Cinema internacional perde Gene Wilder, o primeiro (e eterno) Willy Wonka

O eterno Willy Wonka, ator de diversas produções cômicas e parceiro em produções de Mel Brooks. O cinema perdeu no último domingo (28/08) a estrela de Gene Wilder (Reprodução / Snopes)

O eterno Willy Wonka, ator de diversas produções cômicas e parceiro em produções de Mel Brooks. O cinema perdeu no último domingo (28/08) a estrela de Gene Wilder (Reprodução / Snopes)

(Laly Siegel & André Bonomini)

A Fantástica Fábrica de Chocolates esteve no último domingo (28/08) fechada por luto. Naquele exato dia a sétima arte sofreu mais uma grande perda em 2016. Falecia em Stamford, no estado de Connecticut, o ator Gene Wilder, um dos mais marcantes profissionais do cinema de Hollywood. Ele tinha 83 anos e morreu em consequência de complicações decorrentes do mal de Alzheimer, já diagnosticado no ator há três anos atrás. Só agora a imprensa soube da doença que acometera o artista, já que a família escondeu o fato à pedido do próprio ator.

Famoso por participar de várias produções ao lado do diretor Mel Brooks, Wilder ficou muito conhecido por suas inúmeras atuações desde os anos 60 ate o fim dos anos 90, quando se aposentou das telonas. Apesar de já estar a muito tempo fora dos holofotes, o rosto calmo e sorriso cativante do ator sempre estiveram irretocáveis, marcantes em vários papeis inesquecíveis como em Primavera para Hitler (1968), O Pequeno Príncipe (1974), o O Jovem Frankstein (1974),  e A Dama de Vermelho (1984). Uma filmografia que soma 26 produções, como ator, escritor e co-roteirista.

Wilder já depois da aposentadoria. Carreira soma 26 filmes, sendo destaque também para Primavera para Hitler, O Jovem Frankenstein, A Dama de Vermelho e outros. Tem como mais importante premiação o Emmy de melhor ator em série de comédia de 2003, por Mr. Stein em Will & Grace (NBC News)

Wilder já depois da aposentadoria. Carreira soma 26 filmes, sendo destaque também para Primavera para Hitler, O Jovem Frankenstein, A Dama de Vermelho e outros. Tem como mais importante premiação o Emmy de melhor ator em série de comédia de 2003, por Mr. Stein em Will & Grace (NBC News)

No entanto, a atuação mais marcante da curta, porém expressiva, carreira foi a encarnação do excêntrico e enigmático Willy Wonka na primeira versão do longa A Fantástica Fabrica de Chocolates, de 1971. Adaptação da obra do galês Roald Dahl de 1964, dirigida por Mel Stuart e produzida em locações nos EUA e na Alemanha, a película conta a linda história do pequeno Charlie e a disputa pela herança da maravilhosa fábrica de doces que encantava as crianças, maiores consumidoras do doce. A primeira aparição de Wonka no filme, mancando de bengalas e dando um incrível e surpreendente salto diante de uma multidão atônita foi uma cena sugerida pelo próprio Wilder, como condição para assinar o contrato.

Não foi a melhor bilheteria da época, rendendo apenas R$ 4 milhões à Paramount Pictures, mas ficou marcado na mente de muitos pais e tios de hoje, que viram a película em muitos cinemas de rua, até mesmo da postura meio maluca de Gene na tela e a canção-chiclete dos Oompa-Loompas.

Wonka e os Oompa-Loompas da primeira versão, em 1971. Apesar de não constar a história original a risca, ficou marcado pela atuação de Wilder e a canção grudenta dos pequenos trabalhadores da Fábrica. Abaixo, Wilder e Johnny Depp, incorporando o papel do excêntrico dono da empresa doce. E há quem prefira o primeiro Willy ao segundo, coisas de cada um (Reprodução)

Wonka e os Oompa-Loompas da primeira versão, em 1971. Apesar de não constar a história original a risca, ficou marcado pela atuação de Wilder e a canção grudenta dos pequenos trabalhadores da Fábrica. Abaixo, Wilder e Johnny Depp, incorporando o papel do excêntrico dono da empresa doce. E há quem prefira o primeiro Willy ao segundo, coisas de cada um (Reprodução)

Willy Wonka A Fantástica Fábrica de Chocolate 1971 Charlie and the Chocolate Factory Willy Wonka

Apesar disto, a história original só seria realmente interpretada no remake da produção, em 2005, dirigida por Tim Burton tendo o fiel escudeiro Johnny Depp como Willy Wonka. Na filmagem de 1971, o pequeno Charlie aceitava de pronto com seu avô, dentro do elevador de vidro, a ideia de ser o dono da fábrica junto de Willy, sem nenhuma questão moral como largar a família. Coisa que a nova versão trouxe em destaque. Ainda assim, tem quem prefira Wilder a Depp no papel do maluco proprietário da fábrica de chocolates.

Vários colegas de profissão lamentaram sua morte no twitter, entre eles o ator Jim Carrey, que disse que Gene Wilder era uma das mais engraçadas e doces energias a tomar forma humana. Se há um paraíso, ele tem o tícket dourado. E deve ter mesmo, afinal (e com todo respeito a Deep), Gene Wilder será sempre o eterno Willy Wonka, para sempre lembrado pelo sorriso maluco, as lições de moral indiretas e pelos memes no Facebook

(Reprodução)

(Reprodução)

Gene Wilder (1933-2016)

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