Chapecoense: Um índio de luto

(Reprodução)

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Em terra de índio, milagre de papa não supera pajelança…

Repetia esta frase a semana inteira para os amigos, ao menos os mais chegados ao esporte, como forma de recordar um feito tamanho para o futebol ainda criança de Santa Catarina. E era um feito mesmo, um time de jovens moleques do oeste do estado, inspiração para tantas outras agremiações, conseguia a proeza de destronar a equipe de coração do Papa Francisco sem precisar, para isto, de gols. O futebol do estado nunca foi tão verde como agora, que tinha a briosa Chapecoense como finalista da Copa Sul-Americana.

Uma equipe de jovens dentro de um time relativamente jovem. A história de uma agremiação de apenas 43 anos já recheados de conquistas e que vivia seu sonho de ícaro, rumando até a Colômbia para, quem sabe, começar bem a caminhada rumo a conquista de melhor entre os melhores da América. Era noite, uma delegação animada partiu de Guarulhos, juntamente com jornalistas de canetas afiadas, rumo ao local da peleja, na tão distante – e ao mesmo tempo tão próxima – Medellin, história pelas batalhas e lances que transformaram a antiga nação granadina num caldeirão cultural e histórico.

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Gramming & Marbles (F1): Em Abu Dhabi, Rosberg resiste a “tatica Villeneuve” e, enfim, é campeão mundial

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz - mas não tão emocionante - em Abu Dhabi (Getty Images)

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz – mas não tão emocionante – em Abu Dhabi (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: Dez anos entre números de campeão e o título

Atende pelo nome de Nico Erik Rosberg, alemão de 31 anos e herdeiro do super Keke Rosberg – que é finlandês – o portador do 66º título da história da F1. Enfim, o garoto com números de campeão mundial é campeão mundial de pilotos e, ao contrário das patacoadas e amareladas de 2015, a ex-Barbie agora é um respeitado boneco do Esquadrão Classe A e não pode discordar-se de que sua conquista foi recheada por méritos, especialmente o fato de ser um exímio oportunista que somou sua capacidade de andar rápido a sorte que surgiu nas escorregadas do companheiro e estrela Lewis Hamilton.

A decisão em si teve seus lances mais emocionantes nas ultimas dez voltas da prova, quando Hamilton aplicou o que passou o fim de semana desconversando que faria: A mundialmente conhecida tática Villeneuve, imitando o gesto do filho de Gilles no GP do Japão de 1997, ao segurar o pelotão e dar pressão para Michael Schumacher no fervor da briga do título daquele ano. Lewis tentou, apertou o companheiro diante a pressão de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ávidos pela posição do alemão. E quem viu ao vivo ou ao menos soube no paddock de Abu Dhabi entre um gole de champanhe e outro ficou feliz com um fim de temporada interessante.

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Momento do rádio brasileiro: Migração, preferencias, o ontem e o hoje

O tempo passa, e por mais frenética fica a informação o rádio continua sendo o veículo nº 1 na transmissão de notícias, na formação de opinião e na companhia do dia a dia. No Brasil, somos cobertos pelas ondas sonoras desde 1922 e a roda da evolução continua, especialmente na migração das emissoras AM para FM, que vem sendo feita de forma lenta) desde 2013 Reprodução)

O tempo passa, e por mais frenética fica a informação no nosso dia a dia o rádio continua sendo o veículo nº 1 na transmissão de notícias, na formação de opinião e na companhia do dia a dia. No Brasil, somos cobertos pelas ondas sonoras desde 1922 e a roda da evolução continua, especialmente na migração das emissoras AM para FM, que vem sendo feita (de forma lenta) desde 2013 (Reprodução)

É mais do que notado que o rádio é o primeiro a dar as últimas desde os tempos do saudoso Repórter Esso. Ao primeiro clarão da manhã é ele o primeiro a ser ligado, em automóveis, locais de trabalho e residências, para se ter contato com as notícias da noite anterior e as primeiras notas do dia que virá. Há algum tempo afastado dos microfones (ansiando um dia voltar a eles), não podia eu deixar de falar aqui em A BOINA, em algum momento, sobre este meio de comunicação tão antigo e tão moderno ao mesmo tempo. A oportunidade chegou, e junto dela algumas observações que vão além das vistas nos bancos de faculdade.

