Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

Aspecto Geral: Ao menos, melhor que 2015

Onde tudo começou, a virada da primeira curva no Albert Park, em Melbourne. Uma prova que diria muita coisa sobre a temporada, além de registrar a panca do ano, de Fernando Alonso, destroçando o chassi novinho da McLaren XPB / Motorsport)

Onde tudo começou, a virada da primeira curva no Albert Park, em Melbourne. Uma prova que diria muita coisa sobre a temporada, além de registrar a panca do ano, de Fernando Alonso, destroçando o chassi novinho da McLaren (XPB / Motorsport)

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A temporada de 2016 está sepultada… E aqui estamos pensando se dizemos em seco o graças a Deus ou simplesmente nos conformamos que acabou e continuamos aguardando ansiosamente pelo que virá em 2017. Deveras, o que vimos nas 21 provas do ano passado e nos bastidores do corrida-a-corrida alternaram entre momentos empolgantes e passagens entediantes. Fora erros de transmissões, equívocos, discussões e outras picuinhas que deram o tom em mais um ano um tanto insosso.

Se ano passado dizíamos fragorosamente que 2015 não daria saudades, 2016 não é exceção, muito embora este ano teve alguma coisa que o ano anterior não teve, embora ainda nos penamos para saber o que. De uma ponta a outra do enorme calendário tivemos momentos de destaque e choque (para não dizer emoções): Do acidente de Fernando Alonso e da patética formula nova de classificação até o baque da aposentadoria de Nico Rosberg. Foram choques, não emoções… Sem contar, aqui, o vai-e-vem de Felipe Massa, da despedida emocionante a surpreendente renuncia à aposentadoria por conta do efeito Nico.

Nos bastidores do poder da categoria, troca de mãos e novas esperanças trouxeram algum respingo de esperança em dias melhores para a F1. Fala-se em dinamizar divulgações, transmissões mais interativas, teto de gastos, de tudo um pouco. Mas por fora das pistas os torcedores insatisfeitos foram talvez os cliques mais importantes do ano, em vaias e uma verdadeira manifestação de descontentamento via redes sociais – e ainda bem que elas existem.

Se você não conhecia, passou a conhecer. Charlie Whiting foi alvo de perguntas, vaias e desconfianças sobre punições e amarração das corridas. Ao menos, quem não está gostando, achou um bode expiatório Reprodução)

Se você não conhecia, passou a conhecer. Charlie Whiting foi alvo de perguntas, vaias e desconfianças sobre punições e amarração das corridas. Ao menos, quem não está gostando, achou um bode expiatório (Reprodução)

Motivos para vaias não faltavam: Punições suspeitas, corridas amarradas no safety-car, multas absurdas e outras coisas mais que fizeram a FIA e a instituições que regem o circo serem questionadas categoricamente. Charlie Whiting que o diga, depois de ser chamado para diante das câmeras depois dos lances confusos do GP do México. Ele vai ter trabalho no ano que vem e é bom que ajeite a cabeleira branca, ele vai aparecer muito mais vezes nas transmissões a cada escorregada no comando das provas.

Mas, sem sombra de dúvidas, o grande escorregão do ano foi, simplesmente, a regra maluca e patética de classificação que vigorou no GP da Austrália. Esperava-se um fight intenso pela busca das posições e o que se viu foi um pole-position dando entrevista e indo ao banheiro antes (e bem antes) do fim dos treinos. Um fragoroso erro de estratégia que obrigou, já na segunda corrida do ano, a volta do antigo formato. Talvez ninguém se lembre deste lance tão cedo, e é bom que não.

De depressões e micos, os últimos anos da F1 já estão repletos e os fãs já estão fartos.

No Brasil: Entre a beira do fundo do poço e volta de Massa

Nasr e Massa, um ano de emoções opostas. Enquanto um se debatia com um carro anêmico e pode ficar fora do grid de 2017, o outro chegou a se aposentar, mas resolveu voltar para mais uma dose, pondo em risco a própria reputação Globo.com)

Nasr e Massa, um ano de emoções opostas. Enquanto um se debatia com um carro anêmico e pode ficar fora do grid de 2017, o outro chegou a se aposentar, mas resolveu voltar para mais uma dose, pondo em risco a própria reputação (Globo.com)

Aqui pelos lados tupiniquins, 2016 foi um ano indigesto no automobilismo como um todo, e na F1 muito mais. A tradição de oito títulos do Brasil nos grids desde 1970 finalmente chegava a beira bem beira do fundo do poço. Ameaçados pela confirmada aposentadoria de Massa e a possível negativa da Sauber em Felipe Nasr (carece de confirmação) estávamos próximos de nos ver fora das pistas do circo pela primeira vez em 47 anos.

E o cenário nacional ajuda – e muito –  neste contexto. Sem categorias de base, com autódromos condenados e uma imprensa omissa e, por vezes, presa apenas nos falatórios e historietas, o Brasil não vislumbra futuro promissor no automobilismo a curto prazo. Talvez 2017 seja mesmo para se torcer apenas e nada mais, ainda se contar que Massa corre o risco sério de queimar-se regressando a categoria depois de uma aposentadoria de algumas semanas, com louros reconhecidos pelos torcedores e pela imprensa.

Por falar em imprensa, a atuação dela neste ano só se salvou (e com grandes ressalvas) em portais onde o comentário era desviciado de ufanismos e escorregões, muito embora em alguns casos o distanciamento entre acompanhantes da categoria e jornalistas era evidente. No entanto, quem passou o ano aguentando as transmissões via Globo/Sportv teve de aguentar patacoadas e erros imperdoáveis em matérias de arquivo (leia-se o infame Tunel do Tempo da Sportv). Sérgio Maurício e seus companheiros de cabine (carinhosamente apelidados por nós de Sérgio e seus Maurícios) que o digam, com uma total falta de pesquisa e profissionalismo que provocaram erros vexatórios e potenciais provocadores de úlceras.

Sérgio Maurício, assim como Galvão Bueno e cia, colecionaram patacoadas, críticas tardias e informações erradas. Um ano de tormenta para quem é responsável por cobir a categoria para os fãs tupiniquins Reprodução)

Sérgio Maurício, assim como Galvão Bueno e cia, colecionaram patacoadas, críticas tardias e informações erradas. Um ano de tormenta para quem é responsável por cobrir a categoria para os fãs tupiniquins (Reprodução)

No final do ano, diante da situação pra lá de calamitosa do nosso automobilismo, eis que a Globo desperta para críticas e considerações incisivas a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) sobre nossa atual situação. Necessária, mas tardia demais. Há de se recordar o papel de omissão da emissora carioca quando do sepultamento cruel de Jacarepaguá, nas patacoadas sobre sabotagem da Sauber contra Felipe Nasr e a displicência de Reginaldo Leme quanto a assuntos espinhentos e temas que exigissem pesquisa. Se haverá uma reação a partir de 2017, não sabemos, mas não será surpresa se a F1 sumir de nossas vistas graças as vacas magérrimas faturadas pela Vênus Platinada, com transmissões desinteressantes e displicência flagrante.

E, se serve de consolo diante o turbilhão de depressões que vivemos, Interlagos foi uma das melhores corridas da temporada, ao contrario do show de sonolência de 2015. Estará no calendário em 2017, para nossa alegria… Ao menos.

