Gramming & Marbles (MotoGP): “Le finale dramatique” em Le Mans (e o adeus a Hayden)

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Rossi desconsolado, a imagem do fim de semana de final dramático na classe rainha em Le Mans (MotoGP)

(Douglas Sardo)

A calmaria antes da tempestade. É assim que podemos resumir a MotoGP em Le Mans. A prova seguia morna apesar da grata surpresa de Johann Zarco, que liderou algumas voltas para delírio dos gauleses, até ser superado por Maverick Viñales. Na ponta, o #25 da Yamaha não era incomodado e via Zarco se sustentar à frente de um cauteloso Valentino Rossi. Todos pareciam fazer contas para só no final abaixarem o jogo.

Então, como numa reação em cadeia, tudo aconteceu. Faltando poucas voltas para o fim Rossi superou Zarco e partiu em caçada espetacular a Viñales. O Doutor estava impossível e após sequência de voltas mais rápidas superava seu companheiro de time. As bandeiras já eram agitadas mas o espanhol não se rendeu e ficou próximo para revidar.

Na última volta, Rossi erra uma freada e perde a liderança. Desesperado, o Doutor atacou mais do que podia até sofrer um tombo a três curvas da bandeirada. Vitória de Viñales em clássico instantâneo. Foi simples assim, mas teve mais ainda neste fim de semana maluco em La Sarthe.

Trash Talk

O traçado completo de Le Mans e, em separado, o circuito Bugatti. Uma miniatura perto do tamanho da mítica pista. No entanto, Le Mans é Le Mans independente do tamanho da pista Reprodução)

O circo da MotoGP chegou na mítica pista francesa para a quinta etapa da temporada 2017. É verdade, infelizmente a Dorna só usa o circuito Bugatti, uma versão reduzida do templo sagrado das 24 de Le Mans, mas é óbvio que correr nesse lugar traz vibrações especiais sempre.

Mas nem sempre elas são positivas. A categoria viveu um fim de semana cheio de declarações polêmicas, ecos da prova em Jerez. Começando por Jorge Lorenzo que após seu pódio no GP da Espanha aproveitou para tirar um sarro de Cal Cruthclow e Loris Capirossi.

Loris Capirossi? É isso mesmo! O leitor não está vendo coisas. Eis que o veterano italiano se juntou a Crutchlow nas declarações de que Lorenzo seria um piloto suave demais para uma moto tão selvagem como a Ducati. Após o pódio em Jerez, o Espartano foi à forra e deu nos dedos. Veja só:

– eu acho que as pessoas falam demais. Cruthlow, Capirossi… Dizer que é impossível um piloto suave ser rápido na Ducati. Eles precisam ficar mais quietos.

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Você não voltou uma década não. Capirossi decidiu falar e tomou uma resposta de Lorenzo. (Reprodução)

Não seria a única polêmica do fim de semana. Após reunião do Conselho de Segurança na sexta-feira, Jorge disse que ouviu palavras mal educadas de Jack Miller no encontro. Não se sabe ao certo o tema da conversa, mas o espanhol declarou a imprensa que Miller teria mandado ele guardar sua opinião, bem, naquele lugar

Lorenzo não perdeu a oportunidade para criticar o que considerou falta de consciência dos perigos por parte de Miller. Ainda mais depois desse assombroso acidente do britânico durante o TL4, em que ele escapou ileso por muito, muito pouco:

O resultado da reunião também não agradou o #99. Ficou decidido que a Michelin deve trazer de volta os pneus de construção mais rígida a partir de Mugello. Em resumo, a goma usada para fabricar o pneu mais duro disponível será trocada por uma mais dura, mais resistente, porém com menos aderência. Atualmente a fábrica de Clermont usa a goma tipo 06, mas de acordo com a votação deve voltar para a goma 70, descartada após testes na pré-temporada.

A mudança, segundo Lorenzo, foi capitaneada por pilotos com mais apelo midiático. Óbvio que o espanhol está falando de Valentino Rossi, que defendeu a troca alegando que os pneus duros atuais apresentam muitas vibrações e que deveriam ser mais resistentes. O espanhol não gostou e concluiu dizendo que o mais justo seria que os dois tipos de pneus ficassem disponíveis.

