Gramming & Marbles: (F-Indy) Preciso nas relargadas, Montoya fatura em St. Petersbourg.

"El Gordito" Montoya começou bem a perseguição pelo título de 2016 repetindo 2015. Vencendo a primeira prova da Indy, em St. Petersbourg (Reprodução)

“El Gordito” Montoya começou bem a perseguição pelo título de 2016 repetindo 2015. Vencendo a primeira prova da Indy, em St. Petersbourg (Reprodução / IndyCar)

(Andre Bonomini & Douglas Sardo)

Em prova dominada pela Penske, Juan Pablo Montoya largou com pé direito na temporada 2016 da Formula Indy. O colombiano resolveu repetir o início de 2015 e voltou a vencer nas apertadas e rápidas retas e curvas de St. Petersbourg, na Flórida, numa atuação limpa e meticulosa para abrir com chave de ouro a briga pelo titulo e o ano 60 do tradicional team de Roger Penske.

Foi uma prova tranquila nas ruas da St. Pete, com poucas bandeiras amarelas e muitas alternativas, coisa característica da Indy. A chuva que prometia tornar a prova uma salada não veio e tudo correu com ainda mais tranquilidade, excluindo-se apenas algumas pancadas habituais e carambolas, como a de Carlos Muñoz em uma das poucas relargadas da prova, na volta 57.

Entre os brasileiros, um dos companheiros de Montoya na Penske, Helio Castroneves, fez bem o papel e confirmou um bom quarto lugar numa corrida cheia de problemas com os pneus. Tony Kanaan, com o bólido azulão da Chip Ganassi foi outro que sofreu com problemas no carro, não indo além da nona posição. Foi o seguindo melhor carro do time da Target na prova, ficando apenas atrás do companheiro e atual campeão, Scott Dixon.

Prologo e a corrida

Orial Servià no carro de Will Power. Problemas estomacais impediram australiano de estrear. O espanhol chegou em (Reprodução / IndyCar)

Orial Servià no carro de Will Power. Problemas estomacais impediram australiano de estrear. O espanhol fez corrida discreta e chegou apenas em 18º (Reprodução / IndyCar)

O time de uncle Roger já havia mostrado sua força nos treinos de pre-temporada, e nos treinos classificatórios Will Power confirmou o poder e garantiu a pole. Porém, o australiano teve um problema estomacal e não pôde participar da prova, sendo substituído pelo espanhol Oriol Servia, que teve que largar da 22ª e última posição.

Assim, quem largou na pole foi o francês Simon Pagenaud, e ele logo mostrou sua velocidade ao abrir ótima vantagem na primeira parte da prova. Na primeira volta, Takuma Sato teve um pneu furado se despistou, perdendo várias posições. Ele, que largou em 10º, estava em último.

A largada, Pagenaud a frente abre boa vantagem, mas perca de rendimento foi determinante para a perda da liderança e de melhores posições (Reprodução / IndyCar)

A largada, Pagenaud a frente abre boa vantagem, mas perca de rendimento foi determinante para a perda da liderança e de melhores posições (Reprodução / IndyCar)

O começo de prova foi difícil para os brasileiros. Tony Kanaan começou com os pneus mais duros mas foi perdendo várias posições sem conseguir acompanhar o ritmo mais forte dos líderes. Na volta 11, foi a vez de Helinho ser suplantado, perdendo o 2º lugar para Montoya. Os pneus mais macios de Castroneves acabaram rapidamente, ele já havia caído para sétimo quando decidiu ir para os boxes de repente, cortando a frente dos pilotos que o seguiam, numa manobra muito perigosa.

Na frente, os líderes também começavam a parar, Montoya e Ryan Hunter-Reay na volta 20 e Pagenaud no giro 23. Marco Andretti liderava quando parou na 24ª volta.
Kanaan, que parou bem mais cedo, novamente tinha rendimento ruim e perdia posições.

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Tony não teve vida fácil em St. Pete. Não fez boa classificação e terminou apenas em 10º, sofrendo com os problemas do bólido da Chip Ganassi. Já Helinho (abaixo), sofreu com os pneus, mesmo assim quase subiu ao pódio, perdendo o terceiro posto nas últimas duas voltas (Reprodução / IndyCar)

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Na frente, agora com pneus mais duros, Pagenaud perdia a vantagem que abriu para Montoya. Dixon aparecia em terceiro, 4s atrás do líder. No giro 46, Marco Andretti tentou uma ultrapassagem muito otimista para cima de Luca Fillipi e tomou uma senhora fechada, rodou e seu carro morreu. Bandeira amarela.

Na volta 48, todos nos boxes. Montoya teve um trabalho ruim, mas conseguiu voltar atrás de Pagenaud. Porém agora a liderança era do surpreendente Conor Daly, filho do ex-piloto de F1, Derek Daly. Tony Kanaan aparecia em segundo, ambos não haviam parado. Pagenaud em terceiro, Montoya em quarto, e Dixon em 5º.

