BEC 2017: Com cautela e visão, Blumenau apresenta projeto para voltar (e de vez) aos gramados

Novos uniformes, pés no chão, esperanças renovadas. O Blumenau Esporte Clube (BEC) ensaia uma nova volta aos gramados, desta vez com calma e visão do que deve ser feito (Julio Pollhein / BEC)

Novos uniformes, pés no chão, esperanças renovadas. O Blumenau Esporte Clube (BEC) ensaia uma nova volta aos gramados, desta vez com calma e visão do que deve ser feito (Julio Pollhein / BEC)

(Infos: Julio Pollhein / Blumenau Esporte Clube)

O pavilhão verde, vermelho e branco veio pra ficar e vencer

Nunca este verso do hino que lhe homenageia tem feito tanto sentido como nos últimos dias para o Blumenau Esporte Clube (BEC). Entre idas e vindas, alguns escorregões complicados e momentos de nostalgia, o tricolor blumenauense parece viver um novo renascer, mais sólido e pensado do que os outros que vivera nos últimos anos. Foi exatamente este o sentimento que correu os tricolores no último dia 24/11, uma quinta-feira, no lançamento do projeto para 2017 do BEC, intitulado Futebol Para Todos.

Uma noite animada entre empresários, atletas e torcedores ouviram atentamente as palavras do presidente Wanderlei Laureth no Shopping Park Europeu, demonstrando todo um planejamento pensado, entre outras, para evitar vexames e momentos conturbados dos últimos jogos do time na segunda divisão do catarinense em 2015. Não se trata apenas de colocar um time em campo, mas também de pensar como se age e se constrói uma organização forte fora dele, e é talvez este o primeiro item da pauta de objetivos do novo Blumenau.

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A BOINA já havia dado pistas da volta do BEC aos gramados e ao assunto “futebol catarinense” há algum tempo, enquanto participada da feijoada do clube no Clube Blumenauense de Caça-e-Tiro, em agosto. As ideias tomaram forma sólida e, depois da apresentação, a confiança do presidente e dos torcedores que o cercam parece ainda maior do que no dia da confraternização. O projeto tem todos os ingredientes para dar certo: Apoiadores, uma torcida que recusa o fim do time e vai a luta, pensamento e passos medidos. Só o fato de entrar em campo com um caixa sólido e garantido já é um ponto a se considerar.

Em rápida conversa com Laureth durante a última semana, mesmo na consternação com a tragédia envolvendo a Chapecoense, as palavras não respiravam apenas confiança e união em torno do projeto, mas também a transparência das ações, sobretudo com o caixa do clube. Segundo o presidente, as contas do BEC serão abertas para todos, seja no site ou na sede do clube, para conferencia de tudo que entra e sai de receita. O BEC passa por uma ampla reestruturação no modelo de gestão, com o objetivo de resgatar a imagem e a credibilidade, através do trabalho sério, competente, profissional e com pés no chão, diz o presidente.

(Julio Pollhein / BEC)

Wanderlei Laureth, presidente do BEC. Nada de sonhos faraônicos nem ideias mirabolantes, o trabalho pretende, primeiro, reestruturar a gestão e as contas do clube e dar condições de mante-lo na busca pela afirmação e ascenção no futebol catarinense. (o intuito é de) resgatar a imagem e a credibilidade, através do trabalho sério, competente, profissional e com pés no chão (Julio Pollhein / BEC)

Além disso, estão previstos o lançamento de escolinhas e parcerias visando a formação da base do clube ainda para para dezembro deste ano. Com o trabalho teremos atletas que poderão servir a base e o time profissional no futuro (…) Iremos fazer renascer nas crianças e jovens, a esperança de se transformar em atletas e cidadãos, além de despertar no torcedor, a antiga paixão, completa Laureth.

Alias, falando em ingredientes que compõem esta nova volta a importância dos sócios e torcedores foi seguidamente frisada por Laureth durante o bate-papo. Talvez um dos maiores patrimônios do clube em seus quase 100 anos de origem e história continua sendo a torcida que o segue. Mobilizações como a BEC Manguaça – uma das torcidas organizadas do clube – e outros tantos que negam-se até hoje o fim do clube são os que mais esperam e fazem fé que o projeto avance e dê frutos. E ainda esperam a vinda de novos torcedores e sócios, o que para um começo de nova história é tão importante quanto uma equipe, pois a solidez de caixa começa por ai.

(Jaime Batista)

A torcida: Patrimônio material de qualquer clube e um dos mais valiosos do BEC, que conta com ela e com novos sócios para contribuir na reestruturação e volta do clube (Jaime Batista)

É claro, é mais do que sabido que fazer futebol em Blumenau nunca foi uma tarefa fácil, vide o Metropolitano nos últimos anos, que mesmo com resultados positivos na primeira divisão ainda tem seus percausos na montagem de equipe e prospecção de patrocínios e parcerias para as temporadas que se seguem. No entanto, talvez a mesma persistência do Metrô deva ser também o que deve motivar o BEC a não se abater entre idas e vindas. Fazer futebol na cidade-jardim é obra de teimosia completa, ainda mais quando se discute e busca apoios para um estádio municipal, coisa que passa da hora de ser feito e que, por incrível que pareça, tem evoluído.

Se ainda há muitos descrentes na nova volta, espera-se que queimem a língua, num pensamento positivo que o caminho novo do BEC seja, definitivamente, o de voltar a elite com decência e com o brio de outros tempos. E não se aceita nem pensamento contrário nesta nova tentativa. Vamos juntos fazer um futuro melhor para o nosso futebol, completa Laureth numa espécie de grito de esperança.

A BOINA vai estar acompanhando, afinal o que é carregado de história traz alegria quando decide voltar onde sempre esteve. Alias, quem quer se associar a ideia, dê só uma olhada nos planos abaixo:

Reprodução)

Reprodução)

Sócio torcedor – R$ 19,90 mensais;

Sócio família – R$ 29,90 mensais – permite levar o cônjuge e filhos de até 14 anos, justamente para estimular a participação social da família;

Sócio patrocinador – R$ 166 mensais (plano de seis meses) – o valor dá direito ao acesso à arquibancada central, estacionamento privilegiado – poderáanunciar a empresa nas placas no estádio (meta para colocação de 100 placas);

Torcedor VIP – R$ 99,90 mensais – além de cadeiras na arquibancada central estádio (SESI), com uma cadeira personalizada – haverá estacionamento privilegiado, ganho deuma camisa, serviço de garçom e banheiro próximo;

Família VIP – R$ 149,90 mensais – os mesmos privilégios do plano anterior, porém no formato família, que se estende ao cônjuge e filhos de até 14 anos.

Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail sejasocio@blumenauesporteclube.com.br, diretamente no site do clube ou no telefone (47) 99148-8893

(Gilmar de Souza)

(Gilmar de Souza)

2 comentários sobre “BEC 2017: Com cautela e visão, Blumenau apresenta projeto para voltar (e de vez) aos gramados

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