Skol Rock: Livro sobre o festival será lançado nesta quinta

Fabuloso, monumental, único e, claro… com muito Rock nas veias. A história do Skol Rock, que embalou os jovens cabeludos entre 1994 e 1996 agora virou livro, que será lançado nesta quinta a noite com, naturalmente, muito Rock no Ahoy (Caio Santos)

(Assessoria)

Duas décadas depois da última edição do Skol Rock, chega ao mercado editorial o livro que conta a história dos bastidores do evento, considerado o maior festival de rock do sul do Brasil na década de 90 e um dos maiores de todos os tempos. O que muita gente não sabe, é que o evento, que em 1996 ganhou status nacional, foi criado e realizado antes em Blumenau.

O livro que tem como título Skol Rock, o Festival Que Você Não Viu – Os Bastidores traz detalhes desta criação, dificuldades para empreendê-la, curiosidades das bandas nacionais na cidade e a razão do fim do evento. Foi escrito pelo jornalista Fabrício Wolff, idealizador do festival, e será lançado oficialmente nesta quinta-feira, dia 16, no Ahoy Tavern Club, com direito a show de Rock.

(Reprodução)

A partir das 20 horas o autor do livro estará no Ahoy para atender todos aqueles que compraram o livro antecipadamente, através de um sistema online de financiamento coletivo do projeto, assim como todos aqueles que desejarem adquirir um exemplar. Enquanto atende as pessoas, vídeos clipes mostrarão no telão músicas das bandas nacionais que fizeram parte do evento.

O clima deste lançamento literário será de festa e a partir das 22 horas a banda Divergente faz a festa com muito rock. Não poderia ser diferente. Lançamento de um livro que fala de um evento de rock, precisava ter música à altura, brinca Fabrício. Ingressos antecipados a preços especiais podem ser encontrados na Regimar Musical e Be Bop Discos, ambas no centro de Blumenau, bem como na Bruneti do Shopping Neumarkt. Também haverá ingresso à venda na portaria do Ahoy.

Melodias, maluquices e um festival inesquecível

Com 164 páginas de muitas histórias e fotografias coloridas, a obra traz em capítulos um mix de memórias do autor – que como criador e organizador do festival o viveu intensamente, pesquisa em periódicos como o Jornal de Santa Catarina e colaboração de fotógrafos da cidade.

São muitas as histórias contadas, todas de bastidores, fatos que nem o mais assíduo frequentador dos três anos do festival (1994 a 1996) da Prainha (Praça Juscelino Kubitschek) conhecem. Um capítulo bônus ainda fala das tentativas de retomar o evento. Números tanto do Skol Rock quanto da história da Oktoberfest também fazem parte do livro. Quem adquirir o livro e viveu o festival voltará no tempo e conhecerá histórias inimagináveis. Quem não viveu, tem a oportunidade de conhecer um evento que marcou época e fica para a história, acentua o autor.

Outros tempos de uma jovem Blumenau. Com uma cena cultural em ebulição e um escapismo da Oktoberfest, o Skol Rock consolidou um novo embalo na cidade-jardim. A melodia do Rock já permeava pela cidade, em shows em casas noturnas e outros tantos eventos pipocando em vários pontos (Caio Santos)

No lançamento desta quinta-feira o livro terá preço diferenciado. Após, será possível encontrá-lo nas lojas que, agora, estão vendendo os ingressos antecipados para a festa. Até nisso o livro diferencia-se: Ao invés de estar à venda em livrarias, ficará à disposição dos compradores em lojas de discos (Be Bop e Bruneti) e de instrumentos musicais (Regimar Musical). A expectativa é de que nesses locais ele custe R$ 35,00.

Aproveitando, e não menos importante, A BOINA bateu um papo expresso com o amigo do blog e criador da obra, Fabrício Wolff. Veja só:

Eis Fabrício Wolff, o criador da obra e amigo de A BOINA (Arquivo Pessoal)

A BOINA: Como surgiu a inspiração para contar a história do Skol Rock?

Fabrício: De tanto as pessoas me perguntarem fatos sobre o Skol Rock ao longo desses últimos 20 anos. Em qualquer lugar que eu chegasse ou chegue e alguém lembre que eu criei e realizei o festival, tenho que contar pelo menos uma das histórias de bastidores. Imagina a contabilidade disto em duas décadas. Se há tanto interesse assim pelo tema, é porque vale a pena tê-lo em livro. Eu brinco, ainda, dizendo que assim conto várias histórias para todos de uma só vez (risos). Mas o que mais me motivou foi, sem dúvida, deixar registrado na história passagens de um evento que marcou época em Blumenau, em Santa Catarina e até no Brasil – porque depois de termos feito ele nascer aqui em Blumenau, o Skol Rock se tornou nacional a partir de 1996.

A BOINA: Você pertenceu a uma geração que mexia com a cena cultural e musical da cidade nos idos dos anos 90. O que você sente que mudou neste cenário depois do Festival?

