Gramming & Marbles (Indy): Os aprontes para 2017. Domínio da Penske continua?

Quem pode parar a Penske? O que fará Newgarden na casa de tio Roger? Os brasileiros vão voltar as cabeças neste ano? Os detalhes do que vem ai em 2017 no mundo da Indy em destaque neste domingo no G&M (Reprodução)

Quem pode parar a Penske? O que fará Newgarden na casa de tio Roger? Os brasileiros vão voltar as cabeças neste ano? Os detalhes do que vem ai em 2017 no mundo da Indy em destaque neste domingo no G&M (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Bem amigos…opa, aqui não! Deixa esse bordão para outra categoria…

Dia 12 de março, daqui duas semanas portanto, começa a temporada 2017 da F-Indy. Nos dispensamos de fazer um resumo do que aconteceu ano passado, o arquivo d’A BOINA está aí para o leitor consultar. Sim, somos preguiçosos. Mas achamos mais interessante abordar a temporada que está por vir, com as principais novidades para o ano e um perfil de cada time.

Será que Josef Newgarden luta pelo título agora que está na Penske? Será que a esquadra do tio Roger continuará dominando? Quais as chances dos brasileiros e o quê mudou no regulamento? Você descobre agora!

E, só adiantando… A Indy (infelizmente) não abandonou os kits aerodinâmicos para 2017. Logo, não fez uma mudança tão radical quanto a F1. Porém, algumas regras foram alteradas e vamos dar uma resumida nessas mudanças para começar:

– Qualificação

Em qualificação, novidades: Mais um jogo de pneus é uma delas (Reprodução)

Em qualificação, novidades: Mais um jogo de pneus é uma delas (Reprodução)

Os treinos classificatórios não passam na TV aqui no Brasil, então não vamos detalhar muito essas alterações. Basicamente em alguns eventos – Phoenix e Gateway por exemplo – a Indy colocou o treino classificatório no domingo de corrida. As provas nesses lugares são realizadas à noite, e o treino será feito de tarde.

Outra questão envolve a classificação da rodada de dupla de Detroit, que terá esquema diferenciado, com os carros divididos em dois grupos, cada grupo tendo 12 segundos para marcar sua volta rápida.

E mais uma mudança que só se aplica aos treinos classificatórios, as equipes receberão um quarto jogo de pneus mais macios no treino.

– Botão Push To Pass

Push to Pass mudou e pode gerar mais ultrapassagens em 2017 (Reprodução)

Push to Pass (botão verde a esquerda) mudou e pode gerar mais ultrapassagens em 2017 (Reprodução)

A principal mudança para 2017. Até então o botão que adiciona 60HP para os carros durante a corrida tinha um número determinado de utilizações. Agora ele terá um limite de tempo. Serão 150 segundos de boost em St. Pete, Detroit e Sonoma, e 200 segundos nas outras pistas.

Ou seja, o piloto pode apertar o botão quantas vezes quiser, até gastar o tempo total de uso e poderá desistir do boost no meio de uma manobra, guardando segundos de maior potência para uma próxima oportunidade. Por fim, o P2P não poderá ser utilizado nas largadas ou relargadas, exceto em relargadas com duas voltas para o fim da prova. A ver como vai funcionar na prática…

Mudanças devidamente explicadas, vamos ao que interessa, nossa apresentação das equipes e pilotos. Começamos por um time que promete para essa temporada:


Foyt-Chevy

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Possibilidades: Pódios e surpresas
Pilotos: Conor Daly e Carlos Munõz

É tudo novo na Foyt em 2017. A equipe migrou para os motores Chevrolet e trocou a dupla de pilotos. Perderam o Samurai Voador Takuma Sato e se livraram do barbeiro Jack Hawcksworth. Para esse ano a equipe vem com Conor Daly e Carlos Muñoz, dupla muito talentosa que pode levá-los de volta aos pódios.

