Maternidade em A BOINA: A arte de “cuspir para cima”

(Josiane Caitano)

(Arquivo Pessoal)

Um dia desses li um texto sobre a realidade de cuspir para cima e cair na cara. Comecei a refletir sobre o assunto e percebi que quando o assunto é maternidade, então, isso é muito mais comum do que se imagina. Neste caso, a coisa não cai, ela é arremessada e esfregada na sua cara (risos)…

De fato, muitas de nossas convicções mudam depois que nos tornamos mãe. Eu diria que a gente fica muito mais compreensiva e flexível diante de algumas situações. É a vida.

Eu, por exemplo, costumava dizer que não queria meu filho vidrado na dita Galinha Pintadinha. Mudei de ideia quando precisava dirigir o carro e ele não parava de chorar porque não queria ficar no bebê conforto. Como ele fica no banco de trás e virado para trás – que é a forma correta de se colocar o bebê conforto – eu não consigo vê-lo.

Neste momento, a tal galinha foi a saída. Percebi que ele nem piscava olhando os vídeos. Desde então, consigo dirigir e me concentrar no trânsito.

(Reprodução)

Outra atitude inadmissível até então era deixar o filhote dormir junto com os pais. Nos primeiros meses de vida, ele dormia a noite toda no berço, mas quando ele completou cinco meses e eu voltei ao trabalho ele passou a acordar para as mamadas e ficava o restante da noite se mexendo, virando-se de um lado para o outro. Ele não estava dormindo direito e uma amiga psicóloga comentou que poderia ser por causa da minha ausência durante o dia.

O fato é que em um determinado dia, em que eu estava muito cansada, coloquei-o para dormir conosco e notei que ele dormia bem. Dito e feito: Desde então ele dorme até a madrugada no berço e depois vem com a gente, fica bem debaixo das asas da mamãe. Eu também durmo melhor, pois sei que ele está conseguindo descansar.

(Reprodução)

E assim a vida segue. É só o começo. Para você que não tem filho ou que gosta de ver o que os filhos dos outros fazem, nunca julgue uma cena de birra em um supermercado, por exemplo. Você não sabe – não sabe mesmo – como você faria, pois cada pessoa é diferente da outra e nem sempre as coisas acontecem como a gente imagina que seria o ideal.

Por mais que a gente se prepare, estude e se informe sobre como lidar com certas situações, na prática é bem diferente.

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