Museu da Música: O salão nobre da melodia em Timbó

Eis o Salão Hammermeister, em Timbó. E por trás destas paredes históricas está um tesouro histórico que merece ser conhecido: O Museu da Música, com um acervo riquíssimo de várias páginas de história da melodia (André Bonomini)

Que o Vale Europeu tem, no seu seio, uma longa história com a música disso muitos bem sabem. Desde os tempos dos colonos, passando pela cena jovem iniciante nos anos 60 e os voos mais altos dos cantores, cantoras e bandas da região, o universo das melodias, acordes e timbres sempre esteve ligado aos que aqui viviam e vivem e buscam na música um refúgio ou uma ocupação.

E para quem acha que toda esta trajetória está esquecida no correr da história, está enganado. O passado musical do Vale, somado a uma viagem fabulosa por quase toda a evolução da arte pelo mundo, tem um espaço muito especial num cantinho da Pérola do Vale, reconhecidamente a capital regional da música. Nas instalações do antigo e bem preservado Salão Hammermeister, em Timbó, está instalado o Museu da Música, um verdadeiro relicário com vários elementos que escreveram e escrevem a história milenar desta arte, seja na região ou no mundo todo.

A BOINA junto da professor Roseméri Laurindo, numa divertida e fabulosa viagem a história da música em suas várias vertentes e elementos (André Bonomini)

A BOINA, mesmo nesta correria diária nos estúdios da PG2, teve a oportunidade de visitar este local no último sábado (15/07), acompanhado (e bem acompanhado) da professora e coordenadora do curso de Jornalismo na FURB, Roseméri Laurindo, numa agradável viagem ao mundo musical. O dia também ajudou, vale dizer.

Aberto em setembro de 2004, o Museu da Música já começa a contar história pelo próprio prédio. O antigo Salão Hammermeister é um senhor de 113 anos muito bem conservado. Erguido pela família homônima em 1904, o salão guarda encravado nas vigas e no assoalho marcado a história da família do seu construtor, Augusto Hammermeister. Uma delas envolvia seu filho, Arthur, que escapou da morte certa no exato instante que a estrutura desabava, ainda nos tempos da construção. Foi o simples fato de seguir passarinhos para fora do salão

A familha de Augusto Hammermeister e, abaixo, a de Arthur, seu filho. Gerações que mantiveram viva a história do velho salão, hoje a casa da música no Vale (André Bonomini)

Até 1961, a grande casa servia como ponto de parada para grandes bailes ou para um trago amigo no bar anexo. Ainda hoje, próximo a estante dos oboés, está a porta para o alçapão, onde as bebidas eram conservadas frescas para o verão. De salão de bailes, o Hammermeister passou a registrar a história da música que por anos pedia abrigo a estrutura. O marco de 100 anos do casarão era tornado definitivo com a abertura do museu, que deslumbra visitantes de todas as partes, com a viagem que lhes é permitida.

A entrada é a preço módico, apenas R$ 2 e você tem acesso a um acervo riquíssimo, passando por todas as modalidades de instrumentos musicais, peças históricas, midias antigas (como o vinil), aparelhos antigos (como toca-discos portáteis e teclados) e até um laboratório livre, onde você pode tocar nos instrumentos expostos. Um deles, curiosamente, é um piano de armário que, mesmo aparentemente arruinado, guarda as cicatrizes da enchente de 1983, de onde foi resgatado e, hoje, se mantém aberto para nos revelar o seu funcionamento.

No dia da visita de A BOINA, o salão central já estava preparado para o Café Musical que aconteceria no domingo seguinte. Esta apresentação mensal organizada no salão é apenas uma das tantas atrações musicais e demais eventos que acontecem por lá. Concertos, apresentações e recitais que navegam por todos os estilos musicais, além de ações educativas, exposições e demais atividades. Isto sem contar que a instituição ainda restaura antigos instrumentos, evitando a sua deterioração.

E o que mais espanta é que, pelo depoimento de muitos, o Museu da Música e seu riquíssimo acervo ainda são completos desconhecidos até mesmo dos timboenses. Neste caso, descobrir a história da música não é só resgatar o passado em melodias, mas conhecer um pouco mais da identidade de Timbó como um celeiro musical com registros, elementos, e muita memória a ser desvendada por seus visitantes.

Localização: R. Edmund Bell, S/N. Rodovia SC 477, km 5 – Timbó/SC
CEP: 89120-000
Contato: (47) 3399-0418/ museudamusica@culturatimbo.com.br / museudamusica-timbo.blogspot.com
Horário de Atendimento: de terça a domingo e feriados das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.
Para Visitar: Visitas monitoradas e ações educativas devem ser agendadas antecipadamente.

Um comentário sobre “Museu da Música: O salão nobre da melodia em Timbó

  1. Muito legal que em meio à história da cidade e dos instrumentos, os músicos podem se apresentar e nós, ouvintes, contemplarmos e viajarmos na busca da harmonia pelas notas musicais.

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