Olho na Foyt! Equipe pode surpreender os "front-runners" (Reprodução)

Olho na Foyt! Equipe pode surpreender os “front-runners” (Reprodução)


Andretti-Honda

16976156_1357906580933751_586156714_nPossibilidades: No mínimo, melhor que 2016
Pilotos: Takuma Sato, Marco Andretti e Ryan Hunter-Reay

Uma das maiores decepções do ano passado, a Andretti trocou Muñoz por Sato com a Foyt e manteve Ryan Hunter-Reay e Marco. O filho de Michael vêm de uma temporada simplesmente sofrível, enquanto Hunter-Reay é um grande talento dentro de uma organização que esteve perdida no ano passado, quando ainda viu sua subsidiária faturar as 500 milhas de Indianápolis.

Pouca pressão? Marco precisa honrar o sangue que corre em suas veias (Reprodução)

Pouca pressão? Marco precisa honrar o sangue que corre em suas veias (Reprodução)


Andretti/Herta-Honda

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Possibilidades: Pontos e pódios
Piloto: Alexander Rossi

E por falar em subsidiária da Andretti… A equipe comandada por Brian Herta conseguiu segurar Alexander Rossi, o vencedor da Indy 500. O jovem piloto deixou evidente que ainda tem uma missão a cumprir na F1, mas por enquanto ficou na América.

Seria demais querer uma surpresa como a do ano passado, mas ele mostrou potencial para ser mais que o piloto de uma corrida só.

Será que ele pode fazer de novo? (Reprodução)

Rossi estará mais um ano na Andretti-Herta. Agora, quanto a Indy 500… será que ele pode fazer de novo? (Reprodução)


Ganassi-Honda

16923611_1357906747600401_1083578159_nPossibilidades: Vitórias
Pilotos: Max Chilton, Scott Dixon, Tony Kanaan, Charlie Kimball

Kimball e deus Chilton continuam, o que na prática significa que eles só podem contar com Dixon e Kanaan. Ambos tiveram muito azar em 2016: O brasileiro poderia ter vencido pelo menos uma prova, e Dixon teve quebras cruciais que minaram sua campanha.

A equipe fez uma manobra arriscada ao trocar o kit Chevrolet pelo Honda. Vamos ter que esperar para saber se vai dar certo.

Kanaan e Dixon preocupados: Ganassi pode ficar pra trás em 2017 (Reprodução)

Kanaan e Dixon preocupados: Com a troca para o pacote da Honda, Ganassi pode ficar pra trás em 2017 (Reprodução)


Dale Coyne-Honda

16923698_1357906617600414_1178505888_nPossibilidades: Coadjuvante
Pilotos: Sébastien Bourdais e Ed Jones (Novato)

A tradicional (e sempre pequena) Dale Coyne trouxe Sébastien Bourdais para essa temporada. O francês já havia trabalhado para o time em 2011 e agora chega para substituir Conor Daly. Mas a grande novidade mesmo é o outro piloto: Ed Jones, campeão da Indy Lights, é o único rookie inscrito nesse início de temporada e pode ser mais uma revelação da Coyne.

Os resultados da equipe foram bastante minguados em 2016 e já seria lucro repetirem o pódio de Daly em Detroit.

Ed Jones é o único calouro da temporada (Reprodução)

Ed Jones é o único calouro da temporada (Reprodução)


Dreyer & Reinbold-Chevrolet (Indianapolis apenas)

Possibilidades: Bater
Piloto: Sage Karam

Por enquanto é a única equipe confirmada daquelas que só correm em Indy. No ano passado, o único destaque foi o patrocínio da oficina Gas Monkey, famosa no Brasil pelo reality Fast ‘n Loud (Dupla do Barulho, na tradução a la Sessão da Tarde do Discovery). Como Richard Rawlings tem fama de pé frio, não escapou de ver o jovem e aloprado Sage Karam carimbar o carro na curva 1 de Indy, isto quando o garoto estava entre os primeiros da prova, fato raro!