Um campeonato entre iguais e o tetra da competência

A briga dos iguais. Rosberg desencantou e recuperou o psicológico para cima do badalado Hamilton. No fim, o título sonhado e... a aposentadoria que tirou o grid de 2017 do eixo Getty Images)

A briga dos iguais. Rosberg desencantou e recuperou o psicológico para cima do badalado Hamilton. No fim, o título sonhado e… a aposentadoria que tirou o grid de 2017 do eixo (Getty Images)

De Melbourne a Abu Dhabi, 2016 foi, novamente, monopolizado pela Mercedes e seu show já rotineiro de competência e trabalho sério, o que premiou o time das flechas de prata com seu quarto título em seis anos de equipe própria. É inegável dizer que o conjunto da obra já é um dos mais vitoriosos e fortes de todos os tempos, graças a mão rígida de Toto Wolff, o trabalho minucioso a cada detalhes dos bólidos e a postura dos pilotos, muito embora este ano o team tenha vivido a temporada mais atípica dos últimos tempos.

O titulo de Nico Rosberg começou a ser desenhado no fim de 2015, com a série de vitórias seguidas que começara no México. Apesar de uma leve queda de rendimento na metade do campeonato, o herdeiro de Keke teve sangue frio para aproveitar as escorregadas e azares do companheiro, Lewis Hamilton, para conquistar o primeiro – e único – titulo de uma carreira construída com uma espécie de calma e seriedade, bem diferente da badalação em que se enfiou o nobre inglês. Isto para, depois de algumas semanas, dar um ponto final na carreira em favor da família e da própria mente.

A única sombra a amedrontar a Mercedes era a da Red Bull - sobretudo a do super Max Verstappen - que recobrou os bons dias e saiu do ano como a única além das flechas de prata a vencer GPs em 2016 Mark Thompson/Getty Images)

A única sombra a amedrontar a Mercedes era a da Red Bull – sobretudo a do super Max Verstappen – que recobrou os bons dias e saiu do ano como a única além das flechas de prata a vencer GPs em 2016 (Mark Thompson/Getty Images)

Foi um ano onde a Mercedes teve como rival ela mesma, fora os lampejos de uma Red Bull em franca recuperação e que tem consigo um meteoro jovem e ousado chamado Max Verstappen, da qual espera-se muito no próximo ano, quando o regulamento muda e, de brechas em brechas, poderá permitir ao moleque holandês um senhor campeonato. De resto, uma Ferrari decepcionante, uma Williams perdida, uma Force India sempre surpreendente e equipes com postura pequena e sonhando em ser grande, inclusive a veterana McLaren.

Mas já que estamos falando em equipes, vamos analisa-las separadamente a partir de agora, terminando com os galardões do ano. Vamos lá:

1 – Mercedes

O show da competência chancelado pela Mercedes. Mais um ano perfeito e o título de Rosberg, o terceiro em seis anos desde a volta como time próprio Getty Images)

O show da competência chancelado pela Mercedes. Mais um ano perfeito e o título de Rosberg, o terceiro em seis anos desde a volta como time próprio (Getty Images)

O show da competência repetiu-se por mais uma vez desde a volta como time próprio, já no longínquo 2010. Nico Rosberg só teve como adversário o próprio companheiro como adversário na briga pelo título, e nesta ciranda não teve quem pudesse para-los, a não ser eles próprios como foi na Espanha.

Foi uma temporada fora da curva para os alemães, que tiveram de lidar com a briga interna pelo título e com as decisões estratégicas dos pilotos batendo de frente com os engenheiros e com o chefe Toto Wolff. Não faltaram declarações raivosas, controvérsias e até uma ponta de irritação de Lewis Hamilton com as atitudes da equipe.

De resto, o melhor carro do ano sem concorrêntes, mas que provou que pode ser vencido se a peça mais importante – os pilotos – fizerem o serviço de abrir caminho para quem vier atrás.

6 – Nico Rosberg

Cheguei, ganhei e... me retirei. Rosberg chegou ao objetivo de vida depois de refazer-se das cinzas de 2015 e encarar Hamilton e seus joguetes. Se aposenta com méritos e deixa uma F1 se perguntando sobre seu sucessor Getty Images)

Cheguei, ganhei e… me retirei. Rosberg chegou ao objetivo de vida depois de refazer-se das cinzas de 2015 e encarar Hamilton e seus joguetes. Se aposenta com méritos e deixa uma F1 se perguntando sobre seu sucessor (Getty Images)

Terminou o ano passado demonizado por não fazer frente a Hamilton, tomando bordoadas de todos os lados e com a fama de Barbie. Fecha-se 2016, e Nico acaba com o troféu merecido de campeão e, surpreendentemente, pendurando as luvas da categoria. Foi um ano onde sua seriedade como profissional do volante foi testada ao extremo e, mesmo com a pressão do companheiro na metade do campeonato, Rosberg teve sangue frio e calma para se conduzir a conquista máxima.

Tem quem o demoniza pela aposentadoria dita precoce, mas Nico é pai de família, um homem feito e que quer curtir o que conquistou na vida de F1. Deixemos ele, ele merece e será lembrado sem dúvida nos anais da categoria, tal como seu pai.

44 – Lewis Hamilton

Perdido entre baladas e declarações por vezes infantis e impulsivas, Hamilton até esboçou uma recuperação, mas cometeu erros e tomou o rastel final na Malásia, quando o motor do seu carro abriu o bico. Ficou com o vice de consolo Getty Images)

Perdido entre baladas, erros e declarações por vezes infantis e impulsivas, Hamilton até esboçou uma recuperação, mas cometeu erros e tomou o rastel final na Malásia, quando o motor do seu carro abriu o bico. Ficou com o vice de consolo (Getty Images)

De estrela à menino rebelde. Por muitas vezes, Lewis Hamilton lembrou o garoto que perdera um título em 2007 por sequentes crises de afobação e atitudes infantis. Este ano a faceta mais complicada do inglês voltou a tona e com a carga toda. A primeira metade do ano terrível, os erros nas largadas, o exagero nas noitadas, a falta de foco… Tudo consumado com o estouro desesperador do engenho na Malásia, o último prego na briga de Lewis pelo título este ano.

Em Abu Dhabi, Lewis ainda tentou jogar a última ficha com a famigerada tática Villeneuve, mas sem sucesso diante de um Rosberg mais fortalecido psicologicamente. Ninguém sabe quem dividirá cockpit com o inglês no próximo ano, mas Hamilton já avisou que não vai facilitar… Tomara, já que na ânsia de não facilitar pode-se abrir brecha para erros, coisa que o moço do carro #44 ainda não perdeu.


2 – Red Bull

Depois de anos de altos e baixos, a Red Bull entregou a TAG a responsabilidade de fazer um motor decente para um carro bom. Fez melhor que a encomenda, permitindo grandes atuações e duas vitórias merecidas. Um bom ano, enfim, para os austríacos Moy / XPB Images

Depois de anos de altos e baixos, a Red Bull entregou a TAG a responsabilidade de fazer um motor decente para um carro bom. Fez melhor que a encomenda, permitindo grandes atuações e duas vitórias merecidas. Um bom ano, enfim, para os austríacos (Moy / XPB Images

Quando o ano começou, torcíamos o nariz para os austríacos diante da escolha de acertar os engenhos Renault com a turma da TAG-Heuer, na volta da legenda a categoria depois de 29 anos do fim dos trabalhos junto a McLaren e os motores Porsche. Para quem achava que seria um chute no escuro teve que segurar a língua nas primeiras atuações e acabou o ano aplaudindo os comandados de Christian Horner com um vice-campeonato louvável.

