Deutche Musik Parade – As 20 mais marcantes do ouvido blumenauense

(Reprodução)

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Uma volta no tempo em idioma germânico. Ainda vivendo o embalo passado do aniversário de Blumenau (é, problemas com compromissos externos me impediram de postar essa lista antes), A BOINA foi aos arquivos e aos jovens de outros tempos em busca de algo sinceramente desafiador: Relembrar 15 canções em língua alemã que marcaram os ouvidos passados dos blumenauenses de outros tempos.

Notadamente, por ser uma cidade germânica e ter famílias que mantém esta cultura até mesmo na música que ouvem, não se é surpresa que intérpretes alemães estejam presentes obrigatoriamente em qualquer discoteca alemã, seja ela de qual geração seja e não, necessariamente, as clássicas bandinhas e bandas de clássicos instrumentais.

Nomes como Freddy Quinn, Heino, Heintje Simons e James Last dividem prateleiras de discotecas, coleções de cassete e até bibliotecas de mp3 com cantores brasileiros e internacionais de sucesso como a maior naturalidade. Ao rodar nos rádios da cidade – ainda mais em programas de tradição germânica – estas canções causam nostalgia e até curiosidade de quem se é levado pela melodia grifada de trompetes, acordeons e vozes por vezes graves, marca do tom de voz cantante alemão.

Sendo assim, e agradecendo de antemão aos amigos Edimar Otto Schreiber, Michele Heloisa Duggen e Dietrich Roedel, que colaboraram nesta lista, vamos a relação. Aos nostálgicos, uma boa audição, e aos iniciantes nestas canções, uma boa descoberta a todos!


1 – Egerland Heimatland (Ernst Mosch): Do amigo Edimar Otto Schreiber, um dos maiores maestros de música tradicional alemã. Sempre carismático e cheio de manobras ao reger a fantástica Original Egerländer Musikanten.

2 – Heimweh (Freddy Quinn): Também pérola enviada pelo amigo Edimar Otto Schreiber. Freddy era muito conhecido pela voz não exatamente grave, sendo até visto como uma espécie de Elvis Presley germânico. Sem contar que é uma das mais conhecidas canções dos antigos blumenauense:

3 – Marmor, Stein und Eisen Bricht (Drafi Deutcher): Esta é recordação da querida Michele Heloisa Duggen. E que recordação! Uma melodia Rock sessentista em alemão e que até hoje é cantada e reproduzida por bandas daqui mesmo do Vale. Intensa, vibrante e marcante.

4 – Go Away Little Girl (James Last): Sugestão musical do amigo Dietrich Roedel, o grande maestro alemão de nome verdadeiro Hans Last é o legítimo Ray Conniff germânico, montado numa orquestra poderosa e tendo marcado gerações com releituras de grandes sucessos. Não foi diferente com os ouvidos blumenauenses.

5 – That Happy Feeling (Bert Kaempfert): Inigualável é a combinação de instrumentos só conseguida por este maestro de raro talento vindo de Hamburgo. Bert teve grandes melodias marcando época pelo mundo e aqui por Blumenau, sendo lembrada por esta, que foi refeita em um LP d’Os Montanari, em 1977.

6 – Muss I Denn (Nana Mouskouri): Esta cantora de voz macia não é alemã de origem – nasceu na Grécia – mas percorreu o mundo com esta bela canção, versão da melodia Wooden Heart, de Elvis Presley. A doce voz de Nana Mouskouri, uma das favoritas do ex-prefeito Dalto dos Reis.

