Snapchat: Outra sensação entre as redes sociais

Eis o Snapchat: Ameaça de Facebook e Whatapp, aplicativo revoluciona pela personalização e discrição das mensagens, o que virou febre atualmente no mundo dos smartphones Reprodução)

Eis o Snapchat: Ameaça de Facebook e Whatapp, aplicativo revoluciona pela personalização e discrição das mensagens, o que virou febre atualmente no mundo dos smartphones (Reprodução)

No mundo dos smartphones, quase todos falam dele, ou falam através dele. As caretas se multiplicaram em frente aos celulares e pessoas rindo diante dos aparelhos soariam como loucos varridos anos atrás. Se você acha que o Whatsapp ou o Messenger aprontaram alguma nova para as estruturas dos aplicativos que administram está muito enganado: A moda agora não conta apenas por mandar Whats ou olhar no Face… A regra é zoar no Snapchat, ou em outras palavras, mandar um Snap.

O aplicativo já tem quatro anos de peleia nas redes. Fruto da criatividade das mentes enluaradas de Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown, o Snapchat foi lançado em 2011, quando o trio ainda estudava na conceituadíssima Universidade de Stanford, em Palo Alto (Califórnia), um dos berços do rico Vale do Silício nos EUA. O que encanta a juventude transviada no aplicativo é a quantidade de recursos disponíveis para personalização e envio de mensagens –  especialmente em vídeo –  e a mais  notável: A discrição das mensagens, que são vistas apenas uma vez pelo destinatário, sendo apagadas automaticamente logo em seguida.

Os pais da criança esq-dir): Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown Reprodução)

Os pais da criança (esq-dir): Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown (Reprodução)

A primeira impressão é de um Whatsapp melhorado, uma rede social de bate-papo como qualquer outra. Mas as formas de preparar o material para o amigo ou amiga é bem diferente do usual. Mandar um Snap virou febre, especialmente nos últimos tempos. Ele permite mensagens e conversações em vídeo, sendo as mensagens por vídeo um dos bons atrativos do aplicativo, já que recursos embutidos no Snapchat permitem personalizar o conteúdo, indo das coisas mais bizarras aos mais interessantes.

Mas a discrição do aplicativo é, sem dúvida, o atrativo mais destacado por muitos dos usuários. Isto se deve ao fato de a mensagem ser de característica efêmera, ou seja, tão logo recebida e lida pelo destinatário, o conteúdo é apagado do aplicativo, evitando invasões e até o reenvio por mal intencionados de algum conteúdo explicito ou comprometedor produzido no aplicativo, garantindo que esta mensagem não será copiada ou transmitida por outros. A turminha da idade fértil que adora enviar e receber as tais nudes foi uma das que mais sorriram com o recurso.

Com os recursos que vem no aplicativo, o Snap permite personalizar as mensagens em vídeo de várias formas. No entanto, usa muito do aparelho, o que torna o aplicativo o que mais gasta bateria dos celulares Reprodução)

Com os recursos que vem no aplicativo, o Snap permite personalizar as mensagens em vídeo de várias formas. No entanto, usa muito do aparelho, o que torna o aplicativo o que mais gasta bateria dos celulares que operam com Android (Reprodução)

Mas todos estes recursos juntos tem um preço. Apesar de estar bem colocado entre os 10 apps mais baixados no iTunes, o Snapchat é o aplicativo que mais demanda bateria dos aparelhos celulares que utilizam o sistema Android. O motivo é simples e sem sustos, já que para enviar videos, fotos, personalizar e funcionar, o aplicativo necessita muito mais dos dispositivos do equipamento, o que mina rapidamente a carga do celular.

Sucesso e gigantes na mira

O Snapchat caiu no gosto popular em todo o mundo, começando pelas escolas, onde se popularizou no começo de 2012 nas mãos dos adolescentes que descobriram um retiro para papear sem intromissão externa.  Das escolas, o Snap passou para as faculdades, locais de trabalho, rodas de amigos e famílias, multiplicando-se as caretas e caras espantadas e risonhas diante dos celulares. Para se ter uma ideia, no Reino Unido, cerca de um quarto dos smatphones britânicos (cerca de 7 milhões) já baixaram o aplicativo.