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Lorenzo está possesso. Não está muito contente com Miller, com os pneus, com Rossi, com a cotação do dólar… (Michelin)

Treinos

Os treinamentos em Le Mans trouxeram a chuva para atrapalhar e embaralhar o grid. Bom para Miller, que fez bela volta quando a pista já secava e foi um segundo mais rápido que Marc Márquez no primeiro treino livre. Enquanto isso, quem se destacava era Scott Redding, que liderou o terceiro treino com a Ducati da Pramac. Esse desempenho ajudou Redding a conseguir uma vaga para o Q2, desbancando alguns favoritos.

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Redding fez bonito nos treinos com a moto da Pramac. Na corrida… melhor deixar quieto… (ele caiu). (Reprodução).

Pois é, e quem não gosta muito de chuva se deu mal e teve que participar do treino dos pobres. Entre eles, Lorenzo, claro. Dani Pedrosa também, decepção após o dominante fim de semana em Jerez.  Johann Zarco e Andrea Dovizioso completavam a lista de front-runners no Q2 e, no fim, só haviam duas vagas. Dovizioso e Zarco foram os promovidos, relegando Pedrosa ao 13º lugar do grid, e Lorenzo ao embaraçoso 16º.

O Q1 foi muito disputado e Viñales cravou a pole em sua derradeira tentativa, desbancando Cal Crutchlow. Rossi tinha a pole na mira mas cometeu um pequeno erro no último setor e teve que se contentar com o segundo lugar. A Yamaha completou um triplete com Zarco em terceiro, excelente resultado após sobreviver ao Q2. A Honda não se achou e Márquez era apenas quinto.

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Viñales deu show e garantiu a pole (Mirco Lazzari)

Repare no bom desempenho da KTM: Pol Espargaró foi o oitavo, e Bradley Smith o décimo. Em compensação a Suzuki segue ladeira abaixo. Andrea Iannone foi apenas o 17º do grid. Álex Rins segue fora (em Jerez ele foi substituído pelo japonês Takuya Tsuda, a gente nem percebeu de tão ruim que anda a Suzuki). E se não fosse um lapso durante a prova confesso que não teria notado que o francês Sylvain Guintoli esteve em ação na segunda moto do time de Hamamatsu…

Corrida: Zarco, tática, desespero e triunfo

Os franceses não podiam pedir mais nada quando Zarco pulou para a ponta na primeira curva. Será que ele conseguiria seu primeiro pódio na MotoGP? Ou mais… Será que ele poderia vencer e fazer ecoar a Marselhesa em plena La Sarthe? Longe de ufanismos, o fato é que Johann calçou os pneus macios em sua Yamaha Tech3 e eles estavam valendo a aposta.

Mas durou apenas seis voltas. Foi o tempo que Viñales precisou para ultrapassar o bicampeão da Moto2 e assumir o comando da prova. Agora a batata quente estava com Rossi, que precisava se livrar de Zarco rapidamente para evitar uma escapada de seu companheiro.

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Monsieur Zarco rumo ao primeiro pódio na MotoGP, para a alegria dos franceses em La Sarthe (Reprodução)

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Viñales lidera Zarco.  Ao fundo, Rossi tinha um plano diabólico para o fim da prova. (David Vincent)

Enquanto isso, Màrquez assistia de camarote em quarto lugar, aparentando não ter chances de lutar pelo pódio. A grande surpresa pelas bandas da Honda era mesmo Pedrosa, que saiu de 13º do grid para sétimo já na primeira volta! Aí as coisas ficaram mais difíceis e ele precisou de dez voltas para se livrar de Dovizioso e Crutchlow. Quando o fez, imediatamente se aproximou de Márquez, que estava empacado em quarto lugar.

Não sabemos se foi a presença de Pedrosa ou uma simples desconcentrada, mas para surpresa de todos na volta 18, faltando 11 para o final, Márquez caiu sozinho. Era o pior possível para La Hormiga, um segundo abandono na temporada e a certeza de que a vitória seria de uma Yamaha.

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Márquez caindo. Caminho aberto para Pedrosa, sorrindo discretamente ao fundo (MotoGP)

Enquanto o #93 juntava os cacos, a corrida finalmente pegava fogo. Faltando seis voltas para o fim, Rossi se livra de Zarco e inicia perseguição implacável a Viñales. O Doutor exibia a velha forma e quebrava seguidamente o recorde da prova.