7 – Griechischer Wein (Udo Jurgens): Ele também não é alemão, nascido na Suíça, mas aproveitou o dinamismo das línguas em comum do país helvético para gravar uma marcante canção nos anos 70, sendo versionada anos depois pelo cantor português Paulo Alexandre, que gravou Verde Vinho. Vale a pena ouvir a melodia simples e macia da canção:

8 – Buenos Dias, Argentina (Udo Jurgens): Mais uma do Udo, desta vez aproveitando o clima de Copa do Mundo em 1978 para gravar, junto da seleção alemã, uma saudação original aos argentinos. Canção que seria versionada no Brasil por Demétrius, no mesmo ano:

9 – Fussball ist Unser Leben (Seleção de futebol alemã/1974): E cantar não é novidade para os jogadores da seleção alemã nos anos 70. Quatro anos antes, a trupe campeã de 1974 recebeu o mundial em casa com uma animada marcha. Seria uma ocupação alternativa a Beckenbauer, Breitner, Gerd Muller e cia?

10 – Schöne Maid (Tony Marshall): Grande canção deste alemão de Baden-Baden que também rodou pelas vitrolas da cidade-jardim de outros tempos, sendo reproduzida em instrumental no album Ponto Chick, d’Os Montanari, em 1973:

11 – Der Junge Mit der Mundharmonika (Berd Cluver): Quem em Blumenau ouviu, em algum momento, a também bela O Menino da Gaita, de Sergio Reis, mal pode imaginar que é uma versão desta bela melodia germânica:

12 – Blau Blüht der Enzian (Heino): Marcante pela voz grave e pelos inconfundíveis óculos escuros, Heino fez deste seu primeiro grande sucesso, em 1971. Uma animada canção que não deixa qualquer nostálgico parado ou inerente a cantarola-la:

14 – Du (Peter Maffay): Impossível para qualquer moça romântica de Blumenau não lembrar desta canção. Ainda mais rara para acertar o nome, a melodia em balada de Peter Maffay seria, mais tarde, refeita em versão por Júlio Cesar, mas ainda assim uma poesia marcante por gerações:

15 – Ich Bin Verliebt in Die Liebe (Chris Roberts): Outra animada canção dos bons tempos. Nascido em Munique e com o nome verdadeiro de Christian Klusáček, Chris gravou esta melodia em 1969, sendo também replicada pelos Montanari, no disco Ponto Chick, em 1973:

16 – Rote Rosen, Rote Lippen, Roter Wien (Freddy Breck): Também muito lembrada das antigas germânicas na cidade-jardim. Freddy Breck canta desde os anos 70, tendo na maioria das canções referencias a flores. Incrível, não?

17 – Lili Marleen (Arno Flor & Choir Von Santa Helena): Pouco, muito pouco sabe-se sobre o maestro Arno Flor e este belo coral que gravou em 1976 um fabuloso LP com canções germânicas em inesquecíveis arranjos, muitas vezes replicado no Antigamente em Blumenau. Lili Marleen, antiga canção do exercito alemão é o destaque:

18 – Hessenmarsch (Dolomiten-Sextett Lienz): Por anos a fio, em várias menções a Oktoberfest, nos condicionamos a ouvir esta versão da clássica marcha da antiga Áustria-Hungria. Esta versão que tanto se acostumamos a ouvir nos anos 90 tem dono: Trata-se deste talentoso e  animado sexteto austríaco.

19 – Viva Colônia (Höhner): Esta deve ter sido importada por Nerino Furlán para abrilhantar as apresentações do Planeta Péia pelos desfiles da Oktoberfest. Sucesso de 2004 desta banda que vem em atividade desde 1972!

20 – Hallo Blumenau (Helmut Hogl): Afinal, havia alguma dúvida ainda de que eu iria esquecer esta canção? Claro que nunca! É a expressão maior da festa mais alemã das Américas, presente do grande Helmut Hogl e de sua orquestra, colorida recordação de tempos dourados da celebração do chopp na cidade-jardim.

E você gostou da lista? Sentiu falta de alguma melodia? Deixe ai nos comentários, no Face ou aqui mesmo n’A BOINA, e ajude a enriquecer esta lista. Afinal, se somos uma cidade com raiz musical, que honremos nosso nome! Fique a vontade para ouvir, re-ouvir, relembrar e cantar junto (se conseguir).

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