No último dia 7 de novembro, o presidente Michel Temer assinou em um evento no Palácio do Planalto um termo aditivo que autoriza a migração de 240 emissoras AM para a frequência FM. Uma antiga necessidade dos empresários do ramo da radiodifusão e que, aos poucos, vem sendo colocada em prática no país. as vantagens da migração vão muito além da qualidade de sinal e do alcance ampliado para a internet, mas também em questão de custos do equipamento e manutenção dos aparatos. É o rumo das emissoras da velha amplitude modulada, que deixa para trás histórias de outros tempos, mas que se faz necessária diante os novos rumos das comunicações.

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Karina Beatrice em A BOINA: A roupa adequada para o ambiente de trabalho

(Karina Beatrice Frainer)

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Já ouvi muitas vezes pessoas falando sobre como não se preocupam com a opinião dos outros em relação a aparência e suas ações no dia a dia. Eu também já repeti isso em vários momentos, confesso. Mas será que isso é mesmo verdade? Será que a primeira impressão não é a que fica?

Certos ou não, a aparência tem sim um enorme peso sobre o que as pessoas pensam de nós, porque ela é o primeiro contato antes de uma conversa. As roupas e acessórios são signos e transmitem mensagens. Quando alguém encontrar você com os cabelos sujos e desajeitados e a roupa amarrotada, certamente não vai fazer uma análise de que você acordou atrasada e não deu tempo para se arrumar. Ou ainda, que você só ia na padaria, e que logo voltaria para casa. Essa história de vou alí e volto já é uma tremenda armadilha para a imagem. A partir do momento que você sai de casa, está exposto ao mundo e vai transmitir uma informação.

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Lanche na rua e regulamentação: Você é o que você come

O Food Truck, uma das febres gastronômicas dos últimos tempos, mas que em Blumenau ainda carece de regulamentação específica, especialmente para evitar inconvenientes e complicações referentes a alimentação de quem os procura Reprodução)

O Food Truck, uma das febres gastronômicas dos últimos tempos, mas que em Blumenau ainda carece de regulamentação específica, especialmente para evitar inconvenientes e complicações referentes a alimentação de quem os procura (Jaime Batista)

(Emil Chatourni)

Se a frase acima for levada ao pé da letra, então, meu amigo, olhos bem abertos. Em casa, sabemos a qualidade do que é levado à mesa. O preparo dos alimentos de comidinhas caseiras passa por cuidados de quem cozinha pensando na saúde própria ou da família. Mas, e na rua, como fica a nossa alimentação? E se essa alimentação for mesmo na rua, em ambulantes de cachorros-quentes, pipoca, churros, chegando à gastronomia mais moderna dos Food Trucks?

Bem, durante a Oktoberfest o que mais se via eram carrinhos de comidas tipo snacks pertinho do Parque Vila Germânica, ao longo das principais vias do Centro ou em pontos mais movimentados dos bairros. Mas será que a mão que dá o troco não é a mesma que prepara o lanche?

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Enfeites e espírito: Onde andam as luzes de Natal?

Talvez uma imagem um tanto chocante para começo de Natal, mas que sirva de toque para muitos: Não vamos deixar morrer as pequenas coisas que fazem desta época um momento tão especial Reprodução)

Talvez uma imagem um tanto chocante para começo de Natal, mas que sirva de toque para muitos: Não vamos deixar morrer as pequenas coisas que fazem desta época um momento tão especial Reprodução)

Não é nem um pouco excesso de saudosismo, mas talvez o seja para quem o ler. Em outros tempos, quando muitos de nós eramos crianças, o costume de decorar a casa para o Natal era uma das tantas sensações gostosas do tempo infantil. Ao menos para este jornalista, que ainda hoje faz (ou tenta fazer) deste momento uma forma única de reunir a família em torno da residência que lhe abriga, a vestindo de beleza ao menos uma vez ao ano. servindo de prévia para o preparativo da árvore.

Parece um pouco cedo, talvez, para se falar profundamente de Natal, mas correndo os olhos pelas ruas de Blumenau (e provavelmente deve ser o mesmo em outras cidades) percebe-se que o colorido dos enfeites e luzes se perdeu um pouco nestes últimos anos. Casas que tradicionalmente encantavam moradores hoje estão apagadas, entregues ao preto-e-branco de uma época que enfeitar e iluminar deveriam significar muito mais do que, simplesmente, enfeitar. Seria o reflexo de nosso cotidiano cada vez mais agitado? Da crise? Ou simplesmente esquecer da tal atmosfera de Natal que contamina a todos em volta?

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