Gramming & Marbles (F1): Hamilton cumpre dever e vence em Austin em dia de duelo espanhol

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

American sleep no Texas

E Lewis Hamilton largou… Manteve-se a frente e… venceu. Pronto, acabou o texto?

Por incrível que pareça, apesar da sonolência vista nas curvas tilkianas de Austin, no glorioso estado do Texas, a F1 nos EUA teve algumas coisinhas interessantes para contar da prova, talvez uma das mais chatas do ano. Hamilton sabia que tinha que vencer e cumpriu o dever numa pista que conhece bem por sinal. Largou na pole, venceu e não se contesta isto. Foi justo pelo bom fim de semana feito.

Mas, se Lewis pensa que dormirá em paz no seu voo curto até o México, onde Hermanos Rodriguez espera para a próxima etapa, está enganado. Logo atrás dele, contando com a sorte e com cabeça fria mesmo diante dos duelos perigosos, Nico Rosberg fez sua parte para continuar a frente e bem garantido, permanecendo comportadamente no segundo posto da prova, tendo apenas por um momento a ameaça da sombra de Max Verstappen, que miraculosamente, teve um dia atribulado.

Largada cheia de totós em Austin. Hamilton partiu tranquilo. Rosberg atribulado com as Red Bull (Getty Images)

Largada cheia de totós em Austin. Hamilton partiu tranquilo. Rosberg atribulado com as Red Bull (Getty Images)

Na largada, o padrão da boa saída da Mercedes só falhou por conta de Rosberg, superado em um lance apenas por Daniel Riccardo, que partiu melhor. No meio do bolo, a nota de confusão ficou no toque de Sergio Pérez e Valtteri Bottas, prejudicando totalmente a corrida do finlandês da Williams, com um pneu furado logo no princípio de prova.

Para Hamilton, foi apenas questão de manter-se a frente e não cometer erros, o que de fato aconteceu. Rosberg teve de se virar em meio das Red Bull de Riccardo, a frente, e Verstappen, que superava a Kimi Raikkonen após algumas voltas e partia em perseguição a Rosberg. Para o alemão significava segurar e nada mais, contando ainda que Riccardo estava com pneus inferiores aos seus.

Verstappen atribulado

Verstappen fazia grande prova nos EUA, mas erro na entrada de pit e problema raro tiraram o holandês da prova, para frustração da fanática torcida laranja presente (Getty Images)

Verstappen fazia grande prova nos EUA, mas erro na entrada de pit e problema raro tiraram o holandês da prova, para frustração da fanática torcida laranja presente (Getty Images)

Apesar das Red Bull estarem em melhores condições na briga com Rosberg (e notadamente mais próximas as Mercedes), não foi exatamente o dia o time austríaco na pista de Austin. Fora Riccardo, que ainda terminou em terceiro tendo de medir o consumo de pneus, Max Verstappen teve um domingo complicado até demais para as pretensões do garoto holandês. A começar pela largada complicada, que o empurrou atrás da Ferrari de Raikkonen, num duelo até desnecessário com a decepcionante Ferrari.

Mas, apesar da boa recuperação, Verstappen cometeria um erro um tanto curioso em temos de pits tão bem calculados. Preocupado depois da parada de Riccardo, Max entrou um volta depois, precipitado, pegando a casa do energético toda de calça na mão ao ver o carro do holandês parado. Foram cerca de 30 minutos intermináveis para Max, que teve de esperar a arrumação da sala para sair de casa.

Provável problema de câmbio tirou Max da prova, ele que chegara a ameaçar Rosberg na briga pela ponta (Getty Images)

Provável problema de câmbio tirou Max da prova, ele que chegara a ameaçar Rosberg na briga pela ponta (TV)

Uma corrida toda construída que fora ao brejo, mas o pior vinha mais tarde. O motor TAG de Max pediu demissão, deixando o piloto refém na pista, engasgando até tentar chegar aos boxes, o que não conseguiu. Melhor para Rosberg, que contando com a parada a mais de Riccardo, pode pular ao segundo lugar e manter a pose diante do companheiro.

Vale destacar, Rosberg joga com o regulamento embaixo do braço, ou como diz o fã de F1, a lá Prost. O segundo lugar pode ser considerado um bom resultado, já que é isto que Nico estava precisando para sair de Austin sem depender de terceiros para conquistar o titulo.