No entanto, nem tudo foram flores para a escola de pilotos da marca de energéticos. A mudança polêmica de pilotos antes da metade do ano – Max Verstappen no lugar de Daniil Kvyat, na Espanha – e o aprisionamento de outros talentos, como Carlos Sainz Jr., colocou em discussão essa forma de monopólio de carreiras, o que pode ser fatal para alguns botas. Muito embora a eficiência do educandário de jovens talentos ainda é comprovada, haja vista a performance irrepreensível de Verstappen, o que o fez ser o melhor do ano.

Apesar das polêmicas no extra-pista, a Red Bull mostrou força de recuperação e se coloca como a principal a desafiar a Mercedes para 2017, se o regulamento novo permitir que se construa uma nave tal como as naves no início da década.

33 – Max Verstappen

O garoto tirou brevê para futuro campeão. Trocado no meio do ano com Kvyat, Verstappen barbarizou, fez atuações fabulosas e saiu com a vitória na Espanha. Um grande ano para o pequeno holandês Getty Images

O garoto tirou brevê para futuro campeão. Trocado no meio do ano com Kvyat, Verstappen barbarizou, fez atuações fabulosas e saiu com a vitória na Espanha. Um grande ano para o pequeno holandês (Getty Images)

Incontestável. O garoto holandes de golpes desconcertantes e manobras ousadas é o melhor da temporada com todos os méritos possíveis. Envolvido na troca relâmpago de cadeiras no conglomerado com o Daniil Kvyat, Max ganhou o que faltava para mostrar que podia andar forte: Um bom carro. Teve seus contratempos, é verdade e faz parte da adaptação a vida de piloto de ponta, mas foi premiado com pódios, destaques em várias corridas e, quando a Mercedes se enroscou, uma vitória mais que justa na Espanha.

É claro que, em momentos, a afobação o faça cometer erros mais fragorosos e que colocam todos em dúvida sobre seu talento. Mas Verstappen sabe responder na pista, como fez no Brasil, talvez na melhor atuação sua na temporada. Uma série de ultrapassagens numa recuperação empolgante que só ficou devendo o pódio ao fim da prova. Foi a afirmação do que pode ser o grande nome do próximo ano.

3 – Daniel Riccardo

Riccardo, o homem dos mil dentes, talvez tenha fechado um pouco o sorriso com algumas corridas a sombra de Verstappen, mas ainda assim mostrou seu valor e saiu de 2016 com uma vitória Getty Images)

Riccardo, o homem dos mil dentes, talvez tenha fechado um pouco o sorriso com algumas corridas a sombra de Verstappen, mas ainda assim mostrou seu valor e saiu de 2016 com uma vitória (Getty Images)

O homem-sorriso, outra vez, confirmou o bom trabalho e a fama de promissor campeão. Quando precisou, foi útil e fez grandes provas, sendo brindado com a vitória na Malásia em dobradinha com Verstappen, a qual parece o ter ofuscado um pouco dentro da equipe. No entanto, diferente de quando ofuscava Vettel, Riccardo soube aproveitar o momento de erro contra Max e fez provas destacadas.

No entanto, dois pilotos de alto gabarito no mesmo lugar sempre é aquela questão difícil de como reagir num duelo. A equipe austríaca sempre agiu de uma maneira liberal em duelos, o que parece ter se repetido nas estratégias de pit. Falando nelas, foi onde Riccardo tomou rasteiras, algumas inexplicáveis e outras que jogaram até vitória fora, como em Mônaco.

Fora isso, o jovem australiano de mil dentes segue sendo o que mais próximo de tirar a terra dos cangurus do jejum de títulos, vindo desde o gigante Alan Jones, em 1980.


3 – Ferrari

De ares de título a decepção e deficiências. O ano da Ferrari não poderia ter sido pior para quem soava não sair de 2016 sem o título. Ficou devendo (XPB)

Dos lados de Maranello, entre garrafas de vinho e burburinhos da festa de Natal, a dor de cabeça do ano ainda pega fundo em quem acreditava que em 2016 o time teria de ter saído com o título de pilotos, construtores ou ambos. Sergio Marchione começou o ano cravando esta e Maurizio Arrivabene foi aos testes com a confiança no alto, tendo Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen comandando o exercito vermelho.

Para a aflição dos tifosi, o que se viu foi uma tragédia na pista, isto se comparar o ano da equipe com as expectativas criadas no início da temporada. As voltas com uma draga na pista, a Ferrari ainda teve de tolerar as reclamações e palavras disparadas de Vettel contra os pilotos que cruzaram seu caminho, especialmente Max Verstappen. Mas era apenas fuga, o alemão se perdeu na falta de capacidade de contornar os problemas do carro e a falta de competitividade perante a Mercedes e a Red Bull.

Se a turma de Maranello aprendeu algo este ano, provavelmente foi não se apegar no excesso de otimismo. Até porque se esta temporada foi difícil imagine 2017, com o novo regulamento que pode embaralhar tudo (e para pior).

5 – Sebastian Vettel

Só faltou chiar para cima da mãe. Vettel teve um ano limitado e apático diante das dificuldades da equipe. No fim, acabou com a própria capacidade de bom piloto em dúvida (XPB / Studio Colombo / Ferrari)

O limão do ano. Quem cruzasse seu caminho poderia ser vitima de uma língua ferina jamais vista na postura do tranquilo tetracampeão mundial. As voltas com os problemas de desempenho do carro, o alemão alternou momentos de boa performance com erros tolos.

Terminou o ano com sete pódios (três segundos lugares e quatro terceiros), mas colocou sua capacidade de ser piloto de ponta em dúvida para muita gente.

7 – Kimi Raikkonen

O fato de estar na Ferrari já surpreende, especialmente pela displicencia em muitos momentos. Mas Raikkonen tem seu valor e teve um ano de boas atuações Getty Images)

O fato de estar na Ferrari já surpreende, especialmente pela displicencia em muitos momentos. Mas Raikkonen tem seu valor e teve um ano de boas atuações (Getty Images)

Na melhor das definições sobre seu terceiro ano de Ferrari, Raikkonen está completamente de boas na casa de Maranello. Há algum tempo, o papel de figurante de luxo dentro do time rosso tem sido colocado em dúvida por quem esperava dele competitividade e combatividade. Subiu quatro vezes no pódio, o que para sua atual condição de operário padrão é muita coisa.

Surpreendeu ficar na equipe em 2016 e surpreende ainda mais sua permanência em 2017. Qualquer um afim apenas de um bom salário no automobilismo queria uma vaga como a de Kimi. Sem dúvida.


4 -Force India

Todo o ano, a ameaça de falencia vinda da imprensa, e no fim da temporada aplausos pelo bom trabalho e pelo carro consistente. A velha roda gigante da Forde India Rierola / XPB Images

Todo o ano, a ameaça de falencia vinda da imprensa, e no fim da temporada aplausos pelo bom trabalho e pelo carro consistente. A velha roda gigante da Forde India (Rierola / XPB)

Os comentários de 2015 bem que caberiam outra vez em 2016, embora este ano o time indiano fez muito mais do que simplesmente surpreender quem, no início da temporada, previa dificuldades com o caixa sempre apertado da trupe. Quase sempre, a imprensa automobilística internacional se passa por mentirosa quando, diante de tantas más notícias para os lados de Vijay Mallya (como uma quase prisão), a equipe consegue um desempenho satisfatório, endossado este ano com a ótima quarta colocação entre os construtores, a frente da tradicional Williams.

