Gramming & Marbles (Indy): Alexander Rossi desbanca favoritos e realiza sonho americano

Rossi e o Borg-Warner, o maior do mundo e trazendo os bustos de 99 vencedores em Indianápolis. O rosto de Alexander, menino sonhador e simples de Auburn, estará entre eles depois da surpreendente vitória na 100ª edição da Indy 500 (IMS)

Rossi e o Borg-Warner, o maior do mundo e trazendo os bustos de 99 vencedores em Indianápolis. O rosto de Alexander, menino sonhador e simples de Auburn, estará entre eles depois da surpreendente vitória na 100ª edição da Indy 500 (IMS)

(Douglas Sardo & André Bonomini)

Entre no Google e pesquise por Ayrton Senna… Você provavelmente receberá algo em torno de dez milhões e duzentos mil resultados na pesquisa.

Agora pesquise por Alexander Rossi. Provavelmente você receberá mais de vinte e dois milhões de resultados… Com certeza, antes do dia 29 de maio de 2016, esse resultado seria bem diferente. No último domingo (29/05), o jovem californiano de Auburn, 24 anos de idade e com sobrenome igual ao de uma lenda da MotoGP se imortalizou. Numa espécie de mistura entre risco calculado e culhões, Rossi conseguiu algo que na primeira das 200 nem ele e nem o mundo da velocidade acreditavam: Receber o leite dos campeões como vencedor da centésima edição das 500 milhas.

Foi tudo muito rápido, como tem que ser numa corrida de automóveis. Rossi liderou apenas 14 das 200 voltas da prova mais importante do ano. Mas, entre as 14, estava a última e, de fato, a mais importante. Subvertendo qualquer lógica, o novato com uma timidez que contrastava brutalmente com o espetáculo grandioso produzido em Indianápolis, riu por último e deixou para trás um período em que teve poucas oportunidades na F1, para alcançar a glória máxima no Brickyard, logo na centésima e histórica edição da prova. E logo em sua primeira participação.

De quebra ainda, deixou para trás também uma lista formidável de concorrentes, dentre eles um desconsolado Carlos Muñoz, uma vez mais vice das 500 milhas…

Da F1 a Indy, uma vida difícil

Com a Marussia e o simpático nº 53. Vida dura na F1 como reserva da mais lenta equipe do grid (Reprodução)

Com a Marussia e o simpático nº 53. Vida dura na F1 como reserva da mais lenta equipe do grid (Reprodução)

Sobre Rossi, com certeza muitos nem se lembram de sua discreta passagem pela F1. Em 2012 ele juntou-se a finada equipe Caterham como piloto reserva e por lá ficou escondido até meados de 2014, quando houveram algumas mudanças de investidores da equipe.  Notadamente, com a saída de Tony Fernandes, o piloto californiano acabou pulando fora, e foi parar na também nanica – assim como a Caterham á época – Marussia, novamente como reserva. Houveram duas oportunidades para ele estreiar na F1 ainda naquela temporada, mas não se concretizou.

Em 2015, no Grande Prêmio de Cingapura, finalmente Rossi largou no circo de Tio Bernie. Da última posição no grid, conseguiu um 14º lugar. Foram mais quatro provas pela equipe, onde ele deixou uma impressão relativamente boa, dadas as deficiências notórias do equipamento. Mas para 2016, porém, Rossi optou por participar da IndyCar Series pela equipe do lendário mestre de Laguna Seca, Bryan Herta, mantida em parceria com a de outro veterano lendário: Michael Andretti. Sendo assim, a Marussia lhe deixou como piloto reserva na temporada da F1.

Em busca de novos caminhos, Rossi pousou no carro da Andretti, mas na equipe que é gerida pelo veterano Brian Herta, em associação com Michael Andretti. Depois de resultados minguados, a grande sagração (Indy)

Em busca de novos caminhos, Rossi pousou no carro da Andretti, mas na equipe que é gerida pelo veterano Brian Herta, em associação com Michael Andretti. Depois de resultados minguados, a grande sagração (Indy)

Até a 100ª edição das 500 milhas, a Indy passou por cinco etapas. Em todas elas, Rossi havia sido apenas um reles piloto de fundo de grid. O pequeno esquema de sua equipe não garantia equipamento para lutar por muita coisa além de um décimo lugar em condições normais de corrida. Em contraponto, o britânico deus Max Chilton, outro ex-F1 e também com passagem pela Marussia, mostrava algum serviço no princípio de temporada, tornando Rossi ainda mais desconhecido entre os imigrantes vindos da casa de Tio Bernie.

