Gramming & Marbles (Indy): Sato salva a categoria e vence as “500 Milhas de Alonso”

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Há um nipônico entre os grandes. Takuma Sato abusou da agressividade característica e levou no bolso uma emocionante 500 Milhas, marcada especialmente pelo debut de Fernando Alonso no oval. Uma vitória que, em linhas gerais, “salvou o grid” da Indy (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Não me leve a mal por esse título. Eu gosto de Takuma Sato e adorei sua vitória no último domingo nas 500 Milhas de Indianápolis. Sato é um bom piloto da Indy, teve um início de campeonato mais ou menos e agora fez a corrida de sua vida, aguentando a pressão de um dos maiores vencedores da pista até a última volta. Teria sido épico se uma ultrapassagem no giro final decidisse a prova. Não aconteceu. Ainda assim, a Indy foi incrível no último domingo como ainda não havia sido esse ano.

Tudo isso posto, o grande assunto da prova foi Fernando Alonso. O espanhol embarcou nessa aventura exótica para nossos tempos e fez um treino classificatório excelente mais uma baita corrida. Porém, o motor Honda o traiu outra vez. E o que se vê por aí são lamentações: ah, a Honda ferrou o Alonso de novo… ah, eu queria que ele tivesse vencido… por ai vai.

Querem saber? A glória de Sato e o fato de Alonso não ter vencido foi o melhor que poderia acontecer para a Indy. É sobre isso que falamos hoje.

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Trapamédicos: O melhor lugar para se estar

Os Trapamédicos, grupo cheio de sorrisos que leva a receita a alegria e animação pelos hospitais da cidade. Que turma boa, não é? (Reprodução)

(Adriana Costa, fundadora da ONG Trapamédicos)

Todas as semanas um grupo de pessoas determinadas a abdicarem um pouco do seu tempo em favor do próximo veste um nariz de palhaço e vai onde a maioria não deseja estar: o hospital. E nas visitas recheadas de sorrisos e de uma vontade de levar um pouco de tranquilidade e empatia, o que mais percebemos é o desejo dos pacientes de estar em qualquer lugar, menos ali.

Ninguém gosta de estar doente e em 10 anos de atuação nos Trapamédicos presenciei milhares de histórias de quem precisou de um leito de hospital. Seja por uma semana, um mês ou um ano, não é fácil ter que se afastar da casa, da família, dos afazeres para encarar um ambiente muitas vezes frio e desencorajador.

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TV Coligadas: Hora de recordar uma aventura da comunicação

Enfim! Uma grande história da comunicação catarinense ganha sua reverencia. Nesta quinta-feira (01/06) é lançado no IBES Sociesc, em Blumenau, o documentário TV Coligadas – A Aventura do Canal 3, recordando a trajetória, desafios e fatos marcantes da pioneira da TV em Santa Catarina (Reprodução)

Para um jornalista, resgatar uma história do passado sempre é um prazer. Duvido que haja um profissional da notícia que não se encante ao descobrir elementos de outros tempos, personagens influentes de outras décadas, fatos, fotos, causos, tudo e mais um pouco que constitui-se na parte da memória de um povo em qualquer canto deste mundo.

Agora, quando se recorda de uma história referente ao meio em que trabalha, o assunto fica ainda mais prazeroso de ser investigado, pesquisado e, posteriormente, contado. Não escondo de nenhum dos colegas de imprensa e amigos de A BOINA que esta é minha especialidade, meu hobby de horas vagas ou de trabalho. E se a história geral é importante, o passado das comunicações o é tanto quanto.

No tempo do rádio a vávula, da TV a lenha, do jornal gigante, a comunicação foi além do simples papel de informar. Deu cara a regiões, aproximou pessoas, apresentou para quem quisesse o estado, país ou o mundo em que vivia e que partilhava com tantos. E Santa Catarina sabe bem disso. Sabe como a comunicação foi importante para tanto, para integrar e para se fazer conhecer em tempos de relações um tanto frias e distantes.

Uma destas histórias, com muito prazer e honra, será apresentada nesta quinta-feira (01/06), no espaço Cultivarte do IBES Sociesc. Fruto de um trabalho de pesquisa, procura, perguntas e depoimentos marcantes, este jornalista revisita uma das aventuras mais fantásticas da história da comunicação catarinense, feita a facão, teimosia, visão e amor a causa.

