Grammg & Marbles (MotoGP): Rossi cala os espanhóis e domina em Jerez

Depois de algumas provas com problemas e quedas, il dotore Rossi volta ao alto do pódio. Vence pela 113ª vez e de ponta a ponta, calando a torcida espanhola em Jerez e ensaiando uma reação (Getty Images)

Depois de algumas provas com problemas e quedas, il dotore Rossi volta ao alto do pódio. Vence pela 113ª vez e de ponta a ponta, calando a torcida espanhola em Jerez e ensaiando uma reação (Getty Images)

(André Bonomini)

Acordei as 9h em ponto para mais um embate nos máximos do motociclismo na MotoGP. Desta vez, a reunião foi na bela pista da Andaluzia, na Espanha, uma das primeiras paradas da categoria na terra do sangue quente: O sempre desafiador autódromo de Jerez. E o torcedor espanhol que prestigiou a prova esperava um bom pega dos espanhóis da grelha contra o doutor Valentino Rossi, que buscava a recuperação depois de problemas nas primeiras provas.

Talvez esperar uma prova emocionante na MotoGP, nestas últimas corridas, esteja sendo um sacrifício. Pensei duas vezes em voltar a dormir ou levantar e fazer alguma coisa diferente, algo que o colega de espaço Douglas Sardo também tenha pensado. Outra prova sonolenta, com poucas emoções e ultrapassagens marcaram a vitória de Rossi, calando a torcida espanhola e mostrando que está aqui em 2016. De quebra, chega a 113ª vitória na carreira, faltando nove para igualar-se a outra lenda italiana, o super Giacomo Agostini, que esteve presente em Jerez.

Rossi esteve impossível desde os treinos. Único momento de ameaça foi no princípio da volta, em que chegou a ser ultrapassado por Lorenzo, retomando a ponta ainda na mesma volta (Yaamaha)

Rossi esteve impossível desde os treinos. Único momento de ameaça foi no princípio da volta, em que chegou a ser ultrapassado por Lorenzo, retomando a ponta ainda na mesma volta (Yaamaha)

Na largada, Jorge Lorenzo, que está com os olhos mais vermelhos pelas cores da Ducati, até ensaiou uma briga com Rossi na primeira curva, mas nada de tão especial. O companheiro italiano de Yamaha abriu frente e de lá não saiu até o fim da prova, dominando de ponta a ponta sem chance para nenhum aventureiro. A vitória não parece significar tanto dada a distancia de Marc Márquez para Rossi, mas ao menos mostra que o italiano não está apagado por completo. Além do mais, falamos das primeiras provas da temporada, e tempo para uma reação ainda há.

Para Lorenzo, depois do xis que tomou do companheiro de Yamaha uma briga um tanto mandrake com o compatriota Márquez, que praticamente não correu riscos com a terceira posição, apenas defendendo-se do companheiro Dani Pedrosa no início. No fim, Lorenzo parece não ter lá gostado tanto da coisa, da forma com que reclamou com os mecânicos do team na chegada aos pits no fim da prova.

Depois de anunciada sua ida pra Ducati em 2017, Lorenzo pouco pode fazer para brigar com Rossi. Terminou a prova segurando o compatriota Márquez e reclamando com a equipe sobre o desempenho da moto (Reprodução)

Depois de anunciada sua ida pra Ducati em 2017, Lorenzo pouco pode fazer para brigar com Rossi. Terminou a prova segurando o compatriota Márquez e reclamando com a equipe sobre o desempenho da moto (Reprodução)

Márquez foi um correto terceiro posto. Chegou a brigar com Pedrosa no princípio da prova, mas correu com segurança e sem se meter em riscos (Honda)

Márquez foi um correto terceiro posto. Chegou a brigar com Pedrosa no princípio da prova, mas correu com segurança e sem se meter em riscos (Honda)

O resto, bem, foi resto, completo resto. Sem grandes emoções durante a prova, restou a TV mostrar brigas intermediárias e alguns outros lances. Até mesmo a Ducati passou em branco, quase desaparecida durante toda a disputa. Andrea Dovizioso, largou razoavelmente bem no meio do grid, chegou a brigar entre os cinco primeiros, mas na metade da corrida a maré de azar do italiano voltou a tona. Dovi teve problemas que o empurraram para o último posto, até o fatal abandono. O xará, Andrea Ianonne recuperou algumas posições e fechou num interessante sétimo posto.

Quem apareceu bem na prova foi a Suzuki. Andando forte, Maverick Vinãles e Aleix Espargaró duelaram bem com Dovizioso nas primeiras voltas. No fim, Aleix fez bem o dever de casa e chegou a frente de Viñales, num bom quinto lugar, imediatamente a frente do companheiro.

Dovizioso chegou a brigar entre os cinco primeiros no início da prova. Mas a maré de azar continua a afligi-lo. Outro abandono nesta temporada (Ducati)

Dovizioso chegou a brigar entre os cinco primeiros no início da prova. Mas a maré de azar continua a afligi-lo. Outro abandono nesta temporada (Ducati)

Apesar da marca histórica na categoria – de sete provas seguidas onde o pole vence na MotoGP – a prova não escapou de mais uma monotonia. Surpreendente para quem comparava-a com a F1 no último ano em matéria de emoção. O certame do tio Bernie, este ano, esta bem mais interessante, com toda a sinceridade, pelo menos por enquanto.

Os 10 mais – Corrida:

1 -Valentino Rossi (Yamaha)
2 – Jorge Lorenzo (Yamaha)
3 – Marc Márquez (Honda)
4 – Dani Pedrosa (Honda)
5 – Aleix Espargaró (Suzuki)
6 – Maverick Viñales (Suzuki)
7 – Andrea Ianonne (Ducati)
8 – Pol Espargaró (Tech3-Yamaha)
9 – Eugene Laverty (Aspar-Ducati)
10 – Hector Barberá (Avintia-Ducati)

Aleix Espargaró foi o melhor da Suzuki na pista, com um bom quinto, a frente do companheiro, o badalado Maverick Viñales (Suzuki)

Aleix Espargaró foi o melhor da Suzuki na pista, com um bom quinto, a frente do companheiro, o badalado Maverick Viñales (Suzuki)

Os 6 mais – Campeonato:

1 – Marc Márquez (82)
2 – Jorge Lorenzo (65)
3 – Valentino Rossi (58)
4 – Dani Pedrosa (40)
5 – Pol Espargaró (36)
6 – Maverick Viñales (33)

Nosso próximo encontro com a MotoGP é em terras francesas, na mítica Le Mans, para a prova da França. Até lá, grandes notícias e coisas podem acontecer. Até lá!

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