A ideia de Evan Spiegel virou febre e alvo de outros magnatas do Vale do Silício, nos EUA. Recentemente, ele recusou uma pequena oferta para venda do app do Facebook, no valor de US$ 3 bi, cerca de R$ 7 bi Reprodução)

A ideia de Evan Spiegel virou febre e alvo de outros magnatas do Vale do Silício, nos EUA. Recentemente, ele recusou uma pequena oferta para venda do app do Facebook, no valor de US$ 3 bi, cerca de R$ 7 bi (Reprodução)

O sucesso do Snapchat foi tamanho que tudo indica que Evan Spiegel, CEO do projeto, estará juntando-se a nomes de peso do Vale do Silício como o mais novo milionário do setor. Falar no aplicativo também significa ameaça aos concorrentes diretos, sendo alvo especialmente dos executivos do Facebook. No entanto, Spiegel bateu o pé, deu uma risada simpática e recusou a oferta de compra do aplicativo pela rede de Mark Zuckerberg. A quantia proposta para transação? Nada menos do que réles US$ 3 bilhões, cerca de R$ 7 bilhões, segundo informações de sites especializados.

Polêmicas (como sempre)

No entanto, há duas questões pertinentes para o futuro do Snapchat: A questão da privacidade é o primeiro deles. As imagens enviadas, assim como os vídeos, podem ser deletados automaticamente, mas o usuário pode fazer um screenshot (cópia da imagem da tela) da foto e seguir enviando o conteúdo para terceiros. Há um mecanismo no Snap que avisa o remetente desta cópia, mas ele pode ser facilmente burlado sem precisar de outros aplicativos.

Em se tratando da efemeridade, ela não é 100%, mas o 1% é de total responsabilidade do Snap, que conserva os arquivos em bancos de dados para casos extremamente específicos de consulta, como ordens judicais. Algo que o Whatsapp já patinou algumas vezes, sofrendo sanções judiciais. No entanto, para manter cópias destas arquivos eram usados sites de terceiros ocultos que faziam o serviço sem alertar os remetentes. Era um problema grave, tanto que em duas ocasiões em 2014, estes servidores e arquivos foram invadidos por hackers, despejando na rede 13 GB (100 mil arquivos)e 4,6 milhões de números de telefones de usuários na net.

O Snapsave é o banco de dados que os desenvolvedores do Snapchat separam e armazenam informações para situações pontuais, como ordens judiciais. Anteriormente, sites de terceiros faziam isto, o que tornava o aplicativo vulnerável a ação de hackers Reprodução)

O Snapsave é o banco de dados que os desenvolvedores do Snapchat separam e armazenam informações para situações pontuais, como ordens judiciais. Anteriormente, sites de terceiros faziam isto, o que tornava o aplicativo vulnerável a ação de hackers Reprodução)

Outro ponto é uma questão simples que bate direto na rentabilidade do negócio para o futuro: A ideia, segundo Spiegel, é fazer conteúdos especiais para o Snap mas que são ativados apenas mediante pagamento, algo que vai na contramão de Facebook e Twitter, que contam com publicidade para angariar a receita do mês. Spiegel afirma categoricamente que as pessoas pagam muito por entretenimento e vê isso como pagar uma experiência especial, mas isto pode significar um tiro no pé, sendo que não se sabe se quem tem o aplicativo e o usa gratuitamente poderá ser convencido a pagar alguma cota extra.

Sejam questões polêmicas ou falhas, o Snapchat parece ter chegado para não sair do mundo das redes. Seja para se exibir ou dar risadas com os amigos, os Snaps caíram no gosto popular e, sendo ameaça ou não as mídias que conhecemos hoje, é só mais uma das tantas provas de que a internet não tem fronteiras, nem mesmo para a criatividade de quem as usa.

Sendo assim, a vida segue, e todos seguem sorrindo e fazendo caretas, enviando felizes o bom e velho (já velho) Snap.

Deixe uma resposta