O carro deste ano, outro crucificado antes mesmo da F1 entrar na pista, novamente provou ser forte e competitivo, prova de um trabalho que, se não é de equipe de ponta, ao menos é organizado e competente o suficiente para andar bem. Outro fator que fala muito alto é a presença de Sérgio Perez, o principal responsável pela fase produtiva da equipe e que segue com a equipe para 2017, tendo ao lado o menino da Mercedes (fornecedora dos motores), o francês Esteban Ocon.

Não me surpreenderá ver, no início da temporada, os jornais esportivos em todo o mundo cravando um tempo de crise para a Force India, afinal uma mentira contada várias vezes (e desmentida várias vezes) perde a crença logo logo.

11 – Sérgio Perez

Mais um ano na Force India, mas um ano de bom trabalho e pódios. Pérez é um talento a ser observado, mesmo há algum tempo como fiel escudeiro dos indianos AP/PTI)

Mais um ano na Force India, mas um ano de bom trabalho e pódios. Pérez é sempre um talento a ser observado, mesmo há algum tempo como fiel escudeiro dos indianos (AP/PTI)

É chato ver que um talento como Checo permanece estacionado numa equipe que, apesar do bom trabalho, ainda não lhe poder dar um carro para brigar por vitórias. Mas, apesar da frustração do mexicano, seu trabalho diante da Force India que já vai para três anos é mais do que louvável.

Cravou dois pódios na temporada (Mônaco e Baku) e faz por merecer ser citado como uma das grandes promessas do futuro. E isso que teve de se refazer da tostante passagem pela McLaren, sem brilhos.

Uma salva de palmas ao jovem e alegre mexicano que tem muito a fazer ainda na F1.

27 – Nico Hulkenberg

Depois de tanto tempo de sombra, Hulkenberg deixou o cercado indiano e, em 2017, defenderá o amarelo da Renault. Ainda deveu muito em 2016 e pode continuar devendo este ano

Depois de tanto tempo de sombra, Hulkenberg deixou o cercado indiano e, em 2017, defenderá o amarelo da Renault. Ainda deveu muito em 2016 e pode continuar devendo este ano (Getty Images)

Há algum tempo, e sem dó nem piedade, Hulk vem sendo minado por completo dentro do cercado indiano. Desde a vitória em Le Mans (2013) o alemão tem devido e muito boas atuações. Fez alguma coisa de útil este ano, mas nada além do que tem feito nos anos anteriores.

Cansado de dar murro em ponta de faca, Hulkenberg trocou o preto-e-laranja pelo amarelão Renault em 2017. Saiu deixando saudades nos antigos colegas, mas pode estar terminando de se tostar na F1.


5 – Williams

Um print/screen do carro de 2015 e poucos resultados relevantes. Os problemas da Williams a colocaram atrás da jovem Force India, refém da dupla de pilotos e da falta de ousadia marcante (Charniaux / XPB)

Outro ano, outras complicações, e desta vez ainda mais difíceis. Desde que recobrou o mínimo de decência na categoria, a casa de Grove ainda tem procurado o caminho que a leve de vez aos times de ponta da atualidade. No entanto, 2016 não foi o ano que isto aconteceu ainda, e pior, correndo literalmente para 2017 a equipe não conseguiu se colocar como a quarta força do ano, perdendo terreno para o bom trabalho da Force India.

A Williams ainda é vitima da falta de ousadia em estratégias e jogadas durante corridas, o que certamente tem amarrado a equipe na briga por algo maior. Fora que a dupla de pilotos também não ajudou muito no correr da temporada. Valtteri Bottas nada fez de muito importante e Massa, depois de anunciar de se aposentadoria, mudou os discursos positivos e se amarrou a realidade complicada da equipe.

Nada que surpreendesse, a não ser o fato de Claire e seus comandados estarem apostando as fichas na juventude do canadense Lance Stroll, que no próximo ano terá de mostrar que muito mais do que um pay driver, como tem se especulado. Isto sem falar que, se Bottas pular para o lado prateado da força, terá nos seus domínios – outra vez – um Felipe Massa ainda mais experiente mas perigando queimar-se.

19 – Felipe Massa

Depois de anunciar a parara, o choque de realidade. Massa passou um ano limitado e tentando driblar as deficiencias do Williams. Acabou bem embaixo da tabela numa das suas piores temporadas. No fim, largou o INSS para mais um ano em Grove Glenn Dunbar/Williams F1

Depois de anunciar a parara, o choque de realidade. Massa passou um ano limitado e tentando driblar as deficiencias do Williams. Acabou bem embaixo da tabela numa das suas piores temporadas. No fim, largou o INSS para mais um ano em Grove (Glenn Dunbar/Williams F1)

Para uma última temporada na categoria, até que se esperava algo muito melhor do que um broxante 11º lugar na tabua de pontos. Foi um dos anos mais fracos do brasileiro na categoria, em parte prejudicado pela falta de competitividade do carro e as limitações que o próprio Massa já tinha em si mesmo.

A despedida foi justa, merece todas as palmas e, de certo, deveria ser vista com uma decisão sábia. Insistir pode ser a pá de cal numa carreira que não precisou de título para ser grande, mas se voltar atrás de decisões faz parte do jogo, que vejamos o brasileiro tentar mais uma vez.

77 – Valtteri Bottas

Há tempo esperamos tudo o que se falava do jovem Bottas. Depois de alguns anos de Williams, o finlandês pouco mostrou e ainda saiu com um pódio este ano. Pode estar a caminho da vaga mais desejada do grid – a da Mercedes (Reuters)

Se o jovem finlandês quer levar algo de boa recordação deste ano, o fato de ter conseguido um pódio (terceiro em Montreal) e ter terminado o ano a frente de Massa são os únicos louros que são dignos de nota. Fora tudo isso, as performances de Bottas lembram um pouco as de Thierry Boutsen: Um piloto rápido e prestativo mas de quem não se espera muito.

2017 deve ser um ano decisivo, e ainda mais tendo nas mãos a possibilidade de estar dentro do cockpit mais desejado do grid – o da Mercedes. O que Bottas pode agradecer como uma grande chance pode também ser sua última tentativa de mostrar qualidades, já que depois de tanto tempo o rótulo de piloto rápido e promessa está se desgastando e rápido.


6 – McLaren

Parece que a tempestade está baixando nos lados de Woking. A McLaren teve um ano mais decente do que 2015, parando nos pontos com muita frequência e com um motor Honda um pouco mais fiável. Ainda assim falta muito para voltar aos bons tempos das vacas gordas

Parece que a tempestade está baixando nos lados de Woking. A McLaren teve um ano mais decente do que 2015, parando nos pontos com muita frequência e com um motor Honda um pouco mais fiável. Ainda assim falta muito para voltar aos bons tempos das vacas gordas (Reprodução)

Enfim, um ano decente e um pouco mais tranquilo. Quem tem acompanhado a saga do time de Woking na volta da parceria com a Honda assistiu no último ano um verdadeiro show de horrores, com problemas, desconfianças e resultados pífios. Em 2016 as coisas parecem ter se acertado um pouco, mas ainda assim longe do que sonham os ingleses comandados por Eric Boullier. Sexto na tabela de construtores e atuações destacadas, brigando por posições de igual para igual com alguns outros carros.