Três voltas para o fim e Rossi está embutido na traseira do Mavecão. E mais uma vez o velho leão mostrou sua classe na hora do combate, realizando a ultrapassagem com arrojo, os dois chegando a tocar em momento incrível! E quem estava perdido num breve sono se acordou com a reação de Guto Nejaim na cabine da Sportv, extasiado com o lance do Doutor.

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Duelo feroz entre Viñales e Rossi. (Sim, isso é um frame de vídeoporque a MotoGP precisa urgentemente contratar bons fotógrafos). No fim, uma manobra extasiante do velho leão da Yamaha #46 (TV)

Mas Viñales não tinha dito sua última palavra. Após o baque inicial ele se manteve próximo, armando um bote derradeiro, talvez na última curva! Não seria preciso. No giro final, Rossi comete um erro de frenagem, engorda uma curva e perde a liderança. Era o erro que Valentino não podia ter cometido, mas ia ter mais…

Num toque do destino os papéis estavam invertidos e o italiano agora caçava desesperadamente seu companheiro de time. À três curvas do fim, com a pista inteira observando, o poderoso Rossi, de nove títulos mundiais, mais de 450 largadas, 114 vitórias, mais de duas centenas de pódios, acusou o golpe e tombou sozinho, perdendo não só a vitória como qualquer resultado.

Choro nas arquibancadas, que em qualquer lugar por onde passa a MotoGP são tomadas por Rossistas. Fora como uma espécie de nocaute, que colocou o Doutor desolado, apoiado por sobre sua moto sem saber o que falar ou fazer. Um final de filme, literalmente, como se a prova fosse feita em Cannes, e não em La Sarthe.

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O tombo do velho leão. (Olha mais um frame de vídeo aí gente! Tá feio pra Dorna) Rossi desaba e leva lágrimas aos fãs (TV)

Mas os franceses tinham o quê comemorar. Zarco ficou fora da briga pela vitória (terminou mais de três segundos atrás de Viñales), mas fechou no segundo posto, seu primeiro pódio na categoria rainha. Merecido diante do bom trabalho que tem feito com uma modesta (e forte) Yamaha negra na casa da Tech3.

E o que dizer de Viñales, que venceu esse duelo espetacular e de quebra viu Márquez e Rossi sofrerem tombos, dando-lhe uma vantagem de 17 pontos para…Pedrosa? Pois sim, Dani Pedrosa é o vice-líder do campeonato! Isso é o que podemos chamar de uma reviravolta no roteiro!

Falando em roteiro, voltamos a lembrar: a prova foi em Le Mans, não em Cannes, embora esse fim foi digno de filme! No mais, Dovizioso em quarto, Crutchlow em quinto, Lorenzo com boa recuperação em sexto.

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Quem não caiu, levanta o energético! (Reprodução)

Corrida – Os 10 Mais

1 – Maverick Viñales (Yamaha)
2 – Johann Zarco (Tech 3-Yamaha)
3 – Dani Pedrosa (Honda)
4 – Andrea Dovizioso (Ducati)
5 – Cal Crutchlow (LCR-Honda)
6 – Jorge Lorenzo (Ducati)
7 – Jonas Folger (Tech 3-Yamaha)
8 – Jack Miller (Marc VDS-Honda)
9 – Loris Baz (Reale Avintia-Ducati)
10 – Andrea Iannone (Suzuki)

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Após duas corridas sofríveis, Viñales está novamente em lua de mel com a M1. (Reprodução)

Campeonato – Os 6 Mais

1 – Maverick Viñales (85)
2 – Dani Pedrosa (68)
3 – Valentino Rossi (62)
4 – Marc Márquez (58)
5 – Johann Zarco (55)
6 – Andrea Dovizioso (54)

Moto3 – Nem acidente colossal impede vitória de Mir.

Para receber as motos ferozes esse ano o pessoal deu aquela recapeada no circuito Bugatti. O asfalto novo proporcionava tempos muito rápidos, mas também alguma áreas de baixa aderência, que geraram tombos ao longo do fim de semana. Se vazasse um óleo em cima a coisa complicava… e o pessoal da Moto3 sentiu isso na pele logo no início da prova.

