Andraus: Um sinistro esquecido nas imprudências

O gigante Edifício Andraus, no distrito da República, São Paulo. Cenário de uma das tragédias do fogo mais impressionantes do Brasil, numa tarde quente de 1972, que não foi tão mortífera, mas cujo exemplo foi fatalmente esquecido nos anos seguintes (Reprodução)

Em Londres, um edifício arde em chamas. 79 mortos e contando.

Em Portugal, a região de Leiria sofre com um grande incêndio florestal. Mais de 60 mortos.

Não é exclusividade de nenhum lugar do mundo a calamidade e morte que vem num incêndio. Tão ou mais incontrolado que uma catástrofe natural, como a avalanche, enchentes, enxurradas, o fogo é mortal, cruel, implacável. Deixa rastros, leva vidas, e o pior: por vezes, é causado pela imprudência do homem.

O Brasil sabe muito bem isto. Desde que se conhecemos por gente estamos cercados deste perigo que, sem aviso, pode levar vidas e bens num sopro. Exemplos não faltam, e um deles, por coincidência, completou 45 anos neste 2017. Foi na histórica Avenida São João, distrito da República, São Paulo, no distante 24 de fevereiro de 1972.

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Porã Bernardes ministra palestra no Vale na próxima semana

Muito além do tempo do Pretinho. Jornalista, DJ, ás do rádio e um profissional de alto calibre na comunicação, Porã Bernardes vem a Blumenau em julho, para evento do ciclo de palestras do CDL e UniSagres em Blumenau (Reprodução)

(Karin Bendheim / CDL Blumenau)

O próximo convidado da CDL Blumenau e UniSagres para o Ciclo de Palestras 2017 é Porã Bernardes. Conhecido pelo trabalho que desenvolve na área de comunicação há 24 anos, Porã fará a palestra Como o novo mundo digital impacta sua vida e seu negócio. O evento será no dia 13 de julho, às 19h30, no Teatro Michelangelo, da Uniasselvi Blumenau.

O evento, que faz parte do Ciclo de Palestras promovido pela CDL Blumenau em parceria com a UniSagres, conta com o patrocínio do Hospital Santa Catarina, CBN Vale do Itajaí, Seven Comunicação Total e Uniasselvi e o apoio da Rádio Nereu Ramos.

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Timbó pergunta: Cadê o secretário?

Secretário estadual de Defesa Civil, Rodrigo Moratelli. A comunidade de Timbó e região lhe aguarda para algumas perguntas (Agência AL)

Faz algumas semanas que o Vale do Itajaí passou por outra cheia em sua bacia. A consequência clássica da chuva em excesso que fez com que olhássemos com atenção e certa preocupação para os rios que nos cercavam: Itajaí-Açu, Itajaí-Mirim, Benedito, Dos Cedros, por ai vai…

Houveram alagamentos, Rio do Sul sofreu mais com a cheia e, por provento do tempo, as águas baixaram e tudo voltou ao normal. Nada que assustasse tanto como em outras vezes, muito mais tensas e que, pela qual, fomos nos calejando até chegar ao ponto de sermos experts neste tipo de situação. Isto apesar dos estragos doidos no Alto Vale.

No entanto, uma prevenção ou amenização consistente dos danos das cheias passa por investimentos vindos do governo do estado, coordenados mais precisamente pela Secretaria de Estado da Defesa Civil. Algo que quer um sabe bem como funciona sem muita explicação.

Desde que cheguei em Timbó, uma das coisas que mais ouvi do colega de projeto e jornalista Carlos Henrique Roncalio foi a ausência e esquivas do responsável pela pasta no estado, Rodrigo Moratelli, quanto aos compromissos firmados pela secretaria para com a questão das cheias na região do Médio Vale, da qual a Pérola é a principal cidade.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton e Vettel em guerra enquanto Ricciardo fatura em Baku

Atrás deste capacete estão mil dentes sorridentes de surpresa: Daniel Ricciardo venceu o alucinante GP do Azerbaijão, a mais louca prova da F1 em tempos, que teve Stroll no pódio, toques mil e a abertura oficial da guerra Hamilton-Vettel (Getty Images)

Você também foi daquele cidadão que, coçando as costas e com cara de preguiça, ligou a televisão de manhã esperando um trenzinho monótono em Baku?

É? Foi mesmo?