Em Indy: Favoritos, surpresas, show, personalidades e a grande chegada

De fora para dentro, Hinchcliffe, Newgarden e Hunter-Reay, a primeira fila em Indy. Os três trocavam posições tal como ciclismo de pista em velódromo nas primeiras voltas (IMS)

De fora para dentro, Hinchcliffe, Newgarden e Hunter-Reay, a primeira fila em Indy. Os três trocavam posições tal como ciclismo de pista em velódromo nas primeiras voltas (IMS)

Nos treinos de classificação, Rossi conseguiu um bom 11º lugar. Enquanto isso, lá na frente, James Hinchcliffe fazia uma heroica pole-position (um ano após seu gravíssimo acidente), e se colocava entre os muitos favoritos para a prova. Outros nomes consagrados estariam no páreo, como os brasileiros Hélio Castroneves e Tony Kanaan. Também o vencedor da edição de 2015, Juan Pablo Montoya. Sem contar Scott Dixon, Ryan Hunter-Reay, e claro, o líder absoluto do campeonato, Simon Pagenaud.

O primeiro favorito a dar adeus às suas chances na prova foi Montoya, que fez prova pálida, perdeu a frente do carro e bateu no lendário muro de Indy. na curva 4. Helinho foi acertado por J.R. Hildebrand quando tinha chances interessantes na corrida, e terá que esperar mais um ano para tentar alcançar o recorde de quatro vitórias de A.J. Foyt, Al Unser e Rick Mears. Castroneves reclamou bastante de Hildebrand após a prova. Em sua coluna no jornal Metro, o brasileiro comentou: Eu realmente tinha um carro fantástico para vencer e tudo acabou quando recebi a pancada.

Towsend Bell, veterano de 41 anos, já havia surpreendido com o quinto posto na largada. Surpreendeu ainda mais ao tomar a ponta. Mas na afobação, acertou Hunter-Reay na saída dos pits (abaixo) (IMS)

Towsend Bell, veterano de 41 anos, já havia surpreendido com o quinto posto na largada. Surpreendeu ainda mais ao tomar a ponta. Mas na afobação, acertou Hunter-Reay na saída dos pits (abaixo) (IMS)

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O surpreendente Townsend Bell, veterano de 41 anos e com mil passagens pela Indy (seja CART/ChampCar e IRL), chegou a liderar a prova, e estava entre os postulantes a vitória trocando posições com Hunter-Reay e Josef Newgarden como corrida de bicicleta em velódromo. Tudo ia bem até os pits, quando de forma bisonha acertou o carro de Ryan na saída dos boxes, arruinando a corrida e as chances dos dois.

Outro que passou oculto foi Pagenaud, que  também saiu da disputa pela vitória após uma trapalhada na saída dos boxes com o russo Mikhail Aleshin.

Faltando dez voltas para o final, Muñoz assumiu a liderança da prova. Ele que perdera de forma amarga para Tony Kanaan em 2013, podia agora sonhar com uma vitória redentora. Atrás dele estavam Newgarden, Kanaan, Hinchcliffe, Scott Dixon, e em sexto lugar, o até então discreto Rossi.

Helinho (amarelo) e Kanaan perseguem Hinchcliffe. Dos brasileiros, Helinho até fez bonito, mas teve a corrida comprometida num toque de J.R. Hildebrand (IMS)

Helinho (amarelo) e Kanaan perseguem Hinchcliffe. Dos brasileiros, Helinho até fez bonito, mas teve a corrida comprometida num toque de J.R. Hildebrand (IMS)

A corrida então virou uma loteria: Com consumo crítico, a lógica indicava que todos os líderes ainda teriam que parar mais uma vez. E eles foram parando: Com nove voltas para o final, Kanaan e Dixon foram aos boxes. O brasileiro ainda colocou um novo jogo de pneus. De nada iria adiantar…

Há cinco voltas do fim, foi a vez de Newgarden parar. Hinchcliffe foi em seguida e agora a corrida parecia estar toda nas mãos de Muñoz. Mas na volta seguinte ele também parou e agora todos rezavam para que Rossi, o surpreendente novo líder da prova, também tivesse que fazer um derradeiro splash and go.

