Fabrício Wolff em A BOINA: O plantio e a colheita

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(Fabrício Wolff)

2017 vem aí. Mais um ano, 52 semanas, 365 dias. E será, como todos os outros anos que passaram, tempo de colheita para quem plantou a semente certa; tempo de colhermos os resultados de nossas escolhas anteriores. É assim que funciona sempre, por mais que ao final de cada ano entremos em uma espiral de renovação de esperança.

Temos esta habilidade de transferir para aquilo que não conhecemos as responsabilidades de nossos sucessos ou fracassos. A tal esperança é tão abstrata quanto seres alienígenas. No entanto é nela que imensa maioria da humanidade se apega quanto chega um novo ano. Tudo bem. Assim nos sentimos melhores, confortados… esperançosos.

Porém a verdade que se desnuda é de que não podemos esperar (= esperança) resultados sobre o que não plantamos. Apesar da renovação cronológica do calendário que muda o último dígito do que convencionaram chamar de ano a cada período de 365 dias e seis horas, cada ano é um passo na estrada que escolhemos.

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E se resolvermos mudar de estrada em uma bifurcação, os anos seguintes também serão resultados desta escolha. Simples assim. Sem mágica, nem milagre. Do céu, só cai chuva e, para variar, às vezes granizo ou neve, variações sobre o mesmo tema água que vem das nuvens.

Nossa vida é feita de escolhas. Escolhemos o tempo todo, mesmo sem perceber. Até mesmo quem se omite para não escolher, para não decidir, faz uma escolha. A fraqueza da omissão não atenuará o resultado da escolha. Tão pior. Tão somente o resultado de nossas escolhas passadas é que podemos esperar para os momentos seguintes. Assim, o ano novo nada mais é do que o mesmo caminho com um dígito diferente.

Continuaremos, como em toda nossa jornada por esta vida, colhendo os frutos daquilo que escolhemos anteriormente, neste caminho. Qualquer outra perspectiva, incluindo a tão propalada esperança, é apenas um subterfúgio, uma maneira de terceirizar o resultado das próprias decisões.

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Ainda que direto, duro e desesperançoso, este texto não busca deixá-lo de baixo astral. Não, jamais. Muito pelo contrário. Este é um texto realista para desejar a cada um e a todos um Feliz Ano Novo. Como??? Desejando de todo o coração que você tenha feito as suas escolhas certas.

Que você tenha escolhido a boa semente e feito um bom plantio ao longo de sua caminhada para que a colheita, seja do que for, possa ser farta em 2017. Que você tenha sido justo, espalhado boas energias e possa, agora, quando o planeta se prepara para trocar o último dígito mais uma vez, olhar para trás com orgulho de si mesmo. A lei do Universo tende a colaborar na colheita daqueles que plantam bem.

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E, só para lembrar, 2017 também será um ano de plantio, de escolhas… o que você quererá colher em 2018?

Assim me despeço de 2016 e de você este ano. Façamos de 2017 um ótimo ano. Se não colhermos tanto quanto desejamos, sejamos melhores no plantio para os anos que virão.

(Fabrício Wolff está em merecidas férias e retornará com as colunas em A BOINA em 2017 – e em breve. Até o próximo ano!)

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