Gramming & Marbles (MotoGP): Troca-trocas, Marquez e KTM. As bossas de 2017

Todos contra Marquez, Viñales contra Rossi, Lorenzo contra os problemas da Ducati… Tudo contra tudo num ano que promete ser agitado para a MotoGP. Veja os destaques da temporada 2017, equipes e pilotos (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Vem ai a abertura tão aguardada do que pode ser o mundial mais imprevisível da MotoGP Às vésperas de uma nova temporada, os fãs das motos estão ansiosos para verem na pista os resultados das mudanças mais recentes, especialmente a movimentação de pilotos, Com a exceção da Honda, as grandes montadoras mudaram seus esquadrões e novas disputas pelo poder na categoria-rainha podem surgir.

E as perguntas inquietantes tomam conta da nossa cabeça antes da grande largada na pista arábica do Catar. Afinal, 2017 será um duelo exclusivo entre Marc Marquez e Maverick Viñales? Será que ainda há alguma chance para o doutor Valentino Rossi? E Jorge Lorenzo é carta fora do baralho? E a KTM vai fazer alguma coisa? E as particulares vencerão outra vez este ano?

Para esmiuçar essa e outras questões, aqui está o nosso pequeno guia da MotoGP 2017. Para quem quer chegar bem munido de informações para a prova inaugural, está ai uma sugestão. Vamos aos pormenores:

Mudanças de regulamento

Adeus as asas por medida de segurança. Mudança contestada pela Ducati, que já sente as dificuldades (Reprodução)

Antes de falarmos de equipes e pilotos, é preciso falar da principal mudança de regulamento para a nova temporada: o fim das asas, ou aletas dianteiras. As asinhas da MotoGP estavam cada vez mais evidentes, e com uma influência cada vez maior em termos de performance. Que o diga a Ducati, que não conseguiu se achar na pré-temporada, muito em função da perda de aerodinâmica na sua moto wingless.

O principal objetivo da Federação ao banir os aparatos foi melhorar a segurança. Justificativa contestada pela Ducati, que alegou não haverem registros de acidentes causados por conta das asas. De qualquer forma, as equipes não ficaram paradas e já correm atrás de uma forma de recuperar a pressão aerodinâmica perdida, com as carenagens desenhadas, por exemplo, que estão em desenvolvimento e ainda devem demorar um pouco para aparecerem.

A mesma Ducati já está em busca de uma saída para a falta das asas. Uma estranha carenagem dianteira é uma das ideias (Reprodução)

Equipes e pilotos

Começamos a análise do elenco da MotoGP 2017 pelo time mais carismático. É claro que estamos falando da turma de Noale, a nossa querida Minardi da MotoGP que, por sinal, não quer mais ter a fama de andar no bolo.

Aprilia

Para a trupe de Noale, a ideia é sair do miolo e conseguir algo maior, algo que pode ser meio difícil tendo um estreante e um piloto decadente (Reprodução)

Moto: RS-GP
Pilotos: Sam Lowes #22, Aleix Espargaró #41

A Aprilia chega com várias novidades para 2017. Dupla de pilotos totalmente nova, pintura mais ligada às cores da Itália. Só não veio um patrocinador forte. A moto continua sendo a RS-GP, mas o motor evoluiu: a equipe afirma que ganhou mais torque em baixas rotações sem comprometer a velocidade final.

Resta saber se os pilotos vão dar conta do recado. Aleix Espargaró foi totalmente dominado por Viñales na Suzuki. Sua chegada em Noale certamente representa um downgrade em sua carreira. Já o britânico Sam Lowes vêm de excelente temporada na Moto2, onde venceu duas provas e terminou no quinto lugar geral. Para seu futuro na categoria será essencial dominar um companheiro em baixa.


Ducati

Mesmo com um campeão no guidão, a Ducati inicia o ano preocupada com o desempenho da nova Desmosedici. Vitórias devem demorar a vir, o que preocupa um agoniado Jorge Lorenzo (Reprodução)

Moto: Ducati Desmosedici GP17
Pilotos: Andrea Dovizioso #04, Jorge Lorenzo #99

O time de Bologna está numa encruzilhada: Com a contratação de Lorenzo as expectativas subiram bastante, muitos achando que a Ducati entraria diretamente na briga pelo título em 2017. Mas a proibição das asas e as dificuldades de Lorenzo para se adaptar a GP17 durante a pré-temporada jogaram um banho de água fria na equipe.

Tudo indica que a Ducati não deve lutar por vitórias, pelo menos nas primeiras etapas. Resta saber: Quanto tempo vai durar a paciência do time nessa situação? E Lorenzo, como vai se comportar? E se o espanhol começar atrás de Andrea Dovizioso, muito mais acostumado com as motos da equipe? Dúvidas que martelam o fã da Ferrari em duas rodas, que abre outra temporada sonhando em voltar aos bons dias do passado.


