Formandos Jornalismo/2015: Uma carta aberta

Arquivo)

A Turma de formandos de Jornalismo de 2015. A qual destina-se esta carta aberta em A BOINA: Em pé (esq-dir), Bruno Stolf, Tamires Kardauke, Kellen Reis, Kely Rodrigues, Bruna Laline Ramos, Juliane Mateus Costa e André Luiz Bonomini. Sentadas (esq-dir) Yara Schram, Franciele Back e Aline Otto (Arquivo)

Um ano, gente… Que coisa, como esse tempo passa rápido!

Prometo não reproduzir aqui o discurso daquela noite, mas falar daquela noite neste dia 28, uma segunda-feira daquelas corridas como sempre, calha como uma breve fuga destas nossas vidas corridas que vivemos. Provavelmente estaremos ainda pensando nos nossos afazeres nesta noite e durante a semana, mas não vamos negar. Exatamente há um ano atrás estávamos com um frio incontrolável na barriga, sabendo que logo entraríamos dentro do majestoso Auditório Heinz Geyer como formandos e sairíamos de lá como jornalistas.

Não era lá o dia perfeito. Chovia quase o dia todo, parava, voltava, parava, voltava… Mas que importância tinha? Cada um saía de suas casas com aquela impressão gostosa que, enfim, chegava o dia que tanto anseavamos desde 28 de fevereiro de 2011! E não se assustem como sei a data certinho, não é por isso, mas tem como esquecer o dia que começamos esta estrada acadêmica? A mais inesquecível, cheia de erros, acertos, momentos alegres, tristes, superações, correrias e muitas risadas?

A primeira foto cujo tenho registro da sala, numa sexta a noite, aula da prof. Alessandra. Isto que naquele tempo ainda era acadêmico de Publicidade. Caras que ficaram até o fim, outras que já foram, como muita coisa mudou em quatro anos... Arquivo)

A primeira foto cujo tenho registro da sala, numa sexta a noite, aula da prof. Alessandra. Isto que naquele tempo ainda era acadêmico de Publicidade. Caras que ficaram até o fim, outras que já foram, como muita coisa mudou em quatro anos… Arquivo)

Éramos inocentes, mal sabíamos o que nos aguardava nos semestres vindouros. Cada um dos semestres era um desafio, as vezes nos chateávamos e saíamos porta afora antes mesmo do fim da aula apenas para poder ter umas horinhas de sono a mais do dia corrido. Eramos jovens, ainda somos jovens mas com outra mentalidade, outros pensamentos. Somos definitivamente adultos, com uma vida em construção. Alguns irão se casar, outros namoram, outros vivem bem a solteirice (como este que vos fala), e apesar das pancadas do cotidiano sempre achamos motivos para rir e sorrir a cada por-de-sol.

Neste caminho corremos de mãos dadas, tivemos tantos amigos que cruzaram nossa estrada, alguns por alguns meses, por um meio ou um ano completo ou, simplesmente, de vista. Todos eles, na maioria, inesquecíveis… Fernanda, Stephanie, Roger, Thais, Janine, Tairine, Paulo Cesar, Ricardo, Rafael, Michele, Katia, Rosângela, Cicero, William, Bianca, Laís, Camila… não cabe nominar todos porque a memória não ajuda, mas sintam-se abraçados de alguma forma…

Um dia de prova, se não falha a memória, prova semestral do prof. Jaime Avendaño de Redação Jornalística. Na sala, sempre a dedicação e o máximo, não importando se os tempos eram bons ou nebulosos Arquivo))

Um dia de prova, se não falha a memória, prova semestral do prof. Jaime Avendaño de Redação Jornalística. Na sala, sempre a dedicação e o máximo, não importando se os tempos eram bons ou nebulosos Arquivo))

E os professores? Eles, os bastiões do conhecimento que nos enriqueceram de alguma forma com o que tinham guardados nos cofres mentais da sabedoria? Como esquecer do que vivemos com eles em sala? O grande Eumar, nosso eterno coordenador e pai de todos nós no curso, deve estar suspirando de orgulho pois, antes que largasse o comando da graduação, pode ter a honra de nos entregar o canudo simbólico de nossa passagem, sorrindo alegremente como em todo o dia em que adentrava a sala para, ou nos ensinar uma lição valiosa para a profissão… ou para contar uma história fabulosa!

Não só ele… Tantos outros que merecem nosso abraço… Fabrício, Marta, Rodrigo, Arnaldo, Carlos, Alexandre, Aline, Alessandra, Thereza, Cinthia, Marcia, Elisabeth, Wilson Lobe, Darley, Ricardo, Dodô, Jaime… Vocês que leem estas linhas, podiam amar ou odiar, mas na minha concepção um professor é uma peça a mais na nossa construção como profissionais e como pessoas, e por isso a eles devemos nossa gratidão, seja nos momentos bons ou ruins que vivemos no passado.

Não consigo contabilizar nossa passagem pela academia em dias, mas sim em momentos. Bons momentos que, não importavam o dia, a gente viveu de uma forma especial e, por que não, intensa. Os lanches e pizzas, a pauleira do ICOM, as noites nos laboratórios de rádio e vídeo, os papos com o Gutz e o Felipos, o café roubartilhado da turma da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a indignação com a cantina, aquela cara de sono nas aulas mais pesadas, as conversas, os papos que iam do surpreendente ao picante, sem falar aquela corrida angustiante do PEC e do TCC, coisa que todo acadêmico passa mas que cada um a vive de uma forma especial. Tudo isso, guardado a sete chaves por cada um de vocês em um bauzinho dentro da mente.

Assim, estendemos o braço sorridentes, recebemos do Eumar nosso símbolo, não de fim de um ciclo, mas do começo de outro. Vocês que leem estas linhas podem não estar lacrimejando ou nem achando emocionante dada a correria do dia, e nem é esta a intenção desta carta. Cada um digere este sentimento da forma como melhor lhe convêm, mas com a certeza que vivemos uma aventura, aventura esta que cada um segue escrevendo por suas letras e linhas neste mundo as vezes tão frio e dolorido.

E aqui estamos… Eu, Aline, Bruna, Bruno, Franciele, Juliane, Kely, Kellen, Tamires e Yara. Hoje é 28 de março de 2016 e a vida assim segue um ano depois de fecharmos a página de nossa vida acadêmica (ao menos, a primeira passagem para alguns). Continuamos crescendo e continuamos aprendendo, as vezes nem nos vimos e nem nos falamos, sumimos e mal nos reunimos, mas nunca apagará de nós a chama daqueles bons tempos. Daquela fase de ansiedade e descobertas que não acaba, mas apenas se renova dia a dia em tantas coisas e momentos sempre quando a recordação nos bate fundo no pensamento.

(Arquivo)

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Meus amigos… A vocês, um abraço carinhoso, e até algum dia desses. Sucesso, muita força e, como disse naquele discurso há um ano atrás…. Estamos juntos!

André Luiz Bonomini, Jornalista

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