Gramming & Marbles (Indy): Pagenaud carimba a terceira seguida no mistão de Indianápolis

Não tem pra ninguém por hora. A terceira seguida da boa frente para Pagenaud no campeonato. Dos brasileiros, Helinho faturou um bom segundo posto, mesmo lhe faltando ofensividade (Indy)

Não tem pra ninguém por hora. A terceira seguida da boa frente para Pagenaud no campeonato. Dos brasileiros, Helinho faturou um bom segundo posto, mesmo lhe faltando ofensividade (Indy)

(Douglas Sardo)

Após a corrida maluca de Barber (a qual recapitularemos em breve, prometemos!), a Indy começou o mês de Maio com o Grande Prêmio de Indianapolis, no circuito misto do mítico autódromo. Uma espécie de preview sem luxo da grande contenda do fim do mês.

Para variar, deu Simon Pagenaud. Em uma corrida morna, o piloto da Penske dominou boa parte da prova, e quando precisou usou de estratégia para vencer pela terceira vez seguida em 2016, aumentando para 76 pontos sua liderança no campeonato.

Qualificação

O Penske destaca-texto de Simon, com a icônica pintura da Menards, um pouco fora do tom. Dos treinos a prova, desempenho exemplar, como tem sido até aqui e vida mais fácil depois das loucuras em Barber (Indy)

O Penske destaca-texto de Simon, com a icônica pintura da Menards, um pouco fora do tom. Dos treinos a prova, desempenho exemplar, como tem sido até aqui e vida mais fácil depois das loucuras em Barber (Indy)

Nos treinos em Indianapolis, a Honda demonstrou alguma força colocando três carros no Top-6. Graham Rahal foi novamente o melhor da fabricante japonesa, conseguindo o terceiro melhor tempo. James Hinchcliffe foi o quarto e o atabalhoado Jack Hawksworth foi o sexto.

Mas a pole, como já é de praxe, ficou com a Penske, e com o líder do campeonato. Pagenaud começou a traçar sua vitória com um tempo de 1min08.687s. Mas é bom notar que os outros pilotos da equipe não foram bem: Juan Pablo Montoya foi apenas oitavo, Will Power décimo segundo e Helio Castroneves décimo quinto. O atual campeão Scott Dixon foi apenas nono, enquanto Charlie Kimball, seu companheiro de Chip Ganassi foi segundo. Tony Kanaan, o terceiro da brigada Ganassi, largaria em sétimo.

Algumas horas após o treino houveram duas mudanças: Graham Rahal e Josef Newgarden não passaram no teste de pesagem dos carros (os carros não atingiram o peso mínimo de 730kg) e receberam punições para o grid. Rahal, que fez o terceiro tempo, teria que partir de 24º, e Newgarden que foi quinto nos treinos, teria de largar em último lugar, 25º.

A corrida: Passeio de Pagenaud

Esparrama de Kanaan em Bourdais na largada. A primeira das duas únicas bandeiras amarelas da prova (Indy)

Esparrama de Kanaan em Bourdais, em imagem após a largada. A primeira das duas únicas bandeiras amarelas da prova (Indy)

Já na largada, uma confusão: Tony Kanaan acertou Sébastien Bourdais. o Brasileiro abandonou no ato, causando bandeira amarela, enquanto o francês conseguiu se arrastar até os boxes. Com o Safety-Car na pista, Rahal e Newgarden aproveitaram para fazerem suas primeiras paradas.

A relargada aconteceu na volta cinco, e Pagenaud manteve a ponta contra Hinchcliffe, que havia assumido a segunda posição antes do acidente. Enquanto Power rodava ao ser pressionado por Alexander Rossi, Kimball retomava a segunda posição de Hinchcliffe, pouco antes de sua parada nos boxes.

Os bons trabalhos de pit da Schmidt-Peterson e o bom desempenho em pista deram um bom terceiro posto a Hinchcliffe no misto do Brickyard (Indy)

Os bons trabalhos de pit da Schmidt-Peterson e o bom desempenho em pista deram um bom terceiro posto a Hinchcliffe no misto do Brickyard (Indy)

Em seguida, ao voltar de seu pit-stop, o piloto da Ganassi dividiu com Pagenaud e conseguiu assumir a ponta. Mas alegria de pobre dura pouco e logo o francês reassumiu a liderança. A essa altura, após 30 voltas, Rahal já aparecia em oitavo. A ordem era: Pagenaud, Kimball, Hinchcliffe, Dixon, Hunter-Reay, Rossi, Castroneves e Rahal.

