Fabrício Wolff em A BOINA: A vida é feita de escolhas

As novas línguas de cobra não atacam mais nas ruas apenas, mas estão nas redes, difamando, colocando-se como donas da verdade, invejando e se metendo. Sempre perigo iminente (Reprodução)

As novas línguas de cobra não atacam mais nas ruas apenas, mas estão nas redes, difamando, colocando-se como donas da verdade, invejando e se metendo. Sempre um perigo iminente a cada palavra (Reprodução)

(Fabrício Wolff)

É incrível como algumas pessoas se acham no direito de interferir na vida, trabalho, negócios dos outros. Parece que vivemos a era da opinião. Todo mundo querendo se meter na vida dos outros, muitas vezes sem qualquer noção do que estão falando. Quando, há algumas décadas, as fofoqueiras de plantão se metiam na vida dos outros, a situação já era bem desagradável.

Agora que existem as redes sociais, algumas figuras teimam em se meter no que não lhe pertence, só que publicamente. São as novas lavadeiras, que estão de plantão para fofocar, interferir na vida alheia. É uma nova versão das pessoas sem noção, sem poder de realização própria, sem histórias suas pra contar.

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Provavelmente esta seja a grande mola propulsora das interferências na vida alheia. Quando se olha para a própria e não vê uma história bonita, uma realização palpável, algo positivo que se orgulhe disseminar, resta tentar meter o bedelho na vida dos outros. As novas lavadeiras que pululam nas redes sociais não são diferentes das velhas fofoqueiras de outrora. São pessoas negativas, amargas, sem vida. Por isso, costumam não ter brilho. Sem brilho, não conseguem realizar, construir alguma coisa além de castelos de areia.

Poderiam procurar ajuda, quem sabe psicológica. Mas, não. Às vezes se enxergam como justiceiras, costumeiramente como donas da verdade alheia. É fácil vê-las contando histórias surreais sobre si mesmas, tentando enganar-se pela pequeneza de sua vida sem brilho. São dribles que a própria mente tenta aplicar.

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Assim como estradas não matam pessoas, são as pessoas que se matam ou matam os outros ao volante, as redes sociais não pioraram a humanidade. Apenas permitiram que as pessoas desnudem suas fraquezas, sua desinteligência e sua amargura. Elas reproduzem nas redes aquilo que fazem na vida real.

Ainda bem que temos os realizadores, aqueles que fazem de cada dia um novo dia de alegria, de busca de um objetivo, de momentos positivos em busca da felicidade. Como diz a filosofia, a ética é a busca da felicidade própria e do bem comum através de escolhas e decisões individuais. Cada um faz as suas, pavimenta o seu caminho ou decide caminhar sobre as pedras…

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