Pramac-Ducati

Na disputa interna da Pramac, melhor para Petrucci, que terá uma máquina zero bala para este ano. Redding terá de se virar com a Desmosedici de 2016, mas a dificuldade sem as asinhas dianteiras da Ducati traz problemas também para a Pramac (Reprodução)

Moto: Desmosedici GP17 e GP16
Pilotos: Danilo Petrucci #9, Scott Redding #45

Por um ponto, Danilo Petrucci bateu Scott Redding no ano passado, quando ambos corriam com a Desmosedici GP15. A diferença mínima deixa Petrucci com a nova GP17 enquanto Redding terá que correr com o modelo de 2016.

A Pramac foi a melhor das equipes clientes da Ducati, conseguindo até um pódio na Holanda, com Redding. O problema é que a própria Ducati não se adaptou bem ao fim das aletas, e isso deve minar o desempenho da Pramac também.


Reale Esponsorama-Ducati

Adeus Avintia, olá Reale. O patrocinador master da equipe agora denomina a equipe de Barberá e Baz, que busca melhores resultados e outras surpresas nas pistas. (Reprodução)

Moto: Desmosedici GP16 e GP15
Pilotos: Héctor Barberá #8, Loris Baz #76

Não se assuste! Este é o novo nome da antiga Avintia para a temporada 2017, assumindo, assim, a identidade de seu principal patrocinador. Héctor Barberá foi bem melhor que o francês Loris Baz, e vai correr com a Desmosedici mais avançada, no caso dessa equipe, a GP16.

Aliás, já que mudaram de nome, bem que poderiam ter colocado um piloto melhor no lugar do francês que pouco fez em 2016.


Aspar-Ducati

Barberá, da Aprilia para as Ducati da Aspar. O espanhol terá a companhia do tcheco Karel Abraham, em mais um ano que promete ser de figuração para a pequena equipe preta-e-branca (Michelin)

Moto: Desmosedici GP16 e GP15
Pilotos: Karel Abraham #17 e Álvaro Bautista #19

Diferete da concorrente Reale, a Aspar mudou completamente seu line-up, trazendo o veterano Álvaro Bautista, da Aprilia, com status de piloto número um. O espanhol vai pilotar a GP16 que a Ducati disponibilizou para o time. A segunda moto, uma GP15, ficara nas mãos do tcheco Karel Abraham, que já teve passagem apagada pela categoria até 2015.

Abraham foi uma escolha de última hora, já que a intenção do time era dispensar o colombiano Yonny Hernández para a chegada de Bautista, mantendo o irlandês Eugene Laverty. Só que ciente de que correria com equipamento defasado em 2017, Laverty se mandou para a Superbike, deixando a equipe com poucas opções.


Honda

A campeã mostra suas armas. Nova moto e as velhas caras, no entanto a chegada de Viñales à Yamaha pode ser uma ameaça em potencial para Márquez. Já Pedrosa, bem… corre até 2018 na Hormiga (Reprodução)

Moto: RC213V
Pilotos: Dani Pedrosa #26 e Marc Márquez #93

A Honda venceu o campeonato com Márquez em 2016, mas ficou evidente em vários momentos que o time de Shuhei Nakamoto não teve a moto mais equilibrada do ano. O título veio graças à excelente visão de campeonato de Márquez, garantindo resultados importantes enquanto seus rivais cometiam erros tentando superá-lo em velocidade pura.

Só que em 2017 a história promete ser mais complicada, pois a chegada de Maverick Viñales na Yamaha pode representar um rival em termos de performance para La Hormiga. Será preciso mais do que pragmatismo para vencer dessa vez.

E Dani Pedrosa? Bom, ele renovou até 2018, nada mais.


Marc VDS-Honda

Um esquadrão. A Marc VDS quer surpreender em 2017, especialmente na categoria-rainha, com os serviços de Jackass Miller e do fiel escudeiro, Tito Rabat, na última moto a direita. No entanto, será que Miller estará em forma para voltar a causar nas contendas? (Reprodução)

Moto: RC213V
Pilotos: Jack Miller #43, Tito Rabat #53

O time brilhou com a vitória histórica de Jack Miller na Holanda em 2016. Só que depois disso o britânico sofreu um acidente nos treinos na Áustria e não se encontrou mais. A expectativa é que Jackass reencontre sua melhor pilotagem para surpreender novamente. Uma coisa é certa: se a pista estiver molhada, temos que ficar de olho nele.

Tito Rabat acabou totalmente ofuscado pelo triunfo de Miller. O espanhol chega com a difícil missão de impressionar a equipe em sua segunda temporada na MotoGP. O que é, em suma, uma tarefa bem ingrata pelo lado das Hondas azuis.