Bourdais, que persistiu na corrida após o acidente na largada, acabou abandonando o carro no meio da pista, forçando uma nova amarela. Com J.R.Hildebrand também abandonando no meio do traçado, a bandeira amarela durou bastante e todos fizeram sua segunda parada. Castroneves que já tinha parado antes da bandeira, acabou assumindo a ponta, seguido por Conor Daly (cada vez mais favorito ao prêmio de Novato do ano). Hinchcliffe aparecia em terceiro, a frente de Pagenaud, graças ao bom trabalho da Schmidt Peterson.

Helinho fechou em segundo, garantindo a dobradinha da Penske. Faltou ofensividade após a segunda relargada (Indy)

Helinho fechou em segundo, garantindo a dobradinha da Penske. Faltou ofensividade após a segunda relargada (Indy)

Na volta 46, a relargada. Daly se livrou facilmente de Castroneves, Pagenaud e Kimball passaram por Hinchcliffe, enquanto Rahal já era sexto. Daly parecia que podia vencer, mas seus pneus gastaram mais rápido, pois havia trocado antes do Safety Car. O irlandês foi perdendo rendimento depois de chegar a abrir três segundos para Castroneves.

Com isso, Pagenaud esperou a hora certa para fazer a última troca e assumir a liderança novamente. Sem nenhuma ameaça, o francês liderou até a bandeirada, com Castroneves segurando Hinchcliffe pelo segundo posto. Em prova sensacional, Rahal conseguiu terminar em quarto lugar, a frente de Kimball e de Daly, que perdeu muito rendimento no final. Dixon foi um discretíssimo sétimo lugar, Montoya o oitavo.

Resultados (Nossos especialistas ainda estão analisando o sistema de pontuação da Indy, assim que tivermos um resultado conclusivo, colocaremos os pontos de cada piloto no resultado)

1 – Simon Pagenaud (Penske Chevrolet)
2 – Hélio Castroneves (Penske Chevrolet) 
3 – James Hinchcliffe (Schmidt Peterson Honda)
4 – Graham Rahal (Rahal Letterman Lanigan Honda)
5 – Charlie Kimball (Ganassi Chevrolet)
6 – Conor Daly (Dale Coyne Honda)
7 – Scott Dixon (Ganassi Chevrolet)
8 – Juan Pablo Montoya (Penske Chevrolet)
9 – Ryan Hunter-Reay (Andretti Honda)
10 – Alexander Rossi (Andretti Honda)
11 – Spencer Pigot (Rahal Letterman Lanigan Honda)
12 – Carlos Muñoz (Andretti Honda)
13 – Mikhail Aleshin (Schmidt Peterson Honda)
14 – Max Chilton (Ganassi Chevrolet)
15 – Marco Andretti (Andretti Honda)
16 – Matt Brabham (Pirtek Chevrolet)
17 – Gabby Chaves (Dale Coyne Honda)
18 – Takuma Sato (Foyt Honda)
19 – Will Power (Penske Chevrolet)
20 – Jack Hawksworth (Foyt Honda)
21 – Josef Newgarden (Carpenter Chevrolet)
22 – J.R. Hildebrand (Carpenter Honda)
23 – Alex Tagliani (Foyt Honda)
ab – Sébastien Bourdais (KV Chevrolet)
ab – Tony Kanaan (Ganassi Chevrolet) 

Conor Daly fez grande prova, tendo até chance de vencer a corrida. Mas a queda do rendimento o derrubou para a (Indy)

Conor Daly fez grande prova, tendo até chance de vencer a corrida. Mas a queda do rendimento o derrubou para a sexta posição final (Indy)

Com esse resultado, Pagenaud abriu 76 pontos de frente para Scott Dixon:

1 – Simon Pagenaud (Penske Chevrolet) 242 pts
2 – Scott Dixon (Ganassi Chevrolet) 166 pts
3 – Juan Pablo Montoya (Penske Chevrolet) 160 pts
4 – Hélio Castroneves (Penske Chevrolet) 159 pts
5 – Graham Rahal (Rahal Letterman Lanigan Honda) 133 pts
6 – Tony Kanaan (Ganassi Chevrolet) 111 pts
7 – Charlie Kimball (Ganassi Chevrolet) 111 pts
8 – James Hinchcliffe (Schmidt Peterson Honda) 110 pts
9 – Ryan Hunter-Reay (Andretti Honda) 109 pts
10 – Will Power (Penske Chevrolet) 105 pts

Bem, e para quem está desatento, bom saber que a próxima prova da Indy, natualmente, é a 100ª edição das míticas 500 milhas de Indianápolis, que A BOINA trará em detalhes no pós-prova, dia 29 de maio. Mas nesta semana, a emoção já começa no Brickyard com o pole day e as batalhas de classificação.

Vale o show! E até a próxima!

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