie o Março Roxo. A BOINA dá um joinha nesta idéia! (Reprodução)

Da dedicação incondicional de uma mãe a inspiração para uma campanha nobre e púrpura. Março é mês de apagarmos do dicionário da vida os preconceitos, sustos e brincadeiras em torno de um dos males mais comuns de nosso sistema nervoso. A epilepsia é uma doença que não assusta se souber tratar e se você, amigo leitor, souber ajudar da forma correta. E é para entender este mal e saber como proceder que está em vigor o Março Roxo, cuja data comum (o Purple Day) celebra-se no dia 26.

Nos EUA, a data já existe há mais tempo e serve para quebrar paradigmas e preconceitos que cercam a epilepsia, transtorno que acomete o cérebro e, dependendo do caso, pode comprometer a fala, a locomoção ou outras funções. No Brasil, há estimativas de que três milhões de pessoas tenham a doença, somando a este número cerca de 300 novos casos por dia.

O Purple Day nos EUA. Data é celebrada pela primeira vez no Brasil e, em especial, em Blumenau (Reprodução)

O Purple Day nos EUA. Data é celebrada pela primeira vez no Brasil e, em especial, em Blumenau (Reprodução)

Aproximadamente 50% destes casos começam na infância e adolescência e, variando de caso pra caso, a epilepsia pode cessar após um tempo ou ser crônica. Procurar um tratamento adequado junto a um neurologista é altamente recomendável, só ele pode determinar o tipo de doença e recomendar o melhor caminho. Vale lembrar que, para ajudar no diagnóstico, é preciso anotar o tempo de duração do ataque e os sinais que os antecederam e estiveram presentes no momento da crise.

Ajudar sempre e da forma correta

Num panorama geral, há vários tipos de crises convulsivas que denotam a doença, sendo o mais comum deles o famoso ataque epilético, onde o paciente perde a consciência, cai ao chão e debate-se. É nesta hora que muitas pessoas, ou veem a crise como maus olhos (até filmando para compartilhamentos desnecessários nas redes sociais) ou cometem erros na hora de ajudar a controlar a crise.

Uma operação correta de amenização dos efeitos de um ataque. Agir de forma correta e com calma é o que ajuda em caso de crise (Reprodução)

Uma operação correta de amenização dos efeitos de um ataque. Agir de forma correta e com calma é o que ajuda em caso de crise (Reprodução)

Para controlar a epilepsia não há segredos nem técnicas complicadas. Basta apenas seguir passos simples:

  1. Mantenha a calma
  2. Anote o tempo de duração da crise
  3. Afaste objetos que ofereçam risco
  4. Afrouxe as roupas e/ou acessórios
  5. Dê espaço para a pessoa respirar
  6. Proteja a cabeça da pessoa, evitando choques
  7. Posicione-a de lado
  8.  Se a crise durar mais de cinco minutos, ligue para o 192 (Samu) ou 193 (Bombeiros) e peça ajuda.
  • NÃO dar água
  • NÃO esfregar álcool ou outras substâncias na pele
  • NÃO colocar dedos ou objetos na boca
  • NÃO puxar a língua (numa crise, a pessoa não engole a língua)
  • NÃO tente conter a crise, ela vai passar

Há também quem acredite em mitos acerca de uma crise epilética, todos eles não passando, obviamente, de meros mitos. Engolir a língua em um ataque, sinal de péssima saúde, saliva que passa a doença e até castigo de Deus. Nada disso é verídico, a educação ainda é o melhor contra preconceitos e mentiras, tantas estas que por muitas vezes excluem os portadores da doença do convívio social. E acredite, isto tudo ainda existe.

Blumenau de roxo, no Senac o primeiro passo

Prefeitura de roxo. È a primeira vez que Blumenau entra na campanha, motivada por uma mãe dedicada por sua filha (Jaime Batista)

Prefeitura de roxo. È a primeira vez que Blumenau entra na campanha, motivada por uma mãe dedicada por sua filha (Jaime Batista)

Neste ano, Blumenau recebe pela primeira vez as atividades do Março Roxo, coordenadas pela super Priscila Krieger e pelo bom amigo libanês Emil Chatourni. As atividades começaram na última segunda-feira (07/03) no auditório do Senac Blumenau com a palestra da neurologista Lúcia Machado Haertel, dando uma panorâmica sobre a epilepsia e as características que a cercam. A recepção foi calorosa, com a campanha interna do Senac desenvolvida pelos alunos do Técnico em Marketing da instituição.

Veja como foi a primeira palestra no Senac (Imagens: André Bonomini)

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Outras palestras estão programadas pela cidade. Veja o calendário:

12/03 – Tenda de conscientização / Parque Ramiro Ruediger.

14/03 –  Palestra UNIASSELVI / Dr. Guilherme Mendonça.

21/03 – Palestra FURB / Dra. Alessandra Zanatta.

26/03 – Tenda de conscientização / Rua XV de Novembro.

06 e 07/04  – Palestra SEMED para professores e coordenadores / Dr. Kligel Vatutim da Rosa

Mais informações sobre as atividades diretamente com os coordenadores, no (47) 8455-6990 (Priscila) ou (47) 9606-6081 (Emil). Curta também a pagina oficial do Março Roxo Blumenau no Facebook.

 

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