Fabrício Wolff em A BOINA: O eleitor precisa mudar

(Reprodução)

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(Fabrício Wolff)

Por mais incrível que possa parecer depois de tudo que passamos nos últimos meses, manifestações gigantescas de rua contra a corrupção, queda de uma presidente da República e todos os etcéteras possíveis para marcar esses episódios extremamente negativos para a nação, em plena segunda década do século XXI ainda tem eleitor querendo se aproveitar da política, ao invés de aproveitar o momento político para fazer as escolhas certas e dar uma guinada neste estado de coisas.

Alguns candidatos a vereador me relatam que em suas andanças por Blumenau, tem recebido todo o tipo de pedidos: De areia de construção a emprego, de dinheiro para pagar contas pessoais até dentadura. Há também os que querem pagamento para colocar adesivos no carro ou na casa. Os pedidos, claro, vem com a promessa de votos. Se isso acontece em Blumenau, cidade com nível social bastante razoável considerado um dos melhores índices de desenvolvimento humano do país, imagino como será em outros lugares sabidamente menos privilegiados…

(Agencia Brasil)

(Agencia Brasil)

O que assusta, no entanto, é ver que apesar do estado de coisas que se tornou a política brasileira, com tanta falcatrua, tanta corrupção, tantos desmandos, ainda haja eleitor querendo barganhar seu voto ou apoio. Este eleitor que quer levar uma vantagenzinha para votar em alguém, é aquele que colabora para o tal estado de coisas que, depois, todos tanto criticamos. Este eleitor que assim age ou pensa, é aquele que colabora com a corrupção existente na política e no país. É este eleitor que, quando comprado, coloca o político corrupto no poder.

Cada vez mais acredito que a classe política é a representação fiel dos eleitores brasileiros. Como há muito mais político chegado a uma corrupção do que políticos sérios e honestos (sim, embora em minoria eles existem também!), é compreensível acreditar que há muito mais eleitores com mentalidade eleitoreira corrupta do que eleitores conscientes, que pesquisam os candidatos, sua vida pregressa, seu trabalho e suas propostas. É por esta razão que cada vez que ouço alguém dizer que, revoltado, não vota mais em ninguém, vejo quanta burrice ainda vive em nossa democracia. O inteligente que vota em branco ou anula o voto, permite e aceita que o eleitor corrupto coloque políticos corruptos no poder.

(Marcelo Martins)

(Marcelo Martins)

É impossível que depois de assistir a tantas barbaridades feitas pelos maus políticos, o eleitor ainda corrobore essas práticas tentando levar vantagem eleitoreira negociando seu voto por favores ou mesmo batendo no peito burramente dizendo que não vota como protesto. Ambos não podem, depois, reclamar do estado de coisas vivido no Brasil. Eles são os primeiros a colaborar com toda esta corrupção existente e que não deixa a gente acreditar no futuro desta nação.

A pergunta de Renato Russo e sua Legião Urbana continua mais viva do que nunca: Que país é este?

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