Rosberg está aparentemente tranquilo, jogando com a vantagem de estar a frente e dependendo das próprias pernas e alguns segundos lugares para ser campeão. Mas não se relaxa nessa posição, motor é velho e pode trair o alemão nesta reta final. Atentai-vos (Getty Images)

Rosberg está aparentemente tranquilo, jogando com a vantagem de estar a frente e dependendo das próprias pernas e alguns segundos lugares para ser campeão. Mas não se deve relaxar tanto nessa posição, o motor é velho e pode trair o alemão nesta reta final. Atentai-vos (Getty Images)

Talvez a única coisa que possa preocupar o alemão da flecha de prata é a questão do motor, já que Hamilton está com um engenho mais novo enquanto Nico está com a máquina do início do ano. No entanto, o que pode ser um fator de preocupação para o inglês é o crescimento da Red Bull, que pode brigar muito nas próximas provas.

Não deve ser desconsiderado este fator, seja para Lewis ou para Nico, há uma sombra de um touro vermelho muito mais próximo do retrovisor prateado e ele pode ser determinante na contagem de pontos dos postulantes ao título da turma das três pontas.

Para entrar na Ferrari, tem que saber andar de ré no pit lane

A Ferrari, mais uma vez, mostrou que para ser draga deve de passar umas cinco vezes na fila ainda para tanto. Apesar do bom quarto lugar de Sebastian Vettel (oficialmente proclamado o reclamão de 2016), Raikkonen protagonizou a cena mais curiosa, botando a barata em ponto morto e descendo a rampa dos boxes marcha a ré depois de recém sair da parada e se ver com problemas no carro.

Uma cena a lá Mansell, na clássica engatada reversa no Estoril, em 1989. Talvez uma prova de que, para ser piloto de Maranello, tem que saber um dos mais importantes: Manobrar o bólido de ré no pit-lane. A FIA deve ter lhe aplicado uma salgada multa, mas nada que derreta os nervos do bom e velho iceman.

Outra escorregada homérica de Sérgio e seus Maurícios

No entanto, depois de ter repreendido Sainz por buscar outro time, a Toro Rosso pode tornar-se uma fritadeira de pilotos com este molde complicado de segurar talentos dentro do cercado.

E para encerrar, mais uma pérola de Sérgio Maurício para completar o espetáculo dos horrores da F1 na Globo. No sábado, durante os treinos, o sr. No Capricho conseguiu superar-se ao dizer que Emerson Fittipaldi venceu a primeira corrida da carreira (e a primeira do Brasil na F1), o GP dos EUA de 1970, com a McLaren vermelha.

Este é um carro inglês, pilotado por Emerson Fittipaldi e que é patrocinado por uma marca de cigarros. No entanto, para Sérgio Maurício, é uma McLaren. Para os fãs e a história da F1, como é sabido, é uma Lotus. As patacoadas da equipe esportiva da categoria vinda da Globo são de deprimentes a cômicas a cada fim de semana (Sutton)

Este é um carro inglês, pilotado por Emerson Fittipaldi e que é patrocinado por uma marca de cigarros. No entanto, para Sérgio Maurício, é uma McLaren. Para os fãs e a história da F1, como é sabido, é uma Lotus 72 em 1970, ano da primeira vitória do Rato na F1. As patacoadas da equipe esportiva da categoria vinda da Globo são de deprimentes a cômicas a cada fim de semana (Sutton)

Nem mesmo Reginaldo Leme (cada vez mais displicente e preguiçoso) nem Luciano Burti (o que já era esperado) corrigiram o infeliz narrador. A ratificação com a Lotus 72 patrocinada pelos cigarros Gold Leaf (é britânico, mas não é McLaren, é vermelho, mas não é Marlboro!) veio das redes sociais, com posts cômicos e furiosos dos fãs, outra vez rastelados pela Vênus Platinada.

O que falar de mais uma patacoada da turma global? O jeito é respirar fundo, rir forçadamente e aguentar. Este é o tratamento que a emissora responsável dá a F1 no país.

Alo, Liberty Media! Estão avisados!