De repente, na segunda volta, quando os cobras passavam pela curva 6, todo mundo começou, literalmente, a cair! Um verdadeiro efeito dominó, reação em cadeia ou qualquer outro termo que se encaixa aqui. Foram nada menos que 17 pilotos envolvidos no massacre e, felizmente, ninguém se feriu.

Na bem verdade, o difícil é entender como ninguém se feriu nessa pancadaria. A prova, óbvio, teve de ser interrompida. Deu tempo para todos consertarem suas motos, menos o Malaio Adam Norrodim. E pela cena do acidente dele, abaixo, não é muito difícil de entender o porquê. Tanto ele como outros botas escaparam por muito pouco de se ferirem gravemente. Um susto milimétrico!

Veja (ou reveja) como foi o pandemônio na Moto3:

Acidente Le Mans Moto3

Mais um frame maroto. Vejam que cena impressionante. Norrodin é o #7, sendo espremido entre a moto do japonês Tatsuki Suzuki (#24) e o espanhol Lorenzo Dalla Porta, que não está na sua moto! O cara já caiu e quase foi atropelado (a roda dianteira chegou a bater de leve na cabeça dele) pelo #84, Jakub Kornfeil. Felizmente ninguém se machucou.

Após certa demora houve nova largada e o rebelde Romano Fenati passou a dominar a prova. Parecia que o italiano venceria mais uma. Enquanto isso, Joan Mir escalou o pelotão do décimo lugar até o segundo posto, quebrando o recorde da prova algumas vezes no caminho.

Anunciava-se um grande duelo entre Mir e Fenati, só que bastou o italiano ver no retrovisor a moto azul piscina do espanhol que ele já abriu o bico. Um tombo faltando nove voltas para o final. Mir não teve outra escolha senão levar sua Honda da Leopard Racing até uma vitória tranquila.

O pódio foi completado por Aron Canet e Fabio Di Giannantonio (se vira aí pra ler esse nome!). Com esse resultado Mir agora lidera com folga. O espanhol tem 99 pontos, contra 65 de Fenati e 63 de Canet.

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Ô Fenati! Não é assim! (TV)

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Mir, mais líder do que nunca. Isto ainda depois de sobreviver ao massacre do começo da prova (Reprodução)

Moto2 – Morbidelli desbanca Luthi e volta a vencer

Em treino surpreendente, Thomas Luthi garantiu a pole position para a prova da Moto2. E mais: o suíço foi o mais rápido do warm-up e despontava como o favorito para a corrida. Atrás dele, outra surpresa do treino em Le Mans: o italiano Franc…não, não estamos falando de Franco Morbidelli…

O dono do segundo posto é italiano também, mas atendendo pelo nome de Francesco Bagnaia, que garantiu a posição com a Moto do time VR46, a equipe de propriedade de, naturalmente, Valentino Rossi! Apenas no terceiro lugar apareceu Franco Morbidelli, enquanto seu companheiro de Marc VDS, Aléx Márquez, vulgo Márquez paraguaio, ficou em sexto.

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Repare no copo de Luthi: quem não aguenta bebe café com leite. Não é, Thomas? (Reprodução)

Luthi manteve a ponta na largada, mas Bagnaia perdeu o segundo lugar para Morbidelli. Nostro Franco partiu para cima do suíço e conseguiu a ultrapassagem logo na primeira volta. Só que Luthi contra-atacou no sexto giro e conseguiu retomar a ponta, apenas para cometer um erro momentos depois e cair para o quarto lugar atrás de Márquez B. Melhor cenário possível para Morbidelli, que liderava tranquilo enquanto sua única ameaça ficava presa lá atrás.

Luthi ainda conseguiu recuperar o terceiro posto faltando cinco voltas para o fim, mas foi só. Vitória de Morbidelli, alargando novamente a vantagem, seguido de Bagnaia em excelente fim de semana. Agora Morbidelli tem 100 pontos, Luthi 80, e Márquez 62, e o ítalo-brasileiro segue dominando a Moto2 com folgas.