Devem aparecer mais. Karam é barbeiro e perigoso demais até para Indianápolis. Então, se tio Rawlings quer economizar uns tostões e a própria imagem, é melhor fechar a carteira (ou não?)

Sage Karam e aquela cara de quem vai fazer m#%$@

Sage Karam e aquela cara de quem vai fazer m#%$@ (Reprodução)


Carpenter-Chevrolet

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Pilotos: Spencer Pigot (Exceto em ovais), Ed Carpenter (Somente em ovais) e J.R. Hildebrand

A Carpenter perdeu muito com a saída de Josef Newgarden. Pigot e Hildebrand ainda estão em fase de treinamento e Ed pouco conseguiu fazer nos ovais (com exceção honrosa para seu desempenho no Texas).

Se conseguirem pódio já é lucro. Muito lucro se considerar que Hildebrand adora achar um acidente em momentos decisivos. Indianápolis que o diga…

Sem Newgarden, a Carpenter vai depender da juventude de Hildebrand...

Sem Newgarden, a Carpenter vai depender da juventude de Hildebrand…

 ...e Pigot

…e Pigot (Reprodução)


Rahal/Letterman/Lanigan-Honda

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Pilotos: Graham Rahal e Oriol Serviá (Somente Indy, Detroit e Texas)

A equipe da lenda Bobby Rahal segue apostando no herdeiro para brilhar. Graham foi um dos pilotos mais combativos em 2016, mas seus exageros custaram uma possível vitória em Barber. Em compensação, o triunfo no Texas foi fantástico.

Oriol Serviá aparecerá no meio do ano. O espanhol de 42 anos tem boa experiência e pode ajudar no acerto do carro nas provas ovais. Mais vitórias podem vir em 2017, especialmente se Rahal controlar melhor seu ímpeto.

"Rahal Letterman", no puro sentido da palavra Reprodução)

Rahal-Letterman, no puro sentido da palavra (Reprodução)


Schmidt Peterson-Honda

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Pilotos: James Hinchcliffe e Mikhail Aleshin

A Schmidt Peterson passou 2016 em branco, primeira vez desde 2012 que o time não ganha pelo menos uma prova. É bem verdade que faltou muito pouco para Hinchcliffe vencer no Texas, e o próprio Aleshin despontou na segunda metade do campeonato e lutou por vitória em Ohio.

Com uma dupla de pilotos interessante, podem beliscar uma vitória, ainda mais agora que Hinchcliffe foi vice-campeão do programa Dancing with the Stars… Brincadeiras à parte, em Indianápolis a equipe terá um terceiro carro, mas o piloto ainda não foi definido.

Hinchcliffe e Sharna Burgess dançando na TV

Hinchcliffe e Sharna Burgess dançando na TV. Faltou pouco pra vencer até na dança (Reprodução)


Penske-Chevrolet

16976596_1357906960933713_93148193_nPossibilidades: Favorita ao título
Pilotos: Simon Pagenaud, Josef Newgarden, Hélio Castroneves, Will Power, Juan Pablo Montoya (Apenas Indy 500)

Enfim…os campeões. A Penske chega para 2017 como franca favorita. O que ninguém sabe é se o francês Simon Pagenaud vai conseguir manter seu título. Isso porque a equipe trouxe um jovem apontado como futuro campeão por muita gente: Josef Newgarden.

E ainda tem Will Power, que lutou com Pagenaud pelo título no ano passado. No meio dessa briga, mesmo com o terceiro lugar geral em 2016, Hélio Castroneves corre o risco de ficar sobrando. O brasileiro pode sofrer bastante em 2017, mas sempre é uma aposta válida, ao menos na Indy 500.

Falando em Indy, Juan Pablo Montoya continua na casa de tio Roger, mas só corre nas 500 milhas após uma temporada bizarra em 2016.