Os 10 mais – Corrida:

1 – Lewis Hamilton (Mercedes)
2 – Nico Rosberg (Mercedes)
3 – Daniel Riccardo (Red Bull-TAG)
4 – Sebastian Vettel (Ferrari)
5 – Fernando Alonso (McLaren-Honda)
6 – Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso-Ferrari)
7 – Felipe Massa (Williams-Mercedes)
8 – Sergio Pérez (Force India-Mercedes)
9 – Jenson Button (McLaren-Honda)
10 – Romain Grosjean (Haas-Ferrari)
15 – Felipe Nasr (Sauber-Ferrari)

Lewis ainda tem 23 pontos a queimar, e tem que contar com uma boa desventura de Rosberg para se aproximar mais na tabela (Getty Images)

Lewis ainda tem 23 pontos a queimar, e tem que contar com uma boa desventura de Rosberg para se aproximar mais na tabela (Getty Images)

Os 6 mais – Campeonato:

1 – Nico Rosberg (331)
2 – Lewis Hamilton (305)
3 – Daniel Riccardo (227)
4 – Sebastian Vettel (177)
5 – Kimi Raikkonen (170)
6 – Max Verstappen (165)
11 – Felipe Massa (49)
22 – Felipe Nasr (0)

MENINO(S) DE MUZAMBINHO: Fernando Alonso (Mclaren) e Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso)

Os espanhóis salvam o dia do marasmo: O jovem Carlos Sainz Jr. e o sempre jovem Fernando Alonso, em um fabuloso duelo no fim da prova. Duas atuações dignas de palmas e do galardão máximo do G&M (Getty Images)

Os espanhóis salvam o dia do marasmo: O jovem Carlos Sainz Jr. e o sempre jovem Fernando Alonso, em um fabuloso duelo no fim da prova. Duas atuações dignas de palmas e do galardão máximo do G&M (GP Super / Sutton)

Não há como negar, foi a dupla espanhola responsável por salvar a prova do marasmo nas últimas voltas. Um mostrando que a motivação segue a mesma, o outro dizendo ao grid que tem talento e merece ser considerado. As boas performances de Fernando Alonso e Carlos Sainz Jr., especialmente na hora do duelo de gerações na fecha do GP, foram os grandes destaques da prova, e não puderam ser ignoradas por mim e por Douglas, protagonizando o primeiro empate do galardão máximo do G&M na história.

Primeiro Sainz, que tem mostrado muita maturidade na pista, talvez até demais para a maquina modesta da Toro Rosso. Depois de algumas corridas oculto, o jovem filho da lenda espanhola dos rallys fez uma prova de administrar os pneus macios que tinha. Resultado disso foi, beneficiado pela tática e pelos abandonos, se colocar em quinto lugar, segurando-se de um pouco ofensivo Felipe Massa. Detalhe: Era um Ferrari de segunda mão contra um engenho Mercedes atualíssimo.

Atrás, Alonso fazia também uma prova irrepreensível, beneficiado pela evolução visível da McLaren-Honda, cada vez melhor. Fazendo ultrapassagens com facilidade e mostrando a velha garra de outros tempos, o asturiano colocou-se exatamente atrás da briga de Sainz e Massa, no sétimo posto, talvez por momento esperando alguma bobeada da parte da frente, coisa que não vinha tão cedo.

Maroto, Alonso achou espaço numa encorpada de curva de Massa e não facilitou para o brasileiro. Colocou por dentro, chegando a tocar em Felipe, e ganhou a peleja. A Williams até protestou pelo toque não ter virado punição, mas (por milagre) a FIA foi sã e não censurou a manobra. Por fim, as últimas quatro voltas reservaram um duelo dos bons entre duas gerações de botas espanhóis. Talvez a primeira vez que Fernando se engalfinhou com um compatriota.

E os fãs deram graças a Deus por este duelo caliente pela quinta posição. Foi ele que salvou a corrida do marasmo nas últimas quatro voltas e deu um tom interessante a briga de gerações. Alonso foi o vencedor, numa manobra fulminante nas últimas curvas, quase permitindo o troco de Sainz. Tão emocionante que a FOM (Formula One Management) não desviou a atenção nem a mostrar a chegada de Hamilton, acompanhando os lances da briga. Ao menos um bom senso.

Palmas a Alonso e Sainz, os grandes vencedores do dia.