Perto do fim da temporada, a equipe anunciou que seu principal cabeça e mentor desde os anos 80 – Ron Dennis – estava de saída, o que pode representar não apenas um choque histórico mas uma espécie de acerto. A McLaren precisa de ideias renovadas, de sangue novo a frente e de uma pitada de ousadia para chegar onde quer com a parceria tecnológica com a Honda. Fernando Alonso foi o grande responsável por grande parte das atuações positivas do team, provando a fibra de piloto que tem.

Se a evolução continua, ainda é uma dúvida para o próximo ano. Mas para quem curte a história e feitos da trupe de Woking, já vemos uma melhora… Alguma melhora.

14 – Fernando Alonso

Sempre pronto para uma boa galhofa

Sempre pronto para uma boa galhofa, Alonso ainda está afiado para voltar a andar como quer na ponta. Os dotes de bom piloto ainda não se apagaram, nem mesmo com a panca que deu na Austrália. No entanto, será que o asturiano está com paciência para mais um ano nos lados incertos de Woking? (Getty Images)

Apenas um modesto décimo posto na tábua de pontos, tendo como melhor resultado um quinto lugar em Austin e dividido entre a esperança, a animação e a frustração de se andar atrás. O asturiano viveu um ano muito mais combativo do que foi 2015, aproveitando os lampejos de força do motor Honda para conseguir feitos e pontos importantes. Viveu o susto do acidente na Austrália (o mais espetacular do ano) mas tirou proveito disto, aproveitando alguns momentos até para a costumeira galhofa nos intervalos dos treinos.

Suas qualidades de grande piloto estão irretocáveis e continuam frescas. Graças a elas que Alonso saiu até com relativo destaque da temporada. Se o bólido do próximo ano for, pelo menos, razoável, dá pra sonhar um pouco mais alto na equipe que ele mesmo considera ser a melhor por qual já passou.

22 – Jenson Button

Depois de 16 anos de F1, Button pendurou as luvas e está pronto para a vida de reserva de luxo da McLaren

Depois de 16 anos de F1, Button pendurou as luvas e está pronto para a vida de reserva de luxo da McLaren. Mas 2016 foi um ano apagado, oculto pelas boas atuações de Alonso e resignado pelo desempenho do carro (Getty Images)

Campeão do mundo, inglês dentro de time inglês, mas relegado a tão somente função de um mero segundo piloto. Diante das boas atuações de Alonso, Button sumiu nas corridas, adotando uma postura um tanto condizente com a situação do carro. Mal e mal chegou na zona de pontuação e saiu da linha de frente da McLaren de maneira estranha, dando seu lugar para o jovem Stoffel Vandoorne.

Talvez, se Alonso não se contentar com o que ver em 2017 veremos Button de volta. Pode ser esta a tática do veterano inglês que relegou-se a função de piloto de testes (de luxo, diga-se de passagem).

47 – Stoffel Vandoorne

Foi uma corrida apenas, mas Vandoorne mostrou que tem bala na agulha e saiu com um ponto no Barhein. Agora, tem lugar fixo na McLaren para mostrar o que sabe Steven Tee/LAT

Foi uma corrida apenas, mas Vandoorne mostrou que tem bala na agulha e saiu com um ponto no Barhein. Agora, tem lugar fixo na McLaren para mostrar o que sabe (Steven Tee/LAT)

Grata surpresa, um belga na F1 não aparecia desde Thierry Boutsen, no distante 1993 (últimas corridas do piloto, pela Jordan). Foi uma corrida apenas, é verdade, substituindo Alonso depois da panca monumental em Melbourne. No entanto, fazendo valer o voto de promessa, Vandoorne fez bonito e saiu do Barhein com um ponto na mala.

Estará ao lado de Alonso em 2017, como titular, e se a máquina da McLaren for compatível com uma equipe decente, podemos falar muito mais deste bom belga.


7 – Toro Rosso

Ano de trocas sem sucesso. Depois da perda de Verstappen e com um anêmico motor Ferrari, a Toro Rosso viu-se dar marcha a ré no grid. O lado B da Red Bull não está ajudando muito aos talentos que lá estão

Ano de trocas sem sucesso. Depois da perda de Verstappen e com um anêmico motor Ferrari, a Toro Rosso viu-se dar marcha a ré no grid. O lado B da Red Bull não está ajudando muito aos talentos que lá estão (Reprodução)

De presença constante em boas posições para um ano extremamente improdutivo. A temporada de 2016 foi muito mais amarga que a turma B da Red Bull esperava, sobretudo graças aos anacrônicos motores Ferrari do ano anterior e o projeto comum de carro que teve na pista. Acúmulos de abandonos e nenhuma atuação destacada da dupla de pilotos praticamente minaram qualquer chance do team estar na linha de frente neste ano, como foi em 2015 com as atuações de Verstappen.

Alias, foi o golpe da saída de Verstappen que quebrou todas as pernas da Toro Rosso em 2016. A troca inesperada do holandês e a vinda de um depressivo Daniil Kvyat foram o suficiente para minar as chances de um bom ano. No mais, Carlos Sainz Jr. tem se mostrado um bom piloto que merece algo bem melhor. Está sendo lentamente tostado numa estrutura pífia e que não permite que tente andar com as próprias pernas.

Seja lá como for, 2017 não pode ser pior para o time B dos energéticos. Com dois talentos no bojo, o risco de queima-los de vez é ainda mais flagrante este ano. O jeito é fazer um bom trabalho ou, então, tosta-los de vez.

55 – Carlos Sainz Jr.

Já há algum tempo Sainz está pedindo uma chance maior em outra equipe. No entanto, preso no esquema da Red Bull, tem que se virar com o que tem com o material que lhe sobra. Este ano, uma coleção de problemas e alguns pontos apenas

Já há algum tempo Sainz está pedindo uma chance maior em outra equipe. No entanto, preso no esquema da Red Bull, tem que se virar com o que tem com o material que lhe sobra. Este ano, uma coleção de problemas e alguns pontos apenas (Getty Images)

Reconhecidamente, o espanhol é bom piloto. Sainz mostrava muito bem isto em 2015 mesmo ofuscado pelas atuações chocantes de Verstappen, com o qual fazia par naqueles idos. Talvez este ano, vendo a anemia crônica do team diante de um projeto fraco e com motor Ferrari sem futuro, desanimou-se um pouco e quase não apareceu nas provas, somando alguns uteis pontos ao menos.

No entanto, o que pode estar prendendo o talentoso filho da lenda do rali, Carlos Sainz, é justamente o esquema tostador da Red Bull. Sainz Jr. já havia demonstrado o interesse para guiar pela Renault em 2017, sendo vetado sem mais nem menos. O primeiro desafio do espanhol este ano, se a barca não navegar, é sair dela antes que se afunde de uma vez.

26 – Daniil Kvyat

Um ano de pesadelo. Erros, descontroles e um rebaixamento para o time B. Kvyat sumiu no grid em 2016 e corre o risco de sumir em 2017 se a situação não mudar em algo

Um ano de pesadelo. Erros, descontroles e um rebaixamento para o time B. Kvyat sumiu no grid em 2016 e corre o risco de sumir em 2017 se a situação não mudar em algo para o lado do russo (Getty Images)

Está queimado. Não há argumentações plausíveis que justifiquem o ano terrível que o russo favorito de Putin teve na categoria. Chutado da Red Bull depois dos incidentes do início do ano – e bem substituído por Verstappen – Kvyat teve de digerir o rebaixamento humilhante para a equipe-satélite. Foi duro, mostrou algum sinal de recuperação mas nada de animador.