LCR-Honda

De batedor homérico a uma promessa em ascensão. Cal Cruthlow não quer apenas mais um na multidão e conta, para isto, com os competentes serviços de Lucio Cecchinello para surpreender outra vez (Reprodução)

Moto: RC213V
Piloto: Cal Cruthclow #35

O britânico Cal Crutchlow escreveu uma das maiores viradas em 2016, pelo menos em termos de carreira. Até seu segundo lugar na Alemanha, o bretão mal havia pontuado, batendo em várias provas, ganhando o infame apelido de Crashlow no caminho.
Mas veio a segunda metade do campeonato e ele chocou o mundo com duas vitórias sensacionais e outro segundo lugar, além de uma pole-position. Tudo isso em uma equipe privada que só coloca uma única moto no grid.

De candidato a demissão a postulante ao primeiro escalão da categoria, Crutchlow é o cara em quem o veterano Lucio Cecchinello aposta seu dinheiro. Olho nele!


KTM

A novata do grid. Tradicional no motocross e nas categorias de acesso da MotoGP, a KTM pousa na categoria-rainha para tentar também ser grande entre os grandes. Neste primeiro ano, os problemas podem ser normais, mas atualizações já estão a caminho (Reprodução)

Moto: RC16
Pilotos: Bradley Smith #38 e Pol Espargaró #44

Candidata a McLaren da MotoGP, a KTM deve passar por um ano de estréia bastante difícil. Pelo menos foi o que indicaram os testes de pré-temporada. A equipe promete evoluções após as primeiras etapas, até um novo motor já está a caminho. Mas o mais provável é que Bradley Smith e Pol Espargaró terão que ter paciência nessa nova empreitada.

A expectativa não é de grandes resultados. Mesmo com uma dupla experiente, a KTM deve pecar um pouco na estreia na classe rainha. Alguma coisa podem surpreender, mas não crie esperanças. Para repetir os bons desempenhos das categorias de acesso vão ai alguns… anos, talvez, de adaptação e aprendizado.


Suzuki

O que será da Suzuki sem Viñales? No seu terceiro ano de MotoGP, a marca aposta as fichas numa dupla controversa. Um estreante irregular e um aloprado tombador (Reprodução)

Moto: GSX-RR
Pilotos: Andrea Iannone #29 e Alex Rins #42

A Suzuki chega para sua terceira temporada completa na MotoGP como a incógnita entre as grandes. O time conseguiu sua primeira vitória ano passado, com Viñales, mas agora o espanhol não está mais no time. As fichas foram depositadas numa das duplas mais duvidosas do grid, com o sempre imprevisível Andrea Iannone e Alex Rins, jovem espanhol que fez um 2016 irregular na Moto2.

Os desempenhos da pré-temporada sugerem que a equipe terá dificuldades para acompanhar suas rivais. Isso se Ianonne se manter mais em cima da moto do que estatelado no chão, onde esteve várias vezes em 2016.


Yamaha

Aqui reside o maior favoritismo. E, acredite, não é de Rossi. Trata-se do cidadão da motoca #25, Maverick Viñales, que agora tem equipamento para alçar a glória. (Reprodução)

Moto: YZR-M1
Pilotos: Maverick Viñales #25 e Valentino Rossi #46

Em 2016 a Yamaha continuou com o equipamento mais equilibrado do grid. Mas a dupla de pilotos passou longe dessa harmonia. A briga interna entre Valentino Rossi e Jorge Lorenzo rachou o time, o espanhol foi preterido e acusou o golpe, fazendo uma segunda metade de campeonato que beirou o patético, enquanto Rossi foi minado por erros e azares.

Agora Lorenzo é passado, e Rossi está diante de um novo desafio: Maverick Viñales já está muito a vontade na equipe, e botou tempo no italiano em praticamente todos os testes pré-temporada. A imprensa mundial aposta que o Mavecão será o grande rival de Márquez em 2017, praticamente colocando Rossi como carta fora do baralho.

O italiano não parece ter se entendido bem com a versão 2017 de sua M1, mas será que dá para subestimar alguém com seu currículo?


Tech 3-Yamaha 

Sem pilotos depois da KTM limpar seu plantel, a Tech3 refez o time com dois estreantes, sendo um deles o dono do #5 da foto, o bicampeão da Moto2 e bom de braço Johann Zarco (Reprodução)

Moto: YZR-M1
Pilotos: Johann Zarco #5 e Jonas Folger #94

A equipe cliente da Yamaha promete ser uma das histórias interessantes dessa temporada. O time perdeu sua dupla de pilotos para a emergente KTM e foi buscar mão-de-obra na Moto2, trazendo para o grande palco o atual bicampeão da categoria de acesso, o ótimo francês Johann Zarco.

