Dia dos Namorados: São Valentim e uma reflexão sobre o amor

A BOINA Dia dos Namorados

(Arquivo)

Quando escrevo estas linhas em especial, já é madrugada de domingo. Domingo este especial para um sem-numero de casais espalhados pelo país e por outras nações que nos acompanham na comemoração do Dia dos Namorados nesta data: 12 de junho. Hoje, eleito dia de Santo Antônio, que culturalmente no Brasil é o tal santo casamenteiro, que ajuda as que sonham com o amor a encontrar o tal cavaleiro de armadura brilhante.

No mundo, esta data tem outra localização no calendário. Nos EUA e em outros países, o Dia dos Namorados (ou Valentine’s Day, para os gringos) celebra-se, com corações e beijos, no dia 14 de fevereiro. Data esta em que a igreja lembra o mártir de todos os casais e apaixonados pelo mundo: São Valentim. Este bispo italiano, que mesmo com comprovações esparsas da sua própria existência, foi valente ao bater o peito e não se baixar diante das ordens do imperador Cláudio II, que proibiu casamentos em prol da formação de um poderoso exercito. Evitando, segundo seu raciocínio, que os jovens formassem famílias e acreditando que isto ia facilitar o alistamento.

As várias faces de um mártir da igreja: São Valentim, celebrado em 14 de fevereiro como o Dia dos Namorados em outros países, como os EUA. No Brasil, celebra-se no dia 12 de junho pela tradição do dia de Santo Antônio, considerado forte neste setor da vida (Reprodução)

As várias faces de um mártir da igreja: São Valentim, celebrado em 14 de fevereiro como o Dia dos Namorados em outros países, como os EUA. No Brasil, celebra-se no dia 12 de junho pela tradição do dia de Santo Antônio, considerado forte neste setor da vida (Reprodução)

Valentim, tomado pela persistência, ignorou a lei do imperador cruel e continuou, mesmo clandestinamente, a união de jovens casais que também enchiam-se de coragem para ir contra o nefasto mandatário. Um dia, infelizmente, Valentim foi descoberto e preso, sendo então condenado a morte pelo crime de permitir o amor verdadeiro. Foi enjaulado, deixado solitário do mundo mas não dos jovens que, acreditando no amor, atiravam flores e bilhetes de força.

Entre estes bilhetes estava o de uma jovem cega, chamada Artérias, filha do carcereiro do calabouço em que estava Valentim e que conseguira do pai permissão para visita-lo na prisão. A força do amor atingiu em cheio o bispo, que apaixonou-se pela jovem e que por isto, milagrosamente, a fez recobrar a visão. Mas nem todo o amor foi capaz de salvar Valentim do machado que decapitou-o em 14 de fevereiro de 270, mas o exemplo do bispo ficou carimbado para sempre no coração dos verdadeiros amantes, daqueles que veem muito mais do que o mundo lhes oferece a mãos fáceis e sórdidas.

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Hoje, o Valentim que refere-se é cada um dos casais que, pelas rasteiras e tentações do mundo, se veem acuados pelas futilidades, pelas mensagens distorcidas de amor das canções modernas, pelas mensagens contrárias a todo princípio de romance, de carinho, compreensão e respeito, sobretudo com a mulher. Ela, o principal elo do amor, pois é através dela que gera-se o fruto de um grande amor, e que assim se gera o tão esperado filho, resultado desta sublime mistura.

Nas esquinas e nos parques, nos condomínios, casas e, até mesmo, nos quartos de motéis, estarão casais celebrando o amor que entre eles nasceu. O dia 12 tem lá sua mística, é escrito em poesia e sonhos, em devaneios de namorados que brincam sob a luz do por-do-sol que paira a frente dos olhos. Tudo isso para, depois de algumas juras e palavras, selarem-se os lábios como prova contextual de que, ali, reside o verdadeiro amor.

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Pelo menos por hoje, esqueçam-se as mensagens nefastas dos ditos cantores, que empurram promiscuidade e futilidade em letras sem fundamento. Toquem-se as mais belas melodias e que as flores no jardim lutem contra o frio extremo de nosso sul brasileiro para desabrocharem no pé de cada casal que cruza as ruas ou aquece-se nos lares declarando tudo o que sente. Sejam casais que descobriram o amor no olhar e o declararão pela primeira vez, sejam casais calejados ricamente de histórias e histórias de tantos anos de convivência e poesia, independente da forma ou opção de amor.

E aos solteiros, como este jornalista que vos escreve nesta madrugada fria de domingo, que não sejam enterradas as esperanças e entregues as armas. Lembremos do exemplo de Valentim, de nossos pais, dos belos escritos das verdadeiras canções românticas e de tudo que cerca a vida de mais belo. O que motiva a felicidade de nosso coração está reservado por quem nos bem conhece. Seja Ele qual for a força suprema em que você acredita.

Fechando, compartilho com todos a mensagem bela de saudações ao Dia dos Namorados, declamada pelo saudoso radialista e jornalista Hélio Ribeiro, talvez em um momento de inspiração pela data nos anos 70.

Um feliz Dia dos Namorados, são os bons votos de A BOINA!

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