Gramming & Marbles (Indy): Em final eletrizante, Rahal vence Hinchcliffe na linha de chegada no Texas.

Explosivo! O pequeno Rahal, Graham foi de nariz a nariz junto de James Hinchcliffe na continuação da prova do Texas e venceu por reles, muito reles 0,0080 milésimos. Valeu a pena esperar a continuação (IndyCar)

Explosivo! O pequeno Rahal foi de nariz a nariz junto de James Hinchcliffe na continuação da prova do Texas e venceu por reles, muito reles 0,0080 milésimos. Valeu a pena esperar a continuação (IndyCar)

(Douglas Sardo)

Após mais de dois meses, finalmente no sábado tivemos a continuação do GP do Texas da F-Indy, interrompida da última vez por conta da chuva. E a prova Texana não decepcionou, entregando um final absolutamente frenético com pelo menos quatro pilotos na luta pela vitória. Graham Rahal venceu James Hinchcliffe por um bico de carro na linha de chegada! O prefeito de Hinchtown tem do que se lamentar: Liderou praticamente a prova inteira, mas não conseguiu vencer esse duelo decisivo.

Entre os brasileiros, Tony Kanaan também bateu na trave pela vitória e chegou em terceiro, enquanto Hélio Castroneves sobreviveu a (mais uma) jornada desafortunada para fechar em quinto.

Isso aqui é uma chegada daquelas de apertar os cintos e prender respiração. Apenas 80 milésimos decidiram em favor de Rahal e desbancaram o Honda dourado de Hinchcliffe (IndyCar)

Isso aqui é uma chegada daquelas de apertar os cintos e prender respiração. Apenas 80 milésimos decidiram em favor de Rahal e desbancaram o Honda dourado de Hinchcliffe (IndyCar)

Aleshin e Hunter-Reay: Do céu ao inferno

Na corrida anterior em Pocono, Mikhail Aleshin foi um dos principais destaques liderando boa parte da prova e terminando em segundo lugar. O russo chegou para essa segunda parte da prova do Texas em excelente forma.

Aleshin dividindo curva com Charlie Kimball. Depois da prova de sonho em Pocono, um desempenho apagado e um abandono por acidente no Texas (IndyCar)

Aleshin (vermelho, por dentro) dividindo curva com Charlie Kimball. Depois da prova de sonho em Pocono, um desempenho apagado e um abandono por acidente no Texas (IndyCar)

Mas dessa vez as coisas não correram muito bem para os lados de Moscou. O piloto da Schmidt Peterson até apareceu bem no reinício da prova, quando vários pilotos formavam o primeiro pelotão com muitas trocas de posições. Mas ao longo do GP o Honda do soviético perdeu rendimento, e ele ainda rodou ao sair da curva 4 do Texas Motor Speedway, acertando o britânico Jack Hawksworth e eliminando ambos da prova.

Como os Honda rendem melhor nos circuitos ovais e as últimas duas provas serão em Watkins Glen e Sonoma, as chances de termos a primeira vitória russa na Indy esse ano ficaram pequenas, mas a esperança é a última que morre para a banda de Putin

Outro que vinha de prova exuberante em Pocono era Ryan Hunter-Reay. Mas o piloto texano da Andretti decepcionou justamente em seu quintal, terminando em apagadíssimo 13º lugar. Ryan andou entre os primeiros no início da prova, chegando inclusive a liderar por 11 voltas, mas assim como Aleshin, perdeu rendimento ao longo da corrida.

Hunter-Reay decepcinou na casa da Andretti. Depois de boa prova em Pocono, apenas um modestíssimo 13º posto (IndyCar)

Hunter-Reay decepcinou na casa da Andretti. Depois de boa prova em Pocono, apenas um modestíssimo 13º posto (IndyCar)

Calvário de Dixon aumenta no Texas

Scott Dixon foi campeão da temporada 2015 se valendo de sua excelente visão tática, e abandonando apenas uma prova, na rodada dupla em Detroit. Nesse ano porém, a história é outra. O atual campeão está fora da briga pelo título, e deixou de completar quatro provas até aqui. No Texas, mais um abandono. Dessa vez Dixon se estranhou com Ed Carpenter. O neozelandês de fato era retardatário, e reclamou bastante de ter sofrido uma fechada. Dixon abandonou no ato, em acidente impressionante que causou bandeira amarela.

