Fabrício Wolff em A BOINA: Vivo é morte para o cliente

(Reprodução)

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(Fabrício Wolff)

Às vezes me pego pensando na teoria (e prática) da relação comercial. Toda empresa que vende um produto ou serviço, deveria ter um atendimento de excelência. Deveria ter, também, um pós venda eficiente. Afinal, fidelizar o cliente é a melhor estratégia para continuar vendendo. Porém, o que vemos na prática, na grande maioria dos estabelecimentos, é o contrário. Mesmo em tempos de crise econômica, onde o relacionamento e o conceito valem mais do que próprio produto/serviço, pois são eles que conquistam o cliente e catapultam o negócio, muitas empresas fazem exatamente o contrário.

Impressiona, no entanto, quando a empresa que comete as barbaridades é uma multinacional. Grandes empresas deveriam ter todo o conhecimento teórico e recursos suficientes para investir no bem estar do cliente. Não é isso, por exemplo, que a operadora de telefonia celular Vivo faz. Não bastasse a total inconveniência do telemarketing, que liga várias vezes para oferecer a mesma coisa demonstrando total desorganização de seu sistema, agora a operadora deu para autorizar uma empresa de cobrança efetuar ligações gravadas para os clientes. Mas o que é incrível: as ligações vão também para clientes que nada devem à operadora.

Registro das ligações da Vivo ao jornalísta (Fabrício Wolff)

Registro das ligações da Vivo ao jornalísta (Fabrício Wolff)

Conforme mostra a imagem acima, as ligações são insistentes, várias a cada dia, inclusive (mas não só) nos horários mais impróprios como almoço e tarde da noite. No caso específico, o cliente, preocupado, ligou para a Vivo e… recebeu a informação (que já sabia) que não tem qualquer débito com a operadora.

Quem atendeu na Central Vivo (8486) ainda informou que isto está acontecendo recorrentemente com bons clientes, que mantém suas contas em dia. Diante da informação que comprova a lambança e desrespeito da Vivo com seus clientes, era de se esperar que as ligações cessassem, certo? Que nada… continuam a chegar e a importunar bons clientes, que estão ficando de saco cheio de serem clientes.

A visão que se passa a ter da operadora Vivo com este tipo de caso: É uma empresa bagunçada, que não tem o mínimo controle das contas daqueles que sustentam o negócio (os clientes que pagam suas contas), e que não possuem o mínimo respeito por eles. Diante do fato, acredito que cabem ações judiciais por assédio moral, visto que os clientes são ininterruptamente importunados e pressionados sem qualquer razão legal.

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Se todo mundo que é importunado pelo abuso de desorganização deste tipo de empresa fizessem com que tivessem prejuízo financeiro, quem sabe as coisas não mudariam?… Até porque se dependermos da Anatel para agir e coibir este tipo de prática, estamos, nós clientes, ferrados.

Quem sabe faz a hora não espera acontecer, já dizia a música de Geraldo Vandré. Se o consumidor não agir de verdade, de piuco adiantará ficar reclamando aos quatro ventos. É preciso se fazer respeitar, exercer a cidadania. Ou ser explorado para sempre por empresas que oferecem um serviço relaxado, sustentam-se com os milhões arrecadados de um povo complacente e despreparado.

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