Rapidinhas:

– Fim de semana turbulento para a Williams. Ambos os carros tomaram coices durante a prova. Bottas sofreu logo na largada com um totó da Force India de Sergio Perez, obrigando a trocar um pneu furado no incidente e perdendo muitas posições. Já Massa está até agora chiando do bofetão de Alonso na briga do final da prova. O brasileiro fechou a corrida em Austin em sétimo, o companheiro finlandês em um distante 16º.

Massa teve um fim de semana, digamos, normal, embora a falta de combatividade não lhe permitiu passar Sainz, sendo superado por Alonso no bofetão e chegando apenas em sétimo (Getty Images)

Massa teve um fim de semana, digamos, normal, embora a falta de combatividade não lhe permitiu passar Sainz, sendo superado por Alonso no bofetão e chegando apenas em sétimo (Getty Images)

Felipe Nasr, outra vez, penando com os problemas da Sauber. E dizem que o brasiliense está de malas prontas quase certo quanto sua ida para a Force India, e tudo com uma mãozinha de Bernie Ecclestone. Será? (Getty Images)

Felipe Nasr, outra vez, penando com os problemas da Sauber. E dizem que o brasiliense está de malas prontas quase certo quanto sua ida para a Force India, e tudo com uma mãozinha de Bernie Ecclestone. Será? (Getty Images)

– Quem deve estar sorrindo mesmo é Felipe Nasr. Não pelo resultado na pista (15º, a frente de Bottas), já que a Sauber é a draga do ano. Correm notícias de que o brasiliense está de malas prontas para a… Force India! Ele ocuparia a vaga de Nico Hulkenberg – que rumará para a Renault – e o fará com a mão amiga de ninguém mesmo que Bernie Ecclestone. Dizem que é uma cartada do velho patrão querendo jogar a boia ao mar para evitar o naufrágio da F1 no pais. Será mesmo? Só o futuro dirá, mesmo que o brasileiro não pareça ser o mais indicado para assumir o posto, visto que suas performances deixam e muito a desejar.

– Dos lados americanos da Haas, um pouco de alegria. Uncle Gene e sua turma festaram muito o ponto de Romain Grosjean em casa, numa interessante atuação. Planos grandes já estão estabelecidos para 2017, e Esteban Gutierrez, mesmo com pífias atuações neste ano, espera estar incluído neles.

Grosjean fez a festa da Haas com o 10º lugar e o ponto em casa. Bons fluidos para quem pensa grande para 2017 (Getty Images)

Grosjean fez a festa da Haas com o 10º lugar e o ponto em casa. Bons fluidos para quem pensa grande para 2017 (Getty Images)

Kvyat está mantido na Toro Rosso para 2017. O talentoso Gasly aprendeu da pior forma que não se conta com o ovo antes da galinha ponhar. Uma importante lição aprendida, embora a prisão dentro do cercado do touro paraguaio pode impedir talentos de pensarem pela própria cabeça Sam Bloxham/GP2 Series Media Service)

Kvyat está mantido na Toro Rosso para 2017. O talentoso Gasly (foto) aprendeu da pior forma que não se conta com o ovo antes da galinha ponhar. Uma importante lição aprendida, embora a prisão dentro do cercado do touro paraguaio pode impedir talentos de pensarem pela própria cabeça (Sam Bloxham/GP2 Series Media Service)

– Alias, quem não estará incluído na grelha do próximo ano na F1 é o francês Pierre Gasly. A cria da Red Bull foi preterida pela Toro Rosso com a decisão da equipe de manter Daniil Kvyat no time ao lado de Carlos Sainz Jr. Gasly não se conformou ainda com a decisão, embora tenha aprendido da pior forma o que é contar com o ovo antes da galinha coloca-lo. No entanto, essa de segurar talentos dentro do cercado pode tornar a Red Bull uma nova torradeira de talentos. Já o fez com Carlos Sainz Jr. estes últimos meses, impedindo uma negociação do espanhol com a Renault.