Se aguentar até o fim de 2017, pode considerar uma vitória, afinal para as línguas da categoria, Daniil é apenas uma sombra do que poderia ser e demonstrara na temporada anterior.


8 – Haas

Exemplo de bom trabalho em ano de estreia. A Haas fez um ano decente e dentro das possibilidades, embora na metade de 2016 os rumos do team já se voltaram para a temporada seguinte. Ainda assim, motivo de palmas pela competencia

Exemplo de bom trabalho em ano de estreia. A Haas fez um ano decente e dentro das possibilidades, embora na metade de 2016 os rumos do team já se voltaram para a temporada seguinte. Ainda assim, motivo de palmas pela competência (Getty Images)

Ao menos, uma estreante com decência. Oitavo lugar nos construtores, 29 pontos e até mesmo um galardão do G&M para Romain Grosjean depois da atuação consistente no Barhein. A Haas não é uma aventureira qualquer, esperou para entrar no circo e, quando o fez, fez com uma excelência considerável, rara em equipes estreantes na categoria. No fim, merece palmas pelo que fez este ano.

Mas nem tudo pode ser dito que foi as mil maravilhas. No meio do ano, a equipe abandonou o projeto do carro vigente e preferiu concentrar esforços para a preparação de 2017. Um fator que pode ter contribuído para a queda de desempenho e o sumiço de Grosjean dos holofotes. Ainda como parceira técnica da Ferrari, a esperança que a Haas deve ter é de um remelexo bom no grid para seu crescimento ser comprovadamente dito, para valer o dinheiro investido pelos americanos no team.

No entanto, por 2016, merece palmas pela competência, rara num time totalmente novo na categoria.

8 – Romain Grosjean

Depois de alguns anos perturbados, um momento para se dedicar a um projeto. Grosjean somou pontos e teve atuação destacada no Barhein. Está reconstruindo uma carreira que parecia fadada ao esquecimento

Depois de alguns anos perturbados, um momento para se dedicar a um projeto. Grosjean somou pontos e teve atuação destacada no Barhein. Está reconstruindo uma carreira que parecia fadada ao esquecimento (Getty Images)

Quando 2015 acabou, o francês estava condenado depois de corridas pífias e apenas um pódio na Bélgica, em parte conseguido num dia iluminado da antiga Lotus e em outra bem grande pelo talento que tem. Teve quem bateu o martelo que Romain acabaria seu sepultamento em 2016, quando estaria num time estreante e ainda mais pífio que a equipe que deixara e que pintaria-se de amarelo para voltar a ser Renault.

Mas quem cantou a pedra da morte teve de engolir o ressurgir do garoto. Com ótimas atuações e contribuindo muito para o desenvolvimento da Haas dentro do circo, Grosjean mostrou aquilo que muitos esperavam dele há tempo, sem contar que demonstrou ser um piloto prestativo, justificando o ânimo exaltado na transferência para o cercado americano.

O desejo é que a evolução continue, Romain é bem cotado para continuar surpreendendo.

21 – Esteban Gutierrez

Literalmente queimado. Na sua volta a F1, Gutierrez se apequenou e pouco fez. Terminou o ano zerado, brigado com a equipe e sem pontos. Péssimo investimento de Carlos Slim

Literalmente queimado. Na sua volta a F1, Gutierrez se apequenou e pouco fez. Terminou o ano zerado, brigado com a equipe e sem pontos. Péssimo investimento de Carlos Slim (Reprodução)

Enquanto Grosjean crescia a olhos vistos, o protegido de Carlos Slim terminava de enterrar-se de vez na categoria. Inconstante, afobado e sem nenhum brilho, Gutierrez foi o único erro da Haas em todo o ano, já que suas qualidades como piloto já tinham sido minadas em 2014, quando viveu o calvário da Sauber.

Saiu brigado do time e foi tarde, talvez señor Slim deveria pensar melhor onde investe seu rico dinheirinho.


9 – Renault

Das cinzas da Lotus, a Renault regressou a categoria como time próprio. Mas quem se preocupava só com a cor amarela teve mais motivo para estar de cabelo em pé. Carro velho e ruim, motor fraco e pilotos complicados, os únicos disponíveis no mercado

Das cinzas da Lotus, a Renault regressou a categoria como time próprio. Mas quem se preocupava só com a cor amarela teve mais motivo para estar de cabelo em pé. Carro velho e ruim, motor fraco e pilotos complicados, os únicos disponíveis no mercado. Para uma volta, um ano terrível (Reprodução)

Todo mundo estava tremendo de medo com o fato da Renault ameaçar não vir de amarelo para o grid, o que seria uma ofensa aos puristas na sua volta a categoria como time próprio pela terceira vez. No entanto, quem tremia de medo no começo da temporada deu de ombros ao fim dela ao descobrirem a esquadra francesa com um quindim passado nas mãos. Foi um ano de pesadelos, totalmente aquém do que se esperava da estrutura que tinha.

O carro era velho, baseado no modelo anterior da re-finada Lotus. Se não fosse a mão amiga da TAG para desenvolver o engenho provavelmente teria feito um ano ainda pior na tábua de pontos. No entanto, se há uma coisa que salva a equipe de todos os erros é que, para o ano que tinha, faltou piloto. A inconstância da dupla de 2016 foi marcante e pode ser usada como desculpa para uma temporada ruim.

Para os herdeiros de Jean Sage, é ponto de honra construírem uma máquina decente para 2017. Caso contrário, fechem a garagem de uma vez para não envergonhar ainda mais um nome tão histórico para a categoria como o da Renault.

20 – Kevin Magnussen

De volta numa equipe depois da passagem decepcionante pela McLaren, Magnussen foi uma espécie de líder da Renault na pista. Fez o que pode, mas faltou algo mais diante uma situação tão adversa Charniaux / XPB

De volta numa equipe depois da passagem decepcionante pela McLaren, Magnussen foi uma espécie de líder da Renault na pista. Fez o que pode, mas faltou algo mais diante uma situação tão adversa (Charniaux / XPB)

Depois de ser torrado pela McLaren, o herdeiro de Ian regressou a categoria para, novamente, ser tostado tal como uma torrada com mostarda. Se esperava muito mais de Magnussen, que notadamente tinha a posição de comando dentro da equipe por ser mais experiente. Salvou alguns pontos mas nada que salvasse-o do calvário e da posição de estrela morta do grid.

Terá Grosjean ao seu lado em 2017, quando estará sentado nos bólidos da Haas. No entanto, vai ter que suar muito para se igualar ao francês dentro do american team, caso contrário, poderá ser o martírio final de Kevin na categoria.

30 – Joylon Palmer

Um roda presa cujo apenas o pai o acha um injustiçado. Palmer passou o ano escondido, sem atuações decentes e causando acidentes ou incidentes nas pistas. Como estará na Renault em 2017 chega a ser uma proeza

Um roda presa cujo apenas o pai o acha um injustiçado. Palmer passou o ano escondido, sem atuações decentes e causando acidentes ou incidentes nas pistas. Como estará na Renault em 2017 chega a ser uma proeza (Getty Images)

Apenas seu father, o ex-piloto e médico Jonathan Palmer, o vê como um talento ignorado. Na pista, Joylon é ignorado mesmo por não ter atributo nenhum para mostrar para ninguém. Fora os incidentes na pista, o filho de Dr. Jonathan foi uma catástrofe pior que as estatísticas que tinha de categorias inferiores.