Dixon fora da prova outra vez, nesta com uma carimbada no muro do oval texano. Temporada do atual campeão não tem sido nada boa nas cercanias da Ganassi (IndyCar)

Dixon fora da prova outra vez, nesta com uma carimbada no muro do oval texano. Temporada do atual campeão não tem sido nada boa nas cercanias da Ganassi (IndyCar)

O piloto da Ganassi deu muita sorte por não ter sido acertado por outros carros enquanto seu bólido se arrastava desgovernado pela pista. Scott saiu fulo, fazendo gestos de raiva, e deve ter gostado de ver seu algoz se envolvendo na carambola de Max Chilton e Hélio Castroneves. No fim Dixon e Carpenter acertaram as arestas com uma conversinha nos boxes…

Falando em Ed Carpenter…

Pois é, com Josef Newgarden fora da prova (é claro que você se lembra da pancada monumental dele há dois meses), sobrou para Ed Carpenter sozinho honrar as cores do time. E não é que o veterano de Illinois fez bonito e acompanhou os líderes durante boa parte da prova?

Veterano que dá pro gasto. Ed Carpenter assumiu o bólido de Josef Newgarden, que oficialmente havia abandonado a prova do Texas depois da batida monumental. Apesar de primeiras voltas fortes, um acidente e um fim de corrida melancólico (IndyCar)

Veterano que dá pro gasto. Ed Carpenter assumiu o bólido de Josef Newgarden, que oficialmente havia abandonado a prova do Texas depois da batida monumental. Apesar de primeiras voltas fortes e no ritmo dos líderes, um acidente e um fim de corrida melancólico (IndyCar)

Só que na hora de fechar com chave de ouro… O dono da equipe desandou a se meter em confusões, primeiro em seu toque com Dixon, e depois sendo vítima do erro de Max Chilton. Fim de prova melancólico após um início muito promissor.

Graham Rahal vence duelo sensacional e desbanca Hinchcliffe

James Hinchcliffe liderou 188 das 248 voltas do GP do Texas. O prefeito de Hinchtown deu show, dominando a prova com sobras, chegando a colocar uma volta em praticamente todos os concorrentes. Faltanto pouco mais de 40 voltas para o fim, a vitória do piloto da Schmidt Peterson era certa, e já dava para ouvir de longe os fogos em Hinchtown, comemorando a quinta vitória deste talentoso piloto.

Mas aí veio uma sequência de três bandeiras amarelas (acidentes de Dixon, Carpenter e Aleshin), e a corrida que parecia definida ficava totalmente aberta. Agora Hinchcliffe era seguido de perto pelos ameaçadores Tony Kannan (em excelente jornada), Simon Pagenaud, Graham Rahal e até mesmo Hélio Castroneves, que se recuperou de forma incrível de uma batida, e até de uma punição por entrar nos boxes quando os pits estavam fechados.

Kanaan (acima) e Castroneves (abaixo) acompanharam no cangote a briga pela vitória no fim da prova. No entanto, apenas o bom baiano teve a melhor chance de tirar o país da seca de vitórias na Indy, chegando apenas em terceiro. Helinho ainda salvou um bom quinto depois de recuperar-se de um toque com (IndyCar)

Kanaan (acima) e Castroneves (abaixo) acompanharam no cangote a briga pela vitória no fim da prova. No entanto, apenas o bom baiano teve a melhor chance de tirar o país da seca de vitórias na Indy, chegando apenas em terceiro. Helinho ainda salvou um bom quinto depois de recuperar-se de uma carambola com Max Chilton e Ed Carpenter (IndyCar)

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Kanaan foi o primeiro a abaixar as cartas, com suas relargadas sempre excelentes. O brasileiro lutou até o fim pela vitória, em duelo titânico com Hinchcliffe.
Só que faltando duas voltas para o fim, Tony foi superado pelo surpreendente Graham Rahal, que seguiu no duelo com Hinchcliffe até a linha de chegada.

Um final absolutamente insano!!! Vitória de Rahal por apenas 0,0080 segundo. O quinto final mais apertado da história da Fórmula Indy! Festa para o pai coruja e lenda Bobby Rahal, e para David Letterman. Em homengem aos dois, Graham lhes deu uma vitória como nos velhos tempos do bigode e da cerveja Miller estampada na carroceria.

Os 10 mais – Corrida

1 – Graham Rahal (Rahal Letterman Lanigan-Honda)
2 – James Hinchcliffe (Schmidt Peterson-Honda)
3 – Tony Kanaan (Ganassi-Chevrolet)
4 – Simon Pagenaud (Penske-Chevrolet)
5 – Hélio Castroneves (Penske-Chevrolet)
6 – Charlie Kimball (Ganassi-Chevrolet)
7 – Carlos Muñoz (Andretti-Honda)
8 – Will Power (Penske-Chevrolet)
9 – Juan Pablo Montoya (Penske-Chevrolet)
10 – Sébastien Bourdais (KVSH-Chevrolet)

Festa no pódio e o nome Rahal em destaque como o vitorioso da noite. Grande final e vitória como nos bons tempos, para a alegria do pai e lenda Bobby Rahal (IndyCar)

Festa no pódio e o nome Rahal em destaque como o vitorioso da noite. Grande final e vitória como nos bons tempos, para a alegria do pai e lenda Bobby Rahal (IndyCar)