Fabrício: Blumenau sempre teve “agitadores culturais”… talvez o maior deles tenha sido Lindolf Bell, nos anos 70 e 80. Ainda nos anos 80, Douglas Zunino, Jorge Cajú e eu acabamos dando nascimento à API, a Associação dos Poetas Independentes. O movimento cultural é naturalmente forte, veja a Temporada Blumenauense de Teatro, que nasceu dos próprios grupos. Eu diria que este “agito cultural” se profissionalizou um pouco. Hoje a dupla Kaiser-Biz, proprietários do Ahoy Tavern Club e sócios da Factory são exemplos disto. Porém hoje os eventos estão muito mais “indoor”, muito mais pagos e menos gratuitos… talvez seja reflexo dos tempos. Nas décadas passadas havia mais romantismo. Era bonito ser independente, era legal confrontar o sistema estabelecido. A maturidade leva a ver que também podemos usar o sistema estabelecido para gerar resultados culturais.

Lindolf Bell, o timboense mais blumenauense que existiu, um dos tantos agitadores culturais daqueles tempos, como Wolff (Arquivo JSC)

Dinho e sua característica vestimenta de Robin, no show dos Mamonas no Skol Rock em 1995. Segundo ele mesmo, numa entrevista dada naquele mesmo outubro, o show na cidade-jardim foi o maior público que tiveram na carreira. A banda acabaria tragicamente em 1996, num acidente aéreo (Antigamente em Blumenau)

A BOINA: É claro que, um festival deste tamanho, deve ter histórias pra mais de mil. E, claro, muitas delas registradas no livro. Pode nos adiantar, mesmo que brevemente ou fazendo suspense, uma delas?

Fabrício: O livro está recheado delas. São 164 páginas de bastidores e emoção que “entregam” como foi concebida a ideia, as dificuldades de conquistar patrocínio, autorização para fazer o evento e a campanha do contra de alguns germânicos mais radicais. Tem muita história sobre as bandas nacionais aqui em Blumenau e a inusitada contratação dos Mamonas Assassinas, que nem constam nos flyers e cartazes do festival. Também conto porque o evento acabou, pergunta que sempre me foi e é feita nas ruas, bares e encontros dos quais participo.

A BOINA: A cena do Rock blumenauense, hoje em dia, ela ainda é vigorosa? Há como dizer que parte disso foi inspirada pelo Festival?

Fabrício: Eu vejo Blumenau com vigor em todos os gêneros culturais, da música à dança, das artes cênicas e plásticas às literárias… Porém esta natural tendência de boa produção cultural, também tem seus momentos de baixa. Eu te digo, sim, que a cena roqueira dos anos 90 foi totalmente inspirada no Skol Rock… Talvez com reflexos ainda na década 2000. Na verdade o festival fez com que muita gente que sonhava aprender a tocar um instrumento, se apressasse para pegar aulas. E aqueles que já tocavam em garagens, quisessem sair para as ruas. Tudo pela vontade, para alguns um verdadeiro sonho, de poder subir no palco do Skol Rock um dia. Isto ficou claro na diferença do número inscrições do primeiro e do terceiro (e último) Skol Rock blumenauense. As bandas proliferaram, multiplicaram-se a olhos vistos…

O Rock na Rua de 2015, lotando a Rua Floriano Peixoto. Uma das saudáveis e felizes tentativas de voltar a agitar o Rock blumenauense (Tami Santos)

A BOINA: Só pra encerrar bem, Onde encontrar o livro, quanto tá custando e quem quiser saber mais pode se comunicar com o amigo por onde?

Fabrício: No lançamento do livro, nesta quinta-feira, dia 16, no Ahoy, ele ainda terá preço especial de R$ 25,00. Depois disso as pessoas poderão encontrá-lo, inicialmente, na Regimar Musical, Be Bop Discos e Bruneti do Shopping Neumarkt pelo preço unitário de R$ 35,00. Talvez ainda coloque em alguma livraria no Shopping Park Europeu. Porém esses três lugares já terão o livro na segunda-feira, dia 20, para venda. E o mais legal é que 230 livros foram adquiridos antecipadamente, pela vaquinha on line, financiamento coletivo da obra. Sobraram poucos exemplares do total de 500 para serem adquiridos.E até isso é interessante: quem adquirir um livro dos bastidores do Skol Rock, será um privilegiado; um em 500 e não um em milhões.

Encontrar-me as pessoas me encontram por aí, por aqui, acolá. Nas redes sociais também… mas é importante lembrar que agora não conto mais as histórias do Skol Rock verbalmente (risos). Para isso, fiz o livro… a não ser que a pessoa queira adquirir um dos meus outros livros. Aí já é outra história…

Então é isso ai. Nesta noite de quinta-feira, Blumenau vai respirar nostalgia nas recordações do Skol Rock, uma história musical que virou livro.

Sucesso ao grande Wolff e, quem tem curiosidade de saber que bicho foi esse na Prainha,  A BOINA recomenda: Adquira seu exemplar. Você não vai se arrepender… Afinal, quem se arrepende quando o assunto é o bom e velho Rock n’ Roll?

Abaixo, a vibe do festival com a banda Utópika, na edição de 1994:
(Vídeo: Naldo Nogueira)

Um comentário sobre “Skol Rock: Livro sobre o festival será lançado nesta quinta

  1. André,
    Parabéns por está bela postagem e com fotos dados e muito mais. Vou um dia desses também postar sobre este assunto, já tenho tudo escrito e programado em meu Blog.
    Quanto ao livro é um momento único, épico e que o Fabrício com muita propriedade vai nos trazer boas noticias.
    Sucesso no lançamento e nas vendas.
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau.

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