Marisol e Haco: Dois bons exemplos de sucessão familiar bem sucedida

Dois bons exemplos, entre tantos, de que a sucessão famíliar voltou a tona no mundo da moda e empresarial, desta vez em situações bem tramadas e diferentes do trato rudimentar de outros tempos. Exemplos foram dados na última Conferencia ONDM - O Negócio da Moda, no início de novembro Reprodução)

Dois bons exemplos, entre tantos, de que a sucessão famíliar voltou a tona no mundo da moda e empresarial, desta vez em situações bem tramadas e diferentes do trato rudimentar de outros tempos. Exemplos foram dados na última Conferencia ONDM – O Negócio da Moda, no início de novembro Reprodução)

(Elaine Cristina Malheiros / New Age Comunicação)

Ao contrário de muitas empresas familiares que fracassaram no transcorrer das gerações, tanto a Marisol, de Jaraguá do Sul, quanto a Haco, de Blumenau, são dois bons exemplos de sucesso ao longo das décadas. Os empresários Giuliano Donini e Alberto C. Lowndes, das duas empresas respectivamente, participaram no último dia da Conferência ONDM – O Negócio da Moda com o talk-show Brand, evolução e foco, com a mediação de Mary Nicoliello, da PWC.

Durante o bate-papo, os líderes enfatizaram que todas as empresas têm preocupação com a perpetuação da marca, mas, principalmente, as familiares. Os familiares estão sempre preocupados em deixar o seu legado para os sucessores. Eles sabem que ninguém dura para sempre, mas que a marca pode ter longevidade, desde que alimentada de forma correta, avalia Donini.

Em outros tempos, a sucessão familiar era uma marca empresarial forte, mas sujeita a toda a sorte de instabilidades. A Cia. Jensen, tradicionalíssima no ramo frigorífico e de laticinios no passado foi a ruína justamente por estas instabilidades, assim como várias outras marcas do passado Antigamente em Blumenau

Em outros tempos, a sucessão familiar era uma marca empresarial forte, mas sujeita a toda a sorte de instabilidades. A Cia. Jensen, tradicionalíssima no ramo frigorífico e de laticínios no passado foi a ruína justamente por estas instabilidades, assim como várias outras marcas do passado (Antigamente em Blumenau)

Ambos os empresários afirmaram que o valor de uma marca tem muito a ver com os princípios dos familiares da organização. Tanto Donini quanto Lowndes enfatizam que seus antecessores sempre passaram que a empresa deveria ser justa, sustentável e contribuir com a sociedade onde está inserida, além de seguir valores éticos e princípios que nem sempre são respeitados pela concorrência. Adotar esses valores, na maioria das vezes, representa um valor mais alto nos preços das mercadorias.

Infelizmente, atualmente, 46% das roupas que são comercializadas no Brasil têm alguma informalidade, seja na nota fiscal ou nas obrigações sociais. E a informalidade ainda está muito presente no nosso segmento. Tudo isso acaba representando uma concorrência desleal. Mas, nós preferimos manter os nossos princípios e buscar inovações para driblar a crise, diz Donini. Um exemplo da concorrência desleal são os mais de US$ 460 milhões em mercadorias têxteis chinesas que entram todos os anos no Brasil.

Alberto C. Lowndes, da Haco Etiquetas, e Giuliano Donini, da Marisol, na Conferencia ONDM. Manutenção da marca familiar vai além do negócio, mas também da manutenção do bom nome da família como reforço de tradição e confiança Reprodução / Presse)

Alberto C. Lowndes, da Haco Etiquetas (acima), e Giuliano Donini, da Marisol (abaixo), na Conferencia ONDM. Manutenção da marca familiar vai além do negócio, mas também da manutenção do bom nome da família como reforço de tradição e confiança (Reprodução / Presse)

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Para Lowndes não se pode ir contra o legado da família, que preza princípios éticos norteando as decisões de gestão. Torna-se mais difícil competir com o mercado e é aí que entram os novos produtos. Temos que ter um diferencial e estar sempre investindo na marca, afirma.

Há uns 15 anos, com a quebradeira de diversas empresas familiares e, a conseqüente entrega do controle para profissionais de mercado, esse tipo de gestão não era bem-vista. Porém, há uns cinco anos, com a volta de muitos líderes que já haviam se afastado do controle familiar, o mercado começou a receber bem a novidade. Além disso, as empresas familiares fizeram a lição de casa e investiram em assessorias profissionais para preparar a sucessão familiar.

Reprodução)

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Mesmo assim, os dados ainda são impactantes. Apenas 3% das empresas familiares chegam a quarta geração. O negócio pode ser sustentável ou não. Tudo depende da família, avalia Donini. Os especialistas comprovam que é possível ter uma sucessão familiar bem-sucedida, desde que sejam estabelecidos parâmetros bem claros de como será a sucessão dos herdeiros bem cedo.

Normas, rituais e disciplina são fundamentais. É necessário aprender a gerenciar conflitos que, se não forem bem administrados, podem gerar rupturas dolorosas na família. Por isso, muitas empresas de médio e grande porte desaparecem na primeira, segunda ou terceira geração. O que não aconteceu com os dois palestrantes do ONDM, em que Marisol e Haco estão firmes no mercado e com a marca consolidada, declara o organizador do evento, Ivan Jasper.

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