Os 6 mais – Campeonato

1 – Simon Pagenaud (Penske-Chevrolet) 529
2 – Will Power (Penske-Chevrolet) 501
3 – Tony Kanaan (Ganassi-Chevrolet) 416
4 – Hélio Castroneves (Penske-Chevrolet) 415
5 – Josef Newgarden (Carpenter-Chevrolet) 406
6 – Scott Dixon (Ganassi-Chevrolet) 397

Campeonato segue aberto, mas Pagenaud deu passo importante

Quem saiu sorrindo do Texas mesmo foi Simon Pagenaud, que consegiu reaver um pouco da diferença perdida no duelo com Will Power. (IndyCar)

Quem saiu sorrindo do Texas mesmo foi Simon Pagenaud, que conseguiu reaver um pouco da diferença perdida no duelo com Will Power. O francês terminou em um bom quarto enquanto o australiano, que anda melhor em ovais do que o rival, foi apenas o oitavo (IndyCar)

A corrida do Texas mexeu pouco na luta pelo título. Pagenaud até esteve próximo da briga pela vitória, mas terminou em quarto. Foi lucro total para o francês, que relargou em 15º. O contrário vale para Will Power: o australiano relargou em 4º e terminou apenas em oitavo. Resultado decepcionante, pois se esperava mais de Power numa pista oval, já que esse tipo de circuito têm sido o calcanhar de aquiles de seu rival.

De qualquer forma o francês abriu apenas oito pontos, e segue na liderança com 28 de frente. Faltando duas provas para o fim, está tudo aberto, mas em Watkins Glen e Sonoma Pagenaud deve ser muito forte.

Para recordar: Aperto no fim, é com Hornish

Clássico de qualquer corrida num oval, onde a guerra do vácuo é constante e não abre espaço para erros, a categoria já está bem acostumada a chegadas no fio da navalha, com dois ou até três carros colados disputando o caneco de primeiro colocado. Que o diga Sam Hornish Jr, um dos grandes botas da categoria nos anos 2000. O jovem moço de Ohio foi protagonista de duas delas, sendo uma delas a mais apertada de todas.

Este feito foi em 2002, no oval de Chicago, diante de uma torcida enlouquecida com o duelo final diante do filho de lenda Al Unser Jr, ainda nos primeiros anos do outro lado da cerca da Indy. Chega a soar risível, quase como um piscar de olho, mas foram apenas 0s0024 milésimos, a mais apertada diferença de todas na linha de chegada! Isto que mais três carros chegaram se engalfinhando no final: Buddy Lazier, Helio Castroneves e Eddie Cheever.

E não foi só para Hornish naquele ano. Ele voltou a dividir cabeças na decisão do título daquela temporada e, pasme, na corrida seguinte! Foi no mesmo oval do Texas, na disputa do título daquele ano com o mesmo Helinho que lhe comboiou em Chicago. Lá, a diferença foi até maior do que a chegada de Rahal e Hinchcliffe este ano: Meros 0s0096 milésimos que tiraram o galardão daquele ano do brasileiro e entregaram ao piloto do amarelo-Pennzoil da então equipe Panther.

O pentelhésimo de milésimo que deu o título de 2002 a Sam Hornish Jr. Chegadas no fio da navalha eram com ele (Sutton)

O pentelhésimo de milésimo que deu o título de 2002 a Sam Hornish Jr no Texas, ladeando com Castroneves. Chegadas no fio da navalha eram com ele (Sutton)

O que acontece com Montoya?

De Penske para Penske, Montoya é a ovelha negra da equipe neste ano, (sem levar em consideração o livery do carro no Texas). Outra vez, corrida apagada e o emprego ameaçado dentro da casa de uncle Roger (IndyCar)

De Penske para Penske, Montoya é a ovelha negra da equipe neste ano, (sem levar em consideração o livery do carro no Texas). Outra vez, corrida apagada e o emprego ameaçado dentro da casa de uncle Roger (IndyCar)

O leitor mais atento deve ter notado a ausência de qualquer menção a Juan Pablo Montoya. Acontece que está difícil de achar assunto sobre o colombiano, que está com atuações cada vez mais apagadas. No Texas, apenas um nono lugar, enquanto Pagenaud e Castroneves lutaram até pela vitória.

E se Montoya não vai bem na Penske… Como foi muito bem dito na transmissão da Band, o telefone de Roger Penske está tocando nesse final de temporada. Tudo indica que Roger estaria de olho em Josef Newgarden, que desponta como um dos maiores talentos dessa nova geração. Com Pagenaud e Power na briga pelo título, Castroneves com suas vitórias em Indianápolis, sobra Montoya que faz um ano muito ruim.

É bom o colombiano ficar ligado… Quanto a próxima etapa da Indy, ela acontece já na próxima semana. Marque aí: 4 de setembro, o retorno do sempre clássico Watkins Glen ao calendário.

Simplesmente imperdível! Até lá!

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