Nicky Hayden (1981 – 2017)

RIP Nicky Hayden. A reverencia do G&M ao #69, que deixou-nos tão cedo e tão tragicamente nesta semana (Reprodução)

A semana trouxe uma notícia terrível para os fãs do esporte a motor. Na última quarta-feira (17/05), o campeão mundial da MotoGP Nicy Hayden foi atropelado por um carro em Rimini na Itália, enquanto treinava de bicicleta. Hayden ficou internado no Hospital Bufalini, na região de Cesena. O diagnóstico era de politraumatismo com subsequente lesão cerebral grave. Infelizmente, o Kentucky Kid não resistiu aos ferimentos e teve sua morte decretada na manhã da última segunda-feira (22/05).

Nicholas Patrick Hayden, americano de Owensboro, no estado do Kentucky, tinha apenas 35 anos e gozava do prestígio com campeão da MotoGP em 2006. Estava na classe rainha desde 2003, sempre ostentando o #69 nas cores da Honda, isto depois de temporadas impecáveis nas categorias de acesso. A primeira das únicas três vitórias da carreira na MotoGP veio em 2005, em casa, na desafiadora Laguna Seca.

Mas foi em 2006 que Hayden praticamente deslanchou. Foi uma temporada vencida na regularidade diante de um então imbatível Valentino Rossi, que vivia junto de Loris Capirossi, Max Biaggi e Marco Melandri o que pode se chamar de segundo auge italiano na motovelocidade. Hayden só venceu apenas duas corridas (Holanda e EUA), mas fez muitos pontos, estando ou no pódio ou no top-10.

Para se ter uma ideia da regularidade de Nicky, a pior posição dele naquele ano foi um nono lugar na República Checa, sem contar que ele teve apenas UM abandono, em Portugal. No fim, um terceiro lugar e uma queda inesperada de Rossi na prova de Valência, a última do ano, foram o suficiente para fazer o Kentucky Kid desabar em lágrimas e, como fazia nas vitórias, empunhar a bandeira de listras e estrelas dos EUA. Um título injustamente diminuído por muitos que não conhecem a verdadeira história daquele ano.

O campeão de 2006 desaba em lágrimas na grande conquista. Hayden atreveu-se a desafiar Rossi e fez o Doutor piscar primeiro no duelo contra o quase impossível naquele ano (Reprodução)

Ao todo, foram 13 temporadas defendendo Honda, Ducati e Aspar, míseras três vitórias e 28 pódios que não justificam a regularidade impressionante, com 1697 pontos em 216 corridas, num aproveitamento de 7,85 pontos por etapa. Ainda somam-se cinco poles e sete voltas rápidas.

Depois da MotoGP, Hayden seguiu o caminho de outros então pilotos da categoria e partiu o Mundial de Superbike em 2016, onde defendia a Honda. Esteve na MotoGP pela última vez ainda ano passado, quando substituiu dois lesionados durante a temporada: Jack Miller na Espanha e Dani Pedrosa na Austrália. Em Aragón, não foi além do 15º, e em Philip Island, completou em 17º.

Prestativo quando fora preciso. Depois de migrar para o Mundial de Superbike, Hayden ainda deu dois pulinhos na MotoGP em 2016, substituindo Miller em Aragón (acima) e Pedrosa em Philip Island (abaixo) (Reprodução)

Enfim… Jules Bianchi, Michael Schumacher (que segue no limbo da consciência e de informações), e agora Hayden. São tempos tristes para os fãs do automobilismo, lamentavelmente. Fica a lembrança de um motociclista hábil, regular, carismático e que não se vexava em chorar as grandes conquistas e de levar, como símbolo do domínio, a bandeira da terra natal ao seu lado em cada conquista.

Só grandes nomes merecem grandes lembranças, e Nicky Hayden as merece muito…

God bless you, Nicky! Reprodução)

Antes de fechar, só lembrando que a MotoGP se reúne novamente daqui duas semanas em Mugello, para o GP da Itália. E claro, você já sabe, dia 28 de Maio é o Dia Internacional do Automobilismo. Tem GP de Monaco de F1, as 9h, na Globo. E as 16h30 tem 500 Milhas de Indianápolis com Fernando Alonso largando em quinto lugar, na Band e no Bandsports.

Imperdível! Nos vemos no domingo nobre do automobilismo! Até lá!

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