Kanaan nos boxes. Depois dos problemas de Helinho, baiano teve a chance maior de vitória para o Brasil, interrompida com um fatal splash-and-go no fim da prova (IMS)

Kanaan nos boxes. Depois dos problemas de Helinho, baiano teve a chance maior de vitória para o Brasil, interrompida com um fatal splash-and-go no fim da prova (IMS)

A corrida de economia de Rossi parecia fadada ao fracasso, à medida que os retardatários lhe passavam com imensa facilidade, salvando tudo que restava no tanque. Em segundo, mas muito atrás, Muñoz avançava desesperadamente pelo tráfego, mas era tarde demais. Lentamente, Rossi chegava até a quadriculada, realizando o sonho de Muñoz que bateu na trave em 2013: Vencer a Indy 500 em sua primeira participação na prova.

Um incrédulo Rossi tirava o capacete, seu olhar de espanto dizendo tudo: Ele ainda não entendia, parecia em estado de choque. Mas era tudo verdade sim, Rossi venceu de forma dramática e sensacional a histórica 100ª edição das 500 milhas. Para Carlos Muñoz, mais uma vez restaram as lágrimas da decepção. Newgarden chegou em terceiro. Outro que não escondeu sua frustração foi Kanaan. Não dá para ficar torcendo por uma bandeira amarela para ajudar, comentou o baiano após aprova.

Na salada que formou-se no final, com paradas seguidas para reabastecimento, Rossi deu o pulo do gato e teve coragem para levar o carro lentamente até o Brickyard a bem menos de 200 por hora, economizando metanol. Carlos Muñoz  (abaixo) quase levou, mas outra vez lhe sobraram as lágrimas (IMS)

Na salada que formou-se no final, com paradas seguidas para reabastecimento, Rossi deu o pulo do gato e teve coragem para levar o carro lentamente até o Brickyard a bem menos de 200 por hora, economizando metanol. Carlos Muñoz (abaixo) quase levou, mas outra vez lhe sobraram as lágrimas (IMS)

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Foi sem dúvidas um final digno da centésima edição do Brickyard, que com certeza vai ser lembrada como uma das grandes surpresas da história da prova.

Resultado final:

1 – Alexander Rossi (Andretti/Herta-Honda)
2 – Carlos Muñoz (Andretti-Honda)
3 – Josef Newgarden (Carpenter-Chevrolet)
4 – Tony Kanaan (Ganassi-Chevrolet)
5 – Charlie Kimball (Ganassi-Chevrolet)
6 – J.R. Hildebrand (Carpenter-Chevrolet)
7 – James Hinchcliffe (Schmidt Peterson-Honda)
8 – Scott Dixon (Ganassi-Chevrolet)
9 – Sébastien Bourdais (KVSH-Chevrolet)
10 – Will Power (Penske-Chevrolet)
11 – Hélio Castroneves (Penske-Chevrolet)
12 – Oriol Servià (Schmidt Peterson-Honda)
13 – Marco Andretti (Andretti-Honda)
14 – Graham Rahal (Rahal Letterman-Honda)
15 – Max Chilton (Ganassi-Chevrolet)
16 – Jack Hawksworth (Foyt-Honda)
17 – Alex Tagliani (Foyt-Honda)
18 – Pippa Mann (Dale Coyne-Honda)
19 – Simon Pagenaud (Penske-Chevrolet)
20 – Gabby Chaves (Dale Coyne-Honda)
21 – Towsend Bell (Andretti-Honda)
22 – Matt Brabham (Murray-Chevrolet)
23 – Bryan Clauson (Coyne Byrd-Honda)
24 – Ryan Hunter-Reay (Andretti-Honda)
25 – Spencer Pigot (Rahal Letterman-Honda)
26 – Takuma Sato (Foyt-Honda)
27 – Mikhail Aleshin (Schmidt Peterson-Honda)
28 – Stefan Wilson (KV Racing-Chevrolet)
29 – Conor Daly (Dale Coyne-Honda)
30 – Buddy Lazier (Lazier Burns-Chevrolet)
31 – Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet)
32 – Sage Karam (Dreyer & Reinbold-Chevrolet)
33 – Juan Pablo Montoya (Penske Chevrolet)

Contido, sendo ele mesmo e surpreso. Teve quem achou esta postura "enfadonha" e que "não combinava com a de um vencedor em Indy". Mas este é Alexander Rossi, o menino que se assustou com o que fez, e que talvez nunca imaginou que faria IMS)