Preterido pela Suzuki, que acabou escolhendo Rins, Zarco prometia ser uma das grandes atrações da temporada, tentando provar que Davide Brivio cometeu um erro.
Porém, quem vem brilhando nos testes até aqui é o outro jovem da equipe, o alemão Jonas Folger, sétimo lugar geral da Moto2.

O alemão e o francês vão fazer um tira-teima curioso em 2017, enquanto a turma das Yamahas negras tenta arrancar alguns pontinhos num plantel complicado.


Eterna reverencia a Big John

Não nos é possível falar pela primeira vez de MotoGP este ano sem lembrar deste mito das duas e quarto rodas que nos deixou, lamentavelmente, no início de março. Eis a reverencia justa ao vulto do inesquecível John Surtees (Dominic James)

Antes de fecharmos este resumão do mundo de duas rodas, é claro que eu e Douglas não poderiamos deixar de prestar a justa e respeitosa reverencia a um mestre das duas rodas e ousou nos transviados anos 60 e dominou também o mundo das quatro rodas: John Surtees.

Inglês de Tatsfield, Big John foi um verdadeiro demônio das duas rodas, verdadeiro exemplo da tradição britânica no motociclismo. O que dizer de sete títulos, sendo três na antiga categoria 350cc (1958, 1959 e 1960) e quatro nas 500cc (1956, 1958, 1959 e 1960). Some ai 38 vitórias em 49 largadas na antiguidade raçuda da MotoGP. É de assustar a grandiosidade de números deste monstro em um curto período de tempo em duas rodas.

Um verdadeiro demônio das duas rodas. sete títulos – três nos350cc e quatro nos 500cc – 38 vitórias em apenas 49 largadas. Meteórico, não? (Reprodução)

Mas Surtees não quis sossegar. Ainda em 1960, navegando em duas rodas, pulou das motos para os charutinhos ao entrar no mundial de F1 com um Lotus. E nada de carro particular, era o de fábrica mesmo, com o selo Colin Chapman de qualidade. Nos primeiros anos, aprendizados, alguns tropeços e nenhum sinal de arrependimento por ter trocado o sucesso nas motos pela aventura nos carros.

E nem tempo teve para se arrepender. Surtees não era um aventureiro a toa. Em 1963, faturou a primeira vitória na Alemanha, já pela Ferrari. Se achavam que era golpe de sorte, o titulo de 1964 mostraria que a teimosia valera a pena. Fora a conquista máxima e histórica, Big John ainda teve a coragem de afrontar il commendatore Enzo Ferrari e conduzir nas duas últimas corridas uma elegante Ferrari em azul e branco. Dois segundos lugares no México e nos EUA.

Não basta ser campeão da F1 depois de apenas quatro anos de adaptação. Desafiar o comendador também foi marca de Surtees, que nas duas últimas corridas de 1964 conseguiu dois segundos lugares com uma elegante Ferrari em azul e branco, cores do North American Racing Team (NART), representante dos italianos nas competições da terra do Tio Sam (Reprodução)

Além da Ferrari, Lotus e times particulares, John emprestou seus serviços a outras equipes, como a lendária Cooper, a Honda em seus primeiros anos na dura vida do circo (a qual conquistou uma vitória épica para os japoneses em 1967, na Itália) e na britaniquíssima BRM. Isto tudo até partir para a aventura de ser dono do próprio nariz. Construiu a própria equipe e por ela correu até se aposentar, como piloto em 1972, numa insólita participação na Itália. O time viveu até 1978, com pouquíssimas glorias.

Big John, na sua última vez acelerando um F1 em corrida, no GP da Itália de 1972. Era o carro do seu próprio time, que resistiu até 1978 e revelou grandes nomes, como José Carlos Pace (abaixo), protagonista de alguns milagres com a máquina azul e branco (Reprodução)

Surtees era um velhinho duro na queda, mesmo na hora mais amarga, quando viu o filho, Henry, morrer fatalmente numa prova da antiga F2 (não confundir com a antiga GP2, agora renomeada como F2) em Brands Hatch, atingido por uma roda durante a corrida. Viveu sorridente e, mesmo com a face envelhecida, ainda carimbava no semblante aquele jovem britânico sardento que queria ser rápido e se aventurar a mil por hora, escrevendo a cada dia uma história diferente.

O vulto de John Surtees, sem dúvida, será uma presença constante no meio da velocidade, seja ela de duas ou de quatro rodas… A ele, nossa reverencia e nossas saudades.

Sem palavras… (Tom Dymond)

Então… Márquez, Viñales, Rossi, Lorenzo. Quem será o campeão em 2017? Quem pode surpreender? Façam suas apostas, a MotoGP começa semana que vem, dias 26 de Março, no Catar, no autódromo de Losail. A corrida é noturna, os horários oficiais ainda não foram anunciados, mas deve passar aqui no Brasil por volta do Meio-Dia no canal Sportv.

Fiquem ligados e até o próximo G&M!

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