Fabrício Wolff em A BOINA: Contra a violência, educação e respeito

Mazelas mentais: Pessoas ainda fizeram comentários machistas nas redes sociais, expondo a foto da jovem violentada por 30 ditos homens no RJ. A coleção de falhas é grande para seres como estes chegarem ao cúmulo do machismo e da ignorância (Reprodução / G1 / Facebook)

Mazelas mentais: Pessoas ainda fizeram comentários machistas nas redes sociais, expondo a foto da jovem violentada por 30 ditos homens no RJ. A coleção de falhas é grande para seres como estes chegarem ao cúmulo do machismo e da ignorância (Reprodução / G1 / Facebook)

(Fabrício Wolff)

O caso que bomba nas redes sociais neste momento é o estupro cometido contra uma adolescente de 16 anos, no Rio de Janeiro. Segundo noticiado na imprensa, ela foi violentada por mais de 30 homens em uma favela da zona oeste da cidade. Ela teria sido dopada por um ficante e acordado em uma casa com os estupradores. Segundo consta, estavam armados até os dentes, o que demonstra que são pessoas naturalmente de índole ruim, bandidos por opção.

O fato de a menina ser usuária de drogas, sair para as comunidades e ficar alguns dias sem aparecer e aos 16 anos ter um filho de três, não ameniza a violência cometida. O ato repugnante mostra claramente as mazelas de uma sociedade que, muito mais do que machista ou adjetivo retrógrado que o valha, vem abandonando a educação como base da família e do respeito ao próximo.

A raiz... A desestruturação das famílias (Reprodução)

A raiz… A desestruturação das famílias (Reprodução)

Em primeiro lugar, esses caras não são homens de verdade. São escória. Não sabem que a mulher é um ser especial, que deve ser tratado como tal. Nunca devem ter gostado de uma mulher. Não devem ter irmãs. Não devem ter mãe. Pelo menos, não uma mãe de verdade, que os tenha criado com amor, carinho e tenha ensinado, com atitudes, o quão especial é a relação com uma mulher. Devem ter tido no pai uma ameba, que muito provavelmente maltratava a esposa na frente dos filhos, um ser escroto que não respeitava as mulheres. Isto não é machismo; isto é imbecilidade.

É certo que famílias mal estruturadas sempre existiram, especialmente nos nichos de pessoas com menos acesso à educação e cultura. É certo, também, que sempre existirão pessoas com graves desvios psicológicos a ponto de cometer barbárie deste tipo. Mas também é certo que a atual conjuntura social iniciada há algumas décadas, onde as mães foram para o mercado de trabalho e os pais também trabalham cada vez mais e dão menos atenção aos filhos, colocando a responsabilidade da educação (que deveria ser de casa) nas mãos da escola, formam seres humanos cada vez piores.

Apesar de tudo isto, não há como encontrar uma razão para o que foi feito. Assim como não há como encontrar razão para homens que batem, que assediam sexual ou moralmente ou ainda que pressionem psicologicamente as mulheres. Não há desculpa para a violência contra elas.

A tal cultura atual de canções e modismos faz cada vez menos homens de respeito, acuam as mulheres e dã combustível para espetáculos dantescos como o visto no RJ (Reprodução)

A tal cultura atual de canções e modismos faz cada vez menos homens de respeito, acuam as mulheres e dã combustível para espetáculos dantescos como o visto no RJ (Reprodução)

O máximo que podemos fazer é nos indignarmos, pressionar por punição e tentar buscar uma explicação para o fato de que, em pleno século XXI, alguns homens (que não são poucos) ainda se entendam como superiores. A grande maioria das pessoas sabe que não é o gênero que define o caráter das pessoas, sua grandeza, sua força interior… Não é o sexo que define cargos ou competência.

Aliás, este debate esteve em pauta recentemente, quando da formação do ministério do novo presidente (interino) do Brasil. O que precisa haver é mais respeito. Respeito entre mulheres e homens. Respeito entre as pessoas. E, para os homens de verdade, respeito por uma mulher a ponto de enxergá-la efetivamente como alguém imprescindível às nossas vidas, como alguém melhor, como alguém especial com quem se lida com amor e carinho de verdade.

A ideia de respeito por amor, porém, nasce nas crianças, na educação de casa. Na educação que une as pessoas pelo respeito e não as divide por opiniões. Um mundo melhor depende, efetivamente, de uma revolução humana, interna, um exercício de respeito pelo outro. Só assim não teremos um caso tão estrondoso quanto este do estupro coletivo; só assim não teremos milhares de casos de violência contra as mulheres todos os dias; só assim saberemos conviver com as pessoas com a igualdade que elas representam no planeta, independente do sexo que tenham.

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