Contido, sendo ele mesmo e surpreso. Teve quem achou esta postura “enfadonha” e que “não combinava com a de um vencedor em Indy”. Mas este é Alexander Rossi, o menino que se assustou com o que fez, e que talvez nunca imaginou que faria (IMS)

Classificação do campeonato (10 mais):

1 – Simon Pagenaud (Penske-Chevrolet) – 292 pts
2 – Scott Dixon (Ganassi-Chevrolet) – 235 pts
3 – Hélio Castroneves (Penske-Chevrolet) – 224 pts
4 – Josef Newgarden (Carpenter-Chevrolet) – 211 pts
5 – James Hinchcliffe (Schmidt Peterson-Honda) – 205 pts
6 – Alexander Rossi (Andretti Herta-Honda) – 203 pts
7 – Carlos Muñoz (Andretti-Honda) – 199 pts
8 – Tony Kanaan (Ganassi-Chevrolet) – 192 pts
9 – Charlie Kimball (Ganassi-Chevrolet) – 189 pts
10 – Juan Pablo Montoya (Penske-Chevrolet) – 187 pts

Americanos: Bons de show e reverencia histórica

Al Unser, A.J. foyt e Rick Mears, juntos do trofeu que ambos conquistaram quatro vezes e do pioneiro, o Marmon Wasp, de 1911. Reverencia a história é ponto de honra nos shows do esporte americano (IMS)

Al Unser, A.J. foyt e Rick Mears, juntos do trofeu que ambos conquistaram quatro vezes e do pioneiro, o Marmon Wasp, de 1911. Reverencia a história é ponto de honra nos shows do esporte americano (IMS)

Não há dúvidas que o povo americano organiza um espetáculo como ninguém. Quem acompanhou a Indy 500 viu um show de transmissão, com imagens fantásticas remontando a tradição secular da prova. A presença de grandes campeões do passado mostra outra característica do jeito americano de fazer esportes: A lembrança e reverencia aos grandes nomes do passado. A.J. Foyt, Al Unser e Rick Mears estavam por lá, engrandecendo o clima da prova.

Se na F1 Lewis Hamilton comemorou a vitória com seu parça, o pop-star Justin Bieber, na Indy 500 Mario Andretti deu uma volta de apresentação no carro de dois lugares da Honda, com ninguém mais ninguém menos que a performática (mas até bem comportada atualmente) Lady Gaga. E justiça seja feita, a bela e extravagante cantora se mostrou muito mais em sintonia com o clima da prova do que o novo amigo de Lewis em Mônaco. E também… Uma companhia feminina a quase 200 por hora faz um bem… Não é, Mario?

What a teammate! Mario Andretti troca um cordial soquinho com a bela e performática Lady Gaga antes de embarcarem no carro de dois lugares (IMS)

What a teammate! Mario Andretti troca um cordial soquinho com a bela e performática Lady Gaga antes de embarcarem no carro de dois lugares (IMS)

Esquecimento de Tony George

Durante a cerimônia que deu início a prova, foi feita uma bela retrospectiva sobre a tradição do Gentlemen, start your engines!. Porém, nessa recapitulação, Tony Georgeneto de Tony Hulman, foi solenemente ignorado. Ele também não estava com a família Hullman no pódio no momento em que eles fizeram em coro a famosa ordem para dar início a corrida.

Como de praxe, um membro da família Hulman - proprietária do autódromo - da a ordem para os pilotos ligarem os motores. Desta vez, a família inteira esteve la. Muito mais marcante do que relembrar Tony George Reprodução)

Como de praxe, um membro da família Hulman – proprietária do autódromo – da a ordem para os pilotos ligarem os motores. Desta vez, a família inteira esteve la. Muito mais marcante do que relembrar Tony George Reprodução)

Afinal, quem quer lembrar do cara que, há 20 anos atrás, iniciava a divisão entre CART e IRL, que só seria desfeita de forma oficial em meados dos anos 2000? Obviamente que ninguém.

Pinturas antigas não pôem mesa

Indy também é lugar de reverenciar a história em pinturas (ou liveries, como chamam hoje no inglês camaleônico) clássicas. Fora o raio da Target no carro de Scott Dixon (que não pintava no Brickyard desde 2001, com Tony Stewart e Nicolas Minassian),  a Penske foi a que apresentou dois layouts icônicos nos seus chassis Chevrolet. Além de Helinho com o clássico amarelo Pennzoil, sendo usado pelo segundo ano seguido, Pagenaud desfilou – como em alguns GPs anteriores – o verde destaca-texto clássico do Team Menards.