É o lançamento do documentário TV Coligadas – A aventura do Canal 3, projeto patrocinado pela Prefeitura de Blumenau e pela Fundação Cultural de Blumenau, por meio do Fundo Municipal de Apoio à Cultura que revisita a trajetória da primeira (e legitima pioneira) emissora de TV barriga-verde, além de prestar reverencia a quem a construiu na base do trabalho duro e dedicado para dar ao estado a imagem dele próprio.

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Você sabia? O BEC está de volta (e jogando bem!)

(Vídeo: Irineu Vídeos)

Como diria o amigo jornalista Claudio Holzer: Blumenau é Brasil. E Brasil, aos domingos, é futebol.

Curiosamente, Holzer proferiu estas palavras numa matéria sobre a tarde de jogo entre o BEC e o Tubarão no saudoso estádio Adherbal Ramos da Silva, num Catarinense perdido nas memórias em 1997.

E ontem, justificando a frase outra vez, foi dia de jogo do Monumental do Sesi, a casa grande na Rua Itajaí, no Vorstadt. Mais de 800 pessoas gritando, pulando, xingando, comendo amendoim e vibrando pelos gols do time da cidade. Nem parecia, olhando neste aspecto, que tínhamos um dia de chuva e frio.

Metropolitano? Não! Acredite, não era a torcida verde que estava lá. De volta aos bancos do Sesi depois de um breve período, os bons malucos da BEC Manguaça ocupavam as cadeiras verdes do estádio municipal cantando os velhos cânticos e empurrando o Blumenau Esporte Clube em uma nova vitória: 3X1 sobre o Imbituba pela terceirona catarinense.

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Gramming & Marbles (F1): Vettel acerta estratégia e acaba com seca da Ferrari no sono de Mônaco

Dia de tirar a seca: Vettel vence com dedo na estratégia e dispara na liderança do campeonato, além de tirar a Ferrari de uma seca em Mônaco que ia para 15 anos. Fora isto, uma corrida de pouca emoção, como o esperado, nas curvas do principado (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Automobilismo sem Mônaco não é automobilismo e já se vai tempo. Desde 1929, correr naquelas ruelas apertadas, cercadas de prédios luxuosos, gente endinheirada e mar, faz parte da rotina do grupo seleto de pilotos que estão na F1, em especial. No mundial, a prova está no calendário da categoria desde o primeiro certame, em 1950, e em todas elas ao menos um carro da Ferrari esteve na pista.

Ferrari e Mônaco se dão bem há anos, muitos anos. Alternam-se momentos ruins, acidentes (até mortes) e, claro, vitórias. Em 75 edições, a marca de Maranello venceu apenas dez vezes. Pouco, é verdade, mas não é preciso tanto para ser arroz-de-festa nas curvas apertadas de Monte Carlo, que não são para qualquer um neste mundo.

É notável que a Ferrari já teve períodos longos fora do primeiro posto do pódio (se é que tem pódio propriamente dito em Mônaco), mas todo o período de seca espanta. Esta última dos vermelhos vinha desde 2001, quando Michael Schumarcher faturara pela última vez para o time. Ela acabou hoje, com Sebastian Vettel vencendo mais uma em 2017 e esticando ainda mais a liderança no campeonato.

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Som n’a BOINA #17: Sgt. Pepper’s não é “o melhor” mas foi a redenção dos Beatles

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(Douglas Sardo)

Quem diria! A primeira vez que o SnaB coloca o quarteto de Liverpool em destaque e, logo, começa falando do apoteótico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, que este ano alcança os 50 anos do lançamento e alucinação em forma de Rock. Mas esqueça os exageros midiáticos, aqui não há aquela exaltação cega de sempre para a obra, oitavo trabalho de estúdio dos Beatles. O disco da colorida banda do Sargento Pimenta não é sequer o melhor álbum do Fab Four, quem dirá o melhor trabalho da história da música.

Mas calma, não se assuste. Isso não quer dizer que você não deva ouvir esse clássico dos anos 60. Ele faz parte do modus-operandi de qualquer fã ou apreciador do grupo. Uma obra que marcou um ponto crucial na carreira da banda que passava por uma mutação. Deixavam a faceta de pop-stars adolescentes comportados e bem-vestidos para assumir a de uma banda adulta com grande criatividade e principalmente, disposta a calar a boca de muitos críticos que diziam que estava tudo acabado para eles após uma turnê fracassada pelos EUA.

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