Gramming & Marbles (MotoGP): Márquez esmaga concorrência e segue rei em Austin

Ninguém segura Márquez nos EUA. Espanhol da Honda mantém o reinado em Austin e vence a segunda em 2016. consolidando a liderança no campeonato (Honda)

Ninguém segura Márquez nos EUA. Espanhol da Honda mantém o reinado em Austin e vence a segunda em 2016. consolidando a liderança no campeonato (Honda)

(Douglas Sardo)

A MotoGP desembarcou neste último  em Austin, no Texas, para a terceira etapa na temporada 2016. Apesar do campeonato estar interessante e disputado pau a pau, desde o começo do fim de semana texano imaginava-se que o vencedor dessa prova seria Marc Márquez. O motivo? Desde que estreiou na categoria em 2013, o espanhol da Honda venceu todas as provas na terra de Tio Sam, incluindo 3 vitórias em Indianápolis (2013, 2014 e 2015), uma vitória em Laguna Seca (2013), e mais três vitórias no Circuito das Américas (2013, 2014 e 2015)…que ele tratou de transformar em quatro com grande autoridade.

No entanto, quem esperava ver uma prova pegada acabou decepcionando-se com os poucos momentos de emoção da corrida. Fora o show de quedas que marcou a prova (incluindo o tombo de Valentino Rossi), a prova foi sonolenta e assistiu o repeteco de Márquez no alto do pódio pela segunda vez seguida este ano, provando que o espanhol está muito afim de reaver a perda dolorida do título em 2015.

Michelin reage

Após o fiasco dos pneus na Argentina, onde houve obrigatoriedade de troca de motos, a Michelin chegou no Texas sob forte pressão. A fabricante francesa mandou fazer às pressas um novo composto, que será utilizado provisoriamente, enquanto desenvolve novos pneus. O resultado foi satisfatório, e dessa vez os pilotos não tiveram grandes sustos.

Treinos

Treino de Márquez foi perfeito, e a pole, inquestionável (Honda)

Treino de Márquez foi perfeito, e a pole, inquestionável (Honda)

Após uma viagem desgastante da Argentina para os Estados Unidos (houve muitas chuvas na Argentina, ocasionando diversos atrasos nos vôos), motos e pilotos começaram os treinos no Circuito das Américas, e para o desespero da concorrência, desde o início, Marc Márquez mostrava estar numa categoria a parte. Seus tempos sempre eram os melhores, enquanto que seu companheiro de Honda, Dani Pedrosa, sofria com um ritmo muito inferior.

A pole de Márquez foi barbada, e Jorge Lorenzo, precisando reagir após o abandono em Termas de Rio Hondo, aparecia em segundo lugar. Rossi era terceiro. Maverick Viñales era um encorajador quarto lugar no grid. Carl Crutchlow surpreendeu em quinto. A primeira Ducati só aparecia em sexto, com Andrea Dovizioso, e Andrea Iannone vinha em sétimo, as Desmosedici fazendo um treino bastante discreto.

A Corrida

Lorenzo largou bem e bisou a liderança, mas escapou na primeira curva de Austin (Yamaha)

As Yamaha de Lorenzo e Rossi largaram bem. Jorge bisou a liderança, mas escapou na primeira curva de Austin. Já o doutor foi ao chão mais uma vez este ano e não voltou mais a prova (Yamaha)

Lorenzo partiu bem e assumiu a ponta. Mas sua liderança foi curta e o espanhol errou o traçado da curva 1, permitindo a Márquez reassumir a ponta. O espanhol da Yamaha tentaria novamente, porém mais uma vez espalhou, e dessa vez o prejuízo só não foi maior porque Rossi não tinha performance, e não conseguiu lhe tirar o terceiro posto.

Dovizioso aparecia em segundo e perseguia Marquez, Rossi abandonava a prova após um erro. Um resultado desastroso para suas pretensões no ano, ainda mais após o abandono de Lorenzo na em Termas de Rio Hondo. Era hora de capitalizar, mas invés disso… Enquanto Rossi se lamentava, Márquez começava uma sucessão de voltas mais rápidas, e abria vantagem sobre Dovizioso, que resistia bravamente, mas não foi o bastante para impedir Lorenzo de lhe tirar o segundo lugar.