Helinho foi a Indy mais uma vez com o clássico amarelo Pennzoil. Já Pagenaud levou o verde destaca-texto dos Menards, que não aparecia na pista há tempos. Apesar disso, ambos não levaram as glorias da corrida (IMS)

Helinho foi a Indy mais uma vez com o clássico amarelo Pennzoil. Já Pagenaud (abaixo) levou o verde destaca-texto dos Menards, que não aparecia na pista há tempos. Apesar disso, ambos não levaram as glorias da corrida (IMS)

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No entanto, esta onda de nostalgia ainda não resultou em vitória. Dos três apenas Castroneves esteve perto de recolocar o layout marcante nas mãos de Rick Mears e tantos outros nomes no alto do pódio em Indy. Ou seja, pintura antiga ainda atrai azar.

Surpreendente foi a participação do outrora glorioso Buddy Lazier, que nada fez de útil na prova e deixou um pneu de recordação. Podia ter usado um roxo como fora na vitória conquistada há 20 anos atrás, na primeira Indy 500 da era IRL. Preferiu um chapado branco-e-vermelho (que parecia laranja) sem graça alguma.

Outro veterano na pista foi Buddy Lazier, que venceu a prova há 20 anos atrás, no primeiro ano da cisão da CART com a IRL. Longe do roxo 91 dos bons tempos abaixo), um chapado branco-e-vermelho que passou despercebido até o momento que deixou um pneu de lembrança (IMS / IMS)

Outro veterano na pista foi Buddy Lazier, que venceu a prova há 20 anos atrás, no primeiro ano da cisão da CART com a IRL. Longe do roxo 91 dos bons tempos (abaixo), um chapado branco-e-vermelho que passou despercebido até o momento que deixou um pneu de lembrança (IMS / IMS)

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Karam bate: Gas Monkey Man torra dólares de Rawlings

Uma das curiosidades da prova foi o jovem Sage Karam. Dono do chassi Chevrolet #24 da Dreyer & Reinbold, o americano estampava no seu carro a marca da Gas Monkey Garage, famosa oficina de maravilhas do barbudo Richard Rawlings. Não era a primeira vez que o líder dos macaquinhos do Texas investia em publicidade, ele já havia tentado por duas vezes em provas de dragster (NHRA), sem sucesso nas equipes em que esteve. A oficina é destaque nos canais Discovery, na série Dupla do Barulho (Fast ‘n Loud), de grande sucesso entre os yankees.

O jovem Sage Karam ostentando os dísticos da Gas Monkey. Odisseia de Richard Rawlings como patrocinador em Indy pela primeira vez acabou no muro, num erro solo de Karam no melhor momento dele na prova (IMS)

O jovem Sage Karam ostentando os dísticos da Gas Monkey. Odisseia de Richard Rawlings como patrocinador em Indy pela primeira vez acabou no muro, num erro solo de Karam no melhor momento dele na prova (IMS)

Infelizmente, não foi diferente para Richard, Karam até se engraçou a chegar mais perto dos lideres, mas no melhor momento que vivia na prova a inexperiência cobrou seu preço e o piloto despistou sozinho numa tentativa de ultrapassagem na curva 1, batendo em seguida.

A TV brasileira pode não ter notado, o que era óbvio, mas outra vez o macaco barbudo saiu de uma pista com mais alguns pilas queimados em outra tentativa infrutífera no automobilismo.

Ressurgimento da Honda

Após ser massacrada pela Chevrolet durante as primeiras cinco etapas do campeonato, eis que a fabricante japonesa ressurge justamente na corrida mais importante do ano, conseguindo uma vitória sensacional com Rossi, e a dobradinha com Muñoz em segundo.

Quiseram os japoneses vencer a primeira na Indy este ano justamente no templo máximo. Um tapa com luva de pelica nas glórias já conquistadas em 2016 pelos pilotos da gravatinha.

A Indy se reúne novamente já na próxima semana, no circuito de rua em Detroit, para duas corridas (rodada dupla), uma no sábado e outra no domingo, ambas com transmissão do BandSports.

Até mais ver!

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