Bom, vou te contar que eu também, e o Douglas idem. Mas não podemos reclamar se agora na tarde ou noite de domingo (quando este texto começou a ser aprontado) a adrenalina foi baixando aos poucos depois do que foi visto nas ruas apertadas da capital azeri. Depois de um ano sonolento como foi em 2016, a corrida deste ano não permitiu nem pescada de sono. Foi uma loucura como não vista na F1 há tempos e que entrou para a história.

Quem perdeu, ainda resta o consolo dos melhores momentos, mas mesmo neles, vai ficar extasiado. Teve esparrama na largada, Felipe Massa brigando por uma inesperada vitória e Lance Stroll subindo ao pódio, Force Indias se estranhando, Fernando Alonso nos pontos e, o melhor: Lewis Hamilton e Sebastian Vettel abrindo mão da amizade num incidente para entrar para a história. Tudo isso na imprevisível vitória de Daniel Ricciardo, que não tinha nada a ver com a novela dos líderes.

E se a coisa saiu assim mexida de Baku… imagine o clima que virá na Áustria. Vamos lá e prepare a água com açúcar. A adrenalina até pra escrever vai ser fogo. E não é exagero o que digo!

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Gramming & Marbles (MotoGP): Rossi magistral e Dovizioso líder na catedral de Assen

Após mais de um ano, o mito maior da categoria voltou a vencer e em grande estilo. É a décima vitória de Rossi na Holanda. Agora faltam apenas sete triunfos para alcançar o imortal Giacomo Agostini e suas 122 vitórias. (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Se você é fã da MotoGP com certeza não se arrependeu de ter acordado mais cedo para ver um verdadeiro desbunde de automobilismo na Catedral da categoria, no circuito de Assen, Holanda.

E se você é fã de Valentino Rossi, bom, aí você realmente tem muitos motivos para estar com o sorriso de orelha à orelha. O Doutor mostrou toda sua intimidade com a pista e numa performance que desafia as leis do tempo, derrotou o incrível Danilo Petrucci com a Ducati da Pramac. É o constante desafio as leis do tempo. O italiano já tem 38 anos e segue capaz de fazer corridas como a de hoje após ficar mais de um ano sem vencer. Um mito do esporte.

Mas Valentino não é o líder do campeonato. Essa honraria cabe a Andrea Dovizioso. E diga-se, desde 2009 com Casey Stoner que um piloto da Ducati não liderava o mundial da MotoGP. Quer mais? Maverick Viñales caiu e agora está quatro pontos atrás de Dovi e apenas três à frente de Rossi, que por sua vez está apenas quatro pontos à frente de Marc Márquez.

Nós falamos no texto da Catalunha que se chovesse em Assen o campeonato pegaria fogo. Nem precisou da chuva, uma garoa já foi o bastante…

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Câmara de Vereadores na antiga prefeitura? NÃO!

Eis a sede da Fundação Cultural de Blumenau, antiga Prefeitura da cidade, que nos olhos dos vereadores da cidade-jardim, deveria ser a nova sede própria do legislativo. Uma proposta, no mínimo, cômica para a realidade da cidade e da histórica construção, um dos poucos redutos culturais da cidade (Reprodução)

Amigos e amigas do blog sabem que eu não sou o jornalista recomendado para falar de política. Minha preferencia é a política internacional e só, nada além disto. Aos que procuram as confusões e bochichos da nossa política, recomendo sites como o do professor Alexandre Gonçalves, o Informe Blumenau, sempre completo e direto nestes assuntos.

Mas, hoje, tive de parar e raciocinar diante do que li. Defensor da história como eu, quase cai da cadeira com o que li no Jornal de Santa Catarina, em matéria do blog do Pedro Machado, no último sábado (24/07). Atentai-vos.

Segundo o bom Pedro, a Câmara de Vereadores da cidade-jardim estaria estudando construir sua sede própria – pasme-se – na Fundação Cultural. A proposta seria verticalizar o prédio, aliando a construção clássica a um desenho moderno. A proposta tem dado boas impressões ao presidente da casa, vereador Marcos da Rosa (DEM), e já motiva um estudo por parte da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (essa troca de nomes tornou tudo uma salada!) para o uso do prédio, já que trata-se de uma construção histórica.

Pesa também a decisão do legislativo em permanecer na região central, descartando assim um terreno já adquirido pela prefeitura ao lado da rodoviária (por sinal, decadente), recusado pelos parlamentares pela localização e pela necessidade de desapropriação de parte de outro imóvel.

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