Fabrício Wolff em A BOINA – Decepções de uma campanha

(Reprodução)

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(Fabrício Wolff)

Mesmo antes de uma campanha eleitoral terminar, as decepções ficam escancaradas no caminho das pessoas. Não digo nem das frustrações por promessas fantasiosas que jamais conseguirão ser cumpridas. Até porque para o eleitor medianamente esperto, fica fácil separar aquilo que é possível do que é impraticável realizar. A grande decepção fica por conta da falta de ética, oriunda de pessoas próximas, muitas vezes da família, que não tem pudor em usar outras pessoas para alcançar objetivos meramente políticos.

Além disso, as redes sociais se transformam em amplo campo de amargurados, pessoas infelizes, com dor de cotovelo, a atacar os outros que não pensam iguais a elas. Todo este time faz parte da escória que a humanidade sempre sustentou e a política, muitas vezes, coloca debaixo do braço. É por isso que a política está como está – é esta a velha política que a imensa maioria quer ver extirpada de nossas vidas.

Platão e Aristóteles (Reprodução)

Platão e Aristóteles (Reprodução)

Na campanha eleitoral de Blumenau, estamos vendo a prática antiética da forma mais sorrateira. Nas redes sociais, a escória não respeita os outros, ataca com palavrões pessoas que nem conhecem pessoalmente, utilizam até os próprios familiares para alcançar seus objetivos. Para esses, a ética não existe. Na verdade, eles nem sabem o que é ética. Ouviram falar que é uma virtude – e pronto. Ética como virtude poderia ser considerada um conceito de Platão e Aristóteles, mas é um conceito bastante incipiente (principiante, por isso, com c).

Ética é muito mais, conforme ensinam as várias escolas filosóficas. Ética é buscar a felicidade sem prejudicar os outros. É fazer aquilo que é certo para poder dormir com a cabeça tranquila no travesseiro, mesmo que ninguém esteja vendo. É não usar ninguém para seus objetivos próprios. Ou não caluniar ninguém, ainda mais somente porque pensa diferente.

(Reprodução)

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Infelizmente as redes sociais acabam sendo (mal) utilizadas por muita gente que quer chegar aos seus objetivos a qualquer custo. Ou mesmo que, amargurados com seus problemas pessoais, descontam sua raiva nos outros, através da política. O Facebook nesta campanha em Blumenau, por exemplo, está cheio delas. Este estado de coisas reforça a realidade de que a política não presta.

Mas assim como as redes sociais, não é exatamente a política que não presta. São pessoas infiltradas como soldados eleitorais que fazem da política uma guerra. Tornam o que deveria ser um momento propositivo-cidadão em benefício da comunidade em uma atividade sem escrúpulos, sem ética e sem noção. É uma pena que as pessoas que representam este estado lastimável de coisas saiam impunes (pela legislação) de seus atos. Mas não sairão impunes pela lei do universo. Talvez já estejam pagando na vida pessoal, e por isso ajam com tanta baixeza, amargura e falta de ética.

E é uma lástima que uma candidatura específica reúna essas pessoas ao entorno de si.

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