Para Recordar: O atleta de Cristo e o carro do pecado

Alex Dias Ribeiro na primeira corrida na F1, em Waktins Glen EUA), 1976. O atleta de Cristo enfrentando a peleja no carro do pecado da Hesketh Reprodução)

Alex Dias Ribeiro na primeira corrida na F1, em Waktins Glen (EUA), 1976. O atleta de Cristo enfrentando a peleja no carro do pecado da combalida Hesketh (Reprodução)

O "baixinho" Alex Dias Ribeiro. De histórias incríveis no automobilismo dos anos 70, sobretudo na F2 e na F1, onde esteve em 1976, 1977 e 1979 Reprodução)

O baixinho Alex Dias Ribeiro. De histórias incríveis no automobilismo dos anos 70, sobretudo na F2 e na F1, onde esteve em 1976, 1977 e 1979 (Reprodução)

Lembrar de 1976 é recordar, principalmente, da emblemática conquista de campeonato de James Hunt, numa das temporadas mais marcantes daquela década. A vitória do inglês, de fato, veio no molhado GP do Japão, em Fuji, com Niki Lauda retirando-se da disputa por cautela e assistindo, de fora da pista, o terceiro lugar do britânico que lhe daria o galardão de melhor do campeonato por um mísero ponto de vantagem.

Mas 1976 também tem recordação para o Brasil. E se você achava que era a primeira temporada de Emerson Fittipaldi na Copersucar está enganado. Foi neste ano, e justo num GP dos EUA, que o baixinho Alex Dias Ribeiro estreou na F1 depois de uma temporada alucinante na F2, onde estava desde 1975 como piloto oficial da March. O palco era Watkins Glen e o carro, acreditem, era uma Hesketh, o modelo 308D, que era dividido com o austríaco de bigode vistoso, Harald Ertl.

Apesar de todas as dificuldades do carro, pequena evolução do bólido de 1975, Ribeiro foi bem na corrida. Largou em 22º e conseguiu chegar num honroso 12º lugar, a frente até do companheiro, o austriaco Harald Ertl Reprodução)

Apesar de todas as dificuldades do carro, pequena evolução do bólido de 1975, Ribeiro foi bem na corrida. Largou em 22º e conseguiu chegar num honroso 12º lugar, imediatamente a frente até do companheiro de time, o austríaco Harald Ertl Reprodução)

Para o mais conhecido menbro dos Atletas de Cristo, organização a qual pertence até hoje e que estampava no capacete e nos bólidos da F2 a partir de 1978, entrar numa Hesketh seria como dar um pisinho no inferno. O bólido, ultrapassado para a temporada, era patrocinado por dois produtos, ditos, do tinhoso: Os cigarros Rizla e a revista masculina Penthouse. Era o representante do Senhor na terra dentro de uma fatia do inferno, onde tudo no cercado do Lord Alexander era permitido. Ele substituía a Guy Edwards, com o qual o velho Lord havia tido problemas.

Não foi aquela corrida de sonho, diga-se de passagem, mas ao menos permitiu um desempenho condigno. Largou em 22º, dois décimos mais lento que o experiente Ertl, e completou em um ótimo 12º lugar. tinha futuro, mas perdeu a cabeça no ano seguinte – 1977 – as voltas com a carroça da March para aquele ano. Voltou a F2 em 1978, vencendo a corrida o inferno verde de Nurbugring, o único brasileiro a conseguir tal feito. Teve uma passagem relâmpago pela Copersucar em 1979 e só deixaria o automobilismo de vez em 2001, depois de três anos como motorista do carro médico da F1, ao lado do saudoso Dr. Sid Watkins.

Com o March "Cristo Salva" em 1978, na volta a F2, onde venceria a corrida no inferno verde de Nurburgring, único brasileiro a conseguir tal feito. Abaixo, a última ocupação no mundo do automobilismo: Motorista do carro médico da F1, ao lado do inesquecível Dr. Sid Watkins Reprodução)

Com o March “Cristo Salva” em 1978, na volta a F2, onde venceria a corrida no inferno verde de Nurburgring, único brasileiro a conseguir tal feito. Abaixo, a última ocupação no mundo do automobilismo: Motorista do carro médico da F1, ao lado do inesquecível Dr. Sid Watkins Reprodução)

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Boas lembranças e aquele abraço ao grande Alex Dias Ribeiro, o bom e velho atleta que, pisando fundo, leva o nome de Cristo para os quatro cantos do mundo, como dizia a imprensa da época. A F1 em 2016 segue pisando fundo e a próxima parada é no México, na pista de Hermanos Rodriguez, para mais um derradeiro capítulo da saga Rosberg-Hamilton.

É neste fim de semana de eleição (2º turno), dia 30/10, às 17h. Até lá!

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