Fabrício Wolff em A BOINA – Adeus Cunha (Parceiro de Dilma)!

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(Fabrício Wolff)

Apesar de todo o aparato extraoficial que armou na Câmara dos Deputados e forte influência que exerceu sobre seus pares, Eduardo Cunha foi defenestrado do cargo de deputado federal. Ainda que eleito pelo voto direto, Cunha foi cassado por uma mentirinha no depoimento que prestou em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Disse que não tinha conta bancária no exterior, mas tinha. Mentira muito maior a cassada ex-presidente Dilma Rousseff aplicou na população durante a campanha eleitoral. Mentira muito mais grave, que enganou a população. Ela disse que estava tudo bem quando sua política econômica enterrava o país e protelava o pior para depois da eleição.

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O que une Dilma e Cunha – além de ambos não reconhecerem que caíram por seus próprios atos e erros, o que convenhamos, é bem próprio da arrogância que os assemelha – é que os dois não caíram exatamente por aquilo que fizeram. Dilma caiu porque mentiu deslavadamente para a nação e acabou de jogar a economia nacional no fundo do poço. Mas legalmente foi derrubada por causa das pedaladas fiscais. Cunha caiu, na realidade, porque está sendo investigado por zilhões de falcatruas e sabe-se que o dinheiro no exterior é fruto de corrupção. Mas legalmente foi porque disse mentirinha na CPI.

Porém Cunha e Dilma têm outras semelhanças. Deram as cartas enquanto estavam no poder e conseguiram comprar apoio político. Assim que foram afastados do poder da caneta (ela temporariamente antes de cair de vez, ele porque renunciou) perderam os atrativos que faziam com que tivessem aliados. Compraram interesses. Assim que perderam força, os interesses mudaram de lado. Isso não é traição, como alegam ambos. A isto se chama conveniência.

Quem ganha poder aproveitando-se da conveniência de comprar apoio, perderá este apoio quando ele não foi mais conveniente aos apoiadores. Quiserem posar de vítimas. Dilma e Cunha trocaram acusações de que um derrubou o outro. Balela pura. Eles se auto derrubaram no momento em que praticaram atos que não deviam e não reconheceram os erros. No entanto, a arrogância e o ego não deixam enxergar o próprio rabo. Muito mais fácil – e conveniente – colocar a culpa nos outros.

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As quedas de Cunha e Dilma não devem arrefecer os ânimos e as investigações. Não foi o fim de uma era de corrupção, mas podem representar o início de uma de limpeza da política brasileira. Há de se chegar nos demais líderes das quadrilhas de corrupção instaladas neste país. Há gente graúda andando livremente pelas ruas, dando palestras e discursos. Há que se penalizar penalmente os ladrões dos cofres públicos, mesmo depois da perda de mandato. Há de se colocar na cadeia os ladrões dos cofres públicos (sejam políticos, empresários, lobistas…).

Mas tudo isto será em vão se o eleitor, a cada pleito, não escolher direito seus representantes. Se o eleitor desinformado já é um grande mal para o país, o analfabeto político (ver Bertolt Brecht) e o eleitor corrupto são câncer social tão maligno quanto os políticos corruptos que, a partir da Ilha de Lost chamada Brasília, se esparramam por este país afora.

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