Newgarden de olho no título

Newgarden de olho no título. A revelação de 2016 pode virar a hierarquia da casa de tio Roger de ponta-cabeça (Reprodução)


Perspectivas para 2017:

Procura-se adversário para Penske

Quem pode contra a Penske? Simon Pagenaud fez uma temporada irretocável em 2016 e faturou o título disputando com o colega de esquadra, Will Power. Ao menos, se não tiver aniversário fora do cercado, briga-se com quem está dentro de casa mesmo Reprodução)

Quem pode contra a Penske? Simon Pagenaud fez uma temporada irretocável em 2016 e faturou o título disputando com o colega de esquadra, Will Power. Ao menos, se não tiver aniversário fora do cercado, briga-se com quem está dentro de casa mesmo (Reprodução)

Os testes realizados no oval de Phoenix mostraram um equilíbrio muito grande, com as equipes Chevrolet dominando as sessões vespertinas e os times de propulsor Honda levando a melhor na night.

Mas isso não significa muita coisa, já que o domínio da Penske ano passado se deu muito mais nos desempenhos em circuitos mistos. Com a Ganassi migrando para Honda, parece pouco provável que alguma equipe bata de frente com o velho Roger.

Baixa de guerra: RIP KV Racing.

a vitória de Tony na Indy500 de 2013. KV Racing deixou seu nome na história.

A vitória de Tony na Indy500 de 2013. KV Racing deixou seu nome na história e sua retirada foi sentida pelos fãs (Reprodução)

Kevin Kalkhoven e Jimmy Vasser encerraram as operações da KV Racing após 14 anos de corridas e sete vitórias (Incluindo o triunfo de Tony Kanaan na Indy 500/2013).
Em nota divulgada à imprensa, Kalkhoven agradeceu aos fãs e disse que sua idade avançada era um obstáculo grande demais para continuar com a equipe. Ele ainda parabenizou os chefões da F-Indy, Mark Miles e Jery Frye, dizendo que fazem ótimo trabalho e que a categoria está em ascensão.

A maioria dos espólios do time foram vendidos para a Juncos Racing, da Mazda Road to Indy. O restante será leiloado.

Brasileiros: Sentimos falta de uma vitória…

Tem livery clássico voltando... O verde 7-Eleven

Tem livery clássico voltando… O verde 7-Eleven retorna para adornar o carro de Tony na Ganassi. O bom baiano tem boas recordações dele, afinal foi com estas cores que, em 2004 faturou o título, além de contabilizar 14 das 17 vitórias da carreira (Reprodução)

Ainda sem novo patrocínio para Scott Dixon após a saída da Target, a Chip Ganassi fechou para as corridas de St. Pete, Long Beach, Indy 500 e Texas com a 7-Eleven para o carro de Tony Kanaan. A marca patrocinava o brasileiro nos tempos de Andretti-Green, quando ele foi campeão em 2004 e conseguiu 14 de suas 17 vitórias.

Esperamos que seja um retorno auspicioso para o bom baiano, muito querido pelos funcionários da empresa. Porém, o ano de 2017 é de incertezas para a equipe Ganassi, que apostou no kit Honda e corre o risco de ficar longe das vitórias…

Helinho ao lado da lenda do "amarelo-Pennzoil", Rick Mears. Veterano de casa pode ter problemas numa esquadra que, agora, conta com a estrela proeminente de Newgarden REprodução)

Helinho ao lado da lenda do amarelo-Pennzoil, Rick Mears. Veterano de casa pode ter problemas numa esquadra que, agora, conta com a estrela proeminente de Newgarden (Reprodução)

Hélio Castronves, por sua vez, segue na Penske, a melhor equipe do plantel. Porém vai ter uma parada dura em 2017: A chegada de Newgarden turbinou ainda mais o line-up do team, que já contava com Pagenaud e Power além do brasileiro. Castroneves teve muitos momentos apagados e alguns de muito azar também, diga-se. Mas vai precisar elevar seu jogo se quiser se destacar.

É isso aí galera, 12 de Março em St. Pete, ou São Petersburgo como queiram, começa a nova temporada da F-Indy e o G&M vai trazer todos os detalhes para você aqui.

Um abraço e até lá!

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