Como está na Renault para o próximo ano ainda é um caso de choque. Talvez por falta de opções para os franceses. No entanto, será vitória se aparecer mais vezes entre os dez primeiros em 2017. Só isso.


10 – Sauber

Um ano para esquecer. Sofrendo com a falta de dinheiro e um projeto mal concebido, a Sauber salvou o orçamento com um nono lugar no Brasil. Durante o ano, toda a sorte em problemas financeiros

Um ano para esquecer. Sofrendo com a falta de dinheiro e um projeto mal concebido, a Sauber salvou o orçamento com um nono lugar no Brasil. Durante o ano, toda a sorte em problemas financeiros (Getty Images)

Apenas dois pontos e algum dinheiro no pirex. Para os suíços, 2016 será aquele ano em que todos os pesadelos vieram ao mesmo tempo. Projeto atrasado, mal-desenvolvido, sombras dos problemas com Giedo Van der Garde e, o pior, falta de dinheiro gritante. Se havia algum problema a mais para adicionar na conta da Sauber na temporada passada ninguém sabe. Talvez o arroz queimado no almoço, mas este não sabemos se houve.

Foi um ano em que a equipe teve mais que debelar problemas do que correr de verdade. Marcus Ericsson conseguiu andar mais vezes a frente do companheiro mas, ainda assim, assistiu a Felipe Nasr salvar o ano vigente e o próximo com uma atuação digna de palmas no Brasil, com a façanha do nono lugar numa pista difícil. Fora isso, a única alegria deve de ser os trocados que receberão pela pontuação, que devem ajudar o orçamento do team a não cair no vermelho em 2017.

Se vai sobreviver para os próximos anos, ai já são cenas para os próximos capítulos.

9 – Marcus Ericsson

Alguém gostaria de um safety-car man na sua equipe? Ericsson andou melhor que no último ano, mas ainda assim discreto e sem pontos

Alguém gostaria de um safety-car man na sua equipe? Ericsson andou melhor que no último ano, mas ainda assim discreto e sem pontos (Reprodução)

Comprovadamente um dos três piores pilotos do ano, o sueco passa longe de ser sucessor, no seu país, de Stefan Johansson (porque comparar com Ronnie Peterson seria sacanagem). Ericsson, ao menos, conseguiu se destacar em algumas atuações diante de Nasr, mas ficou literalmente no zero com relação a pontos. Provavelmente deve ter bons patrocinadores para se manter no time, caso contrário seria um caso sério para se chutar do team.

Afinal, quem quer um eterno safety-car man na sua equipe?

12 – Felipe Nasr

Não fosse a persistência, a Sauber acabaria sem pontos. Mesmo assim, Nasr ainda tem a vaga ameaçada na equipe. Nada de excepcional, atuações discretas e sem brilho também contribuiram para o cenário

Não fosse a persistência, a Sauber acabaria sem pontos. Mesmo assim, Nasr ainda tem a vaga ameaçada na equipe. Nada de excepcional, atuações discretas e sem brilho também contribuíram para o cenário (Getty Images)

O único mérito do brasiliense se resguarda a atuação no Brasil, onde salvou dois pontinhos míseros para tio Peter, o que vai ajudar muito no caixa do team. No entanto, nada que salve-o de uma possível degola. É um piloto que iludiu muito jornalista ufanista e que pouco demonstrou em condições normais de corrida. Se estiver fora da equipe em 2017 não surpreenderá,

Nasr tem muito a aprender ainda sobre o que é mesmo a F1, e sem ditas sabotagens.


11 – Manor

O início do ano prometia muito. Ficou no nanismo, mas terminou a temporada mais decentemente e com um ponto no bolso. Um ano mais tranquilo para a pequena Manor

O início do ano prometia muito. Ficou no nanismo, mas terminou a temporada mais decentemente e com um ponto no bolso. Um ano mais tranquilo para a pequena Manor (Getty Images)

Não dá para esconder, esperava-se muito mais do time que renasceu das cinzas e tinha dentro do capô um possante engenho Mercedes e, nos cockpits, um promissor alemão. No entanto, ainda assim não foi o ano que se cantava para a turma do azul-e-laranja, porém chegar ao fim de uma temporada sem incertezas e nem a ameaça de falência é uma grande vitória para a nanica sobrevivente.

A Manor ainda é uma pequena, não faz aquela diferença no grid e é a autentica fecha-grelhas da década. No entanto, em comparação a outros anos, o team ganhou confiança e solidez, não tem mais carecido de um mecenas para salvar a pele e pode, até mesmo, sonhar um pouco mais tranquilamente para os próximos anos.

A dupla para 2017 ainda não está fechada, mas provável que sejam dois outros promissores pilotos que irão aprender – da maneira mais dura, claro – o que é a F1.

94 – Pascal Wehrlein

Autor do único ponto da equipe no ano, Wehrlein é cria da Mercedes e fez o que deu com um carro limitado. Se mostrou pronto para o time alemão, mas deve acabar na Sauber (

Autor do único ponto da equipe no ano, Wehrlein é cria da Mercedes e fez o que deu com um carro limitado. Se mostrou pronto para o time alemão, mas deve acabar na Sauber (Getty Images)

O jovem alemão filho do DTM foi a grata surpresa da Manor para o ano. Vindo na bagagem da Mercedes, Wehrlein fez um ano condizente com o carro que tinha, não permitindo ilusões. Saiu com um bom ponto marcado na Áustria e com alguns tapinhas de incentivo nas costas, o que faz bem para a auto-estima de um estreante.

No entanto, o fim de ano de Pascal foi até mais agitado do que a temporada em si. Envolvido na sinuca do efeito Rosberg, ele foi cotado e até se mostrou pronto para o trabalho na Mercedes, mas o destino dele deverá ser a Sauber, que pode significar um erro incorrigível se acontecer.

31 – Esteban Ocon

Outra estrela da Mercedes que chegou chamando atenção, mas que se resignou pelo carro limitado: Ocon tem futuro e estará o construindo nos bólidos da Force India

Outra estrela da Mercedes que chegou chamando atenção, mas que se resignou pelo carro limitado: Ocon tem futuro e estará o construindo nos bólidos da Force India (Reprodução)

O francesinho chegou fazendo barulho e com fama vinda da GP3 e da DTM. Ocon foi bem falado  na sua estreia na Bélgica, mas não podia fazer muito graças as limitações da Manor. Em corrida, sua melhor colocação foi um 12º lugar no Brasil, isto depois de ter passado parte da corrida nos pontos.

Promete muito para a Force India em 2017 e será um grande teste para o já experiente Sérgio Perez.

88 – Rio Haryanto

Tendo apenas uma petrolífera no bolso, Haryanto nada fez de útil na passagem pela Manor. Conseguiu ser o mais lento do grid

Tendo apenas uma petrolífera no bolso, Haryanto nada fez de útil na passagem pela Manor. Conseguiu ser o mais lento do grid (Reprodução)

De promessa da GP2 a um tal zé ninguém na Manor. Mesmo com um carro razoável (mas limitado) nas mãos, Haryanto muito pouco fez, a não ser ocupar um papel medíocre durante sua passagem curta na F1. Praticamente bancado por uma petrolífera da terra natal – a Indonésia – Rio teve seu ponto final decretado na Alemanha.

