Os Simpsons fecham questão: Estão com Hillary

Homer, Marge e o Ajudante de Papai Noel no esquete 3 a.m, mais uma paródia dos candidatos a presidencia nos EUA. E a animação é clara: A família numero um de Springfield é democrata e vota em Hilary Clinton (Reprodução / FOX)

Homer, Marge e o Ajudante de Papai Noel no esquete 3 a.m, mais uma paródia dos candidatos a presidência nos EUA. E a animação é clara: A família numero um de Springfield é democrata e vota em Hillary Clinton (Reprodução / FOX)

Notadamente, Os Simpsons são o relato cômico da história mundial. Já estiveram presentes em tantos momentos da humanidade, desde os homens das cavernas (acredite você!) até a atualidade. Não ia ser diferente com a concorrida (e curiosa) campanha presidencial dos Estados Unidos, entre a dona moça de Uncle Bill, Hillary Clinton, e o republicano-empresário-conservador-perigo eminente, Donald Trump.

Cômico é, cômico foi. No último dia 30, a FOX disponibilizou no canal oficial das animações um esquete (3 a.m.) em que a família número um de Springfield basicamente fecha questão com relação a quem votar nas eleições de novembro. Marge e Homer, numa discussão bastante pitoresca no lugar onde um casal habitualmente discute de tudo – a cama – chegam a um consenso: Estão com Hillary.

Trump e Hilary na animação. Como sempre, uma paródia irreverente, mas com uma toada política no ar (Reprodução / FOX)

Trump e Hillary na animação. Como sempre, uma paródia irreverente, mas com uma toada política no ar (Reprodução / FOX)

A animação é curta, quase dois minutos, mas já da pra abrir risadas e sentir que nem mesmo Matt Groening está aguentando as patacoadas de Mr. Trump. Na pequena trama, o casal está aos amaços, tentando ir as vias de fato, quando Marge avisa: Não posso continuar antes de decidir a quem votar. Homer sugere fazer do jeito americano, seguir o que a velha confidente – a televisão – os sugerem.

Na TV, uma campanha questiona quem o telespectador preferiria que atendesse o telefone as três da manhã. A primeira a atender é Hillary, ou melhor, Bill Clinton, que achando ser para ele (costume de ex-presidente com saudade do cargo), passa a ligação a esposa amada, que responde sim, a partir de agora será SEMPRE para mim.

Bill e Hilary. Costume de ex-presidente com saudade do cargo, atende o telefone especial a frente da esposa. Retratos de um casal (Reprodução / FOX)

Bill e Hillary. Costume de ex-presidente com saudade do cargo, atende o telefone especial a frente da esposa. Retratos de um casal (Reprodução / FOX)

A passagem de Trump é a mais longa, mas a mais escrachada da animação. Ele não atende a ligação pois está ocupado em outro tuíte feroz (diz/tecla E Elisabeth Warren tuíta demais. Que bom que a exilei). Ele atende a segunda ligação, mas antes de formalmente dizer alo é cercado pela equipe que aparece para dar aquela maquiada: Botox, bronzeamento, luvas e um cachorro como peruca.

Finalmente pronto, Trump atende outra ligação onde responde com a voz irritada: Nós estamos atrasados? Os chineses estão avançado? Só construíram uma nova muralha! Sim, no oceano, seu idiota!. Nota do esquece de Donald é que, ao lado dele na cama, está um livro intitulado Grandes Discursos, de autoria de um certo A. Hitler.

Trump e a peruca-cachorro. Deboche com o magnata republicano não tem fim. A cena é a mais longa, e muito cômica (Reprodução / FOX)

Trump e a peruca-cachorro. Deboche com o magnata republicano não tem fim. A cena é a mais longa, e muito cômica (Reprodução / FOX)

No fim do anuncio, Marge diz que decidira-se enfim para quem votar. Já Homer, como sempre cômico nos detalhes, se mostra indeciso e balbucia no ouvido da esposa que a decisão é por Trump, certo? Marge renega-se a continuar com ele com um voto desse. E então, o velho sr. Simpson dispara a frase final que sela a questão: E foi assim que virei um democrata. Para a alegria de Lisa Simpson, que já demonstrou em um episódio da 25ª temporada (The Kid is All Right) uma tendência ao lado democrata.

O vídeo diz por si só, veja ai:

E tem mais relacionadas a política americana e outros na pagina das animações da FOX no Youtube. Clique e veja.

Eleições: Trump ferino, Hillary sorrindo

Os Simpsons, assim como vários americanos, já decidiram a quem votar. Mas o novo presidente só sai em novembro, quando os americanos vão as urnas para eleger o presidente. Diferente do Brasil, a eleição nos EUA é feita de forma indireta, onde o eleitorado pode votar para presidente mas não o elege, sendo feito-o por um colégio de delegados também eleito na mesma eleição.

A última das polêmicas de Trump: Explusar mulher com filho chorando de um comício na Virginia (Alex Wong/Getty Images)

A última das polêmicas de Trump: Explusar mulher com filho chorando de um comício na Virginia (Alex Wong/Getty Images)

A disputa segue quente do lado dos yankees, ao menos ao lado de Donald Trump, que segue com ataques e atitudes polêmicas de todo o lado. A última foi ter expulsado mãe e filho de um comício em Ashburn, na Virginia. A criança, um bebe de colo que estava chorando, irritou o (nada) afável candidato, que de indireta em indireta conseguiu protagonizar o feito.

A campanha de Hillary, no entanto, tem ganhado vários apoiadores de costa a costa. Soa-se no ar como a única esperança dos EUA caírem numa espécie de ciranda regressiva das filosofias do magnata, que já a chamou de o diabo. Ataques que parecem nem fazer cócegas a esposa de Bill Clinton, sempre procurando mostrar jovialidade e força diante o bombardeio de Donald.

Hilary com o presidente Barack Obama. Diante das deslizadas do magnata, ela parece a mais viável saída para evitar retrocessos aberrantes na política americana. No entanto, tem contra si alguns problemas que podem a impedir de ir para a Casa Branca (Reprodução)

Hillary com o presidente Barack Obama. Diante das deslizadas do magnata, ela parece a mais viável saída para evitar retrocessos aberrantes na política americana. No entanto, tem contra si alguns problemas que podem a impedir de ir para a Casa Branca (Reprodução)

No entanto, segundo levantado pela BBC, três pontos podem desestabilizar ou fazer até a sra. Clinton não ir a Casa Branca como mandatária: A própria campanha de Trump, que parece falar o que muitos americanos rebeldes e conservadores adoram ouvir; a alternância de poder que raramente dá ao mesmo partido três mandatos seguidos e a própria Hillary, cuja personalidade e deslizes desagradam até os colegas democratas.

Seja como for novembro, que o que ele disser nas urnas americanas seja bom para o país. No entanto, os Simpsons, como qualquer americano sem compromisso com os antigos meios de pensar o mundo e o semelhante (como Trump), parecem estar indo no caminho do pangaré democrata outra vez.

E desculpem-me o tendenciosismo no final. Para este jornalista, não há como tolerar as revelias de Trump. E tenho dito.

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