Pedrosa acode a Dovizioso (vermelho) depois do impressionante acidente na curva do fim da reta em Austin. Momento foi um dos mais empolgantes (se é que pode se chamar de empolgante) da prova texana (Honda)

Pedrosa acode a Dovizioso (vermelho) depois do impressionante acidente na curva do fim da reta em Austin. Momento foi um dos mais empolgantes (se é que pode se chamar de empolgante) da prova texana (Honda)

Agora, Dovizioso tinha que se preocupar com Pedrosa, que vinha se aproximando, mas era difícil de passar a Ducati, que contava com mais força nas retas. De repente, Pedrosa perde o controle de sua moto, e acaba acertando em cheio a moto de Dovi, que por pouco não se machucou. Pedrosa ainda continuou na prova, mas terminou por abandonar perto do fim. Depois de parar, foi pedir desculpas ao piloto da Ducati e a toda equipe italiana, naquele que foi provavelmente o melhor momento da prova, que agora oscilava entre o replay da batida e imagens das motos da Aprilia (SIM, elas realmente existem!).

Stefan Bradil leva a Aprilia ao 10º lugar. Até elas, tão sumidas, apareceram durante a prova (Aprilia)

Stefan Bradl leva a Aprilia aos pontos com o 10º lugar. Até elas, tão sumidas, apareceram durante a prova sonolenta (Aprilia)

Márquez abriu mais de 6 segundos de Lorenzo, num ritmo impressionante, e ganhou fácil. Lorenzo foi um distante segundo, e Iannone conseguiu o pódio que vem escapando de Dovizioso. Na briga particular da Suzuki pelo quarto lugar, Maverick Viñales levou a melhor sobre o companheiro, o irmão de Pol, Aleix Espargaró.

Desde o início era de conhecimento de todos que essa prova era território da Honda… quer dizer, de Márquez. Mas da forma fácil como foi (de longe a mais fácil de suas 4 vitórias em Austin), a vitória de la hormiga mostra que a Honda tem grandes chances de reaver o título perdido em 2015.

No campeonato, Márquez agora tem 21 pontos sobre Lorenzo.

No duelo da Suzuki, Viñales (atrás), levou a melhor sobre Espargaró (Suzuki)

No duelo da Suzuki, Viñales (atrás), levou a melhor sobre Espargaró (Suzuki)

Os 10 mais – Corrida

1 – Marc Márquez (Honda)
2 – Jorge Lorenzo (Yamaha)
3 – Andrea Iannone (Ducati)
4 – Maverick Viñales (Suzuki)
5 – Aleix Espargaró (Suzuki)
6 – Scott Redding (Pramac-Ducati)
7 – Pol Espargaró (Tech3-Yamaha)
8 – Michele Pirro (Pramac-Ducati)
9 – Hector Barberá (Avintia-Ducati)
10 – Stefan Bradl (Aprilia Gresini)

Ninguém segura Márquez. As deventuras de Lorenzo e os erros de Rossi vão lhe dando gordura para buscar o título perdido em 2015 (Honda)

Ninguém segura Márquez. As deventuras de Lorenzo e os erros de Rossi vão lhe dando gordura para buscar o título perdido em 2015 (Honda)

Os 10 mais – Campeonato

1- Marc Márquez (66)
2 – Jorge Lorenzo (45)
3 – Valentino Rossi (33)
4 – Pol Espargaró (28)
5 – Dani Pedrosa (27)
6 – Hector Barberá (25)
7 – Andrea Dovizioso (23)
8 – Maverick Viñales (23)
9 – Eugene Laverty (21)
10 – Aleix Espargaró (21)

Andrea Ianonne pode se chamar de sortudo. Galgou o segundo lugar no frigir dos ovos depois de quedas e erros. Um pódio que vem escapando de Dovizioso, seu companheiro de Ducati (Ducati)

Andrea Iannone pode se chamar de sortudo. Galgou o terceiro lugar no frigir dos ovos depois de quedas e erros do adversários da frente. Um pódio que vem escapando de Dovizioso, seu companheiro de Ducati (Ducati)

A MotoGP volta a se reunir daqui há duas semanas, para o primeiro GP do ano em terras espanholas. A parada é no clássico circuito de Jerez de la Frontera, para o Grande Prêmio da Espanha.

Hasta la Vista!

Deixe uma resposta