Halitose: Novo equipamento chega ao Vale do Itajaí e pode revelar causas do mau hálito

Eis um novo parceiro para o combate a halitose no Vale: o Oralchroma, que utiliza tecnologia de ponta para a medição e detecção dos níveis dos principais gases bucais causadores do mau hálito (Divulgação)

(Tamiris Schlegel / Presse Comunicação Empresarial)

No Brasil, pesquisas revelam que aproximadamente 30% da população sofre com a halitose (ou mau hálito) ou seja, cerca de 57 milhões de pessoas. O que muita gente não sabe é que este problema pode ser tratado, se as causas forem investigadas de maneira adequada. E nestas horas, a tecnologia vem auxiliando os profissionais nesta tarefa complicada por vezes.

Uma das novidades é o Oralchroma, aparelho de última geração que acabou de chegar ao Vale do Itajaí, trazido pelo dentista Luciano Teodoro Eleotério. Ele mede, em oito minutos, o nível de diferentes gases causadores do mau hálito. O equipamento consegue separar e medir os três principais gases responsáveis pela halitose: o sulfidreto (original das bactérias), o metilmercaptana (predominante na gengiva) e o dimetilsulfeto (que pode ser originado pela ingestão de alguns alimentos e bebidas ou por problemas sistêmicos como pulmonares, intestinais, etc).

Dr. Luciano Teodoro Eleotério (Reprodução)

Membro da Associação Brasileira de Halitose, Dr. Luciano explica que o mau hálito pode ser um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio, devendo ser identificado e tratado adequadamente. Com o exame por meio do Oralchroma é possível ter resultados quantitativos e qualitativos ao mesmo tempo. O aparelho auxilia no diagnóstico da origem e o grau da halitose do paciente, que pode variar entre 1 e 5, sendo que o grau 1 é considerado o hálito normal. Pacientes com grau 5 possuem halitose severa, sentida a mais de 1 metro de distância e em ambientes fechados como uma sala é perceptível por todos, aponta o dentista.

Ainda segundo o especialista, existem cerca de 60 causas distintas para a halitose, por isso o mau hálito tem características multifatoriais. Pode ser de origem fisiológica (hálito da manhã, jejum prolongado ou alimentação inadequada); devido a razões locais, como má higiene bucal, placas bacterianas retidas na língua ou amídalas; baixa produção de saliva; doenças da gengiva; problemas em vias aéreas (adenóides, rinites, sinusites); estresse; ou razões sistêmicas como diabetes, problemas renais ou hepáticos e outros, explica Eleotério.

Além disso, ele acrescenta que uso excessivo de medicações, fumo ou bebidas alcoólicas e até mesmo a utilização de soluções para bochecho com álcool na composição são fatores que podem causar a halitose. A idade também é um fator importante. À medida que envelhecem, as pessoas vão ficando mais suscetíveis a desenvolver mau hálito.

A halitose vai além de um problema de saúde. Ela afeta também as relações sociais, provocando transtornos psicológicos posteriores, como insegurança, dificuldade de aproximação e até de sorrir, entre outros (Reprodução)

Estudos apontam que a incidência de halitose na população brasileira é de 17% na faixa etária de zero a 12 anos, 41% de 12 a 65 anos, e 71% acima de 65 anos, devido à redução da função das glândulas salivares. O mau hálito pode provocar sérios prejuízos pessoais e emocionais, como insegurança ao se aproximar das pessoas, dificuldade em estabelecer relações afetivas, resistência ao sorriso, ansiedade, entre outras, aponta o especialista.

O dentista alerta ainda sobre o uso frequente de recursos como chiclete, balas de menta ou até fazer bochecho sem antes escovar os dentes – o que pode se tornar um vício e prejudicar a saúde bucal. Estes recursos disfarçam por um tempo muito curto e ainda podem agravar o caso se conter algum tipo de açúcar ou se virar substituto à higienização, destaca.

Diagnostico, tratamento e avisa o amigo

O diagnóstico deve ser feito preferencialmente por um especialista e no tratamento do mau hálito, por meio de exames de salivação, organoléptico, o uso de um aparelho específico para medir os compostos que causam o mau hálito, avaliação clínica da saúde bucal, entre outros exames. Após diagnosticada a origem do mau hálito, será realizado um tratamento específico para a solução do problema, afirma Eleotério.

Para ajudar quem tem mau hálito, o Dr. Luciano criou o site Avisa o amigo. Como esse problema acaba constrangendo não só quem sofre com halitose, mas também familiares e amigos que convivem com a pessoa, é difícil falar diretamente sobre o assunto. No site, será possível avisar essa pessoa que tem mau hálito anonimamente através do e-mail, a pessoa receberá uma mensagem falando sobre o assunto e orientado a procurar tratamento. O sistema enviará automaticamente uma mensagem ao indicado, explica o dentista.

Algumas dicas para evitar o mau hálito:

(Reprodução)

– Fazer pequenas refeições a cada três horas (jejum prolongado pode comprometer o hálito);

– Evitar alimentos muito salgados, quentes ou condimentados, que contribuem para o ressecamento bucal;

– Evitar álcool e fumo em excesso;

– Ingerir bastante água (pelo menos dois litros por dia)

– Realizar higiene bucal adequada, incluindo limpeza da língua, e evitar o uso de soluções para bochecho com álcool na composição;

– Visitar o dentista semestralmente, prevenindo assim problemas dentários e gengivais.

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