Teve um 15º lugar em Mônaco como melhor resultado e nada mais.


G&M GALARDÕES DO ANO:

Menino de Muzambinho do ano (melhor piloto): Max Verstappen (Red Bull)

Você ainda achava que não seria ele? Tirando identidade de lenda e promessa de briga em 2017, Verstappen está em pleno crescimento, calando os críticos e mostrando que ainda há raça na pilotagem na F1 (Getty Images)

Você ainda achava que não seria ele? Tirando identidade de lenda e promessa de briga em 2017, Verstappen está em pleno crescimento, calando os críticos e mostrando que ainda há raça na pilotagem na F1 (Getty Images)

Alguma dúvida? Impossível ficar inerente ao que se viu na pista protagonizado por este holandês abusado e talentoso. Desde 2015 a pedra de que será um futuro campeão continua sendo cantada mais forte do que nunca. Este ano não foi diferente, e com um plus: Além de estar no time principal da Red Bull faturou sua primeira vitória com extrema autoridade: O GP da Espanha, sob palmas castelhanas merecidas.

Este ano – e dependendo muito da máquina que o time austríaco preparar – o grande teste tendo uma temporada completa no time do touro paraguaio. Enquanto ela não vem, fiquemos com os melhores momentos do menino prodígio na F1 este ano.

Do jovem garoto mais novo de todos a candidato a lenda:


Trofeu Dave Walker (Pior piloto do ano): Joylon Palmer (Renault)

Discreto, sem ousar, causando incidentes e acidentes. Como Palmer estará na Renault em 2017 é um grande mistério, já que nada de bom mostrou nos grids este ano

Discreto, sem ousar, causando incidentes e acidentes. Como Palmer estará na Renault em 2017 é um grande mistério, já que nada de bom mostrou nos grids este ano (Reprodução)

Nem mesmo a Manor e nem a caquética Sauber conseguiram produzir um roda-presa tão elementar quanto o inglês da Renault. É cruel? Talvez, mas não dá pra deixar passar o ano calamitoso de Joylon Palmer na Renault. Nem mesmo Gutierrez – que acabou o ano zerado ante o colega de equipe, Grosjean – superou. Atuações pífias, um ponto apenas contra sete de Magnussen com o mesmo carro, acidentes e situações complicadas na pista para endossar o currículo.

Faltou tudo, muito além do carro, para o filho de Dr. Jonathan. Surpreende o fato de estar na Renault para 2017, mas o melhor é que faça bem mais para não acabar como bicampeão desta categoria infame.


Trofeu Draga (Decepção do Ano): Ferrari e Sebastian Vettel

2016 terminou e o título não veio. Um carro deficiente e os chiliques de Vettel marcaram o ano da Ferrari, que prometia ser rosso e acabou prateado como sempre

2016 terminou e o título não veio. Um carro deficiente e os chiliques de Vettel marcaram o ano da Ferrari, que prometia ser rosso e acabou prateado como sempre (Getty Images)

Sem dúvida, a draga do ano nas grelhas de 2016. Depois de gargantear que não podia sair da temporada sem o título de pilotos e construtores, a Ferrari terminou o ano vermelha de vergonha sucumbindo a falta de competitividade diante da Mercedes e o crescimento da Red Bull. Carro difícil, equipe desestabilizada e pilotos rendidos aos problemas.

Pior, Vettel conseguiu se colocar em dúvida quanto a sua capacidade de pilotar com competitividade. Isto quando não estava gritando cobras e lagartos com alguém na pista. Uma atitude desesperada que não condiz com alguém que tem nas contas apenas quatro títulos mundiais.


Trofeu Nelson Piquet (Melhor Ultrapassagem): Max Verstappen X Alguns (GP do Brasil / Interlagos)

Não dá pra escolher só uma. Elas dominaram os top 10 dos melhores passões do ano. A atuação do pequeno Verstappen na maloca encharcada de Interlagos fez brotar ultrapassagens fantásticas uma atrás da outra. Um verdadeiro show de gala justificando a frase de Tião Carreiro & Pardinho, aquela do homem até debaixo d’água.

Para quem não viu, veja só como foi (e revejam para quem gosta de bons repetecos). Destaque para os passões em Rosberg, Vettel e Perez:


Melhor GP do Ano: Áustria (Red Bull Ring / Spielberg)

Rosberg leva a asa dianteira de arrasto na Áustria. Resultado dum dos lances mais malucos da temporada do GP mais alucinante do ano

Rosberg leva a asa dianteira de arrasto na Áustria. Resultado dum dos lances mais malucos da temporada do GP mais alucinante do ano (Getty Images)

A Espanha teve o ingrediente do salseiro dos prateados, no Brasil a chuva fez tudo ficar bonito, mas contemplar as disputas intensas nas curvas rápidas de Spielberg foi o grande barato do ano. Da primeira a última volta, não tinha quem pudesse bater o martelo com tantas ultrapassagens e alternativas. Vettel estourando pneu e currupiando na reta, a briga psicológica de Hamilton e Rosberg (que vivia o momento mais complicado na temporada), Button largando e pulando em segundo com a McLaren, Verstappen sendo ele mesmo… Que dia!

É claro, tem que se considerar – e muito – os GPs do Brasil (chuva e clima de futebol de fim de semana) e da Espanha (a salada dos prateados e a primeira de Max) também. Grandes provas que salvaram o ano do marasmo constante que seria se não fossem elas.

Não deu pra achar o vídeo dos melhores momentos (clique ai, o vídeo na Globo Play), mas talvez a corrida se resuma – entre tantos lances – num lance apenas:


Pior corrida do ano: Azerbaijão (GP da Europa / Baku)

O famigerado trecho do castelo, a única coisa interessante do trenzinho da pista de Baku, o sonífero do ano

O famigerado trecho do castelo, a única coisa interessante do trenzinho da pista de Baku, o sonífero do ano (Getty Images)

Outro daqueles lugares estranhos onde Bernie Ecclestone resolvida dar uma parada para fazer um GP. Chamando a atenção pelo trecho do castelo – o mais estreito da F1 – o GP na capital do longínquo Azerbaijão se resumiu apenas a este trecho da pista. O resto que se viu foi um trenzinho monótono e sonolento, tendo a vitória de Rosberg (que deve ter acabado a prova bocejando).

Não vale vídeo nessa. A não ser que precises de um sonífero de uma hora para tombar nos braços de Morfeu…


Considerações finais:

Bom, assim (finalmente!) encerramos o que vimos em 2016, já guardando a ansiedade para 2017 e suas novidades em cada cantinho da categoria. Novo regulamento, pilotos em times novos, outros buscando a glória, novos carros… Enfim, que este ano não seja, ao menos, um sonolento baile da Mercedes. É difícil acreditar nisso, mas o sinal da largada tem a mesma cor da esperança: Verde.

E não é só, tem a MotoGP com mudanças grandes no grid, a Indy em busca da glória perdida e novas categorias no radar. Crônicas histórias ainda nestas férias e listas, listas e mais listas. Você que não vive sem gasolina nas veias nem na folga, junte-se com a gente e vamos esperar juntos o start da F1 em 26 de março, na simpática Melbourne, Austrália.

Até breve, amigos!

Um comentário sobre “Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

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