Conor Daly, herdeiro do ex-F1 Derek Daly, uma das sensações da prova (Reprodução / IndyCar)

Conor Daly, herdeiro do ex-F1 Derek Daly, uma das sensações da prova (Reprodução / IndyCar)

Na volta 53, a bandeira amarela iria sair, mas novamente Marco Andretti teve problemas, seu carro parado na pista. A relargada acontece no giro 58, e Kanaan tentou de tudo para passar Daly, mas teve a porta muito bem fechada.

O climax foi quando Montoya aproveitou a relargada para ultrapassar Pagenaud. A corrida durou pouco, na primeira volta após a relargada, Carlos Muñoz causou uma carambola envolvendo vários carros. Mais bandeira amarela. Vários pilotos que tiveram avarias no acidente foram para os boxes.

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Montoya persegue Pagenaud pela liderança, coisa que conseguiria na relargada. Após isso, nova bandeira amarela, com o salseiro armado por Carlos Muñoz, abaixo (Reprodução / IndyCar)

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Kanaan foi para os boxes e voltou em 11º. Na volta 64, outra relargada, e mais uma vez Montoya se deu bem, passando Daly e assumindo a ponta. Castroneves estava em 6º e passou Dixon pelo 5º lugar. Pagenaud não tinha mais o mesmo rendimento do começo da prova, e não conseguia se aproximar de Daly.

Com mais uma rodada de pits, pouco mudou na frente. Montoya liderou até o fim com tranquilidade, Daly e Dixon tiveram problemas de sujeira nos carros e tiveram que fazer um pit stop extra, terminando em 13º e 7º respectivamente. Uma pena pela bela prova de Daly, que chegou a liderar a prova e mostrou potencial, para o orgulho do pai Derek.

Ryan Hunter-Reay foi o terceiro depois de uma corrida brigada. Americano roubou pódio de Castroneves faltando apenas duas voltas para o fim (Reprodução / IndyCar)

Ryan Hunter-Reay foi o terceiro depois de uma corrida brigada. Americano da Andretti roubou pódio de Castroneves faltando apenas duas voltas para o fim (Reprodução / IndyCar)

Simon Pagenaud perdeu tempo com retardatários e não conseguiu ameaçar Montoya, mas completou a dobradinha da Penske. O pódio quase foi todo do time de uncle Roger, mas na volta 108, 2 para o fim da prova, Ryan Hunter-Reay deu um último golpe e passou por Helio Castroneves, que tinha pneus mais duros na parte final da prova. Ryan foi o melhor classificado entre os motores Honda.

Veja a classificação final da prova. Vale lembrar que a pontuação na Indy vai até o 23º e último:

1º – Juan Pablo Montoya (Penske-Chevrolet)
2º – Simon Pagenaud (Penske-Chevrolet)
3º – Ryan Hunter-Reay (Andretti-Honda)
4º – Helio Castroneves (Penske-Chevrolet)
5º – Mikhail Aleshin (Schimidt Peterson-Honda)
6º – Takuma Sato (Foyt-Honda)
7º – Scott Dixon (Chip Ganassi-Chevrolet)
8º – Carlos Muñoz (Andretti-Honda)
9º – Tony Kanaan (Chip Ganassi-Chevrolet)
10º – Charlie Kimball (Chip Ganassi-Chevrolet)
11º – Jack Hawksworth (Foyt-Honda)
12º – Alexander Rossi (Andretti-Honda)
13º – Conor Daly (Dale Coyne-Honda)
14º – Spencer Pigot (RLL-Honda)
15º – Marco Andretti (Andretti-Honda)
16º – Graham Rahal (RLL-Honda)
17º- Max Chilton (Chip Ganassi-Chevrolet)
18º – Oriol Servià (Penske-Chevrolet)
19º – James Hinchcliffe (Schimidt Peterson-Honda)
20º – Luca Filippi (Dale Coyne-Honda)
21º – Sébastien Bourdais (KV-Chevrolet)
22º – Josef Newgarden (Carpenter-Chevrolet)
NL – Will Power (Penske-Chevrolet)

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St. Pete testemunhou a volta dos raios amarelos da Chip Ganassi, estampados no carro do atual campeão Scott Dixon. Apesar da beleza do bólido, Dixon foi apenas o sétimo (Reprodução / IndyCar)

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Takuma Sato fez aquilo que pode ser dito de “prova brigada”. Chegou a estar em último, mas andou forte e aproveitou bem as janelas de pits para chegar em sexto, num bom resultado para a trupe de A.J. Foyt (Reprodução / IndyCar)

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A prova também viu a estreia de dois ex-F1 na Indy. Max Chilton, o “Deus” (pelo seu recorde de provas completadas pela Manor na F1), era o quarto carro da Chip Ganassi, terminou num discreto 17º posto … (Reprodução / IndyCar)

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… e o outro era Alexander Rossi, que fez as últimas provas de 2015 na F1 também pela Manor. Rossi correu pela Andretti e fechou a prova melhor que Chilton, em 12º (Reprodução / IndyCar)

A próxima parada da Indy no Arizona, para o primeiro oval da temporada, em Phoenix. Até la!

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